Sermão pregado na Igreja Evangélica SOS Jesus em Santo André em 6 de março de 2011. Todos os textos bíblicos são da Nova Versão Internacional (NVI).

Eu tenho a tarefa difícil de falar sobre a vida de alguém que é importantíssimo na minha vida cristã e no meu ministério de pregador. Estou falando do Dr. David Martin Lloyd-Jones. Nessa última semana completaram-se 30 anos que ele foi morar com o nosso Senhor, mais precisamente em 1 de março de 1981. Viveu uma vida de consagração a Deus, a qual podemos parar para conhecer e tentar imitar. Falo com liberdade na Palavra de Deus, que nos ensina isso em Hebreus 13:7-8.

Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre.

Acho interessante que esse texto fale dos que nos ensinaram a palavra de Deus, e logo em seguida fale de Jesus. Nossos líderes não são imutáveis; Jesus é. Jesus é o único que jamais mudará. Mesmo assim, é importante lembrar do que os homens e as mulheres de Deus do passado fizeram. Assim, nós que somos jovens veremos o que Deus pode fazer através de um homem ou uma mulher totalmente entregues a Ele.

Conheci David Martin-Lloyd Jones, ou Dr. Lloyd-Jones, há uns 5 anos, quando comprei um livro seu, indicação de um pastor batista, chamado “Uma nação sob a ira de Deus” que está emprestado com alguém que eu não lembro quem é. Fiquei espantado porque eu não conseguia discordar daquele pregador. Depois disso, li “Sermões Evangelísticos”, “Conversões psicológicas ou espirituais”, “Estudos no sermão do Monte” e “Deus, o Pai, Deus o Filho”. Esses dois ainda estou lendo. De mais de 70 livros que ele publicou, só li 4, que já foram suficientes para mudar muitas coisas na minha maneira de encarar o Senhor e a vida cristã. Espero que esse sermão de hoje, através do Espírito Santo, faça o mesmo com você.

Lloyd-Jones nasceu em 20 de dezembro de 1899, em Cardiff, País de Gales. Era o filho do meio de três irmãos, filhos de pais que tinham uma pequena loja de dois andares, sendo que o andar de cima era onde eles de fato moravam. Com 10 anos, sua família viveu um desastre: a loja e o andar de cima, tudo o que tinham, incendiou, e eles perderam tudo. Ficaram muito pobres. Até que seu pai começou a vender leite de casa em casa, e os filhos começaram a acompanhá-lo. Lloyd-Jones, à idade de 14 ou 15 anos, já percorria as ruas de sua cidade vendendo leite. Mesmo assim, nunca abandonou os estudos, e aos 16 anos terminou sua educação regular. Seu sonho era ser médico.

Aos 17 anos, começou a estudar medicina no Hospital São Bartolomeu, onde depois de alguns anos se formou médico, com distinção. Era um médico tão inteligente, tão brilhante, que foi convidado a ser assistente do médico da família real, Dr. Horder, em 1921, em Londres, quando tinha só 22 anos. Até aí, era um jovem ambicioso como a maioria de nós. Mas mesmo tendo frequentado a igreja desde pequeno, não era ainda um cristão. Sua família era de cristãos nominais. Iam à igreja, mas não tinham muita prática. E Lloyd-Jones não era diferente. Mas, trabalhando com o Dr. Horder, tinha os pacientes mais ilustres da Grã-Bretanha. Lia constantemente os relatórios e via que, neles, estava escrito sobre um, “bebia demais”, sobre outro, “fumava demais”, sobre outro, “ia a muitas festas”, coisas assim. E começou a perceber que o maior problema desses pacientes não era físico. Eles eram egoístas, avarentos, orgulhosos. E isso foi ocupando sua mente, até que Deus o fez ver que ele também era egoísta, orgulhoso e avarento, e Lloyd-Jones teve a convicção de que era um pecador, do pior tipo. E foi então que Deus o salvou.

