CONSIDERE A POSSIBILIDADE

O que você está fazendo aqui?

Pergunte!

Um das crianças da Lua, em "The Legend of Zelda: Majora's Mask". Imagem de: Zelda.wikia Humm… Posso… Fazer uma pergunta? O que é a ‘coisa certa’? (…) Se você fizer a coisa certa, ela realmente deixa todo mundo feliz?”

– Uma criança da Lua, em “The Legend of Zelda: Majora’s Mask”.

Me recuso a escrever uma legenda, mas a imagem é de Greg Barnes.Examinemos e coloquemos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor.

– Lamentações de Jeremias 3:40, NVI


Tanto a assustadora criança na Lua de Majora’s Mask como a própria Bíblia mandam você perguntar coisas importantes, como você pode ver.

Eu vou fazer o possível para responder, seja em resposta ao próprio comentário ou em um post dedicado à pergunta, mas vou procurar responder a todas. Só lembre que eu sou um blogueiro voluntário, por favor.

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198 comentários em “Pergunte!

  1. Olá Daniel, através de pesquisas no Google acabei chegando ao seu Blog , há algumas semanas atrás e venho acompanhado vários posts e discussões aqui, passei horas lendo…estou gostando bastante.
    Parabéns, admiro sua fé, inteligência e capacidade de argumentação ! Acredito que tudo isso foi um dom que Deus lhe deu! Esse Blog pode ser considerado um ministério que Deus colocou em suas mãos, para ajudar as pessoas a entender melhor alguns pontos da Bíblia ou até argumentar com Ateus/Agnósticos, Etc … que infelizmente não creem e não acreditam no tamanho de Deus e muito menos seu poder. Eu mesmo esclareci muitas dúvidas que tinha (Principalmente no primeiro testamento) , dúvidas que não chegaram a tirar minha fé, mas as vezes nos deixa um pouco confusas. Quando comecei a ler o que você escrevia , logo lembrei do filme “Deus não está morto” , caso não tenha assistido, veja que vai me entender . Um abraço, Deus te abençoe.

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  2. O máximo que eu posso dizer é que, em toda a história da ciência ainda não foi descoberta uma única evidência que apontasse para um deus (ou quando pensavam que sim, afinal era outra coisa) e que deuses até agora não são necessários para explicar seja aquilo que for que observamos.

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  3. Na minha perspectiva, nenhuma que envolva deuses é útil e nenhuma é mais que pura especulação infundada ou invenção. A minha única alternativa é mesmo a evolução, mas essa não envolve processos “racionais” (como se fosse algo dirigido inteligentemente), mas sim processos naturais (o que é racional é concluir que evoluímos).

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  4. Claro que cabe. Você chega aqui toda “Deus não existe” e tal e não fornece uma visão alternativa? Não é assim que funciona. Eu digo que a visão evolucionista da existência não é boa, e estou dando uma alternativa. Você fica com ela ou não, mas eu não me abstenho.

    E não te peço uma visão que encaixe qualquer deus. Peço uma que consiga excluir Deus (ou uma inteligência) de forma eficiente. O crescimento exponencial do Design Inteligente como movimento FORA de círculos religiosos (o Professor Enézio de Almeida Filho, por exemplo, é ateu e defendor da DI) só ajuda a evidenciar o que estou dizendo.

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  5. Então não há evidência que não evidencie. Legal (ou “fixe”, certo?). Muito útil isso. Mas olhar para a natureza e ver Deus (ou inteligência, que não são sinônimos aqui) evidenciado é bem natural, Maria. Veja o funcionamento dos desmossomos por exemplo. Sem desmossomos, estruturas extremamente complexas, nossas tias arrancariam a pele de nossas bochechas cada vez que dissessem: “fofinho”. A mínima tensão romperia a pele, e a mínima ausência de uma das proteínas necessárias impediria a ideal fixação de células contíguas, e essas proteínas são produzidas dentro da própria célula, com um código específico que depende de proteínas fabricadas pelo próprio código. E nem comecei ainda. Você sabe quantas evidências procuro colocar aqui no blog. Vou por mais algumas nas próximas semanas.

    A primeira impressão, ao aprender o processo é: “Nossa que coisa bem feita e inteligente.” Então você pode deixar isso de lado e não acreditar em nada, mas deixou essa primeira impressão, muito convincente e lógica, de lado.

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  6. «você dá para uma criação especial que envolva processos racionais coerentes» – tal como disse, o evolucionismo teísta também não faz sentido… sinceramente, não me cabe a mim arranjar uma “teoria” maluca para encaixar qualquer deus que seja.

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  7. «Então, vamos fazer um exercício: forneça três evidências científicas de que Deus (ou uma Inteligência) NÃO está evidenciado na natureza, por favor.» – Não há nenhuma evidencia (de que se saiba) que aponte para nada que não seja natural. E há uma data delas que descartam a criação bíblica (repito, diferente de criacionismo progressivo ou evolucionismo teísta)

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  8. «De fato, a ancestralidade comum não descarta uma criação especial.» Eu queria dizer que descarta a criação especial Bíblica (é claro, que pode ser criação através da evolução, mas, como já vimos, não faz sentido). Como eu dizia, descarta-se um deus muito específico. Não podemos descartar cada deus ou cada versão que vier à cabeça do crente, pois são tantos quantos se podem inventar, e a imaginação humana é bastante fértil.

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  9. Jesus veio à Terra com a intenção de morrer, sim: “Disse Jesus: “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (João 12:27), e para depois voltar a viver. Exatamente. Esse era justamente o plano. Mas não para “voltar feliz para o céu”. O plano era tomar o lugar dos pecadores e receber TODO o castigo que Deus reservou para nós; fazendo isso, Ele cumpriria a justiça de Deus – o julgamento dos pecadores seria consumado e tudo ficaria certo. Deus (e o universo) teria justiça; Cristo teria glória maior e renovada, além de novos amigos (seus servos); os pecadores poderiam ser perdoados e transformados se confiassem no que Cristo fez, recuperando um relacionamento com Deus e a serpente (o diabo) teria a sentença final de seu julgamento. Resumindo, era esse o plano.

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  10. Jesus é Deus e homem, Maria. O grande mistério e dogma da fé cristã é justamente este: Cristo foi (e é) o único ser humano que possui a natureza divina. É a doutrina da encarnação. Deus Filho “encarnou”, ou, em sua natureza divina assumiu a natureza humana TAMBÉM. Por isso, morreu como nós morremos (ficou 3 dias morto, lembra?) – sendo “separado de Deus” – uma expressão que significa “condenação final”. E voltou a viver justamente PORQUE é Deus e porque, em Seu sacrifício agradou plenamente a Deus Pai, cumprindo Sua Lei. Esse sempre foi o argumento central do cristão, Maria. Ninguém pode ressuscitar, a menos que seja Deus. Então… Jesus ressuscitou PORQUE é Deus.

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  11. De fato, a ancestralidade comum não descarta uma criação especial. Mas olha só, se você vai defender uma criação especial, então pergunto: porque o criador teria criado um processo tão brutal e cruel como a seleção natural por morte? Por que não criar um mecanismo que não envolvesse isso? A visão que apresento elimina essas perguntas da cosmovisão, porque Deus teria criado tudo “muito bom” (ou perfeito) sem esses processos, que foram introduzidos por nós, humanos. E, se você pensar, a promessa cristã é, basicamente, o final desse processo de seleção natural por morte e sofrimento, não só para os humanos, mas para toda a criação. É uma explicação com começo, meio e fim.

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  12. Isso de fingir que morreu, não era disso que eu falava. Eu falava do facto de deus vir à terra, já com a ideia de “morrer” (sim, fisicamente, segundo a Bíblia pelo menos, morreu), para depois voltar a viver, voltando todo contente para o céu ou sei lá.

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  13. Temos aqui um problema: Sim, é verdade que as pessoas que acreditam em deus tendem a tentar que essas hipóteses escapem a qualquer escrutínio (na verdade, não há limites para o que se inventa sobre deuses e o seu exemplo ilustra bem isso), mas isso não quer dizer que, por exemplo, evidências de ancestralidade comum não descartem a criação especial (pelo menos como descrita na Bíblia). Não estou a dizer que com isso podemos descartar todos e quaisquer deuses, só um deus muito específico (o deus bíblico).

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  14. Maria, vou colar seu comentário aqui e responder embaixo, em negrito, okay?

    «Deus existe é racional.» – Sim, mas é um deus que se esconde muito bem. Se calhar é tímido. ;)

    Não senhora. Romanos 1:20: Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis… (NVI, grifo meu) É essa a principal diferença entre o Design Inteligente e o Criacionismo, aliás: enquanto que o primeiro fica na conclusão lógica e racional (“existe um criador X”), o criacionista atribui a esse Criador a identidade de Deus encaixando-o perfeitamente em sua cosmovisão (“eu acredito em um Criador que é Deus; as coisas foram criadas, portanto acredito que Deus é o Criador das coisas”).

    Mas reforço, Maria: Deus está evidenciado na natureza, mas Ele se revela (diferente conceito aqui) para quem Ele quiser.

    «A história da ciência não tem nada a ver com isso, porque a ciência trata de fenômenos naturais, e Deus não é nada natural.» – Não é bem assim. A ciência não estuda deuses, unicórnios, fadas, etc., directamente. Mas o que se descobre através do método científico pode dar para descartar/apoiar hipóteses relacionadas com deuses e religião – que se fossem confirmadas tornariam a existência dos mesmos deuses mais provável/plausível e que, sendo descartadas e substituídas por outras, a coisa funciona ao contrário.

    Okay, mas você está esquecendo do ponto nevráugico. A ciência não estuda deuses ou fadas nem direta, nem indiretamente. Você está cometendo um erro bem básico: achar que as explicações científicas podem interferir em conceitos e padrões filosóficos não-científicos. Você pode provar para um crente que alega ter sido curado de, digamos, dor de cabeça, que na verdade foi o ibuprofeno que eliminou a dor por ter agido nas sinapses nervosas, que ainda assim o sujeito vai continuar fazendo saltos filosóficos rumo a Deus. “Foi o ibuprofeno que curou você” tem como resposta: “Porque Deus quis usar o ibuprofeno, embora pudesse usar outra coisa ou nada.” Que método, pensamento ou lógica científica responde a esse argumento? Nenhum, oras. As análises são totalmente separadas. A ciência não se envolve com essa última declaração, limitando-se a dizer que “o ibuprofeno, administrado ao paciente X, promoveu tal resultado.” Por sinal, eu defendo a tese do ibuprofeno aqui, mas posso aceitar o segundo argumento por fé, embora fazendo cara feia de “que coisa desnecessária…”.

    Com isso, defendo que os métodos científicos são plenamente válidos para explicar o que quer que seja com relação ao natural, mas se alguém quiser apontar como causa daquele efeito Deus, gnomos, fadas, alienígenas tecnologicamente avançados ou o que quer que seja, a ciência simplesmente se cala porque ela não pode dar nome ou identidade à causa.

    «Entre dizer “sim” e dizer que sim significa um carpinteiro judeu, que na verdade era Deus (uma de três pessoas), nascido de uma virgem, crucificado e autorressurreto (é assim que escreve isso? é outra coisa.» – Esqueceu-se da parte em que era pai dele próprio e (no fundo) fingiu que morreu para nos salvar dos nossos pecados (quando podia tê-lo feito de outra maneira qualquer menos marterizante e sem a obrigatoriedade de acreditar no inacreditável).

    Eu não ei onde você leu isso, mas na Bíblia ou nos escritos históricos do cristianismo não foi. Nem Jesus, nem nenhum dos apóstolos, nem nenhum dos pais da Igreja (Agostinho, Tertuliano, Justino, Eusébio, Clemente etc) afirmou que Jesus era pai de si mesmo. Jesus é a segunda pessoa de uma Trindade, lembra? “Em nome do Pai (1), do Filho (2) e do Espírito Santo (3).” Ou, como inicia o Credo Niceno: “Cremos em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, o Criador do céu e da terra, das coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Unigênito de Deus o Pai, o Unigênito, que é da essência do Pai. Deus de Deus, Luz de Deus, Luz verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado e não feito; da natureza mesma do Pai, por quem todas as coisas vieram a existir, no céu e na terra, visíveis e invisíveis.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Credo_Niceno)

    Jesus fingir que morreu é das boas também. Como se finge uma morte depois de se levar 39 chicotadas lacerantes, ser espancado com varas ao ponto de encravar um coroa de espinhos na parte superior da cabeça, carregar uma tora de madeira de quase 100kg no sol do deserto, sofrer desidratação, sudorese, ficar pendurado com as pernas semi-flexionadas (o que enche os pulmões de líquido), ter hemorragias internas e externas (por ter pregos de 15cm cravados em seus membros expostos) e ser perfurado por uma lança romana ao ponto de romper o coração? Maria, nem os historiadores ateus mais seculares continuam defendendo essa tese de Jesus fingir a morte, porque ela é extremamente infantil, arqueológica, lógica e biologicamente.

    E se Jesus pudesse morrer por nossos pecados de outra forma, tenha certeza de que Ele o faria (“Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres”. Mateus 26:39, NVI). Infelizmente não tinha outro jeito. Eu gostaria que tivesse havido, mas não houve.

    O método de Deus é esse Maria: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.” (Hebreus 11:6). Ele não pede que gostemos do Seu método, mas que nos submetamos e O obedeçamos. Acreditar também é uma obra que Deus faz por nós Maria. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)

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  15. «Deus existe é racional.» – Sim, mas é um deus que se esconde muito bem. Se calhar é tímido. ;)

    «A história da ciência não tem nada a ver com isso, porque a ciência trata de fenômenos naturais, e Deus não é nada natural.» – Não é bem assim. A ciência não estuda deuses, unicórnios, fadas, etc., directamente. Mas o que se descobre através do método científico pode dar para descartar/apoiar hipóteses relacionadas com deuses e religião – que se fossem confirmadas tornariam a existência dos mesmos deuses mais provável/plausível e que, sendo descartadas e substituídas por outras, a coisa funciona ao contrário.

    «Entre dizer “sim” e dizer que sim significa um carpinteiro judeu, que na verdade era Deus (uma de três pessoas), nascido de uma virgem, crucificado e autorressurreto (é assim que escreve isso? é outra coisa.» – Esqueceu-se da parte em que era pai dele próprio e (no fundo) fingiu que morreu para nos salvar dos nossos pecados (quando podia tê-lo feito de outra maneira qualquer menos marterizante e sem a obrigatoriedade de acreditar no inacreditável).

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  16. Aí, depende, Maria. O que é racional? Não é seguir a razão de um ponto A a um ponto B? É perfeitamente racional pensar: “Eu crio coisas, mas eu não me crio; será que fui criado por alguém que não se cria?”. A para B. A resposta a essa pergunta só pode ser sim, não ou talvez. Mas se ficarmos no talvez não resolvemos o problema. Com base no que se responde sim? E com base no que se responde não? Seja como for o processo é extremamente racional.

    Mas não vou forçar a barra. Entre dizer “sim” e dizer que sim significa um carpinteiro judeu, que na verdade era Deus (uma de três pessoas), nascido de uma virgem, crucificado e autorressurreto (é assim que escreve isso? é outra coisa. Isso não é nem um pouco racional, concordo. Mas nem só de razão vive o homem.

    Veja que faço uma distinção importante: Deus existe é racional. Jesus é Deus não é – isso é fé. Com isso, porém, não digo que a fé cristã não é racional, porque então voltamos para o início da discussão: ponto A leva a ponto B. No caso do cristianismo, o ponto A leva ao ponto Z e cada um dos pontos faz completo sentido. A premissa é que é o problema aqui. Graças a Deus poder acreditar nela não depende só de mim.

    Abraço,

    Daniel.

    PS: A história da ciência não tem nada a ver com isso, porque a ciência trata de fenômenos naturais, e Deus não é nada natural. Eu diria que a ciência não é nem crente, nem atéia nem agnóstica. Com relação a esse assunto, ela simplesmente não faz ideia do que estamos conversando.

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  17. «O agnóstico é diferente. Eu sei porque já fui um. As pessoas dizem que Carl Sagan era ateu. Eu não acho, pelo que já li das obras dele. Ele era um agnóstico convicto, disso eu sei. Você deve pensar mais ou menos assim: “Duvido que Deus exista. É bem provável que não exista, mas pode ser que eu esteja errada – do que eu duvido.”» – Mais ou menos isso. Seja como for, para mim a perspectiva mais racional é a de ter reservas, pois ao longo da história da ciência muito do que se dava como certo, mudou ou descobriu-se ser impreciso.

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  18. Maria, é sempre um prazer responder suas perguntas, porque você me desafia. Por favor continue assim.

    Existem vários graus de ateísmo eu sei. Eu não estou em condições de avaliar o seu grau de ateísmo e te dar um diagnóstico, Maria. Isso é com você. Mas te ajuda saber uma coisa: minha definição de “ateu” é etimológica. “A” (não) + “Theos” (Deus). Minha definição de ateu é a mesma do dicionário Michaelis de Língua Portuguesa, pra facilitar a discussão: “indivíduo que não crê na existência de Deus”.

