Com minhas longas férias acabando e comentários se acumulando em meu painel do WordPress, achei melhor voltar ao trabalho. Para isso, vou responder aos comentários que Rogério veio fazer aqui no blog, hoje mesmo. Aliás, Rogério, muito obrigado por ter lido e gasto tempo pensando nos artigos (que foram “O Dilúvio de Noé e o Épico de Gilgamesh” e “Deus criou vida em outros planetas?”). Em consideração às belas perguntas que fez, e porque ocupam muito tempo, resolvi transformar a resposta em um artigo, que escrevo em forma de carta.


por Daniel Ruy Pereira

Caro Rogério,

Muito obrigado por sua visita e participação aqui em meu blog. Jamais se sinta intimidado em perguntar qualquer coisa que seja por aqui. Este é um espaço que serve justamente para isso, então aproveite.

Você fez, basicamente, três perguntas (que se desdobram em outras). Vou reescrevê-las aqui para podermos conversar a respeito.

  1. Como o relato de Gênesis sobre o Dilúvio pode ser mais antigo que o da Epopéia de Gilgamesh, uma vez que os hebreus sequer existiam como povo quando a Epopéia foi escrita? A Epopéia de Gilgamesh é um documento datado pela técnicas radiométricas e é válido; portanto é anterior ao Gênesis.
  2. Como se explicam os relatos de outros povos sobre este evento, se o Dilúvio teria dizimado a todos, menos os que estavam na Arca? De onde vieram chineses, aborígenes australianos, antigos povos indígenas americanos e outros? Temos que admitir que os filhos de Noé fornicaram com suas próprias irmãs? Podemos dizer, até, que o Dilúvio foi Universal, pois a própria Epopéia de Gilgamesh dá a entender isso, mas de onde vieram todos os outros povos?
  3. Por que a Bíblia não fala uma palavra sequer sobre os dinossauros? Os fósseis e datações mostram que eles existiram há muito tempo (200 milhões de anos atrás até 65 milhões, aproximadamente)? Por que a Bíblia omite milhões de anos de história da vida? Por que ela não fala nada sobre toda a biodiversidade que viveu nesse período? Do mesmo modo, se ela omite esses milhões de anos de história, por que não omitiria também a existência de seres inteligentes ou vida em outros planetas?

A partir de agora, vou dividir as respostas em sessões temáticas, certo? Assim, fica mais fácil para explicar e compreender essas questões tão importantes.

Você tem um problema com a datação…

A primeira coisa que você deve entender sobre datação, Rogério, é que ela não é inquestionável. A datação radiométrica utiliza o decaimento radioativo de alguns elementos a fim de medir a idade relativa de uma amostra. Na verdade, o conceito é simples. Quando um elemento (chamemos de A) é radioativo, ele perde partículas em função do tempo, de modo que, em um tempo t, metade daquele elemento se transforma em 1/2 de outro elemento (que chamaremos de B). Por exemplo C14 se transforma em N14; depois de 2t, encontramos metade da metade (ou 1/4) de A e 3/4 de B; depois de 3t, 1/8 de A e de 7/8 de B e assim por diante. Veja a figura abaixo para facilitar sua compreensão. (1)

Esquema de meia-vida de um elemento qualquer em função do tempo. A cada unidade de tempo, a quantidade de elemento A (laranja) reduz pela metade, e a quantidade de elemento B (roxo) dobra.

Até aqui nenhum problema. Isso é justamente o que observamos no mundo atual. O problema com a datação, porém, é o seguinte: ela pressupõe (ou, “supõe antes de”) que a quantidade inicial dos elementos radioativos em uma rocha ou organismo é conhecida e que a taxa de decaimento sempre foi constante. Ora, o que nos garante que isso de fato ocorre? E se a taxa mudou e só é constante hoje? E se a quantidade inicial não for a esperada? Conhecemos casos de diferenças e “incertezas” substanciais nas quantidades de Urânio-238 e Urânio-236 em amostras de meteorito. (2)

Essas perguntas abalam as próprias bases da datação radiométrica. Para mim, são suficientes para esclarecer que este método não é totalmente confiável.