Ele continuou por mais algum tempo na carreira de médico, até se casar com Bethan Phillips. E, apesar de relutar por um ano e meio, pois amava a medicina, abandou a carreira de sucesso e um alto salário para ser pastor em uma cidadezinha do sul de Gales, Aberavon, depois de se casar. Os jornais não perdoaram, e criticaram o jovem assistente do médico da família real por abandonar tudo para se dedicar à religião. E eu pergunto: você conhece essa dilema? Ele já apareceu a você, em alguma de suas variantes? Creio que sim. Não é surpresa que o cristão enfrente este dilema, mas o problema é como responde a ele.

Capela de Westiminster. Imagem de wikipedia.org

Lloyd-Jones respondeu trabalhando por 11 anos lá. Em seguida, recebeu um convite para ser pastor assistente de George Campbell Morgan, um dos maiores pregadores da história da Inglaterra, na Capela de Westminster, perto da sede do governo, o Palácio de Buckingham. Ele não queria muito ir para lá, mas aceitou um convite de 6 meses, e acabou ficando por 30 anos, até sua aposentadoria, por doença, em 1968. Seu ministério então agigantou-se. Pregava de forma diferente de todos os pregadores de seu tempo; explicava a Palavra de Deus, às vezes versículo por versículo, pacientemente, todos os domingos, de manhã e à noite. A Capela ficava lotada, com 1500 a 2000 pessoas, entre estudantes e autoridades de várias áreas. Seus sermões eram poderosos, e ele falava com autoridade e eloquência, de modo que dificilmente seus sermões eram esquecidos. O livro que citei, “Estudos no Sermão do Monte”, é a coleção dos sermões que pregou todos os domingos de manhã, versículo a versículo, só a respeito do Sermão do Monte, que vai de Mateus 5 a Mateus 7. Sobre isso, um dos que ouviram esses sermões, um pregador americano chamado Wilber Smith, disse:

Tenho lido obras sobre o Sermão do Monte nos últimos trinta anos e, apesar de saber, e frequentemente ter dito que o Dr. Martyn Lloyd-Jones é o maior expositor da Palavra de Deus em qualquer púlpito de língua inglesa nos dias de hoje, eu não estava preparado para o que estas páginas me apresentaram. Minha opinião é a de que temos a mais profunda sondagem só coração de todas as exposições do Sermão do Monte já publicadas no século XX. (1)

Ele ainda disse que nunca mais ficaria satisfeito enquanto não pregasse com todas as suas forças. Havia tanto poder em suas pregações que, certa vez, um homem desviado estava tão deprimido que ia cometer suicídio, indo se jogar da ponte de Westminster ao rio Tâmisa. Era um domingo de manhã e, quando o Big Ben bateu 11 horas, o homem se lembrou de que estava começando o culto na Capela. Desistiu do suicídio, por hora, e correu para a Capela de Westminster, onde chegou apenas seis minutos depois, a tempo de ver o Dr. Lloyd-Jones orando pela restauração dos desviados. O homem foi restaurado e permaneceu fiel no Senhor.

Em 1968, Lloyd-Jones se aposentou da Capela de Westminster, por causa de uma doença. Depois disso, dedicou-se a editar e publicar seus sermões em livros preciosíssimos, que já foram publicados em mais de 50 línguas e lidos por milhões de pessoas. Ele acreditava que, publicando seus sermões, poderia fornecer exemplos do que era a pregação expositiva, que explica o texto bíblico aos ouvintes.

Para falar do fim de sua vida, vou citar o que disse Franklin Ferreira, em seu livro “Gigantes da Fé”, publicado pela Editora Vida.

Em junho de 1980, Lloyd-Jones pregou pela última vez (…) Sua mente estava lúcida, e ele não ficou confinado ao leito, mas em 24 de fevereiro já estava tão fraco que mal podia falar. Poucos dias depois, ficou sem fala. Com mão trêmula, ele escreveu num pedaço de papel para [sua esposa] Bethan e sua família: “Não orem pedindo cura. Não me retenham da glória.”

Como dissemos, faleceu em 1 de março de 1981, aos 82 anos. E experimentou o que havia escrito em um de seus livros.