    O agnóstico é diferente. Eu sei porque já fui um. As pessoas dizem que Carl Sagan era ateu. Eu não acho, pelo que já li das obras dele. Ele era um agnóstico convicto, disso eu sei. Você deve pensar mais ou menos assim: “Duvido que Deus exista. É bem provável que não exista, mas pode ser que eu esteja errada – do que eu duvido.” (Eu pensava mais ou menos assim!) Por isso, pra mim não existe um “ateu agnóstico”. Existe o crente, o ateu e o agnóstico. Esse agnóstico pode ser leve ou “hardcore”, mas não é ateu. Questão de etimologia.

    Mas já que você mencionou isso, também cai na definição. Fé na incerteza como certa também é um tipo de fé.

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  19. «A melhor definição de “fé” está em Hebreus 11:1: “… é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” (NVI) Simples. Direto. Inescapável. Seja você teísta ou ateísta, você cai nessa definição e é obrigado, logicamente, a se encaixar nela, mesmo que não queira, porque esta certo de que Deus existe ou não, dando isso como certeza.» Tem a certeza de que para uma pessoa ser considerada ateia tem que ter a certeza de que deus não existe? Eu considero-me ateia e não tenho 100% de certezas (não sei ao certo) – a isso chama-se ateísmo agnóstico.

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  20. Ola professor, estava fazendo certas pesquisas aqui e acabei vindo parar em seu blog ^^ … Antes de tudo, gostaria de parabeniza-lo pelo ótimo trabalho, pude observar muita coisa interessante aqui e quão feliz fiquei em ver pessoas especializadas em biologia e ciências mantendo um focus baseado nas Escrituras. Bom, eu tenho certas dúvidas e já obtive ate algumas respostas mas gostaria de saber a sua opinião a respeito de algumas questões.

    1) O que os animais comiam enquanto estavam na Arca de Noé ? A Arca tinha suporte para carregar 1 ano e 10 dias de alimentação?
    2) O que eles (Noé e os animais) comeram depois do Diluvio sendo que a Terra se encontrava num estado de depravação?
    3) Como os animais que sobrevivem somente em água doce ou somente em água salgada sobreviveram com toda água junta?
    4) Os insetos, atrópteros e anfíbios que ficaram fora da Arca sobreviveram como com tanto tempo de água sobre a Terra?
    5) Não haveria guerra entre os animais na Arca?

    Espero que possa responder essas questões, desde já agradeço, espero que o professor possa continuar seu fantástico trabalho.

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  21. Olá. actualizei um texto antigo porque descobri uma frase que Jesus disse, que me pareceu estranha. Mai uma vez gostava de saber a sua opinião sobre o assunto. O que eu escrevi foi:
    «Ao que parece existe uma passagem no novo testamento em que Jesus diz que não serão concedidos sinais aos descrentes. E aos crentes, para lhes reforçar a fé e garantir adoração continua da sua parte? Faria sentido. Por exemplo, revelar-se consistentemente a todos os crentes que precisassem da sua fé reforçada (é daí que provem a maior parte dos ateus) – não vejo nada disso. É claro que continua a ser preciso uma certa dose de fé para acreditar que foi aquele deus especificamente. Mais ainda, essa afirmação não faz sentido à luz do que sabemos sobre o deus do antigo testamento (*), que quer que o adorem, precisa de ser notado. E Jesus pretende referir-se ao mesmo deus. Assim, a explicação mais plausível, assumindo o teísmo (pois a outra seria impensável se a ideia de deus do velho testamento fosse a correcta) é que Jesus não era seu filho, nem divino, e isso não lhe foi revelado por deus (o que está de acordo com a versão judaica da história). Outra é que Jesus não disse nada disso e quem escreveu isso estava errado. É claro, que se não assumirmos nada, nem deus existe, nem Jesus era divino nem filho de deus. Temos um problema de conflito interno, além do conflito da caracterização do deus judaico-cristão com o uso da evolução. (…)
    Nota: A não ser que por “sinal” ele queira apenas dizer “milagre” ou “revelação directa”, ou que com essa frase queira apenas dizer que tem que haver sempre espaço para a fé, que como eu já disse, não significa uma total falta de evidências – indícios de design na natureza, que não tivessem explicações evolutivas possíveis ou outras, por exemplo.» – Nesta nota do fim é que reside a questão.

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  22. Bom dia, bem lendo seu perfil vi que VC é biólogo , isso ira me ajudar muito em certas duvidas que tenho, sou crista desde pequena sofro de transtorno de ansiedade e por isso tenho uma compulsão por duvidas e elas me incomodam muito estudo enfermagem e sinto uma insegurança muito grande quando estudo as doenças os microorganismos os serem patógenos. Como nos cristãos podemos ver isso? Deus criou os seres pra nos fazer mal?sendo Deus onisciente ele sabia que eles nos fariam mal então porque criou? Deus criou por maldade os vermes? Os virus? Principalmente os virus que são parasitas obrigatórios? Como entender essas coisas sem perder a fe? Tenho muitos desses questiomamentos e se possível gostaria que VC me ajudasse. Obrigada.

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  23. Oi, Maria!

    Desculpe minha LONGA demora para responder, mas eu estava na Itália, em um lugar sem muita internet disponível, e só vi agora seu post.

    O problema que você apresentou, sobre Deus ser narcisista, já me incomodou muito, até eu descobrir que ele não é sequer um problema. E tudo é bem simples.

    1. O primeiro dos Dez Mandamentos é “Eu sou o Senhor, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão. Não terás outros deuses além de mim.” (Êxodo 20:2-3). Ponto 1. Se Deus é justo, ele faz mandamentos justos, que podemos e devemos cumprir, pois um Ser justo jamais mandaria que realizássemos algo impossível. Ponto 2. Se Deus quer ser justo e coerente, precisa obedecer a esses mesmos mandamentos. Ponto 3. Se Ele permitir ou aceitar ou estimular a adoração, veneração ou elogios a qualquer outro deus está sendo, Ele mesmo, idólatra, injusto e incoerente. Portanto, Deus precisa adorar a Si mesmo afim de não ser idólatra, e incorrer em um dos pecados mais graves. E o fato de nos lembrar de adorá-lo é um constante chamado ao abandono do perigo da idolatria – e portanto, um ato de amor de Sua parte. Isso é bem diferente de narcisismo, porque Narciso SE JULGAVA “divino”, por assim dizer, embora não o fosse, enquanto que Deus, por ser Onisciente, SABE disso.

    2. O evolucionismo teísta é bobagem, pelas razões que você apontou e porque a própria Bíblia o diz em Romanos 1:20: “…desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas CRIADAS…”. (ênfase minha). A palavra que eu enfatizei, no grego, é “poiema”, que significa algo feito com as próprias mãos. Se Deus usa morte e acaso para criar ele não é nada mais que um demiurgo brincalhão. (Além disso, lembrar que um conceito evolucionista já existia na filosofia grega à época em que Paulo escrevia, e Paulo ignora completamente o uso desse conceito na formulação dessa doutrina.) Agora, na natureza vê-se ordem, mas vê-se entropia; vê-se a beleza do nascimento, mas a feiúra da morte, o que é perfeitamente coerente com Gênesis 3 (que Paulo tinha em mente quando escreveu Romanos). O criacionismo é bem mais, eu diria, corajoso, porque fala o seguinte sem ter a menor vergonha: Deus criou um universo perfeito, que depois caiu em entropia por causa da maldição que Ele mesmo lançou no universo, e que sofreu um dilúvio de proporções bíblicas (HA! Quero ver evolucionista fazer esse trocadilho!). O que vemos no mundo de hoje, desde a seleção natural, à entropia genética e o registro fóssil, podem ser explicadas por isso. Pode não ser científico como quer Popper, uma vez que não pode ser reproduzido, nem testado, mas faz muito sentido lógico. Opa se faz. Os processos “evolutivos” (seleção natural, entropia genética etc) são explicados como uma consequência nefasta do pecado, e para eles é oferecida uma promessa de eliminação: “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou.” (Apocalipse 21:4) Resumindo, Maria: o criacionista tem um modelo coerente. O evolucionista teísta não.

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  24. Oi, Daniel. Para quem já leu muito da Bíblia, se não toda, qual é a sua opinião, relativamente a deus exibir tendências narcisistas (não confundir com TPN) – incluindo o desejo de ser adorado, venerado, notado? Escrevi sobre isso (http://allthatmattersmaddy32b.blogspot.pt/2014/08/compatibilidade-entre-teoria-da.html) e como isso se relaciona com o evolucionismo teísta – é a continuação do outro, mas já agora, queria a opinião de um cristão sobre essa minha interpretação.

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  25. Pense nos textos e suas implicações. Construa um barco como o de Gilgamesh e você VAI MORRER. Construa um como o de Noé e você VAI VIVER. É possível considerar o contrário? Seria, se não tivesse informação e nem a possibilidade concreta de se construir em escala. No youtube você acha testes de modelos da Arca de Noé em escala. E eles são estáveis.

    Dizer que o escritor de Gênesis, tradicionalmente Moisés, pegou o texto mitológico, leu, e pensou: “Huuummm. Acho que a física náutica dessa embarcação não está bem não. Vamos recalcular tudo isso aqui.”, numa época em que egípcios curtiam mais prédio que barco, e Newton não era nem espermatogônia, é pedir demais, não?

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  26. Complicado. Não estudei muito sobre isso devido ao meu atual foco na medicina, mas o assunto religião, interligado com política e sociedade, me fascina. Tenho algumas dúvidas em relação à Epopéia de Gilgamesh. Pelo que entendi em seu post, o Gênesis estaria mais correto porque condiz com a realidade em relação à referências e tudo mais. Porém, é possível considerarmos o contrário. Pelo seu post, a conclusão é que o Gênesis é mais condizente com a realidade e, portanto, é o original. Mas o que impede de a Epopéia ser a original e que tenha sido escrito com base em pensamentos mitológicos, sendo, portanto, livre de total verossimilhança, e que o Gênesis foi inspirado nela, com diversas melhorias em relação, por exemplo, às dimensões da Arca? Obrigado por ler :).

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  27. Olá professor,pra dizer a verdade nem entrei aqui para fazer questionamentos ou tirar dúvidas,entrei no blog simplesmente para te agradecer.
    Professor,não deu tempo de me despedir,mas queria dizer q você teve um papel muito importante na minha vida,através da sua profissão,da sua intelectualidade e do seu bom humor eu aprendi muito.Eu não só aprendi e me apaixonei pela biologia,como escolhi minha profissão,escolhi onde e como estudar,aprendi muito sobre religião… e muito mais com vc!!
    Eu lhe desejo td de melhor que há nesse mundo,que Deus abençoe muito você e a linda da Angélica.
    Que eu tenha a oportunidade de revê-los,muito obrigada por tudo,não tenho palavras para agradece tudo oque vc fez por mim!!
    Te adoooro ;)
    Um beijo,da sua aluna Bia !

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  28. Professor, A paz do Senhor!
    Tenho uma dúvida. Se a célula humana é complexamente irredutível, como explicar as células procariontes, que são bem mais simples que as eucariontes? Não poderia ser uma a versão mais primitiva da outra?

    E a complexidade irredutível do olho? Existem vários olhos mais simples que o olho humano na natureza, como explicar isso tbm?

    Obrigado e aguardo resposta!

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  29. Olá, Gustavo! Claro que me interesso! Sempre é bom conversar com gente de áreas tão próximas e fundamentais como a biologia e a geologia. Aguarde novidades!

    Vamos conversando por aqui mesmo. Estou bem sem tempo de me dedicar ao blog por enquanto, mas esse meu hiato deve acabar logo.

    Abraço,

    Daniel.

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  30. Bom dia,

    Vocês são aqueles que eu estava procurando…Haha
    Digo isso porque sou primeiramente cristão, mas tbm geólogo, e queria conhecer cristãos ligados à área da biologia, para conversarmos sobre temas como evolução, DI, filosofia, etc.
    Caso se interessem, por favor mantenham contato pelo e-mail. Abraço.

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  31. Bom, sr. Victor…

    Primeiro: fiquei muito feliz com sua visita. Obrigado mesmo. É bom conhecer as pessoas fora da sala de aula.

    Segundo: vou responder suas perguntas, mas primeiro, preciso que você faça uma coisa fundamental para continuarmos nossa conversa.

    1. Todo o meu argumento com relação à pena de morte e com relação ao condenado (há uma grande diferença aqui) se baseia em Romanos, principalmente capítulo 13. É fundamental que você leia esse texto com cuidado. (Ler a carta toda também seria fundamental, mas acho que só o cap. 13 já dá pra começar a conversa.) Você citou Jesus, no sermão do monte, em Mateus 5 a 7. Bom texto pra ler também. Se você quer MESMO entender o que eu penso, precisa partir desse ponto: ler Romanos 13 (ou melhor, 1 a 4 e 13) e o Sermão do Monte. Depois, poste aqui aquilo que você entendeu da leitura.

    Compreenda que todo o meu posicionamento político parte da visão cristã (bíblica) do homem e da sociedade. E é a partir disso que eu estabeleço minha ética, política e etc, e a partir disso que vou conversar com você. Digo isso não para proibi-lo de citar qualquer outra coisa – muito pelo contrário, bote na mesa todas as cartas do baralho! -, mas para que você saiba de onde venho e onde quero chegar.

    Assim, aguardo seu próximo post!

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  32. voce é a favor da pena de morte embora seja um cristao, como explica na biblia estar escrito PERDOAR NAO SETE, MAS SETENTA VEZES SETE, ou AMAR O PROXIMO COMO A SI MESMO, ou ate em um dos mandamentos diz NAO MATARAS, mesmo assim defende a pena de morte. o que jesus quis dizer entao com essas palavra, se nao a MISERICORDIA DIVINA E AMOR AO PROXIMO????? como defende a ideia de matar um irmao seu, um filho de Deus???

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  33. O conceito está errado. Jesus não é filho de Deus com Maria. Não há sexo, como na mitologia grega, nem paixão ou relacionamento entre a Divindade e Sua serva. Maria tinha a função de ser mãe terrena do Filho de Deus. Jesus encarnou utilizando um óvulo de Maria. Não houve fecundação. Maria era virgem.

    Assim, não podemos falar de Jesus como sendo semideus.

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  34. Jesus é Deus. Uma Pessoa diferente da Trindade (composta de Pai, Filho e Espírito Santo), mas com natureza divina. Não é um semideus e não é outro deus.

    “Deus” é uma palavra que descreve a natureza (ou “substância”, para usar um dos primeiros credos da Igreja) dessas Três Pessoas, compartilhada com absoluta harmonia e integralidade.

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  35. Quando tiver tempo, então, leia-a, imparcialmente. Faça perguntas a ela, por mais blasfemas que sejam ao cristianismo e aguarde a resposta, pois a maioria das perguntas que a Bíblia levanta ela mesma responde. Por isso tanta gente baseia tudo nela.

    Muito bom, Maria. A postura que você teve agora foi louvável.

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  36. * «…não sei se tudo isso está na Bíblia.» – Não estou a dizer que não está, não estou a questionar se está ou não, estou apenas a dizer que não fazia a mínima ideia do que estava ou não na Bíblia.

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  37. Relativamente a aplicar princípios Bíblicos, não sei se tudo isso está na Bíblia. E acho que acertou quando diz que não sei muito de religião. Eu tive pouco tempo de catequese (escola dominical para vocês?), os meus pais não eram muito religiosos (pela conversa acho mesmo que eram/são ateus) e comecei a ser ateia muito cedo (aliás, que me lembre nunca acreditei em deus). Além disso, é verdade que já com idade para perceber isso não tenho lido muito (quase nada) a respeito do assunto – é que ando no segundo ano da licenciatura na universidade e mesmo que pensasse muito nisso não teria tempo para pesquisa. Isto tudo para admitir que me precipitei e para explicar porque nunca tive muita motivação/disponibilidade para ser um pouco mais culta nesse aspecto.

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  38. Não é pensar por si próprio, pra você, porque você não está pensando como eu penso. Acompanhe.

    1. Creio que Deus sabe tudo sobre a realidade e a vida prática.
    2. A Bíblia afirma ser livro escrito por Deus.
    3. A Bíblia ensina como viver uma práxis correta aos olhos de Deus.
    Logo, a Bíblia ensina a viver bem, uma vez que Deus autorou a práxis bíblica.

    Não aplicar a Bíblia em cada mínima atitude seria contrariar a conclusão lógica dessas premissas!

    A Bíblia ser Palavra de Deus não é ensino da igreja. Ela mesma o afirma. Uma afirmação dessas precisa ser crida, porém, avaliada. Eu já li livros de Arqueologia Bíblica, Hermenêutica, aprendi gramática grega, História das traduções, Hermenêutica primitiva (séc I) e livros de história a respeito dela e do cânone, além de confissões de fé e de acompanhar notícias e etc sobre ela, além de aplicar seus princípios, após muita reflexão, em mim mesmo. E também de ler livros que a questionam. Então,Maria, não seja tão rápida em julgar ou dar seu parecer sobre algo que não sabe. Sua declaração foi bastante preconceituosa, aliás.

