por Daniel Ruy Pereira

Um quasar expele seu jato de gás
Veloz como a luz e os anjos aplaudem:
“Mas que belo presente entregas!”
E uma anãzinha-vermelha ouve uma ordem:

“Sai de tua galáxia e do meio dos
teus astros e vai pro céu que Eu te mostrarei”
Responde, em brilhos alternados:
“Mas por que eu, ó grande Sol-Rei?”

Porque hoje o Sol-Príncipe vai encolher
e deixar de brilhar por um certo tempo,
Pra ser o filho de uma mulher
num estábulo pequeno, mas limpo.

Vai crescer e virar luz para os homens –
que olham pras estrelas em busca de algo
Que lhes dê muito mais que aliens,
Um sabor que apreciam, mas que Eu salgo

Com a vinda deste perfeito Ser Humano,
Feito todo de Deus e de DNA,
Brilhando igual um sol mundano,
Ou brilhando igual uma estrela humana

Pra Ele os astronomos não olharão
(Essa estrela nao se vê ao telescópio)
E só vão ve-lo no varão
chamado Jesus, o Fim e o Princípio

Da fé, do universo, das estrelas – de tudo!
Como Sou feliz! Ele brilha nas Trevas,
Ó Anãnzinha! Veja, contudo,
que Ele será como as Supernovas:

Sua máxima luz será após a morte,
Horrível, de uma injustiça necessária.
Depois disso, vai brilhar forte
de novo, como uma estrela nova.

Vai agora Anazinha, vai! Pra bem longe!
Praquele céu. Pra ser uma breve luminária,
Mas sempre lembrada por monges,
Por mães, em cada aventura embrionária,

Anualmente, em cada árvore de natal,
Em cada sermão sobre aquela jornada,
Em cada enfeite ornamental
da pequena estrelinha danada

e de uns amados astrônomos, lá em céus judeus,
Que sabiam, como poucos cidadãos,
Que os céus declaram a glória de Deus
E o firmamento anuncia a obra de suas mãos

Anúncios