por Daniel Ruy Pereira

Eu me lembro do passado
E desejo o presente;
Querendo o futuro subsequente.
E vou vivendo apressado…

Sem que reflita, um instante,
Que quando o futuro chegar
Do presente vou choramingar
(E vou querer o passado infante),

Temendo um outro futuro,
Que eu sei, soube e saberei,
É infinitivo e sabe onde errei,
E está lá a me esperar: sóbrio, duro…

O tempo sempre foi dono
compulsório do meu ego
E por mais que eu lamente esse apego
O que eu posso fazer? Fico afono!

Não dá pra virar a ampulheta
Nem mudar a gravidade.
O tempo galopa, de verdade,
P’ra aquela paisagem de cor preta

e foice longa na mão
Pergunto se eu chego ao fim
Ou se é o fim que chegará até mim?
Vou é viver… porque eu não sei não

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