    Além disso, é interessante que alguém que não crê na Bíblia critique a validade dos princípios bíblicos que não aplica. Como questionar a validade se nunca tentou aplicá-los? Ou será que aplicou? Se você não gosta de mentira, esse princípio está na Bíblia; se gosta de justiça social, o princípio está na Bíblia; se gosta da igualdade entre as pessoas e gosta da valorização da mulher e da classe operária, isso está na Bíblia. Se acha que a religião é o ópio do povo, esse princípio também está na Bíblia. Se não gosta de sonegar impostos, de obedecer às leis, de honrar os pais, de descansar um dia na semana, de questionar tudo o que os outros dizem e avaliar as melhores explicações, de ser generosa, de se importar com as pessoas, etc.

    Todos esses princípios são bíblicos, Maria. Só se pode aplicá-los quando se os entende.

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  39. «Escolher basear minha vida nos ensinos de um livro não seria pensar por mim próprio, Maria?» Não era bem isso que eu queria dizer. Mas basear toda a sua vida (quase cada acção) na Bíblia é excessivo. E uma coisa é basearmos-se em coisas que leu para formar opiniões suas (após reflexão), outra coisa é basear até acções e atitudes na nossa vida pessoal (todas/ quase todas) na Bíblia, porque uma data de pessoas religiosas lhe meteu na cabeça que é a palavra de deus, que é a autoridade, etc. Isso para mim não é pensar por si próprio.

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  40. Escolher basear minha vida nos ensinos de um livro não seria pensar por mim próprio, Maria?

    Acho que vc também faz isso não? Ou sua visão política não seria derivada das ideias de m Marx, um Hobbes, um Maquiavel, etc?

    Sua visão sobre economia não vem de um Adam Smith, Engels, etc?

    Sua visão sobre ateísmo de Darwin, Dawkins, etc?

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  41. A minha primeira pergunta era mais de retórica.

    «2. Se há algo em minha vida que não baseio na Bíblia? Não. Por ser Palavra de Deus, a Bíblia me dá diretrizes para TODAS as posições e decisões. Ela é suficiente. Portanto, ela é autoridade máxima em tudo.» Já experimentou ignorar isso e viver a sua vida a pensar apenas por si próprio (ênfase no apenas, pois não quero dizer que não pensa de todo por si próprio)

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  42. Duas perguntas, duas respostas.

    1. O problema é ser religioso ou é ser ateu? Depende do ponto de vista, é óbvio. As respostas para essa pergunta são ridículas, Maria. Como os por quês já estamos discutindo, só enuncio as conclusões. Se o problema é ser religioso, então sejamos ateus! Se o problema é ser ateu, sejamos religiosos! Se o problema é ambos, então sejamos nada, o que é absurdo! Vou dizer de novo: depende do referencial teórico, obviamente. E depende da fé que você tem nos postulados teóricos.

    2. Se há algo em minha vida que não baseio na Bíblia? Não. Por ser Palavra de Deus, a Bíblia me dá diretrizes para TODAS as posições e decisões. Ela é suficiente. Portanto, ela é autoridade máxima em tudo.

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  43. «Eu procuraria convencê-lo da importância de ir à igreja para ouvir ideias distintas das que tem lido e estar junto com pessoas que já passaram por esse problema, tendo-o superado.» Ok, bem sei que é pecado e essas coisas todas, mas ainda não parou para pensar que o problema que deve ser superado é ser religioso e não ser ateu?
    «Me baseio em Lucas 15 para isso.» Há alguma parte da sua vivência que não se baseie em alguma coisa que esteja escrita na Bíblia?

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  44. Qual seria a utilidade de obrigar meu filho de 14 a 17 anos em ir à igreja se ele não entende o que aquilo significa? Eu procuraria convencê-lo da importância de ir à igreja para ouvir ideias distintas das que tem lido e estar junto com pessoas que já passaram por esse problema, tendo-o superado. Se ele dissese: “Pai, tentei, mas não dá”, eu não o impediria de não ir. Me baseio em Lucas 15 para isso.

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  45. Em primeiro lugar, continuaria amando-o tratando-o normalmente – talvez até melhor, pois ele estaria sendo absolutamente sincero com seus pais, contando uma importante decisão em sua vida. Embora eu ficasse um pouco desapontado, entenderia. Eu já passei por isso.

    [Aliás, Judas 22 diz: “Tenham compaixão daqueles que duvidam.” (Nova Versão Internacional). Compaixão é com + pathos. Duvidar é um sofrimento, às vezes.]

    Em segundo lugar, conversaria com ele e procuraria entender o motivo pelo qual se tornou ateu. E procuraria debater com ele como faço com você, fornecendo leituras e lendo o que ele estivesse lendo.

    Em terceiro lugar, oraria por ele.

    E, claro, respeitaria plenamente sua decisão. Afinal, a vida é dele e ele também tem direito a suas opiniões – mesmo que sejam “tolices”! (Só pra provocar você um pouco!)

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  46. Não, nem um pouco. Veja o que eu disse antes. É um pecado como qualquer outro. Eu tenho alguns amigos ateus, dos quais gosto sinceramente, e eles são pessoas muito boas e honestas. Mas, ao negarem a divindade de Cristo, sua existência (se é que posso usar essa palavra para Alguém que é transcendente!), e sua divindade, rejeitam o que Deus fez por eles – aliás, sequer consideram – uma vez que não creem. Esse é o maior de todos os pecados.

    No entanto, como já conversamos, o ateísmo pode derivar para ideias terríveis, e gerar monstros. Aliás, como qualquer ideologia pode.

    Por outro lado, não obedecer a Deus significa, de certo modo, a descrença em Sua lei ou na importância dela. É questionar Seu Autor. Isso é um pouquinho de ateísmo.

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  47. Não e sim. Não, diretamente, porque é como qualquer outro pecado (uma transgressão da Lei de Deus), já que crer nEle é tanto uma ordem como uma naturalidade. Sm, indiretamente, pois não crer nEle impede a pessoa de crer na integralidade de Cristo como Deus-Homem, e em Sua obra redentora. Como já vimos, nada é mais grave que isso.

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  48. Oi, Maria. To te devendo uma resposta de um outro comentário. Espera um pouquinho, por favor. Estou terminando a tradução do livro de Gary Bates, faltam menos de 100 páginas e estou ansioso para terminar um trabalho de 2 anos!

    Quanto a essa pergunta que você fez, de tudo o que conheço de cristãos evangélicos, nunca ouvi ou li ninguém de qualquer denominação defendendo que não crer em Deus é um crime, no sentido jurídico. É um pecado, sim, de acordo com o argumento de Romanos 1:18-32, mas não um crime a ser punido pelo Estado. Seria loucura dizer algo diferente, já que uma das bases da democracia é o direito à opinião e livre crença.

    Uma outra abordagem é a do Salmo 14, que faz coro com esse texto de Romanos. Lá, não crer em Deus é “tolice”.

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  49. Pr.Daniel,

    Olá, me chamo Thomas, irei cursar Física em Oxford, no qual ganhei uma bolsa.
    Mas, estou com o medo de perder minha fé, diante do secularismo científico, onde esse vírus contagiou uma enorme gama de Professores Universitários e acabe transformando aquilo que considero a verdade..

    Felizmente, não terei aula com Richard, afinal ele é um biólogo, não Físico.

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  50. «Você erra porque pensa dentro de uma linha e não analisa outros contextos, preferindo usar os argumentos ad hominem irritantes porque menosprezam minha inteligência.»

    Esta conversa acabou.

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  51. Maria,

    Quando eu digo evidências conclusivas, digo que todas as evidências para as quais olhei não são nem um pouco definitivas. Você erra porque pensa dentro de uma linha e não analisa outros contextos, preferindo usar os argumentos ad hominem irritantes porque menosprezam minha inteligência.

    As evidências que você apontou foram lidas sim, e não foram conclusivas pelo que apontei: comparação de A com B não precisa de ligação evolutiva. Simplesmente não precisa. A questão das mitocôndrias, por exemplo. Existem algumas coisas que são mais duvidosas porque não as conheço a fundo, mas no geral não preocupam. Mas eu também apontei muita coisa que ficou sem resposta, e você não cita isso. Ciência não é adotar o paradigma vigente e ficar com ele custe o que custar, Maria. É martelar uma teoria e ver se ela resiste. No mínimo, os criacionistas estão construindo um modelo há mais de 70 anos, e esse modelo tem coerência. As tentativas de refutação ainda não a derrubaram e o crescimento dos interessados nela mostra, pelo menos, que ela diz algo que merece ser considerado.

    A teoria da evolução tem um monte de problemas, vistos por ateus e não ateus, cientistas, filósofos e epistemólogos; qualquer evidência que seja apontada, é apontada dentro de uma linha de comparação e ancestralidade comum, que, como eu disse, não é necessária para explicar os fenômenos – tanto como Deus não é, cientificamente. Mas você dirá que não, certo?

    O problema é sim, uma questão de fé. Acredita-se com base nas premissas evolucionistas, porque repousa-se na autoridade de uma (grande) parte da comunidade científica. Para se ter o grau de certeza que você tem, seria preciso resolver os problemas biológicos, bioquímicos, ecológicos, astronômicos, físicos, químicos, geofísicos e geológicos e epistemológicos da teoria. Eu ainda não consegui analisar todos esses, então não posso ter certeza. Fico, assim, com minha fé, que explica muito bem a realidade. Certamente você também não avaliou todos os argumentos. Ninguém tem condições de resolver todos eles em uma vida, portanto nos amparamos em certas autoridades, que são cridas ou não por causa do paradigma que nos inclinamos a defender (por várias razões). É fé e ponto. De novo: certeza do que se espera e prova do que não se vê.

    E você me acusa de ser um cego que não quer ver! Não tem nada a ver com ouvir pastores ou padres, ou ficar olhando para a Bíblia, mas sim de formar uma visão coerente sobre a realidade. Se a Bíblia fornece essa visão, por que não adotá-la?

    Maria, entenda: o ponto deixou de ser evidência de evolução ou criação. Isso é importante, mas não se trata mais disso, uma vez que a mesma evidência pode ser disputada, analisada e interpretada por qualquer um dos modelos. Já vi isso dezenas de vezes. Falamos aqui sobre a validade de teorias como explicações para a realidade, e essas explicações tem tudo a ver, sim, com a fé que o sujeito professa.

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  52. *Relativamente ao primeiro comentário: «O que eu quis dizer com a afirmação foi que se houver alguma lacuna no nosso conhecimento não vale a pena invocar deus, pois se não há evidências da sua intervenção, isso não vai ajudar» (Assim está completo.)

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  53. «Até hoje, olhando para tudo quanto é argumento, não achei nenhuma evidência sequer conclusiva contra o que tenho dito no blog. Pelo contrário, aliás.» Penso que Há uns meses lhe apontei para uns artigos (a respeito da endossimbiose e de outras coisas) que, pelo seu discurso, não deve ter lido. Ou então ficou a olhar para eles de olhos fechados. E como licenciado em biologia deve ter tido aulas sobre o assunto (até mais do que eu que sou estudante de análises clínicas) e deve ter estado a dormir o tempo todo, porque se não não me vinha dizer esses disparates. Entre as aulas do secundário, as aulas de biologia celular e as aulas de genética na universidade eu encontrei o suficiente para aceitar a evolução e, melhor ainda, para me interessar pelo assunto, portanto espanta-me como ainda não encontrou nada. Mas faço uma pequena ideia do que realmente aconteceu: encontrar encontrou, mas quando de repente pensou na Bíblia e nessas coisas todas teve que fechar os olhos, porque o que encontrou refutava essas ideias arcaicas, embora bastante conservadas, tendo em conta que já existem há tanto tempo.

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  54. «“existem tantas evidencias da acção de um deus qualquer como de que tenha ocorrido qualquer processo natural até agora desconhecido, ou seja zero.”
    É esse, exactamente, o meu ponto. Optar por processos naturais ou por um Designer é, em última instância, um ato de fé – certeza do que se espera e prova do que não se vê.»

    Não foi isso que eu quis dizer. Pelo que já me foi dado a conhecer, a teoria da evolução explica bastante bem as nossas origens e os cientistas já têm uma ideia do tipo de eventos que levaram ao aparecimento da primeira célula, portanto não se trata de fé, mas sim de olhar para as evidências sem estar constantemente a pensar na Bíblia e no que o padre ou o pastor dizem e não dizem. O que eu quis dizer com a afirmação foi que se houver alguma lacuna no nosso conhecimento não vale a pena invocar deus, pois não há evidências da sua intervenção.

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  55. “existem tantas evidencias da acção de um deus qualquer como de que tenha ocorrido qualquer processo natural até agora desconhecido, ou seja zero.”

    É esse, exatamente, o meu ponto. Optar por processos naturais ou por um Designer é, em última instância, um ato de fé – certeza do que se espera e prova do que não se vê.

    Dizer que eu não exploro evidências é um argumento ad hominem desnecessário, até porque o meu trabalho é justamente esse: procurar. Até hoje, olhando para tudo quanto é argumento, não achei nenhuma evidência sequer conclusiva contra o que tenho dito no blog. Pelo contrário, aliás.

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  56. «NÃO CONSIGO CRER que processos naturais produzam coisas tão complexas.» Só não consegue crer porque não explora as evidências. E mesmo que os processos actualmente conhecidos deixem coisas por explicar, existem tantas evidencias da acção de um deus qualquer como de que tenha ocorrido qualquer processo natural até agora desconhecido, ou seja zero.

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  57. Maria, você me pegou!

    De fato, eu já pressupunha a existência de Deus. Ele existia e eu o ofendia com o meu pecado. Ele me perdoou. Continuo acreditando nele, mas agora creio que Ele não irá mais me punir. Eu sempre considerei a existência de Deus como um dado (e quando me tornei agnóstico o fiz por não poder afirmar com evidências que essa crença era certa, ficando em cima do muro. Me re-converti sem precisar resolver essa indecisão. Como conta C.S.Lewis, “entrei no ônibus ateu e saí dele cristão”).

    Você me fez pensar, porque não consigo achar uma razão primeira de eu ter passado a crer em Deus. Isso reforça ainda mais o que eu já cria: a fé é um dom de Deus (Efésios 2). Por isso demorei pra responder. Fiquei pensando nisso o tempo todo. A partir deste dado, olho para a criação e constato que tem alguém lá, porque NÃO CONSIGO CRER que processos naturais produzam coisas tão complexas. Não é por teimosia, mas, sinceramente, as quinesinas e as polimerases e as proteínas celulares são muito mais complexas que qualquer ferramenta que produzimos. (Pode ser que haja outras proteínas, em outros organismos, que sejam menos complexas, mas fazer a relação “A veio de B, porque A é mais simples que B e têm a mesma função” é forçar algo desnecessário para mim.)

    Então, agora sim: as evidências do design inteligente e do fino ajuste desde a célula até o universo me fazem perguntar quem é este alguém. Tenho algumas possibilidades: uma divindade, um alienígena ou cultura alienígena ou a matéria pura. Como elimino a última por causa do meu maravilhamento diante das estruturas biológicas, preciso ficar com a primeira ou com a segunda. A segunda se trata de um ser vivo que deve ter tanta complexidade como eu, de modo que aceitá-la é apenas continuar com o problema. Sobra a primeira, uma vez que uma divindade poderia ter sabedoria e condições de ajustar o universo (se um programa de computador é tão bem ajustado quanto mais o programador consegue relacionar tantas variáveis e resolvê-las, quanto mais capacidade de enxergar isso tiver o programador, mais ajustado será o programa. Se sua capacidade for infinita, então…) Minha resposta, assim, PRECISA ser Deus, pois considero a Bíblia Sua revelação infalível a nós. Ela me diz isso e eu acredito nela, por motivos parecidos com os que venho analisando nessa resposta.

    Não me entenda mal. Eu considero outras divindades, assim que me são apresentadas, mas o Deus cristão, que tenho estudado minha vida toda, é tão coerente que outras divindades não conseguem substitui-lo como explicação. Não me resta saída senão crer nele.

    Abraço,

    Daniel.

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  58. Pois, mas vc disse que acreditava em deus porque achava que os seus pecados tinham sido perdoados, mas isso já obriga a que deus exista, portanto essa não pode ser a razão pela qual acredita em deus.

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  59. Você acertou de novo, Maria.

    Eu assumo a existência de Deus, e a partir daí, acredito que essa assunção é verdadeira. Trabalha-se a partir dela.

    Como se assume a não existência de Deus, e a partir daí, acredita-se que essa assunção é verdadeira. Trabalha-se a partir dela.

    Todas as nossas diferenças, até agora, baseiam-se nisso.