Você também tem um problema com longas eras…

Rogério, você aceita as longas idades postuladas pela mídia sem questionamento. Por quê? Por quê você tem tanta certeza de que o Universo é antigo? Vou te dar dois exemplos de que pensar em termos de longas eras pode ser extremamente problemático. (3)

Primeiro: a lua se afasta da Terra a uma taxa de 4cm por ano (4). Pode-se fazer alguns cálculos para saber as implicações disso. (Veja a nota 4 para os cálculos). Ou seja, com esta taxa, assumindo que seja constante (como se assume no caso da datação radiométrica), a Lua e a Terra deveriam estar em contato físico há 1,4 bilhões de anos – o que tornaria a vida absolutamente impossível, de lá para cá, se a teoria da evolução fosse a correta, já que, pela teoria convencional, a Terra teria 4,5 bilhões de anos, e a vida teria surgido há 3,3 bilhões de anos.

Segundo: em 2005, Mary Schweitzer descobriu células vermelhas e vasos sanguíneos em um fêmur fossilizado de Tyrannosarus rex. Porém, de acordo com o modelo para fossilização atual, isso é impossível. Como, em mais de 65 milhões de anos (obtidos por datação radiométrica), não houve tempo para a fossilização dessas estruturas internas do osso? A conclusão: o osso deve ser mais recente, muito mais recente que isso. (5)

Esses dois exemplos bastam, Rogério, para te dizer que a Terra pode ser muito mais jovem que isso. Digo mais: esses exemplos são evidências científicas disso.

Algumas reflexões sobre o Épico de Gilgamesh e o relato de Gênesis

O Épico de Gilgamesh foi escrito entre 2000 a 1700 a. C. (6), e encontrado cunhado em um tablete de argila, que pôde ser datado, com relativa segurança (considerando minhas restrições a esses métodos). Quanto ao Gênesis, não existem os originais, e algumas das cópias mais antigas são as traduções da Septuaginta, de 200 anos antes de Cristo, embora existam outras em hebraico, inclusive (mas não do livro todo). Isso significa que o primeiro relato é mais digno de confiança que o segundo?

Não, e vou dizer por quê (embora Jonathan Sarfati tenha sido bem eficiente nesse artigo que você leu). Ao invés de se concentrar nas semelhanças, concentre-se nas diferenças. Vou citar Morris e Whitcomb aqui (tradução minha; veja ref.6)

“(…) deve-se reconhecer que há tantas diferenças importantes com relação aos detalhes entre os dois relatos (o bíblico sendo muito mais racional e consistente que o babilônico), que é praticamente impossível assumir que Gênesis dependa, de qualquer forma, do Épico de Gilgamesh, como fonte. Alexander Heidel analizou cuidadosamente as várias diferenças, entre as quais estão as seguintes: (…) 1) O Autor do Dilúvio (…); 2) A anunciação do Dilúvio (…); 3) A Arca e Seus Ocupantes (…); 4) As Causas e Duração do Dilúvio (…); 5) A Cena do Pássaro (…); 6) O Sacrifício e as Bênçãos (…)

“O politeísmo grosseiro e a confusão de detalhes no relato babilônico parecem indicar um longo período de transmissão oral…” (grifos do autor, 7)

Podemos aplicar esse raciocínio a todos os outros relatos diluvianos que forem encontrados, e a conclusão é que o relato de Gênesis é mais coerente que todos, portanto, deve ser a fonte de todos os outros, que foram constituídos com base em uma longa tradição oral, o que evidentemente compromente o relato (quem conta um conto, aumenta um ponto, ou, nesse caso, tira, muda…)

Lamento, Rogério, mas neste terreno, a datação radiométrica não ajuda em nada. A crítica textual da lógica dosdocumentos dá a resposta da originalidade do relato em Gênesis: ele é fonte dos outros.

Como o relato do Dilúvio passou para os outros povos, se estes foram eliminados?

Do evento do Dilúvio até Abraão se passaram mais de 7.000 anos. E, em Gênesis 10:32, lemos: “A partir deles [dos filhos de Noé], os povos se dispersaram por toda a terra, depois do Dilúvio.” Quer dizer então que os filhos de Noé reproduziram-se com suas próprias irmãs e irmãos?

