Artigo traduzido de: Creation 33(3):56, 2011. Título original: “Bees outsmart supercomputers”. Copyright Creation Ministries International Ltda. Usado com permissão.

por Carl Wieland

Tradução de Daniel Ruy Pereira

Um dos mais diabólicos e complexos cálculos matemáticos é o famoso “Problema do Carteiro Viajante”. Dada uma lista de locais (por exemplo, cidades) e as distâncias entre eles, deve-se achar a rota mais curta possível pela qual cada local é visitado apenas uma única vez. Conforme cresce o número de locais, passando para um número maior que apenas um punhado, a complexidade do problema cresce dramaticamente, a proporções estarrecedoras.

Esses cálculos  “mantém supercomputadores ocupados por dias”, diz o Professor Lars Chittka, da Universidade de Londres (1). Contudo, os cientistas dessa universidade, usando flores artificiais geradas por computador, descobriram que as abelhas aprendem a resolver esses problemas, aliás, de modo extremamente rápido (2). São os primeiros animais a serem descobertos capazes disso – e o resolvem para centenas de locais.

Chittka diz que as abelhas são capazes “de lincar centenas de flores de um modo que minimiza a distância da viagem, e então  achar o caminho de volta para casa com segurança – algo nada trivial se você tem o cérebro do tamanho da cabeça de um alfinete!” Usando flores artificiais controladas por computadores, os pesquisadores descobriram que as abelhas podem fazer isso “mesmo se descobrissem as flores em um ordem diferente.”

 O Dr. Mathieu Lihoreau, co-autor do estudo, diz que isso mostra que, pesar de um número limitado de células nervosas em seus cérebros, as abelhas obviamente têm “avançadas capacidades cognitivas.” Os pesquisadores expressaram a esperança de que um dia talvez seja possível entender como essas surpreendentes proezas de processamento sejam atingidas com um “hardware” aparentemente mínimo.

Mas se os melhores engenheiros de hardware de computadores e programadores de softwares ainda precisam projetar um supercomputador que possa rivalizar com as “avançadas” performances computacionais das abelhas, muito menos um que tenha a eficiência espacial do cérebro de uma abelha, o que dizer sobre o programador da abelha? Não é preciso ser tão bom em matemática computacional para reconhecê-lo (Romanos 1:20).

Referências e notas

(1) Tiny brained bees solve a complex mathematical problem, Queen Mary – University of London, www.qmul.ac.uk, 25 outubro 2010.

(2) Lihoreau, M., Chittka, L., e Raine, N., Travel optimization by foraging bumblebees through readjustments of traplines after discovery of new feeding locations, The American Naturalist 176(6):744-757, 2010.