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  60. Não me sinto preso ao blog Daniel, o acompanho pois acho muito interessante e pioneiro pelo que pude acompanhar até hoje na net. Desculpe a minha impaciência desde já. Fico feliz que minhas perguntas vão virar artigo pois acho que muitos além de mim têm as mesmas dúvidas! Inclusive minha noiva é bióloga e por muitas vezes debatemos sobre o assunto e essas são questões que nós ainda não temos uma resposta do ponto de vista criacionista. Como já disse nas perguntas parabéns pelo blog e continue nessa força pois seu trabalho é realmente admirável. Abraços.

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  61. Diego, por favor, tenha paciência. Não tem nada a ver com interesse em responder, mas com disponibilidade, pois suas questões não são simples e não podem ser respondidas de qualquer jeito. Eu também faço outras coisas além de blogar (como ser professor de ensino médio, por exemplo, em três escolas!), então, espere um pouquinho.

    Estou trabalhando suas perguntas agora mesmo – são importantes e vão virar um artigo – o que me mostra o porque não as respondi à época. Eu precisava de fundamentação teórica.

    Quanto a ler o blog, não se sinta preso a ele não. Isso não é uma relação comercial. Você é livre para ler o blog a hora que quiser e se quiser. Se ele não for interessante, não precisa ler, mesmo, com sinceridade. Mas fico feliz que você tenha dito que acompanha com frequência. Isso é sempre motivador.

    Veja, este blog é construído com a participação massiva dos leitores. Vocês são fundamentais na decisão do que eu vou publicar. Mas é difícil conciliar as carreiras de professor e blogueiro, já por 5 anos.

    Estou trabalhando suas perguntas. Fique tranquilo.

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  62. «Embora a tendência suicida possa ter motivações patológicas (depressão ou sofrimento exagerado – nesse caso, a eutanásia), o pecado está em não confiarmos em Deus, que tem um plano bem estabelecido em tudo e cuja vontade é sempre “boa, perfeita e agradável”, ao final da equação.» Pois… mas na realidade as pessoas continuam a ter cancros terminais, mas que levam muito tempo até se morrer e esse tempo é passado em sofrimento. Eu acho que nessas circunstâncias o suicídio não é propriamente não confiar em deus, nem passar-lhe um “atestado de incompetência”, mas sim evitar sofrimento desnecessário, que talvez o próprio deus não quisesse que ocorre-se e talvez até fosse a sua vontade que essa pessoa se lhe juntasse em vez de estar na Terra a sofrer e depois morrer na mesma.

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  63. Caro Daniel, ainda estou esperando a resposta para as questões que levantei desde o ano passado. Já postei as perguntas duas vezes, se não tiver interesse em responder por favor me avise porque aí eu deixo de acompanhar com tanta frequência esse blog. Abraços

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  64. Maria,

    O pecado está mais na inclinação que no ato. O pecado é, mais uma vez, a ofensa contra a criação de Deus – no caso, a própria vida. Por que essa pessoa quer se suicidar? O que a trouxe a esse grau de desespero – uma vez que, em Deus, temos sempre esperança, e o desespero é declarar que “nem Deus pode me ajudar”? Essa posição trata Deus como incapaz ou inapto, o que não corresponde à verdade. Ver Deus desse modo é acreditar num deus criado por sua mente, e portanto é um tipo de idolatria. Aí está o pecado.

    Embora a tendência suicida possa ter motivações patológicas (depressão ou sofrimento exagerado – nesse caso, a eutanásia), o pecado está em não confiarmos em Deus, que tem um plano bem estabelecido em tudo e cuja vontade é sempre “boa, perfeita e agradável”, ao final da equação. Isso é negar-lhe Seus atributos de onipotência e onisciência. No entanto, eu seria leviano em afirmar que o suicida é mandado por Deus para o inferno, pois o único pecado imperdoável é a rejeição sistemática e definitiva de Cristo (chamada, na Bíblia, de “blasfêmia contra o Espírito Santo”, que é a única Pessoa capaz, o único Meio de, me levar a Cristo). Afinal, a salvação é dada pela submissão a Cristo e aos seus méritos, não por quaisquer outras posições filosóficas (inclusive evolucionismo ou criacionismo, embora isso acabe se tornando uma dificuldade para a fé no resto da Bíblia). A salvação pertence a Deus e só Ele conhece todas as motivações, patologias e causas desse suicídio.

    Mas sempre há esperança em Cristo. Sempre mesmo.

    Abraço,

    Daniel.

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  65. Olá, Lauro!

    Já foram encontrados vários fósseis de organismos florestais no Saara, e como os fósseis são produto do dilúvio, em sua maioria,va resposta é sim.

    Também foram encontrados fósseis de dinossauros (répteis) na Antártida, e fósseis florestais também, indicando que lá o clima era outro – provavelmente a Antártida estava em outro lugar, perto da Austrália.

    Abraço,

    Daniel.

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  66. Não, eu nunca matei ninguém, fique tranquila. E você estaria fora da minha lista, porque parece ser alguém muito legal. No entanto, a questão é compreender que, para o cristão, o pecado individual, secreto, feito em mente, é tão grave em relação à Deus quanto aquele cometido contra outrem.

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  67. Olá, boa tarde Daniel gostei muito do seu blog.
    Sou cristão mas gosto muito de discutir e ouvir opiniões sobre tudo que está ao nosso redor.
    Tenho algumas questões que me deixam encucado e nunca obtive uma resposta convincente:

    1 – Como podem homens e dinossauros terem vivido na mesma época? Provavelmente não estaríamos aqui pra contar história e os estudos de fósseis mostra que essa teoria é inviável.

    2 – Como podem existir tantas etnias se todos somos filhos de Adão e Eva?

    De onde vieram todos os outros?

    Se somos descendentes do mesmo “pai” não teríamos o mesmo dna?

    Se não me engano quando Caim foi marcado ele mudou de região, e lá já encontrou outros povos. Como já existiam pessoas em outros lugares do planeta se eles ( Caim e Abel) foram os primeiros filhos de Adão segundo a Bíblia?

    Bom, basicamente é isso, vejo muita coisa na Bíblia como um sentido figurado mas gostaria de ler sua explicação para essas questões levantadas.

    Desde já obrigado e parabéns pelo blog!

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  68. «Se a ateia estivesse disposta a considerar a possibilidade de estar errada.» E eu considero. Mas dizer isso a uma ateia é de facto estranho.

    «Se tudo for coerente, então qualquer “cobicinha”, qualquer mentirinha, seria incrivelmente ofensiva à Divindade.» Como já tinha dito, eu compreendo o seu ponto de vista.

    «Matar alguém é mais grave que a cobiça? O assassinato não é uma consequência possível da cobiça?» Espero que não tenha mesmo morto alguém…

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  69. Matar alguém é mais grave que a cobiça? O assassinato não é uma consequência possível da cobiça? A cobiça de algo pequeno não “educa” (de modo ruim) a cobiçar?

    Uma pequena ação pode ser sinal de algo muito mais danoso. Mas você tem que analisar a lógica de um cristão pela própria premissa dele, Maria. Admita (pelo menos como exercício) que exista um Deus, como eu te expliquei. Siga a lógica do argumento a partir daí. Se tudo for coerente, então qualquer “cobicinha”, qualquer mentirinha, seria incrivelmente ofensiva à Divindade. Pense nisso.

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  70. Se a ateia estivesse disposta a considerar a possibilidade de estar errada, seria muito interessante para ela verificar a lógica de suas afirmações. Mas se para a senhorita (ou senhora, não sei:) a questão já está decidida, então seus olhos estão fechados a uma bela explicação que permeia toda a realidade, formando uma cosmovisão bem mais abrangente e também mais específica que o ateísmo.

    O cristianismo é o maior exercício intelectual em se alguém pode se aventurar – por experiência própria.

    Leia este artigo aqui, por exemplo.

    https://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/08/28/a-aposta-de-pascal/

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  71. Entendi o que você disse. É uma pena que seja insignificante para você. Se isso, que é o centro do cristianismo, da história humana e da fé cristã é insignificante, você não vê com clareza várias coisas. 1. A situação humana. 2. O amor de Deus. 3. Sua própria necessidade.

    Pena mesmo. Reconhecer que está em uma caverna é o primeiro passo para sair dela.

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  72. Até hoje não há consenso, e o livro de Crick é de 1982, então não é assim tão antigo. O que existe em matéria de origem da vida é, basicamente, extrapolação de raciocínio a partir da observação de alguns processos de auto-organização.

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  73. «Meu ponto é que, quando ele inviabiliza esse processo aqui, ele o inviabiliza em qualquer lugar.» Para o Crick a origem natural da vida era inviável aqui na Terra, mas muito se passou depois do Crick e a opinião deste nem reflectia o consenso da época ( e eu penso que não havia nenhum).

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  74. Maria, a cobiça é uma coisita de nada em relação a nós. Leia de novo meu argumento. O ponto é desobedecer o mandamento de Deus. Isso é INFINITAMENTE ruim.

    Como sei que fui perdoado? Bom, eu sei. Acredito nisso pelos méritos de Cristo, pois é assim que a Bíblia diz. “Se confessarmos nossos pecados, Ele [Cristo] é fiel e justo para perdoar os pecados e purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9)

    Na verdade, isso é simples demais (embora não seja simplista). Na verdade, meu pecado não ficou sem punição. Cristo tornou-se meu substituto. Ele sofreu a pena em meu lugar, de modo que Deus não me perdoa porque eu só falo que peque. Ele me perdoar porque Cristo cumpriu minha pena. É como se, ao fim do tribunal, o próprio Juiz me condena e se oferece para ser algemado em meu lugar.

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  75. É isso mesmo o que o Crick fala. Mas ele diz que a origem da vida na terra, por evolução química, é “um milagre” (ele usa essas palavras como conclusão de um pensamento que inviabiliza o aparecimento de vida “simples” (alguma vida é simples?) por processos naturais, conforme a teoria de Oparin. Mas, de fato, ele nunca negou a evolução. Michael Behe também não.

    Meu ponto é que, quando ele inviabiliza esse processo aqui, ele o inviabiliza em qualquer lugar. Ainda que transfira o problema para outro lugar, o problema básico permanece – aqui ou em Tatooine.

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  76. O que eu fiz (e todo mundo faz) contra Deus foi infinitamente grave, Maria. Para entender essa afirmação, você tem que pensar de forma escalonada. Até porque a gravidade de um crime é uma coisa relativa. Roubar uma galinha de um fazendeiro pobre é um tipo de crime, roubar uma galinha de um fazendeiro rico é outro crime e roubar o galinheiro inteiro é outro.

    Pra você entender, pense assim: se eu ofender meu próximo, digamos, meu chefe, xingando-o de “filho de uma rameira” (ou pior), serei punido de um jeito. Mas se esse próximo for o Presidente da República, em ofício de serviço, a punição é outra, porque o crime é mais grave. Uma coisa é trair o próximo, outra coisa é trair a pátria em uma guerra. Ambos são crimes, mas o segundo é muito maior que o primeiro.

    Nessa linha, se a ofensa a um chefe é grave, a ofensa a um presidente é gravíssima e a ofensa à pátria é ainda pior, que se dirá de uma ofensa cometida contra um Ser infinito, de autoridade infinita? É uma ofensa infinita, que merece punição infinita.

    Existem várias formas de ofender o Ser Infinito Deus. Desobedecer qualquer de seus mandamentos é dizer que tal mandamento não se aplica a mim, ou não quero que se aplique, ou vou desconsiderá-lo, mesmo se aplicado. No momento em que cobicei algo de outra pessoa, olhei para o mandamento “não cobiçaras” e o neguei, negando o Autor infinito da Lei, ofendendo-O e me fazendo infinitamente culpado.

    Entende a lógica? Se ela for verdadeira, e se ela se aplica a mim, se aplica a qualquer um.

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  77. Mais uma coisa: não li esse livro do Francis Crick, mas pelo que sei ele pensava na teoria de Darwin como boa para explicar o que ocorreu com os seres vivos depois de existirem (os Extra-terrestres teriam vindo colonizar a Terra com as primeiras formas de vida)

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  78. Exatamente, Maria.

    Quando se fala em Designer, ele é uma possibilidade explanatória. É uma resposta possível à pergunta “como a vida surgiu?” ou “por que a vida é tão complexa?” A resposta a essa pergunta não é, necessariamente, “Deus judaico-cristão”. Tanto que muitos proponentes e defensores do Design Inteligente são ateus ou agnósticos. O próprio Francis Crick poderia ser caracterizado assim, em seu livro “Life itself”, embora seja ateu.

    Entenda o seguinte: eu não acredito em Deus ou em Jesus Cristo por causa de evidências científicas. Acredito Neles porque meus pecados fora perdoados, entende? (O que não é nem um pouquinho científico, aliás, você sabe.)

    Por que então digo que o designer é Deus? Por que dentro do escopo bíblico e da cosmovisão que tenho construído no decorrer de meus estudos, faz sentido – mais sentido que qualquer outro deus. E, embora cada crente em cada deus vá me questionar, eu posso mostrar as razões (lógicas, dentro de pressupostos razoáveis) porque Deus/Cristo são uma boa identidade para o Designer.

    Meu trabalho aqui no blog é exatamente esse. Por isso o título está no imperativo. Eu quero, de fato, que meu leitor considere a possibilidade do que estou dizendo. Discorde à vontade de mim, mas considere e pense no que digo.

    Abraço,

    Daniel.

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  79. “E a conversa acaba aí, por, digamos, insuficiência metodológica” – Então admite que algo como uma teoria do design inteligente não aponta indubitavelmente para deus? Se assim é, quem não acredita em deus não passa a ter razoes para acreditar. É isso?

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  80. Oi, Maria!

    A resposta pra sua pergunta é simples. Se a evidência for indisputável (ou, de um modo bem popperiano, resistente a qualquer escrutínio) o que fica demonstrada é a existência de uma inteligência por trás da vida. Só. A identidade de um possível designer não poderia ser advogada por qualquer cientista, pois essa identidade não pode ser investigada por quaisquer métodos científicos. O cientista diria que a Inteligência programou, fez ou whatever. E a conversa acaba aí, por, digamos, insuficiência metodológica.

    Ademais, a pergunta “quem é o designer?” É metafísia, filosófica ou teológica. Não científica.

    Abraço, (e sempre muito boa sua participação aqui)

    Daniel.

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  81. Tenho uma pergunta para si: Imaginando (e aqui a imaginação tem que ser muito fértil) que finalmente alguém arranjava um bom método para detectar design e que eram encontradas evidências de que realmente certas estruturas biológicas tinham sido projectadas, como é que vc pode distinguir se foi o seu deus em particular, outro deus qualquer ou entidades (biológicas) extra-terrestres?

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  82. Olá, Carla!

    Sa pergunta é bem interessante. Porém, acho difícil dizer se Darwin chegaria às mesmas conclusões. Pense o seguinte: Darwin, em seu momento histórico, tinha várias influências e era de família bastante influente. Seu trabalho, embora tenha mérito próprio, é fruto de seu tempo. Talvez seja a situação certa para se dizer que Darwin era o cara certo, na hora certa, no lugar certo, fazendo a coisa certa.

    Porém, o que temos hoje que ele consideraria preocupante (com base no que diz no Origem das Espécies)?

    1. Não foram encontrados fósseis transicionais.
    2. Os seres vivos são inacreditavelmente mais complexos do que se pensava em sua época.

    Mesmo assim, como Darwin era materialista e defendia um tipo de naturalismo filosófico, ele provavelmente ainda tentaria explicar as coisas tirando uma Inteligência ou divindade da questão.

    Se você quiser, tem um artigo excelente no creation.com (em inglês). Deixo aqui: http://creation.com/would-darwin-be-a-darwinist-today

    Abraço,

    Daniel

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  83. oooi Daniel, tudo bem?
    Poderia me ajudar com uma pergunta?
    assim sobre o filme a criação de Darwin.
    – Se Darwin realizasse seus estudos nos dias de hoje, com os conhecimentos da genética moderna, ele chegaria aos mesmos resultados?

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  84. Olá, Leia.

    O processo de fossilização em rocha sedimentar PRECISA de ação de água e rápida sedimentação. Tudo isso havia em abundância no dilúvio.

    Respondi sua pergunta? Se não for suficiente, me avise, por favor.

    Abraço,

    Daniel.

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  85. Olá, Lauro!

    Foi uma pergunta incrível, mas fácil de ser respondida.

    De acordo com John Osgood, no artigo deste link: http://creation.com/the-date-of-noahs-flood, o Dilúvio teria ocorrido em cerca de 2300 a.C.

    Como esse jequitibá-rosa tem cerca de 3000 anos, isso o coloca em cerca de 1000 a.C. Nessa época, o Dilúvio já teria ocorrido há mais de 1000 anos.

    Continue fazendo perguntas assim, por favor! :D

    Abraço,

    Daniel.

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  86. Caro Daniel, porque o jequitibá-rosa do Parque Estadual de Vassununga, que se localiza no município de Santa Rita do Passa Quatro, a 253 km de São Paulo que tem aproximadamente 3 mil anos de idade mede 40 m de altura e cerca de 3.60 m de diâmetro não morreu no dilúvio ?

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  87. Olá, Diego!

