Artigo traduzido de: Creation 33(3):35-37, 2011. Título original: “The so-called ‘Age of Dinosaurs'”. Copyright Creation Ministries International Ltda. Usado com permissão. Tradução de Daniel Ruy Pereira.

por Calvin Smith

Não importa onde os palestrantes do Creation Ministries International vão, é praticamente certo que serão questionados a respeito de dinossauros em pouquíssimo tempo. Tanto cristãos como não-cristãos querem saber como podemos responder à interpretação evolucionista para a suposta “Era dos Dinossauros”, tanto partindo da Bíblia como da Ciência.

Um retrato evolucionista clássico dos dinossauros, como o da Figura 1, geralmente mostra um grupo deles em uma floresta exótica, aparentemente tropical, com várias criaturas reptilianas espalhadas e um vulcão em erupção em terceiro plano. Dá a impressão de uma “terra de antes do tempo”, quando os dinossauros governaram a Terra.

É comum que uma tabela mostrando a coluna geológica seja oferecida em seguida (Figura 2), mostrando as famosas eras da história geológica terrestre com a ordem e época de quando as formas de vida terrestres teriam aparecido. Geralmente organismos “simples” serão mostrados na base da tabela, seguidos de animais marinhos, répteis, dinossauros, mamíferos e finalmente humanos no topo.

Figura 2. Coluna Geológica. Imagem de Creationwiki.org (tradução nossa).
Figura 2. Coluna Geológica. Imagem de Creationwiki.org (tradução nossa).

Muita gente tem a impressão de que os remanescentes dessas criaturas sempre aparecem na ordem mostrada no registro fóssil (entendendo que há milhões de anos separando os grupos mostrados na tabela).

Muitos ainda pensam que os mamíferos e dinossauros, por exemplo, nunca coexistiram ou, se isso aconteceu, foi por apenas um período breve, quando apenas pequenos mamíferos parecidos com musaranhos existiam.

Porém, os fatos mostram outra coisa. Gradualmente, mais e mais evidências que são descobertas mostram-se consistentes com o que vemos na Bíblia, isto é, que os dinossauros e outras criaturas viveram e morreram na mesma época.

Para a surpresa de muitos, patos (1), esquilos (2), ornitorrincos (3), criaturas semelhantes a castores (4) e texugos (5) foram encontrados nas camadas de rocha da “era dos dinossauros”, juntamente com abelhas, sapos e pinheiros. Só que a maioria das pessoas não vê figuras que mostrem T.rex andando enquanto patos voam no céu, mas é isso o que os fósseis da famigerada “era-dino” provam!

Um criatura chamada Gansus foi descoberta, supostamente com 120 milhões de anos. Tirando algumas partes (como garras nas asas, ainda encontrados em alguns pássaros modernos), a criatura parece muito com um pato ou mergulhão modernos. Contudo, o cenário padrão da era dos dinossauros é tão consolidado, que um artigo da National Geographic News declarou:

“Ele deve ter parecido com um pato e agido como um pato, mas o Gansus não era um pato.” (6)

Sendo parcial à minha própria “lógica de fazendeiro”, acho que se ele parece com um pato e age (talvez fazendo “quack”?) como um pato, é muito provável que ele seja um tipo de pato! (7)

Muitos ficam surpresos quando ouvem que essas criaturas foram soterradas juntas e imaginam porque nunca ouviram isso antes. Abaixo há uma explicação de um paleontólogo evolucionista.

“Encontramos mamíferos em quase todos nossos sítios [de escavação de dinossauros]. Isso não foi noticiado anos atrás… Temos cerca de 9 toneladas de argila bentonítica contendo fósseis de mamíferos, que estamos tentando passar para algum outro pesquisador. Não que eles não sejam importantes, mas porque você só vive uma vez e eu me especializei em algo diferente de mamíferos. Me especializei em répteis e dinossauros.” (8)

Considere quantas outras dezenas de milhares de fósseis de mamíferos em “rochas de dinossauros” estão provavelmente sendo ignoradas em outras partes do mundo, com a probabilidade de encontrar ainda mais representantes dos mesmos tipos de mamíferos modernos. (9)

Entrevistado pela revista Creation (10), o Dr. Carl Werner apontou que já foram identificados mais de 432 espécies de mamíferos em “camadas de dinossauros”, incluindo aproximadamente 100 esqueletos completos de mamíferos. Mesmo assim, em suas extensivas viagens a 60 museus ao redor do mundo, pesquisando para sua série de documentários, apenas uma dúzia dessas espécies figuram em estandes e vitrines, sem nenhum esqueleto completo.

