por Daniel Ruy Pereira

Lá vai Naamã
Cheio de riquezas
Cheio de incertezas
Tudo deixaria, de bom grado,
Se pudesse ficar livre do pesado fardo,
Da pele que repele pessoas
Da maldição da solidão

Lá vai Naamã,
Servo de deuses impotentes
– Ilustres, mas sem brilho;
General importante
Alvo de respeito, alvo de compaixão.
Valoroso…
Porém leproso.

Lá vai Naamã,
O Leproso
Vítima de Adão,
pecador desgostoso.
No desespero, obedece a própria escrava
Ouviu falar de mais um Deus
(exigente esse Deus!)

Mas lá vai Naamã
Para a aula de mergulho
na Palavra de Deus
Unem-se água suja, pele suja,
Água barrosa, barro vivo
E então…
A pele já não repele

E lá vai Naamã
É só se encontrar com Deus pra ser feliz?
Não quer mais deuses,
Já encontoru o Verdadeiro.
Engraçado…
Esse Deus não tem pele!
Só parece gostar do número sete…

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