    Em primeiro lugar, desculpe não ter respondido sua pergunta ainda. Mas vou explicar que, às vezes, devido à quantidade de tarefas, algumas perguntas acabam passando despercebidas. Eu aprovo o comentário e deixo para responder depois e, aí, acabam ficando no limbo…neste momento, deve ter umas 10 perguntas sem resposta ainda…

    De novo, desculpe. Se quiser, poste de novo sua pergunta aqui que eu respondo, dessa vez!

    Mas muito obrigado pela participação.

    Abraço,

    Daniel.

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  88. Boa tarde, eu gosto muito do blog mas estou meio chateado.
    Fiz uma pergunta há meses e ainda não fui respondido e várias outras feitas depois foram respondidas. Eu só queria saber sua opinião a respeito do que perguntei e que isso viesse a sanar algumas de minhas dúvidas…

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  89. eae professor, minha pergunta é sobre a sua opniao de existencia de vida em outros planetas, poim todos sabemos que vc é um biologo mas acredita em Deus, assim como eu, qual a visao religiosa e a visao cientifica sobre esse tema?

    abraços
    (:

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  90. Olá, Thiago!

    É uma boa pergunta. Mas não é sem resposta. O cânon bíblico, na verdade, não foi bem “escolhido”, mas sim “reconhecido”. Digo isso porque, no Concílio de Cartago, e depois no de Hipona, a Igreja simplesmente rejeitou o que era certeza unânime, com base em alguns critérios. O que ficou é o que temos hoje.

    Paula Anglada fala melhor disso, critérios e a filosofia da coisa toda, no seguinte link: http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/canon_anglada.htm

    Vale à pena uma leitura cuidadosa.

    Abraço,

    Daniel.

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  91. Olá, Lauro! Tem bastante livro sobre criacionismo, mas em português tem pouca coisa. Posso te indicar alguns que eu já li. Entre parênteses, no final coloco o que achei. Uma estrela é bom. Três é excelente. Quatro é imprescindível! (Um traço ainda não li, mas conheço o argumento. Underline significa que o autor do livro é o mesmo que acima).

    1. Adauto Lourenço. “Gênesis 1 & 2”. Editora Fiel. (****)
    2. _______________. “A Igreja e o Criacionismo”. Editora Fiel. (-)
    3. _______________. “Como tudo começou. Editora Fiel. (-)
    4. Henry Morris. “Criação e Evolução”. Editora Fiel. (***)
    5. Jean Flori e Henri Rasolofomasoandro. “Em busca das origens”. (**)
    6. Fernando de Angelis. “A origem da vida por evolução: um obstáculo ao desenvolvimento da ciência.” (***)
    7. Ariel Roth. “Origens: relacionando a ciência com a Bíblia.” (****)

    Do 1 ao 4 você compra no site da editora Fiel (www.editorafiel.com.br)
    Do 5 ao 7 você compra na Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br)

    Obrigado pelo encorajamento! Penso em escrever sim, mas ainda preciso estudar mais!

    Abraço,

    Daniel.

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  92. Caro Daniel, o dilúvio acabou com a fauna e a flora pré-diluviana, acredito que muitas arvores e plantas que permitiam ao homem viver centenas de anos se foram nessa época, daí a diminuição dos anos de vida dos homens que viviam centenas de anos. Entretanto a fauna marinha jurássica também foi extinta, se o mundo ficou coberto de água não seria lógico que a fauna marinha jurássica ou cretácea, enfim os dinossauros marinhos, não se extinguissem ? Obrigado desde já.

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  93. Daniel,
    voltei ao link citado e percebi meu erro.
    No comentário vc disse em outras palavras, que Deus condenava a ASTROLOGIA, e não a ASTRONOMIA como eu havia entendido.

    Desculpa!!!!

    e obrigado por ter me aceitado no Facebook!!!

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  94. Olá, Lucas!

    Fico muito feliz que o blog esteja sendo bom pra você, mas fiquei curioso: onde você leu aqui que Deus proibiu a astronomia? Eu jamais escrevi ou escreveria isso! Se você tiver o link, por favor me passe que eu dou uma olhada, mas adianto que a astronomia jamais seria um pecado, porque, de acordo com o Salmo 19:1, “Os céus anunciam as obras de Deus”. Nada é pecaminoso per se, mas sim o que fazemos com a coisa. Se a coisa se constituir em idolatria, aí é pecado, mas não a coisa, e sim minha atitude em relação à coisa.

    Abraço,

    Daniel.

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  95. Olá Daniel, comeceiacompanhar o blog ontem e me apaixonei, estou aprendendo muito.

    lendo uma postagem sobre outro planetas aqui, me interessei muito pelo assunto, justamente na noite em que a Lua ocultou o Planeta Júpiter,
    descobri que gosto de astronomia, porém temi, pois em determinado comentário sobre os plantetas você disse que antigamente Deus não permitia a astronomia.
    MInha pergunta é: É ERRADO ESTUDAR ASTRONOMIA?

    Obrigado!!!

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  96. Olá, boa tarde Daniel gostei muito do seu blog.
    Sou cristão mas gosto muito de discutir e ouvir opiniões sobre tudo que está ao nosso redor.
    Tenho algumas questões que me deixam encucado e nunca obtive uma resposta convincente:

    1 – Como podem homens e dinossauros terem vivido na mesma época? Provavelmente não estaríamos aqui pra contar história e os estudos de fósseis mostra que essa teoria é inviável.

    2 – Como podem existir tantas etnias se todos somos filhos de Adão e Eva?

    De onde vieram todos os outros?

    Se somos descendentes do mesmo “pai” não teríamos o mesmo dna?

    Se não me engano quando Caim foi marcado ele mudou de região, e lá já encontrou outros povos. Como já existiam pessoas em outros lugares do planeta se eles ( Caim e Abel) foram os primeiros filhos de Adão segundo a Bíblia?

    Bom, basicamente é isso, vejo muita coisa na Bíblia como um sentido figurado mas gostaria de ler sua explicação para essas questões levantadas.

    Desde já obrigado e parabéns pelo blog!

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  97. Teoria M , você acha ela plausível ? minha crença estava como firmamento os ajustes finos existentes no Universo , mas com a teoria M fez com que tudo viesse a baixo , será que essa teoria é apenas uma falácia física , para aqueles que temem a necessidade de um Criador ou essa teoria é concreta , e se ela for concreta , ela descarta Deus ?

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  98. Olá, Luiz.

    E li a reportagem e a teoria me pareceu interessante. Baixei o artigo e vou lê-lo. Tem umas 100 páginas e vou ver o que consigo absorver dele nas férias. Só te peço paciência para comentar a respeito, porque o assunto precisa de muita enzima pra ser digerido!

    Abraço, e obrigado pela sugestão.

    Daniel.

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  99. Olá Daniel,
    Estou acompanhando o blog há pouco tempo e estou gostando bastante, tem me ajudado a responder muitas coisas que meus amigos ateus me perguntam, mas existem algumas perguntas que não tive condições de responder, dentre elas gostaria de citar algumas para ver se você consegue me ajudar.
    Conversando sobre o dilúvio, fui indagado que após o dilúvio tudo o que estava na terra fora dizimado, portanto, se sobrou somente a família de Noé como explicar como eles geraram descendentes pretos, japoneses, caucasianos, germânicos, ameríndios?
    Outros argumentos:
    “Não vejo como um judeu pode ficar loiro, índio e preto em tão poucas gerações. Não vejo como Noé levou os cangurus pra Austrália. Não vejo 7,7 milhões de espécies couberam num barco de uns 130 metros de comprimento.”
    “Imagine um osso de dinossauro, datado com cerca de 65 milhões de anos. Imagine uma margem de erro de, digamos 99%. Parece beeeeem flexível, não? Bom, daria, na melhor das hipóteses, 650 mil anos. Precisaria botar uma margem de erro de 99,99% para, ainda assim, estar 2 mil anos antes da Bíblia.”
    “Alguém me explica isso à luz da Bíblia: http://pt.wikipedia.org/wiki/SN_1987A”

    Se puderes me ajudar nestas respostas eu agradeceria.
    Obrigado!
    Jean.
    P.S.: Na página do livro Invasão Alienígena está com dois links ‘quebrados’:
    FAS028 – p 242 a 249
    FAS029 – p 250 a 256

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  100. Olá Daniel,

    Estou escrevendo uma série de postagens para o meu blog com o título: “Perguntas e respostas sobre Deus.”
    http://revistaevangelico.blogspot.com/2012/08/perguntas-para-fazer-um-cristao-virar.html
    http://revistaevangelico.blogspot.com/2012/10/perguntas-e-respostas-sobre-deus-01.html
    http://revistaevangelico.blogspot.com/2012/11/perguntas-e-respostas-sobre-deus-02.html

    Uma última pergunta que estou organizando as respostas é: “Porque Deus não acaba com a fome na África?” Então estou colhendo respostas de diversos irmãos para ter uma boa base para tal questionamento. Então se tiver um tempo de 05min, gostaria de sua visão sobre isto.

    Outra coisa é um documentário: http://youtu.be/P392Hp0qs8s?t=4m3s – o início é meio tedioso o cara fala sobre os seus livros, mas depois que entra no assunto em si, tem muitas coisas que gostaria de saber a sua opnião.

    Um grande abraço.

    Que Deus lhe abençoe.

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  101. Olá, Sonia!

    Seja bem-vinda ao blog! Espero que possamos te ajudar…

    Seguinte: sua pergunta é EXTREMAMENTE ampla. Na verdade, é uma dúvida que muita gente tem, primeiro porque muita gente não entende as bases da teoria da evolução; segundo, porque muita gente, como eu, não acredita na teoria da evolução. Isso é complicado, mas nem tanto assim. Para responder com mais propriedade, precisaria saber qual é sua religião. Vou pressupor que você é cristã e que pergunta isso porque não tem tanta certeza da teoria da evolução, ou não acredita nada nela. Se eu estiver errado, por favor me corrija.

    Isso posto, é preciso entender que somos professores de BIOLOGIA, não de religião. Nossa função é ensinar biologia, que é uma ciência que trata da vida, seu funcionamento e sua diversidade. Isso inclui genética e hereditariedade, citologia, botânica, zoologia, ecologia, além de saúde pública, um pouco de filosofia da ciência e… origem e evolução da vida. Que é justamente o nosso problema.

    Eu estou plenamente convencido, Sonia, que a posição correta é ser honesto com os alunos. A comunidade científica ACREDITA (as letras maiúsculas são propositais) que a evolução das amebas ao homem é um fato. Cabe a nós, como divulgadores dessa comunidade, mostrar aos alunos que a comunidade acredita nisso e porque ela acredita. E também, que nós não acreditamos e porque não acreditamos. Isso porque a sala de aula é um espaço democrático, e para a democracia acontecer, a transparência é pressuposto. Meu aluno não só tem o direito de saber em que os cientistas acreditam, mas eu tenho o direito, por honestidade intelectual, de dizer no que eu acredito. Senão, a escola não será democrática, mas doutrinadora em um assunto de altíssima importância, fornecendo uma resposta que contraria o que a religião de todo mundo diz (nenhuma religião prega a evolução transformista de espécies. Pode procurar que você não encontra, até onde eu já vi).

    Os “fatos e evidências”, como você diz, que a ciência se baseia para explicar evolução e origem da vida estão em qualquer livro de ensino médio, porque qualquer livro de Ensino Médio abordará esse assunto. Para uma abordagem alternativa, recomendo o único livro que conheço, em português, sobre o assunto: “A CAIXA PRETA DE DARWIN”, de Michael Behe. Fantástico esse livro. E, é claro, “A ORIGEM DAS ESPÉCIES”, de Charles Darwin. Para saber o que o homem diz, nada melhor que ler o que ele escreveu, e não outros a respeito dele. Não se engane, Sonia. Se você quiser contrariar o ensino corrente de origem da vida, precisa saber do que está falando. Há muitos aventureiros por aí, que fazem mais mal que bem.

    Vou deixar alguns artigos que eu escrevi, para você dar uma olhada. Qualquer coisa, é só dizer. Os links dos artigos estão abaixo:

    1. “Deus, você está suspenso!” (https://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/10/01/deus-voce-esta-suspenso/)
    2. Criacionismo nas escolas: Ensino Religioso ou Ciências (https://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/12/16/mackenzie/)
    3. Uma aula que deu certo sobre Ciência e Religião (https://considereapossibilidade.wordpress.com/2011/11/10/uma-aula-que-deu-certo-sobre-ciencia-e-religiao/)
    4. Uma história de duas pulgas (https://considereapossibilidade.wordpress.com/2011/11/18/uma-historia-de-duas-pulgas/)
    5. ensinar ciências sem acreditar em Darwin: é possível? (https://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/11/06/ensinar-ciencias-sem-acreditar-em-darwin-e-possivel/)

    Espero ter ajudado, Sonia, mas qualquer dúvida por favor diga. Sei como é porque também sou professor.

    Abraço,

    Daniel.

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  102. Sou professora ingressante e preciso de ajuda de como mostrar aos alunos – independentemente da religião que professam – os fatos e evidências em que a ciência se baseia para explicar a origem e a evolução dos seres vivos na Terra

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  103. Olá Lucas!

    Obrigado pelos elogios… Fico sem jeito… Hehe!

    Dei uma olhada no seu blog, e eu gostei das suas ideias para publicação, embora ler a revista pra mim seja complicado por causa da minha telinha de 11′ que não é de um iPad… Uma sugestão? Talvez você pudesse manter a revista (que é uma ideia incrível, mesmo) e, ao mesmo tempo, publicar uma versão das matérias como post. Eu gostei muito de sessão de notícias. Acho importante e não vejo um serviço de notícias do mundo evangélico na internet.

    O segredo do blog é amor, trabalho e qualidade. Se você tiver as três coisas, não se preocupe que seu blog vai crescer muito. Dá trabalho, mas para o Reino de Deus não há trabalho cansativo.

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

    PS: Vou anotar e pensar na sua sugestão. É um artigo que demoraria para ser escrito porque precisa de muita pesquisa. Na verdade, vou começar a publicação de uma série de traduções de perguntas e respostas em breve. São traduções de livretos do Creation Ministries International, e o primeiro deles, que vem semana que vem, já, é “Deus existe?”, de Don Batten e Jonathan Sarfati. Não perca!

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  104. Olá Daniel,

    Adoro o seu blog. Sou cristão evangélico, tenho um blog – que perto do seu é um grão de areia (http://revistaevangelico.blogspot.com.br/p/revista.html), neste link tem alguns textos que juntei e fiz uma “revistinha”.

    Pois bem, é fácil encontrar na internet blogs com postagens do tipo: “Perguntas que os cristãos não sabem responder”. Gostaria então que – quando tiver um tempinho, que você formule perguntas que os ateus não sabem responder e estas baseadas em ciências. Isto seria de grande valor para aqueles que defendem a criação através de Deus pois colocaria por terra os problemas da evolução.

    Obrigado,
    Lucas Filho

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  105. Oi Sou cristão e ultimamente um ateu da minha faculdade fica fazendo questionamentos a mim! , um dos grandes argumentos que os ele usa, é da criação.No primeiro dia Deus Criou a Luz, e depois o Sol.
    Qual é sua opinião sobre isso?
    E também gosto muito de ler esses seus artigos, e gostaria que você indicasse mais sites, se você conhecer algum em portugues, e outros em Inglês.
    OBRIGADO Fique com Deus!

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  106. Oi Daniel, um dos grandes argumentos que os ateus usam, é da criação.No primeiro dia Deus Criou a Luz, e depois o Sol.
    Qual é sua opinião sobre isso?
    E também gosto muito de ler esses seus artigos, e gostaria que você indicasse mais sites, se você conhecer algum em portugues, e outros em Inglês.
    OBRIGADO Fique com Deus!

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  107. Oie professor….!Nem nas férias eu vou te deixar em paz,kkk”
    Então professor,queria lhe dizer q estou sentindo muita falta das suas aulas,como eu sabia q isso ia acontecer, eu peguei alguns livros do do 2ºem e estou estudando biologia sozinha nessas férias pro ano que vem!
    Então vim fazer um comentário de um filme q eu assisti (é de comédia,mais é bem interessante)se chama “QUALQUER GATO VIRA-LATA” (A história mostra um divertido triÂngulo amoroso,em q uma jovem abandonada por seu namorado,busca ajuda com um professor de biologia.Ele sugere uma mudança de comportamento para q a garota consiga reconquistar o namorado.Tudo isso baseado nas atitudes dos animais,”já que na maioria das espécies as fêmeas são recatadas e,os machos,audaciosos”),então essa última afirmação q coloquei entre aspas no final da pequena sinopse eu queria saber se era verdade,ele fala muito sobre os marrecos,sobre as araras e sobre cavalos,e eu não entendi muito bem,eu queria saber se isso realmente acontece com os animais,se os machos q procuram as fêmeas!
    Em outra parte do filme o professor de biologia dá a garota uma estrela do mar q têm apenas 4 pernas e uma delas da a impressão de estar quebrada,ele a explica q é dá própria espécie,que é da sua própria genética,ele também diz a ela q essa estrela do mar é assim pq quando ela não acha um par ela solta uma de suas partes e,a parte q se solta forma outra estrela,é VERDADE??
    Eu achei muito legal essa história,vê se vc consegue assitir professor,têm até o cachorro do professor q se chama:’CHARLES DARWIN’.RSRSRS
    Beijos professor,aguardo resposta!
    FELIZ NATAL E UM ÓTIMO ANO-NOVO,saudades!