Não. Até porque, quando entraram na Arca, todos os três filhos de Noé – Sem, Cam e Jafé – já eram casados (Gênesis 7:7) com mulheres de outras famílias. De acordo com Gênesis 10, Jafé teve 7 filhos (8), Cam, 4 filhos e Sem, 5 filhos. Lembre-se que as filhas não são citadas, por costume cultural daquela época, mas podemos assumir com certeza que tiveram filhas. Desse modo, podiam se casar entre primos. Isso não era condenado, em momento algum, na Bíblia, até a Lei de Moisés – muito tempo depois, e com relativa flexibilidade (9).

Se você tem alguma dúvida de quanto isso seria efetivo em termos de população, pense que, se cada casal tivesse 2 filhos (o que é uma estimativa bem conservadora), e essa taxa se mantivesse constante, qual seria a população humana, digamos, 2.000 anos depois do Dilúvio (ou 28 gerações, arredondando para baixo)? Uma continha simples basta: Pop= 2 pessoas x 2 filhos elevado ao tempo, em gerações; ou em linguagem matemática: Pop= 2x(2)^28. Isso é igual a aproximadamente 536.870.912! Se um terço apenas ficasse vivo, teríamos mais de 178 milhões de pessoas na Terra! É evidente que esse número não corresponde à realidade, pois não leva em consideração mortes, guerras, doenças etc – apenas nascimentos, além de assumir que todos se casem e tenham a mesma quantidade de filhos. Mas isso só serve para mostrar como os seres humanos se reproduzem rápido, em termos globais.

Finalmente, Rogério, em Gênesis 11 está narrada a história da Torre de Babel, que seria a origem da dispersão dos povos em nações de diferentes idiomas. Daí, é simples assumir que os povos migraram para outros lugares, levando as tradições que aprenderam, inclusive o Dilúvio. Em suas novas terras, as características ambientais selecionaram os mais aptos a elas, e então surgiram as características comuns dos povos (por exemplo, pele mais ou menos clara em relação à quantidade de luz disponível).

O silêncio da Bíblia sobre os dinossauros

Você pergunta por que a Bíblia não fala nada sobre os dinossauros, e a resposta para isso é de certa forma simples. A palavra “dinossauro” foi criada pelo inglês Richard Owen, no século XIX, quando os primeiros fósseis desses animais foram descritos. Antes disso, imagine o que diria alguém que encontrasse por acaso um crânio de T. rex, enquanto cavava um poço! (Dizem que foi daí que apareceram as lendas dos dragões…) Ou seja, não lamente o fato de a palavra “dinossauro” não estar na Bíblia, porque quando ela foi escrita a palavra não existia ainda!

Porém, a Bíblia fala de animais grandes, de descrição reptiliana, ainda na época do Gênesis. Na verdade, lemos essa descrição em Jó (que corresponde à mesma época de Abraão ou até antes, pelas características dos primeiros versículos), capítulos 40 e 41. Vou pegar o Beemote (cap. 40) como exemplo (em algumas Bíblias, é erroneamente traduzido como hipopótamo). Quais são suas características?

– Herbívoro (v.15)
– Fortíssimo (v.16)
– Cauda balança como o cedro (uma gimnosperma que chega a vários metros de altura) (v.17)
– Ossos como canos de bronze, fortes e grossos (v.18)
– Um animal alto (v.20-24, cf. “quando o rio se enfurece ele não se abala”, “quem pode enganchá-lo pelo nariz?”)

Criou uma imagem na cabeça? Agora compare com a figura a seguir.

“Eu não sou um hipotótamo! Sou um Camarasaurus!”. (Imagem de wikipedia.org)

Sempre virão aqueles que dirão que esses argumentos não são válidos porque são escritos em linguagem poética e altamente simbólica. Mas o símbolo objetiva ser entendido pelo leitor, de forma imediata. A intenção do texto é mostrar o poder de um animal da região, que Jó e outros conheciam, impossível de ser domado, e os símbolos fortalecem a ideia, ao mesmo tempo que descrevem os motivos de sua força, por meio de comparações e figuras de linguagem. É claro que não podemos ter certeza absoluta sobre esse texto, mas também não ficamos totalmente no escuro. E, para mim, essa interpretação funciona bem.