Ainda para a “Era dos Dinossauros”, outro paleontólogo evolucionista explica:

“Em certo sentido, “A Era dos Dinossauros”… é um termo impróprio… Mamíferos são apenas um importante grupo que viveu com os dinossauros, coexistiu com os dinossauros e sobreviveu aos dinossauros.” (11)

Então, o que aconteceu aos dinossauros?

Os evolucionistas ofereceram uma variedade de explicações para o que eles acham que aconteceu aos dinossauros. Aqui está uma lista parcial:

  • Um grande asteróide colidiu com nosso planeta há muito tempo.

  • Conforme um grupo muito volumoso de plantas se extinguiu, os herbívoros morreram de constipação crônica, levando à morte os carnívoros que dependiam deles.

  • Eles tornaram-se viciados em plantas com propriedades narcóticas.

  • O clima do mundo ficou muito quente, muito frio, muito seco ou muito úmido.

  • Um supernova explodiu em algum lugar próximo, banhando a Terra em radiação.

  • Os mamíferos comeram seus ovos.

Há sérios problemas com as evidências propostas para qualquer um desses eventos. Tome a teoria do impacto do asteróide, por exemplo. Por que aquele evento teria dizimado apenas os dinossauros, e não os patos, esquilos, castores etc., que coexistiram com eles, como mencionamos acima? Isso sem mencionar lagartos e crocodilos, supostamente seus primos mais próximos. Alguns evolucionistas debatem as evidências de que esse impacto seja o causador da extinção dos dinossauros (12). Nenhum evento que foi proposto pelos evolucionistas pode explicar completamente as evidências (e é por isso que há tantas ideias diferentes sobre o que aconteceu com eles).

Os criacionistas sugerem que a maioria dos dinossauros morreram e foram soterrados no grande Dilúvio descrito em Gênesis 6 a 8 (para o qual há grande quantidade de evidências). Dois de cada espécie foram preservados na Arca, é claro, sobrevivendo ao Dilúvio (13). Com seus números muito reduzidos, todos os animais seriam submetidos a muitas pressões, como a variação do clima (incluindo a Era do Gelo (14)), que seguiram o Dilúvio. Eles devem ter tido uma fisiologia única, que os fez menos capazes de se adaptar tão rapidamente como nos muitos diferentes ambientes depois do Dilúvio. Por exemplo, os evolucionistas têm sugerido que os dinossauros não devem ter tido sangue quente ou sangue frio, mas algo completamente diferente dos dois. Eles devem ter tido um tipo único de metabolismo, diferente de todos os animais vivos hoje. (15)

Isso deve ter contribuído para sua extinção, junto com as mesmas razões pelas quais os animais se extinguem hoje (serem caçados, doenças, mudanças ambientais, mudanças de habitat etc.).

Alguns dinossauros, no mínimo, devem ter sobrevivido até tempos relativamente recentes – por exemplo, há evidências de representação de um dinossauro dos idos de 1400, e um estegossauro cambojano esculpido com séculos (mas provavelmente não milênios) de idade (17). Isso é completamente inaceitável para os adeptos de uma Terra velha, evidentemente, que insistem que o último dinossauro morreu há 65 milhões de anos atrás, muito antes de os humanos chegarem.

Mas há outras evidências também, que literalmente gritam que os fósseis de dinossauros não podem ter milhões de anos de idade – a descoberta de tecido mole, incluindo não apenas ligamentos, esticados e com proteínas identificáveis, mas também vasos sanguíneos ramificados, flexíveis e transparentes, contendo uma pasta que poderia ser espremida como pasta de dente. E dentro desses vasos estavam os (facilmente identificáveis) glóbulos vermelhos remanescentes, mostrando até mesmo seus núcleos (18), típico dos répteis.

Quando você junta todas essas evidências, os dinossauros não são um problema para a cosmovisão cristã. Deus os criou, junto com o resto de Sua criação, há cerca de 6000 anos atrás. Encontramos seus ossos fossilizados ao lado dos de outros animais por causa do grande Dilúvio que ocorreu há uns 4500 anos. Viveram após o Dilúvio, mas gradualmente morreram (como muitas outras espécies).