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  108. Oie professor….!Nem nas férias eu vou te deixar em paz,kkk”
    Então professor,queria lhe dizer q estou sentindo muita falta das suas aulas,como eu sabia q isso ia acontecer, eu peguei alguns livros do Heitor do 2ºem e estou estudando biologia sozinha nessas férias pro ano que vem!
    Então vim fazer um comentário de um filme q eu assisti (é de comédia,mais é bem interessante)se chama “QUALQUER GATO VIRA-LATA” (A história mostra um divertido triÂngulo amoroso,em q uma jovem abandonada por seu namorado,busca ajuda com um professor de biologia.Ele sugere uma mudança de comportamento para q a garota consiga reconquistar o namorado.Tudo isso baseado nas atitudes dos animais,”já que na maioria das espécies as fêmeas são recatadas e,os machos,audaciosos”),então essa última afirmação q coloquei entre aspas no final da pequena sinopse eu queria saber se era verdade,ele fala muito sobre os marrecos,sobre as araras e sobre cavalos,e eu não entendi muito bem,eu queria saber se isso realmente acontece com os animais,se os machos q procuram as fêmeas!
    Em outra parte do filme o professor de biologia dá a garota uma estrela do mar q têm apenas 4 pernas e uma delas da a impressão de estar quebrada,ele a explica q é dá própria espécie,que é da sua própria genética,ele também diz a ela q essa estrela do mar é assim pq quando ela não acha um par ela solta uma de suas partes e,a parte q se solta forma outra estrela,é VERDADE??
    Eu achei muito legal essa história,vê se vc consegue assitir professor,têm até o cachorro do professor q se chama:’CHARLES DARWIN’.RSRSRS
    Beijos professor,aguardo resposta!
    FELIZ NATAL E UM ÓTIMO ANO-NOVO,saudades!

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  109. Olá Daniel,
    Qual a tua opinião sobre o argumento da “complexidade irredutível” de Michael Behe? Porque não escrever um artigo sobre este tema?

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  110. Faaaaala Daniel ! Muito boa noite !
    Peço para que por favor me inscreva na sua Newsletter ! hahahaha
    A partir de agora vc tem mais um piolho rondando teu blog , como te persigo pela escola com perguntas estranhas … hahahahaha
    Quando vi tua publicação sobre “Uma aula de ciência e Religião que deu certo” , juro que pensei que eu tava no meio daqueles textos gigantes … mas creio que , ao menos comigo , não deu completamente certo , e penso que não dará , talvêz pelos dogmas que eu já tomei como base , ou talvêz por não concordar com a Ciência Ortodoxa em sí …
    Forte Abraço !

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  111. Olá, Beatriz!

    Que bom que você está gostando do blog! Faço o possível para apaixonar os outros por aquilo que sou apaixonado. O mundo das Ciências é fascinante. Muda todos os dias, e a cada semana você aprende algo novo – ou reaprende. Isso é maravilhoso. Continue se interessando cada vez mais – esse é o espírito de um cientista de verdade. E a Força é forte em você, pequena padawan (assista Star Wars e você vai entender). Nesse mundo onde tudo parece cada vez mais ser mais do mesmo, aprender e pesquisar é nosso soro fisiológico, nosso remédio e nosso tratamento pra não emburrecer.

    Resposta à sua pergunta: o Reino Monera inclui todos os procariontes, portanto, todos as espécies de bactérias.

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

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  112. Professor….
    Primeiramente queria te agradecer por ser essa pessoa maravilhosa que fez eu me apaixonar por ciências (kkk”percebe-se,né?)….!
    Obrigada por tirar todas as minhas dúvidas e me ensinar que para ser uma boa aluna a gente precisa se interessar pelo conteúdo e ter uma visão diferenciada dos outros.
    Professor vc é nota 1.000000000!
    Te adoro!continue com o BLOG pq eu amo curiar aqui!
    Deus te abençõe…beijoss!

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  113. Olá, Beatriz. Que bom ver você por aqui!

    Obrigado pela visita e participação.

    Já estou fazendo mistério faz tempo sobre isso, não? Ainda não respondi a essa pergunta em sala de aula porque ainda não terminamos esse conteúdo. Isso deve acontecer segunda ou terça. Mas já que você perguntou…

    É o seguinte: a resposta deve ser dada em duas partes.

    A primeira: sou cristão, e acredito que a Bíblia é a Palavra de Deus, infalível e sem erros. Ou seja, se ela me diz que Deus criou o universo em seis dias, é nisso que eu acredito. Observe a palavra “acredito” – sem provas para começar. É algo que digo abertamente: essa é minha fé, para a qual não preciso de (mas não que eu não tenha) provas.

    Agora como professor de Biologia – e biólogo. Ainda não analisei um número suficiente de evidências que me permita dar uma resposta satisfatória à sua pergunta. Tenho muitas dúvidas que não posso responder com base nos procedimentos científicos, e preciso estudar mais. Porém, algumas CERTEZAS eu tenho. Por tudo que já estudei, estou convencido de que é IMPOSSÍVEL que a Terra e o Universo tenham surgido por acaso. O DNA é uma evidência desconcertante da realidade de um Projetista (ou Designer) Inteligente na natureza. Negar isso é negar o que as evidências nos mostram. Portanto, posso dizer que acredito que há evidências sólidas que mostram um Designer por trás da vida no universo. Baseio isso nos artigos que tenho postado aqui, e acho que, principalmente, no livro de Michael Behe, “A Caixa Preta de Darwin”. Não tenho evidências sólidas que apontem para uma evolução gradual, embora haja algumas evidências para as quais não tenho resposta, AINDA. Além disso, Beatriz, ensinar Biologia é estar em constante contato com a maravilha da vida: processos bem regulados, precisos, mas extremamente sensíveis, sem os quais a vida na Terra seria impossível. Por exemplo, o ciclo do nitrogênio (que aprenderemos no ano que vem). Infelizmente, nessa resposta não tenho espaço nem tempo para desenvolver isso, mas há algumas evidências e artigos aqui no blog que vão ajudar a esclarecer minha posição.

    Grande abraço e continue curiosa: esse é o espírito do cientista.

    E vai dormir que amanhã tem aula!

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

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  114. Professor…..tenho uma pergunta!
    Eu também sou Cristã,cerio em Deus e na palavra dele.
    Você conhece meu comportamento na sala,e sabe que eu questiono bastante essa idéia da Origem da vida,eu tento levar as teorias de Splanzzani,Darwin,Redi e Lamarck,teorias aceitas no meu dia-a-dia,mais em sala de aula,e como aluna.Mas penso assim:Que a vida não surgiu do nada,e sim havia alguém em um certo momento para dar ínicio a tudo,e eu como cristã acredito que foi DEUS.
    Eu adoro a ciência,tanto é,que vou utiliza-lá bastante na profissão q quero ingressar…..
    E A MINHA PERGUNTA É…..:Você como cristão e como professor,acredita q A TERRA teria surgido através do que???

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  115. Cara Ilma,

    Muito obrigado pela visita e participação. Desculpe a demora em responder, mas tive alguns contratempos. Vamos lá.

    Sua dúvida é legítima. Mas lembre-se que na criação de algo bom, o mau é inerente. Quem explica muito bem essa ideia é C.S. Lewis, no livro “O Problema do Sofrimento” (é fantástico). Acompanhe comigo. Deus criou o homem para Si mesmo; para que O ame, O louve e esteja sempre com Ele. Deus quer que o homem O ame de livre vontade, pois Deus não quer marionetes. Ou seja, Ilma, para criar alguém obediente, a desobediência é um mau possível e necessário. É como uma moeda: para ter cara, tem que ter coroa, entende? Se Deus não colocasse a árvore lá, como o homem poderia obedecê-lo livremente?

    Como mãe, você jamais mandaria seu filho embora certo? Nem eu faria isso, se ele apenas desobedecesse. Porém, e se as atitudes dele começassem a prejudicar os outros de sua família. E se, na sua casa, ele começasse a fazer mau aos outros, a seu marido, seus outros filhos, a você, aos seus animais? Ele precisaria sair de lá, para não corromper o resto – e conversa não adianta, porque ele já não está disposto a te ouvir mais. Conheço o caso de uma mãe que, embora não quisesse, foi obrigada a mandar o filho embora de casa, porque ele estava usando drogas, morava com a mãe e com a avó e estava roubando coisas de casa para usar droga. Conversa não adiantava mais. É triste, mas é isso o que aconteceu com Adão. E quem sabe o mundo e as cabeçadas que a gente dá nele não ajudem a consertar as coisas?

    Espero ter respondido suas perguntas. Senão, escreva de novo. Não tenha medo de perguntar. O pior é não perguntar.

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

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  116. Caro Jônathas,

    Obrigado pela visita e participação. Desculpe a demora em responder, mas tive vários contratempos. Hoje estou fazendo uma maratona de respostas a comentários. Então, vamos lá, responder a suas perguntas.

    1. Como Noé conseguiu colocar os animais na Arca? O seu raciocínio está certo. Não foram todos os tipos de animais que há hoje. Parte dos animais evoluiu, certo? Depende do que você quer dizer com evolução. Não confunda: especiação é diferente de evolução. É fácil ver que espécies surgem de outras, através da ação da seleção natural. Mas nunca se observou um mudança gigante, como peixe evoluindo para sapo. Para isso não há evidências. Porém, há evidências abundantes para espécies surgindo de outras espécies. Esse foi o mecanismo atuante nos animais que estavam na Arca, que originou a biodiversidade atual. Sobre isso, mais uma coisa: sabe-se que há plantas que produzem sementes resistentes a muitos ambientes hostis, e essas sementes podem ter sobrevivido facilmente ao Dilúvio.

    2. As evidências, tanto escriturísticas (da Bíblia) como geológicas, mostram que o Dilúvio foi global.

    3. Nunca ouvi dizer que Salomão construiu seu templo com madeira da Amazônia. É muito estranho… Por que ele investiria tanto dinheiro, em uma época onde a navegação não se aproximava à da Idade Média, e os barcos eram pequenos e percorriam pequenas distâncias, para buscar, com grandes navios de carga, madeira em um continente que dista mais de 10.000 km dele, se podia comprar dos povos vizinhos madeira de qualidade?

    4. Não sabia sobre Craig. Vou tentar procurar mais sobre ele.

    Volte sempre!

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

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  117. Adão e Eva, foram feitos com a mente: infantil, adolescente, jovem, adulta , velha, ou retardada?
    DEUS, sabendo que o homem em sua natureza é curiosa, e esta sempre despertando o que inventa:o homem deu nome aos animais; então pergunto porque colocar arvores que da frutos em sua moradia , sem que eles possam tocar? isso não é despertar uma tentação a desobediência?POIS sendo mãe já mais plantarei uma arvore que meus filhos não possam usufruir dela. E já mais mandarei meu filho embora de sua casa ,embaixo de uma humilhação , porque ele errou em baixo de uma indução. Se eles erram vou conversar e tentar orienta-los para não repetir o erro. Mas banir de perto de mim os meus filhos que vi sendo gerado em mim, manda-los pro mundo , isso me deixa triste.Não tenho medo ou receio de fazer essa pergunta, pois DEUS disse pra mim viver na verdade do sim sim ,não não passou disso é procedência maligna, então prefiro perguntar. Desde já agradeço a vossa compreenção.DEUS ABENÇOE VOCÊS.bj :zzz

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  118. Tenho muito questionamento sobre o dilúvio de Noé.
    Gostaria de saber qual é sua opnião,se noé conseguiu colocar todos os animais existentes na arca.Se não como exista a enormidade de espécie existentes hoje!
    Pode ter sido que uma parte dos animais que Noé trouxe no barco, evoluiu para os animais que existem hoje!
    Pode também o dilúvio ter sido bem grande, mas não mundial, ou não destruido todas as espécies, já ouvi falar que salomão para construir seu templo ultilizou-se de madeiras retiradas da floresta Amazônica!
    Já li vários artigos sobre isso [dilúvio] em seu blog mais tem perguntas em haver!
    Esses dias encontrei na internet defesas filosóficas sobre a existência de Deus!Chama Willam Lane Craig o Filósofo, ele é muito bom!Recomendo pesquisar sobre ele para ajudar nos seus ensinamentos…
    É sempre bom usarmos de várias armas do conhecimento científico para iluminas as pessoas!
    Continue postando gosto muito do seu site!

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  119. Queria te falar:Como é bom ter pessoas como você que defendem o criacionismo,pois muitos cientistas são ateus e para discurtir com eles usando só a palavra de Deus é dificil mais usando o própio conhecimento deles é muito mais facil!
    Hoje os critões precisam mesmo de conhecimento para pregar a palavra,assim como Salomão que era muito sábio ,com sua sabedoria levou pessoas a conhece o verdadeiro e unico caminho!
    Cara li muitas coisas e achei muito interessante vou tentar falar para alguns amigos ateus lerem.
    PS:É dificil você ter conhecimento e ver pastores falando “o Homen veio do macaco isso é impossível”
    Continue sempre na fé!Seus conhecimentos é muito importante…

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  120. Caro xará,

    Fico muito feliz com sua resposta. Na verdade, lisonjeado. Fique a vontade para publicar nossa conversa no seu blog. Vai ser uma honra minha.

    Um grande abraço, no amor de Jesus.

    Daniel.

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  121. Dani,

    genial…

    O melhor disso tudo é ver que ciência e fé não são excludentes, pelo contrário, caminham paralelamente.

    Cara, peço sua permissão para colocar no meu blog as suas respostas, evidentemente com o link para seu blog (que já consta na lista de links do blog inclusive) e sua autoria. Posso?

    Abraços!!!!! Que Deus continue te abençoando e capacitando cada vez mais meu irmão!!

    Seu xará, Daniel..

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  122. Caro xará,

    Quando lidamos com ciência é preciso entender que a fé e os pressupostos estão lá, permeando o processo científico inteiro. É evidente que, no trabalho de laboratório, há influência desses fatores, mais em alguns casos que em outros. Por exemplo, não há grande influência deles se eu quero pesquisar qual é a proteína que o gene x codifica. Mas se eu quiser saber como é possível que essa proteína esteja lá, aí os pressupostos e fé começam a influenciar o pesquisador. Outro exemplo: se eu estiver fazendo uma pesquisa sobre antibióticos, tenho lá meu frasquinho controle (placa de Petri) e outros, com culturas de uma bactéria específica. Nos meus registros e relatórios, eu apenas descrevo o que está acontecendo. Verei que, em uma cultura, algumas bactérias sobrevivem aos mais resistentes antibióticos, mas a maioria morre. Conto as colônias, registro os números e faço gráficos. Essas bactérias que sobrevivem, como são capazes de sobreviver a essas condições ambientais, digamos, extremas para sua espécie, são consideradas melhor adaptadas. E sobrevivem ao processo de seleção natural.

    Isso é inquestionável. Comprovado mesmo, Daniel. Creio que podemos até falar na “Lei da Seleção Natural” – a maior ideia e mérito de Charles Darwin e Alfred Russel Wallace – simples e genial.

    Agora, muitas pessoas vão querer explicações: por que essas bactérias sobrevivem à seleção natural? É aí que a gente explica com o que tem em mãos, com base nas evidências disponíveis.

    Evidências são pistas, não provas. Quando mais evidências apontam para uma mesma explicação, maior a probabilidade de essa explicação ser correta. E como explicamos um fenômeno? Um fenômeno é explicado com base no pressuposto que o “explicador” tem. Isso significa que forçamos todas as evidências a se encaixarem no nosso pressuposto, aceito pela comunidade de cientistas. Evidentemente isso é necessário, porque sem esse procedimento fica difícil explicar qualquer coisa. Já pensou se cada cientista defendesse seu pressuposto em detrimento dos colegas? Não teríamos uma comunidade e, provavelmente, ainda acharíamos que o céu é uma esfera de vidro com pontinhos luminosos grudados nela…

    É agora que creio responder sua pergunta: bactérias mais resistentes surgirem de bactérias menos resistentes comprovam a evolução? Não. Afinal, elas continuam sendo bactérias. De outro modo, comprovam uma criação especial? Não. Afinal, umas surgem das outras, e elas não fazem colônias formando a palavra “Arrependa-se”. Mas elas comprovam a seleção natural.

    Para mim é difícil dizer o que está comprovado e o que não está. Mas posso te dar várias evidências. A partir do pressuposto criacionista, você pode encaixar essas evidências no modelo. E assim podemos questionar o modelo aceito pela comunidade. Quer ver?