Sobre a extinção desses animais, é suficiente dizer que a Bíblia também fala dela: no Dilúvio e nas suas consequências ambientais. Mas Noé levou dinossauros de 15 metros de altura para a Arca? Ora, os dinossauros eram um grupo vasto, Rogério. Havia dinossauros de 15m a mais de altura e havia aqueles do tamanho de uma galinha (os Compsognathus). Não haveria problemas em se levar animais pequenos como estes. (Ou mesmo animais jovens. Por exemplo, os crocodilos crescem de 10 a 20 cm por ano nos primeiros sete anos de vida. Assim, um animal com sete anos teria menos de 1,50m de comprimento, o que não oferece nenhum problema logístico.) E mesmo assim, podem facilmente ter se extinguido depois, já que o ambiente mudou muito, e a seleção natural não teve misericórdia deles.

No entanto, a Bíblia não faz silêncio algum sobre a história da vida, embora faça silêncio absoluto sobre evolução e eras geológicas – ou seja, de acordo com a época e teologia bíblica esses conceitos não existem. Tentar conciliar o relato de Gênesis com a teoria, dominante hoje, da evolução geológica do planeta é impossível. Pois está claro que Gênesis descreve a criação da vida em 6 dias de 24 horas (“e houve tarde e manhã no dia tal”). Muitas pessoas dizem que não podem acreditar que Deus tenha criado assim. E eu pergunto: por que não? Por que, se existe um Deus todo-poderoso, capaz de criar com perfeição, isso não pode acontecer? Por que Ele precisaria de um fenômeno como a evolução? Só por que não O vemos criando hoje? Mas também não vemos a vida surgindo por acaso ou mesmo evoluindo!

Ou seja, não há silêncio algum por parte da Bíblia. Ela apenas ensina outra coisa, diferente da que os documentários e a escola querem fazer questão que aprendamos e acreditemos (leia-se “nos doutrinem”).

O silêncio da Bíblia sobre vida extraterrestre

Algumas ideias erradas sobre Deus encontram terreno fértil no coração humano. Pra muita gente, Deus é alguém que mostra algumas coisinhas, mas esconde as perguntas mais importantes. Por isso, Ele não disse na Bíblia que existe vida extraterrestre: ou não estamos preparados, ou isso ia dar errado pra alguém, então Ele simplesmente não contou nada – como se Deus estivesse envolvido em alguma conspiração para acobertar a verdade, ao estilo Arquivo X.

Ora, se a Bíblia tem como objetivo mostrar Deus ao homem (e ela tem esse objetivo), então vai mostrá-lo de forma transparente, o que é exatamente o que ela faz. (10) A vida é um fenômeno tão importante para Deus, que Ele a tem em mais alta estima. “E viu Deus tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom…” (Gênesis 1:31); “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos.” (Salmo 19:1)

Uma vez que Ele preza tanto por esse fenômeno chamado vida, por que Ele a esconderia? Ele não esconde, Rogério. Simplesmente ensina que a vida foi criada aqui, e aqui o drama biológico se desenrola através dos séculos. (11)

No entanto, podemos falar do silêncio da ciência a respeito disso. Há mais de 50 anos radiotelescópios estão ligados o tempo todo, em vários lugares do mundo, captando sinais de rádio do espaço. Quantas estrelas estão há 50 anos-luz de nós? Pois é… Até hoje, não chegou nenhum sinalzinho até aqui. Tanto que os cientistas estão falando em achar vida microscópica – elas não podem mandar sinais pra cá, então, se forem ou não descobertas, tanto faz.

Pensa-se que, por ser o universo enorme, a vida deve existir em outro lugar, senão, como dizia Carl Sagan, seria “um tremendo desperdício de espaço”. Mas se eu disser que, o universo é tão ordenado, que deve haver um Criador, senão, é muita coincidência, opa… aí já não vale. Estranha essa lógica, não?

Você já ouviu falar na constante antropológica? Ela diz que a Terra está localizada em um lugar tão único no espaço, tão ajustado, que parece ter sido moldada para a vida acontecer. E sobre as imensas dificuldades das viagens espaciais? Vi um documentário no History Channel esses dias que, com nossos melhores foguetes, levaríamos no mínimo, 10.000 anos para chegar à galáxia mais próxima. Se a viagem for à velocidade da luz, a 300.000km/s – o que é impossível para corpos com massa, como os nossos, de acordo com as teorias quânticas, levaríamos mais de 4 anos para chegar a Alpha Centauri.