Não há nenhum “grande mistério” sobre a existência e extinção dos dinossauros quando vistos da perspectiva da Palavra de Deus. A Bíblia, na verdade, fornece uma explicação melhor para essas coisas que a visão evolucionista.

Referências e Notas

(1) Cretaceous duck ruffles feathers, BBC news, http://www.bbc.co.uk, 20 janeiro 2005.

(2) Mesozoic Squirrel, Nature 444:889-893, 2006.

(3) Swimming with dinos, http://www.museumvictoria.com.au, 24 janeiro 2008, acesso em 1 outubro 2010.

(4) Early Aquatic Mammal, Science 311(5764):1068, 24 fevereiro 2006.

(5) Dinosaur-eating mammal discovered in China, www.nhm.ac.uk, 14 janeiro 2005.

(6) Scott Norris, news.nationalgeographic.com/news, 15 junho 2006.

(7) No mínimo, do mesmo tipo criado dos patos modernos.

(8) Entrevista com o Dr. Donald Burge, curador de paleontologia dos vertebrados, College of Eastern Utah Prehistoric Museu, por Dr. Carl Werner, 13 fevereiro 2001, em Living Fossils – Evolution: The Grand Experiment, Vol. 2, New Leaf Press, 2009, p. 173.

(9) Muitos animais modernos são, é claro, os descendentes geneticamente mais pobres dos representantes pré-diluvianos de sua espécie – assim não se espera encontrar um texugo fóssil completamente idêntico aos texugos atuais em “rochas de dinossauros”, nem se espera encontrar um cão pequinês na era pré-diluviana.

(10) Creation 33(2):20-23, 2011.

(11) Entevista com o Dr. Zhe-Xi Luo, curador de paleontologia dos vertebrados e diretor associado de pesquisa e coleções do Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh, pelo Dr. Carl Wrner, 17 maio, 2004, obra da referência 8.

(12) Veja www.creation.com/dino-impact. N.E. A revista Creation 33(3):8, 2011, a mesma onde este artigo foi publicado no original, noticiou:

Época dos dinossauros colide com teoria do impacto. Um osso de dinossauro, o fêmur de um hadrossauro, foi ‘datado’ usando uma nova aplicação do método radiométrico de U-Pb, saudado como sendo capaz de dar uma idade absoluta. O resultado calculado de 64,8 milhões de anos causou manchetes no mundo todo. Isso porque os resultados significam que a criatura estava viva cerca de 700.000 anos depois da época em que o suposto impacto de um meteorito gigante causou tal devastação ambiental que extinguiu os dinossauros.

“Essa teoria, impulsionada por Hollywood, ainda tem grande apelo popular, embora até mesmo muito evolucionistas venham levantado dúvidas há anos. Por exemplo, em 2004 noticiamos (veja www.creation.com/dino-impact) que a “data” da cratera e das extinções que supostamente causou diferem em ‘meros’ 300.000 anos.

“É evidente: tanto as evidências interpretadas como sendo o “tempo da extinção” e os métodos de datação apoiam-se na suposição de longa era. Assim, não é surpresa que, quanto mais dados chegam, menor seja a coerência entre os dois. É por isso as longas eras são uma crença insustentável, baseada na rejeição do Dilúvio universal descrito em Gênesis (2 Pedro 3:3-6).”

(13) Veja http://www.creation.com/dinos-on-ark.

(14) Veja http://www.creation.com/ice-age-q&a.

(15) Veja http://www.blm.gov/ask/st/en/res/education/akdino/dino_warm_or_cold_blooded.html.

Nota do Tradutor: No dia 24 de junho de 2011, no site Folha.com, Reinaldo José Lopes divulgou que pesquisadores do Caltech chegaram à conclusão que os dinossauros tinham uma temperatura corporal que gira em torno da faixa de 36°C – a temperatura dos mamíferos. Ele termina sua matéria assim: “É mais um motivo para rever o estereótipo dos dinossauros como apenas lagartos supercrescidos. A semelhança com os répteis atuais é, muitas vezes, superficial.” Veja a reportagem completa no link: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/934384-temperatura-de-dino-herbivoro-era-a-mesma-do-mamifero-atual.shtml.

(16) Veja http://www.creation.com/brass_behemoth.

(17) Veja http://www.creation.com/angkor-stegosaur.

(18) Veja http://www.creation.com/still-soft-and-stretchy.

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