    1. Um fêmur fossilizado de T. rex, encontrado em 2005 por Mary Schweitzer, com vasos sanguíneos e sangue não fossilizado prova que 68 milhões de anos é tempo demais para que isso aconteça.
    2. Programas de computador mostram que, se tivermos uma população de 2000 indivíduos, com cada mãe tendo seis filhos, usando uma taxa de 60 mutações por geração, essa população se extinguiria em apenas 350 gerações. Se isso estiver certo, prova que é impossível que a população humana, por exemplo, tenha cerca de 50.000 anos. (ver http://www.icr.org/article/5722/)
    3. Pesquisas genéticas, baseadas no DNA mitocondrial que todos temos e herdamos de nossas mães, mostram que toda a humanidade descende de uma única mãe.
    4. A via de coagulação sanguínea é composta de várias proteínas interligadas de modo que, se apenas uma estiver faltando, todo o sistema fica comprometido.
    5. O flagelo bacteriano é composto de um complexo de proteínas que formam um cotovelo como aqueles dos encanamentos, buchas de encaixe, um estator, um rotor e um eixo. Se apenas uma dessas partes faltar, o flagelo não funciona e a bactéria morre.

    Essas cinco evidências apontam para uma terra mais jovem que o convencional (1 e 2), para um ascendente único para os humanos (3), e para uma inteligência por trás das estruturas celulares.

    E, xará, essas evidências não fazem o menor sentido no modelo evolucionista. A evolução não as explica convenientemente. Na verdade, pelo modelo aceito, elas nem deveriam existir… Assim, o mais natural é aceitar um outro modelo, que explique essas evidências. Para mim, e para muitos outros, e para cada vez mais pessoas, o design inteligente ou o criacionismo são modelos bem melhores que a teoria da evolução.

    Ufa… Entendido?

    Desculpe essa resposta tão longa, mas sem ela acho que não poderia responder à sua pergunta. Se você quiser saber mais, recomendo a leitura do livro “A estrutura das revoluções científicas”, de Thomas Kuhn, um clássico da epistemologia.

    Mais uma vez, obrigado pela visita e participação.

    Um grande abraço e Deus abençoe,

    Seu xará Daniel.

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  123. Dani, muito obrigado pelas respostas.

    Algumas coisas agora estão claras pra mim sob o ponto de vista criacionista. Curti os textos adicionais de Josué e dos dinossauros. O em inglês eu não tive tempo, mas vou lê-lo em breve.

    Concordo com a inerrância, infalibilidade e perspicácia das escrituras e que são regra de fé e prática e aptas para o ensino. E creio que o justo viverá pela fé. Isso é indiscutivel e independe de teorias. Fé não se explica, se crê. Justamente para confundir os sábios.

    Mas só mais uma questão, se me permite, rs.

    Existe algum fato realmente comprovado, seja no criacionismo seja no evolucionismo? Ou seja, algo que não parta de pressupostos ou de fé?

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  124. Caro Gilson,

    Obrigado pela visita e participação.

    De fato, eu não conhecia as pedras de Ica ou as figuras de Acámbaro. Devo isso a você. Pesquisei nos mais importantes sites criacionistas e encontrei um artigo sobre elas. Clique aqui para ver o texto, de Bill Johnson. Dei uma olhada nele e no Wikipédia e vi que há muita dúvida a respeito delas. Embora tenham sido encontradas milhares de pedras, parece que um cara admitiu que fazia algumas para ganhar dinheiro. Nesses casos, é evidente que se necessita fazer mais pesquisa, e acho interessante que os criacionistas pesquisassem mais a respeito.

    De qualquer forma, essas não são as únicas pistas de que dinossauros e humanos teriam vivido juntos. Também encontramos isso (particularmente um possível Stegosaurus) em Angkor, no Camboja. (Veja o link aqui.)

    Porém, não acho que essas pedras, se fossem comprovadas legítimas, determinariam a morte do evolucionismo, Gilson. Porque os cientistas tendem a deixar de lado uma evidência que não se encaixa na teoria. É como se olhasse a evidência, dissesse “puxa, que interessante…”, e a colocasse na gaveta, acreditando que um dia aparecerá uma explicação. Mas que seriam um grande apoio ao criacionismo seriam.

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

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  125. Caro xará Daniel,

    Obrigado pela visita e participação.

    Em primeiro lugar, desculpe pela demora em responder. Seu comentário exigia algum tempo livre para digitar, digitar e digitar mais um pouquinho. Obrigado pelos elogios, mas eu devo ser o único criacionista que você conhece! A ABPC foi fundamental em minha vida, e sou eternamente grato a Deus por ela e pelo Prof. Christiano P. da silva Neto, presidente dessa gloriosa associação criacionsita, pioneira no Brasil. Sem eles, talvez eu não estivesse aqui escrevendo. Mas vamos lá: gostei muito das perguntas que você fez. São muito pertinentes às implicações teológicas do criacionismo. Então, vou listá-las aqui abaixo para facilitar as respostas. Veja se concorda com elas; caso contrário me avise, hein?!

    1. Visto que o objetivo da Bíblia é focalizar o relacionamento do homem com Deus, Gênesis não seria uma simplificação voltada para este objetivo maior?

    2. Não é bem uma pergunta, mas vou linkar um outro post aqui do blog, sobre o dia longo de Josué. Dê uma olhada, que a explicação é bem legal. O link é esse aqui: <https://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/01/23/o-dia-longo-de-josu-realmente-aconteceu-e-como/>

    3. Como Deus é anterior e criador do tempo, para Ele o tempo é relativo. Com base nisso, é possível interpretar os seis dias da criação como não-literais, por exemplo, como eras geológicas?

    4. Ligada à questão anterior, será que não existe um intervalo de milhões ou bilhões de anos entre os “dias” da criação?

    Desse modo, todas as suas perguntas relacionam-se à literalidade dos dois primeiros capítulos de Gênesis. Vamos às respostas. Mas antes, é preciso dizer, adoto como pressuposto (de fé, claro) a inerrância e infalibilidade da Bíblia, bem ao estilo reformado, como você sabe.

    1. Entre os textos bíblicos existem diferentes propósitos, embora o foco geral seja aproximar nossas mentes e corações a Deus. Alguns enfatizam o relacionamento com Deus, como Salmos, outros, como Romanos, explicam a teologia por trás do Evangelho, outros como Provérbios e Eclesiastes visam um conhecimento prático, sabedoria do dia a dia. Outros textos nos ajudam a conhecer a ação de Deus na história da humanidade. Este é o caso de Gênesis. O primeiro e segundo capítulos, xará, não parecem nada com uma simplificação. Muito pelo contrário, o relato é bem completo, e é em estilo narrativo, parecido ao dos livros históricos. Veja, Deus criou o mundo em seis dias. Cada um desses dias é descrito com detalhes, da manhã ao crepúsculo (mas sem vampiros), e com ordem específica, inclusive.

    2. Pule para a três.

    3. A Bíblia não permite interpretar os dias da criação como eras nas quais a criação teria acontecido gradualmente. E não permite, em primeiro lugar, porque esses seis dias são o fundamento do quarto mandamento: guardar o sábado. “Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus…” (Êxodo 20:9-10). Se os dias fossem eras, por que trabalhar seis dias e folgar um? Os patrões poderiam mandar seus servos trabalharem seis “eras” e descansarem uma, o que seria totalmente subjetivo, além de confundir as pessoas da época, já que todas elas entendiam a palavra dia como um dia de 24 horas (fazendo uma conversão cultural para nossos dias), e não como um período indefinido de tempo. Deus seria muito desleal se permitisse uma compreensão tão errada assim, por tantos anos, e corroborada por Jesus, que também guardava um dia em sete.

    Vou reforçar isso de outra forma. A idade da Terra, estimada (grife essa palavra) em torno de 4,5 bilhões de anos, é produto da datação de cometas, que, teoricamente, teriam se formado ao mesmo tempo. Porém, há falhas nos métodos de datação, como imprecisões, dependendo do método, e uma pressuposição de que as condições e taxas de aglutinação de partículas não teriam mudado em 4,5 bilhões de anos. Além disso, há evidências sólidas apontando que a Terra não tem bilhões de anos, e sim milhares. A mais famosa são os radiohalos de Polônio, descritos por Robert Gentry, no periódico científico Science, o mais famoso do mundo, em 1974, se não me engano. (Confira aqui um resumo, em inglês). É mais ou menos assim: Gentry encontrou, em granito, umas “bolhas” de Polônio, um elemento radioativo. Em tese, o granito leva milhões de anos para se formam, pois se origina de magma, solidificado sob pressão. Porém, o polônio leva, dependendo do tipo, no mínimo 138 dias e no máximo 3000 anos, para virar chumbo (o que chamamos meia-vida). Isso é ridículo do ponto de vistaa geológico. Encontrar essas “bolhas” é equivalente a colocar aquelas pastilhas efervescentes em um copo com água e tentar congelar as bolhinhas. É impossível fazer isso em um segundo, já que em menos de 5 minutos aquelas pastilha já se transformou totalmente. Então como as “bolhas” podem estar lá. Ninguém sabe. A única explicação para isso é que aquele granito teria surgido instantaneamente. Pelo que eu sei, desde 1974 isso permanece sem explicação, a não ser a que eu te dei (que é do Gentry, por sinal).

    Mais próximo de nós está a descoberta de vasos sanguíneos em fêmur de T. rex, feita por Mary Schweitzer, em 2005. Teoricamente, mais uma vez, é preciso milhões de anos para fossilizar um fêmur. O fato de encontrarmos vasos sanguíneos, vermelhinhos como se o T. rex tivesse morrido ontem, indica que aquele fêmur não pode ter 68 milhões de anos, mas muito menos (veja mais, neste link).

    4. Com base em tudo isso, xará, creio que respondi a suas perguntas. De fato, há aqueles que crêem em um intervalo de tempo muito grande entre Gênesis 1:1 e 1:2 e os outros dias da criação. Essa é a chamada “teoria lacuna”. O problema é que é impossível conciliar a teoria uniformitarista da Geologia com esse texto de Gênesis. Até porque as eras geológicas pressupõem a existência da morte e da extinção de outras espécies, e sabemos, com base em Romanos 5:14, que a morte começou com Adão.

    Para concluir, é preciso ter em mente que a teoria da evolução, como qualquer outra teoria científica, é passível de erro e mudança. Novas descobertas podem alterar drasticamente a teoria, como já o fizeram ao longo dos últimos 150 anos. Para aqueles como nós que crêem na Bíblia como Palavra de Deus, é um erro grave tentar conciliar a Palavra do Criador Eterno e Onisciente com teorias humanas temporárias e falseáveis. Afinal de contas, xará, “o justo viverá pela fé”, certo?

    Um grande abraço, e espero ter ajudado. Deus abençoe.

    Daniel.

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  126. Caros irmãos em CRISTO,venho já ha algum tempo acompanhando todo esse debate sobre evolucionismo x criacionismo. Os irmãos poderiam me explicar por que os criacionistas que crêem numa criação não dão muita importancia as PEDRAS DE ICA/PERU,bem como AS ESTÁTUAS DE ACAMBARO/MÉXICO. Muitos dizem ser elas uma fraude,mas nunca vi niguém dos cientistas criacionistas ir lá fazer uma investigação de campo. Se forem provadas verdadeiras elas dariam um golpe mortal no evolucionismo. A coleção já desenterrada de roberto cabrera conta com 11.000 pedras.
    Nelas são vistos continentes do mundo antediluviano,pessoas convivendo com dinossauros,etc. NO VÍDEO ABAIXO DO YOUTUBE É MOSTRADO CLARAMENTE UMA EQUIPE DE REPORTAGEM QUE LÁ ESTIVE EM 2002 PARTICIPANDO DE ESCAVAÇÕES DESSAS PEDRAS. IMAGINEM CIENTISTAS CRIACIONISTAS DO MUNDO TODO ESCAVANDO E ESTUDANDO ESSAS PEDRAS!!!!!!!

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  127. Dani, estou impressionado com seu blog.

    Conheço a ABPC a algum tempo mas nunca tão de perto alguém com tanta base e conhecimento para defender o Criacionismo.

    To com algumas dúvidas e como já vi que você já respondeu algumas bem complicadas acho que as minhas vc já deve ter na ponta da lingua, rs, mesmo pq são de origem teologica, rs.

    Teve uma frase que fiquei com dúvida:

    ” Além disso, se a Bíblia realmente é Sua revelação, deve ser verdadeira, porque Deus não pode mentir. E ela afirma claramente que Deus criou a Terra e a vida em seis dias, em ordem diferente daquela pregada pela teoria da evolução. Portanto, uma das duas tem que estar errada.”

    Considerando que a bíblia é realmente a revelação de Deus, e sabendo que o propósito da mesma não era explicar em como as coisas foram criadas mas sim focar no relacionamento de Deus com o homem, o pecado original, a Redenção por meio de Cristo, e sua posterior volta. Não poderíamos pensar que os primeiros capitulos de Genesis eram a forma simples de Deus explicar ao homem antigo como o mundo foi criado sem muitos detalhes?
    Como por exemplo quando diz-se em Josué que o sol parou. Sabemos que quem parou foi a terra. O milagre existiu, porém a visão do homem antigo era aquela. E se Deus for colocar a visão dEle, ninguém vai entender nem hoje, nem daqui a mil anos. Pq não conseguimos explicá-lo nem entendê-lo. Temos a nossa visão que é deturpada e pequena.

    Outra pergunta olhando para o lado da Teologia. Dado que Deus é eterno, a questão de dias pra Ele e sequência de tempo não existem. Desta maneira, sempre na bíblia inteira, quando fala-se de dias ou tempo com relação a Deus são coisas relativas . Isto não pode dar margem para interpretarmos os 6 dias como sendo uma forma de linguagem figurada?

    Outro ponto.. No principio criou Deus o céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia.

    Existem teorias cristãs que defendem que entre um versículo e outro podem existir milhões de anos ou os bilhões de anos que dizem. E que continuam crendo nos 6 dias da criação. E não é contraditório. Existe essa possibilidade?

    Não tenho uma posição formada quanto a isto, de verdade. São só algumas questões meio básicas que criei respostas na minha cabeça para explicá-las, mas queria uma posição de um criacionista sobre isso.

    Que Deus continue te abençoando ricamente meu irmão!!!

    Um grande abraço,
    Daniel

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  128. Vincent,

    Começo pedindo desculpas pela demora em responder (mais de dois meses). Mas vou me justificar, e espero que a justificativa sirva. Demorei porque, para responder sua pergunta, tive que estudar bastante. Na verdade, um livro de 375 páginas, que terminei hoje, chamado “Alien Intrusion: UFOs and evolution connection“, de Gary Bates. O livro é fantástico, embora em inglês, e com certeza responde a muitas de suas perguntas. Minha resposta vai se basear neste livro – o que eu puder responder.

    Primeiramente, há várias explicações para OVNIS. Aliás, a sigla significa, justamente, “Objetos Voadores Não-identificados”. Um projeto militar dos EUA analisou os casos de OVNIS relatados, de 1952 a 1970 (conhecido como Projeto Blue Book). Dos 12.618 casos, 701 ficaram sem explicação. Ou seja, 5%. Quero dizer, com isso, que é possível (e até provável) que os OVNIS que você viu tenham alguma explicação naturalista, embora não possamos precisar qual. Poderiam ser satélites, balões meteorológicos, reflexos do sol em objetos, raios (um tipo raro de raio de forma circular), meteoros ou qualquer outra coisa – menos um nave espacial. Viagens intergaláticas são impossíveis. Afirmo isso com base no conhecimento que a humanidade tem disponível hoje. Por causa dos seguintes motivos: as distâncias entre galáxias são enormes, tanto que são medidas em anos-luz – 1 ano-luz é a distância que a luz percorre em 1 ano, viajando a 300.000 km/s. Isso significa que, para chegar a uma galáxia a 1 ano-luz daqui da Terra, precisaríamos viajar a 300.000 km/s durante um ano inteiro. Gary Bates cita um exemplo interessante.

    “À melhor velocidade da nave Apollo, que leva três dias para chegar à Lua, levaríamos 870.000 anos para chegar a Proxima Centauri.” (p.68)

    Além disso, a energia requerida seria equivalente a 23 milhões de bombas atômicas para impulsionar algo a essa velocidade. Como se não bastasse, o espaço está lotado de coisas que podem colidir contra uma nave viajando a essa velocidade. Uma partícula do tamanho de uma ervilha voando a uma velocidade 50% menor que a da luz provocaria um impacto cuja energia seria igual 2,2 bombas atômicas. Por fim, ainda há os efeitos da radiação espacial sobre seres orgânicos no espaço.

    Por isso, vincent, afirmo que você viu objetos voadores não-identificados, mas identificá-los como naves espaciais vindas de outro planeta não é a melhor explicação.

    Sobre os incidentes em Varginha e a Operação Prato, tenho estudado. Confesso que para mim é difícil explicá-los convenientemente, mas creio que esses pequenos fatos que listei já dão uma ideia de que dificilmente seriam alienígenas. A pergunta é: o que seriam? Essa pergunta não tem resposta até o momento, mas pode ter em um futuro não tão distante.