Por fim, acredita-se em vida extraterrestre quando se acredita em evolução, pois esta permite e leva àquela. Se a evolução não for um fato (o que está claro para mim) então a vida em outro planeta só é possível se for criada. Assim, não me admira se um dia encontrarmos bactérias em Marte. Já mandamos tantas sondas para lá que talvez elas possam sobreviver em algum lugar no planeta vermelho – mas seriam nossas bactérias.

Conclusão

Espero ter respondido às suas perguntas, Rogério. Um conselho, se você quiser: avalie todas as evidências que forem postas diante de você. Saiba que há muita gente pesquisando sobre as teorias criacionistas, e elas estão crescendo. Há cada vez mais cientistas voltando-se para elas, e por quê? Porque oferecem uma explicação melhor para a origem e diversidade da vida no planeta.

Referências e Notas

(1) Veja também MEIA-VIDA. Verbete em http://pt.wikipedia.org/wiki/meia-vida

(2) THOMAS, Brian. It’s Official: Radioactive Isotope Dating is Fallible. 21 janeiro 2010.

(3) Pra começar, 4,5 bilhões de anos é uma idade estimada em relação a rochas provenientes de cometas, cuja formação ocorreu, acredita-se, junto com o Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos pela datação convencional (estimado pelos métodos de datação que já discutimos).

(4) De acordo com esta fonte (em inglês): http://creation.com/is-the-moon-really-old. Traduzo para você a matemática envolvida: “Uma vez que a força das marés é inversamente proporcional ao cubo da distância, a taxa de recessão (dR/dt) é inversamente proporcional à sexta potência da distância. Assim, dR/dt = k/R^6, onde k é uma constante = (a velocidade atual: 0,04m/ano) x (a distância atual: 384.400.000m)^6 = 1,29×10^50 m^7/ano. Integrar essa equação diferencial fornece o tempo para mover Ri para Rf como t= 1/7k(Rf^7-Ri^7). Para Rf= a distância atual e Ri=0, isto é, a Terra e a Lua se tocando em t=1,37 a 10^9 anos.”

(5) Veja um comentário desse estudo aqui no blog, nesse artigo: https://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/10/09/o-verdadeiro-jurassic-park/. Veja mais considerações sobre o tempo geológico e evidências contrárias a ela aqui: https://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/03/27/o-colapso-do-tempo-geolgico/ (sobre radiohalos de polônio), aqui: https://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/04/29/como-funcionam-os-mtodos-de-datao/ (sobre as premissas dos métodos de datação) e aqui, sobre os vulcões lunares: https://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/07/11/352/

(6) De acordo com WHITCOMB, John C. e MORRIS, Henry M. The Genesis Flood: the biblical record and its scientific implications. Presbyterian and Reformed Publishing Company: New Jersey, 2003. p.37 a 42. (44a. impressão). Sem tradução em português.

(7) Idem, p. 38 a 40. Para uma análise sobre a racionalidade e consistência do “Épico”, leia de novo o texto de Sarfati, aqui!

(8) Não está claro se filhos, nesse texto, refere-se a nações, descendentes ou filhos biológicos. Se formos pessimistas para o nosso lado, entender como filhos talvez ofereça maior dificuldade para a multiplicação da humanidade a partir desse ponto.

(9) Muitas leis bíblicas têm um sentido muito prático para nós hoje, com o conhecimento de genética que adquirimos. Sabemos que, quanto maior o parentesco entre o casal, maior é a probabilidade de os descendentes terem sérios problemas genéticos, deformações físicas e síndromes. Isso por causa do acúmulo de mutações genéticas, em função do tempo, dentro de uma mesma família. Isto é, quanto mais voltarmos no tempo, menos mutações encontraremos e, portanto, menos problemas em casamentos cosanguíneos. Pense que os filhos de Adão e Eva, que foram criados, logo sem mutações poderiam procriar entre si sem o menor problema, apenas respeitando o ideal divino de ter uma única (não várias) companheira.

(10) Embora a Bíblia reconheça que algumas coisas não foram reveladas porque não poderíamos entender determinados conceitos. Biodiversidade é um conceito compreensível, assim, não está na mesma sacola do “Incompreeensível e Não-Revelado”.

(11) Há também os argumentos teológicos, como a questão do pecado e do decaimento do universo serem culpa do Homem, mas esses levam um tempo maior e exigem um texto à parte.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

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