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

    PS: Mais uma vez, desculpe a demora.

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  129. Vincent,

    Muito obrigado pela visita e participação.

    Antes de começar a responder sua pergunta (parece que você me pôs numa enrascada!), preciso saber alguns detalhes de sua experiência.

    1. Você pode descrever os ovnis, por favor?
    2. Você sentiu alguma coisa quando os viu?
    3. Qual era a sua idade quando você viu os ovnis? Ou, se você os viu em idades diferentes, com quais idades os viu?

    Você citou casos importantes: os de Varginha e a Operação Prato (se não me engano), no Brasil. E também os Homens de Preto.

    Sem essas informações, posso não responder satisfatoriamente sua pergunta.

    Uma coisa eu prometo: vou tentar ser o mais realista e honesto possível. Tomo como certo o fato de que você viu alguma coisa. Seria estupidez eu, que não estava com você na ocasião, dizer que não viu nada, quando você afirma que viu.

    Assim, aguardo com ansiedade sua resposta.

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

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  130. eu acredito em ovnis, ou melhor, nos discos voadores.
    não e por que alguem me disse ter avistado um, ou por causa do que e postado na internet. e sim por que eu vi um, um não, por tres vezes aqui no bairro que eu moro.
    o que vc me diz sobre varginha, sobre o dia em que os militares foram a publico divulgar o que aconteceu no dia 21 de maio de 1986. e sobre os homens de preto. contate-me logo, por favor!

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  131. Caro Sergio Mello,

    Obrigado pela visita e participação.

    Que bom ver um colega insatisfeito com o evolucionismo também! E que bom ver que você está fazendo ótimas perguntas sobre a Idade da Terra. Realmente, a idade de 4,5 bi anos é enorme, e há muitas evidências contrárias a isso.

    Confesso: meu forte nunca foi geologia. Meu curso não foi profundo como parece ser o seu e, apesar de me interessar muito pelo assunto, nunca tive muito tempo para estudá-lo. Por isso, vou me reportar a quem pode responder suas perguntas. Eu as encontrei digitando os termos no Google, mas em inglês. (Pode-se encontrar de tudo usando a língua inglesa!)

    A primeira, acerca da idade da Terra e perda de água, é do Prof. George Lenz. Abaixo, a tradução:

    “Felizmente, no início de sua história, a temperatura da terra caiu abaixo de 100 graus Celsius, e a água condensou, originando os oceanos que conhecemos hoje.

    De fato, a massa da água presente nos oceanos, cerca de 10^24 (10 elevado a 24) gramas, é aproximadamente a mesma massa de água que estava contida na crosta quando o processo de degaseificação começou. Podemos estimar a taxa em que a água é perdida hoje estimando a taxa em que as moléculas de água na atmosfera dissociam-se em seus constituintes, hidrogênio e oxigênio. O hidrogênio é muito leve, e por isso esvai-se facilmente para o espaço. O resultado da perda de hidrogênio corresponde à diminuição da perda de vapor de água na atmosfera. Uma boa estimativa é de 5×10^11 gramas perdidas desse jeito por ano. Essa é a quantidade do volume de um cubo cujo lado tem uns 90m. A água total perdida para o espaço desde o início da Terra, portanto, é cerca de 2×10^21 gramas, cerca de 0,2% da água nos oceanos.

    Isso significa que a maior parte da água que você vê na terra é a mesma que degaseificou da crosta quando a terra tinha apenas alguns milhões de anos de idade.

    Felizmente, a água perdida para o espaço é resposta pelo mesmo processo geológico que originou os oceanos.”

    (LENZ, George. The physics of water on earth. Disponível em: <http://witcombe.sbc.edu/water/physicsearth.html>. Acesso em 16 ago 2009.)

    (Desculpe a tradução, porque fiz correndo.)

    De fato, eu nunca vi um criacionista usar a questão da perda de água para o espaço como evidência da juventude da Terra. Veja, a água perdida para o espaço é reposta, portanto, isso não prova nada a favor de uma Terra mais jovem. Mas também não prova nada contra. Porque esses dados são interpretados de acordo com o uniformitarismo geológico – essa taxa de 0,2% teria sido sempre constante. Os geólogos uniformitaristas não levam em consideração a história geológica catastrófica da Terra. Mas e se, no passado, a quantidade de água nos oceanos tivesse sido outra?

    Há evidência disso? Há, sim, e é recente.

    “De acordo com o registro de Gênesis, houve um tempo em que toda a superfície da Terra esteve inundada. Isso possivelmente foi ridicularizado por questões a respeito da origem e destino de toda água extra que supostamente teria sido necessária para ocasionar este evento. Mas recém-descritos fósseis de criaturas marinhas encontrados em rochas nas Ilhas Bermudas indicam que os antigos níveis do mar costumavam ser cerca de 21m mais altos que hoje, um quebra-cabeças ao pensamento geológico padrão.

    A investigação de uma década atrás, do geólogo Paul Hearty, sobre níveis marinhos semelhantes diz: “foi visto com ceticismo entre os geólogos”, mas os novos dados de sua equipe são ainda mais instigantes. Hearty e o zoólogo smithsoniano Storrs Olson, cuja pesquisa aparece no periódico Quaternary Science Reviews, encontrou carvão (cobbles) e sedimentos marinhos”, juntamente com “cimentos marginais”. Essas características só poderiam existir onde foram encontradas se o níver do mar tivesse sido sustentado em um nível mais elevado.

    (…)

    A evidências nas Bermudas podem ser interpretadas tanto de um ponto-de-vista criacionista como de um evolucionista. Porém, a visão evolucionista naturalista deve fechar os olhos completamente para o motivo de o oceano ter sido 21 metros mais alto no passado, enquanto que uma história baseada na Bíblia, no testemunho ocular de um dilúvio mundial destruidor, encaixa-se no começo de uma explição dos fósseis marinhos de Bermuda.”

    (THOMAS, Brian. Stunning new evidence of a higher ancient sea level. 25 fev 2009. Disponível em: <http://www.icr.org/article/stunning-new-evidence-higher-ancient-sea-level/>. Acesso em 16 ago 2009. Em nota, este autor diz que, se no passado, a superfície da Terra tivesse sido completamente plana, a água teria coberto toda a Terra, com uma profundidade de 2,4 km.)

    Veja, Sergio, que a geologia padrão que eu e você estudamos na graduação é uniformitarista, não leva em conta o Dilúvio de Noé. Um evento geologicamente tão importante como este certamente alterou muitas das caraterísticas e taxas que vemos na Terra hoje, mas o uniformitarismo não vai considerá-lo. Portanto, é preciso mudar: deixar de lado o paradigma uniformitarista e começar a considerar o catastrofismo. O que, aliás, já vem sendo feito até pelos evolucionistas. Nesse caso, essas taxas perdem seu significado histórico, e transformam-se apenas em dados atuais.

    Suas outras questões, a ação da convecção e da temperatura na Terra primitiva, esbarram no mesmo problema uniformitarista, e ilustram a fraqueza do uniformitarismo e a necessidade da mudança do paradigma.

    Se você quiser mais evidências de uma Terra jovem, vou indicar-lhe alguns sites que têm evidências abundantes sobre este e outros tópicos do debate.

    – Institute for Creation Research. Pioneiro no Criacionismo de Terra jovem. http://www.icr.org
    – Creation Ministries International. Forte site de divulgação do criacionismo na Austrália. http://www.creation.com
    – Answers in Genesis. Um dos sites mais ricos em resposta sobre criacionismo e design inteligente, também australiano. http://www.answersingenesis.org
    – Creation Research Society. Instituto de pesquisas em criacionismo. Excelente. Artigos acadêmicos. http://www.creationresearch.org.
    – Biblical Geology. Site que propõe um modelo geológico que inclui a Bíblia. http://www.biblicalgeology.net

    Todos estes são em inglês. E são ótimos. Respondem muitas perguntas, e me ajudaram muito na graduação e depois dela. No Brasil, é fácil encontrar material no site da Sociedade Criacionista Brasileira (http://www.scb.org.br).

    Faça bom proveito e apareça sempre que precisar!

    Um abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

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  132. CAROS AMIGOS SOU GRADUANDO EM BIOLOGIA PELA UFPB, CRISTÃO PROTESTANTE E CRIACIONISTA.

    NO QUE DIZ RESPEITO À SUPOSTA IDADE DA TERRA DE 4,5 BILHÕES DE ANOS, ALGUMAS COISAS ME INTRIGAM.

    VÁRIOS ELEMENTOS “SUSTENTAM” A ORIGEM DA TERRA ORIUNDA DO BIG BANG E, BASEADO NESTA “ASSERTIVA”, COMECEI A IMAGINAR A EXISTÊNCIA/AUSÊNCIA DE ELEMENTOS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS A ESSE “FATO”.

    POR EXEMPLO: UM PROFESSOR MEU DE CLIMATOLOGIA DISSE, CERTA VEZ, QUE A TERRA PERDE ÁGUA PARA O ESPAÇO. BASEADO NISSO FIZ UMA BUSCA SUPERFICIAL NA WEB, MAS NÃO ENCONTREI ALGUM CÁLCULO, INFORMAÇÃO, ETC, DAS TAXAS DE EFLUXO DE ÁGUA PARA O UNIVERSO.

    TODO SER HUMANO É SABEDOR, MESMO QUE INTUITIVAMENTE, QUE A ÁGUA É INDISPENSÁVEL À VIDA, LOGO, SE AS TAXAS DE PERDA DE ÁGUA PARA O ESPAÇO FOREM ELEVADAS, AO LONGO DOS BILHÕES DE ANOS, SERÁ QUE TERIAMOS A QUANTIDADE DESSE LÍQUIDO QUE TEMOS HOJE?

    SERÁ QUE A TERRA, NO INÍCIO, LIQUEFEITA EM LAVA, COMO SUGERE A TEORIA DO BIG BANG, NÃO POSSUIRIA TEMPERATURA SUFICIENTEMENTE ALTA PARA “EXPORTAR” PARA O ESPAÇO A GRANDE QUANTIDADE DE ÁGUA CONTIDA NA FORMA DE VAPOR NO INTERIOR DA MASSA FLUIDA DE ROCHA?

    SERÁ QUE A CONVECÇÃO NÃO ERA VERTIGINOSAMENTE FORTE PARA LEVAR À SUPERFÍCIE A ENORME QUANTIDADE DE ÁGUA CONTINA NO INTERIOR DA LAVA, E DAÍ PARA O ESPAÇO, NO DECORRER DOS BILHÕES DE ANOS?

    AGUARDO RESPOSTAS!

    ANTECIPADAMENTE, OBRIGADO!

    ABRAÇOS E QUE DEUS ABENÇOE A TODOS!

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  133. Caro Paulo César,

    Obrigado pela visita e participação.

    É claro que o Design Inteligente é muito diferente do criacionismo. Sempre faço questão de frisar isso. As duas teorias concordam em muitas coisas. Mas isso que você citou é um ponto divergente.

    Outra coisa que é importante esclarecer. A TDI não fala de evolução espiritualista. Veja bem: se há um Designer Inteligente, por que, necessariamente, ele precisa ser Deus? O Designer pode ser uma forma de vida interdimensional, extraterrestre, ou um regulador espacial, como o Klaatu do filme “O Dia em Que a Terra Parou”, ou ainda qualquer outra divindade diferente, diferente do Deus judaico-cristão. Admitir que há um Designer, ver que Behe crê na evolução, depois concluir que o Designer promoveu a evolução espiritualista é um erro sério de Lógica. Em outra palavras, não tem nada a ver!

    Analisamos da seguinte forma:

    1. Há um Designer;
    2. O Designer criou a vida;
    3. A vida evolui;
    4. Logo, o Designer deve ter criado a evolução também.

    E estamos falando de uma evolução naturalista, de bactérias a homens. O próprio Prof. Enézio, que você citou, defende isso. Não tem nada a ver com a evolução da alma. Isso é extrapolar a teoria, pulando muitos degraus. Afinal, se evoluímos naturalmente, por que deveria existir alma? As implicações espiritualistas são inúteis, bem como qualquer outra implicação religiosa, pois tudo é ilusão e criação humana na busca da sobrevivência e luta pela vida, como diria Darwin. É um erro muito grande entender a evolução assim, em termos religiosos.

    O criacionismo, por outro lado, crê no Designer como sendo o Deus da Bíblia, e pergunta, baseado nas características conhecidas desse Designer (através da Teologia), por que a evolução seria necessária se o Designer é Todo-poderoso? Isto é, se Ele é Deus, não teria problema em criar vida ex nihilo, do nada. Além disso, se a Bíblia realmente é Sua revelação, deve ser verdadeira, porque Deus não pode mentir. E ela afirma claramente que Deus criou a Terra e a vida em seis dias, em ordem diferente daquela pregada pela teoria da evolução. Portanto, uma das duas tem que estar errada. Pelas evidências que temos visto (que tenho me esforçado para colocar aqui no blog), a evolução está errada, embora muitas perguntas precisem ainda ser respondidas.

    A evolução espiritualista não é um conceito científico, mas religioso. O evolucionismo não dá o menor apoio a ela, como não dá o menor apoio ao protestantismo. Falando em termos bem claros: se adotarmos a evolução como verdade, os conceitos de Deus e tudo o mais são inúteis; apenas constructos intelectuais de animais evoluídos que tentam sobreviver. E que estratégia melhor para a sobrevivência que investir no raciocínio e abstração religiosa, que pode dar motivação para grandes realizações?

    Isso soa demais para mim. Não responde minhas dúvidas sobre a maldade inerente dos humanos, as atrocidades praticadas, os milagres presenciados na história, os ensinos inacreditáveis de Jesus, e sua determinação por sofrer uma crucificação, os relatos de Sua ressurreição, o avanço do cristianismo, a coerência inacreditável da Bíblia, a obra abnegada de homens como Martin Luther King Jr., Paulo, Pedro, Agostinho, Lutero, John Hus, John Wycclif e os mártires, Bruce Olson, David Brainerd, Martin Lloyd-Jones e até mesmo Ghandi, Siddarta Gauttama, Madre Teresa, Sócrates… Suas vidas, para mim, colocam abaixo essa teoria da luta pela sobrevivência nos seres humanos. Eles buscavam algo superior… Não se importavam tanto com a vida… Note que, ainda assim, a evolução tem explicações para o altruísmo, embora sejam insuficientes.

    Muito obrigado pela visita e participação, e volte sempre!

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

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  134. Queria deixar bem claro que o bioquímico Michael Behe, do DI não é criacionista.
    Ele é favorável à Evolução sim, a Evolução que teve um planejador, Deus, portanto, Evolução Espiritualista.
    Observem o que ele falou e o coordenador no Brasil do movimento DI:
    DESEJO DEIXAR CLARO QUE NÃO TENHO MOTIVOS PARA DUVIDAR QUE O UNIVERSO TENHA OS BILHÕES DE ANOS DE IDADE QUE OS FÍSICOS ALEGAM. ACHO A IDÉIA DE ASCENDÊNCIA COMUM (que todos os organismos tiveram um mesmo ancestral), MUITO CONVICENTE E NÃO TENHO NENHUMA RAZÃO PARTICULAR PARA PÔ-LA EM DÚVIDA.
    (Michael Behe – um dos precursores do Design Intelligent) do livro A caixa preta de Darwin, pg 15.

    MUITOS DOS ADEPTOS DO DESIGN INTELIGENT ACREDITAM NA EVOLUÇÃO, ALGUNS ATÉ ADMITEM UM PAPEL PARA O MECANISMO EVOLUTIVO COLOCADO POR DARWIN; A SELEÇÃO NATURAL. ELES APENAS NEGAM QUE A SELEÇÃO NATURAL SOZINHA POSSA TER DIRIGIDO A VIDA DURANTE TODO O CAMINHO DESDE UM PEQUENO POÇO DE ELEMENTOS INORGÂNICOS ATÉ NÓS.
    ( Enézio E. de Almeida Filho é Coordenador do NBDI)

    Portanto, a própria religião também tem que evoluir.

    Abraços
    Paulo Cesar – DF

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  135. Julio,

    Obrigado. Nossa, o erro foi feio. Não devemos fazer uma coisa dessas com a preciosa Língua Portuguesa! Já corrigi.

    Sobre a newsletter, você deu uma boa idéia, e vou revertê-la para os outros leitores. Vou formular a newsletter e uma forma de cadastro para os que quiserem receber.

    É assim que vamos melhorando.

    Obrigado e Deus abençoe, Julio.

    Daniel.

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  136. Olá. Gostei do seu blog – também sou criacionista e participo da ABPC, como contribuinte e leigo.

    Há um erro de português em sua página “Editorial”:

    Através dos trabalhos da Assossiação Brasileira de Pesquisas da Criação (ABPC),

    correto:

    Através dos trabalhos da Associação Brasileira de Pesquisas da Criação (ABPC).

    Peço também me inscrever na sua newsletter.

    Curtir

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