É graça no princípio, graça no fim. De modo que, quando eu e você estivermos em nosso leito de morte, a única coisa que há de confortar-nos e fortalecer-nos é a que nos ajudou no princípio. Não o que fomos, não o que fizemos, mas a graça de Deus em Jesus Cristo, nosso Senhor. A vida cristã começa com a graça, deve continuar com a graça, e termina com a graça. Graça, maravilhosa graça.

A vida do Dr. Lloyd-Jones é um tremendo outdoor piscante, que mostra o que Deus pode fazer através de alguém que vive de acordo com os princípios da sua Palavra. A vida deste homem de Deus, que era pecador como nós, mas que foi salvo pela misericórdia do Deus Todo-poderoso que servimos, ajuda a entender alguns princípios que a Bíblia ensina.

I. Devemos priorizar Deus acima de tudo

Isso é ensinado em Deuteronômio 6:4-5: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.” Jesus repete isso, dizendo que é o mais importante dos mandamentos, em Marcos 12:29-30. Deus é o único Deus, e Senhor. E devemos amá-lo de modo completo, com tudo o que há em nós. Ele deve ser priorizado em todas as nossas atividades.

Na forma de pensar, por exemplo. É incrível como Lloyd-Jones prioriza Deus até na ordem dos seus sermões. No livro “Deus, o Pai, Deus, o Filho” ele primeiro fala de todas as características de Deus, de tudo o que é relativo a Ele, dando glória a Ele. Depois, fala de nós e daquilo que diz respeito a nós. Por exemplo, quando vai falar do amor de Deus, fala primeiro do amor de Deus por si mesmo, pelo Filho e pelo Espírito Santo, e depois do seu amor por nós. E isso deve ser assim mesmo. O salmista diz, no Salmo 115:1, “Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome, por teu amor e tua fidelidade.” Tudo o que fizermos, o que pensarmos, deve, antes de tudo, considerar o que Deus acha a respeito. Ele é mais importante que qualquer coisa, e deve sempre ter o primeiro lugar em nossas vidas. E Jesus nos lembra disso em Mateus 10:37-39:

Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará.

Assim, é natural que também priorizemos Deus em todas as áreas da nossa vida, inclusive na nossa vida profissional. Alguém deve ter imediatamente ligado esses últimos versículos de Mateus à renúncia que Lloyd-Jones fez em sua vida profissional, abandonando a carreira promissora de médico para ser pastor e ganhar muito menos dinheiro. Mas o próprio Lloyd-Jones não pensava assim, o que é espantoso. Quando o elogiavam por suas renúncias, ele respondia:

Não renunciei a coisa alguma; recebi tudo. Considero a mais alta honra que Deus pode conferir a qualquer homem chamá-lo para ser arauto do evangelho.

Perceba que Lloyd-Jones acreditava ter sido “chamado” para pregar. Ouvi um pregador dizer que pregadores não se formam. Nascem assim. Deus nos chama para coisas diferentes, porque Seu corpo precisa de diferentes servos para desempenhar diferentes tarefas. Quanto a você, pense: para que Deus te chamou? Não necessariamente ele quer que você seja um pregador; Ele pode ter te chamado para ser professor, cantor, músico, organizador, administrador, médico, enfermeiro, qualquer coisa. Mas isso não é desculpa para não priorizar a Deus. Veja o que Paulo ensina em Colossenses 3:23-24.

Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.

Embora Paulo fale aos escravos, podemos aplicar isso a qualquer trabalhador de qualquer área. Quão melhores empregados e patrões seríamos se agíssemos assim, priorizando Deus!

II. Devemos ter a Palavra de Deus na mais alta conta

No Salmo 119, versículos 97 e 104, o Salmista louva a Deus por Sua palavra, dizendo:

Como eu amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro. (…) Ganho entendimento por meio dos teus preceitos; por isso odeio todo caminho de falsidade.

Lloyd-Jones via a Bíblia desse modo. Seu cuidado em preparar e pregar seus sermões era máximo. É uma lição para todos os que pregam em igrejas. A desgraça de nossa época, queridos, é que a pregação da palavra de Deus não é valorizada como deveria. Este é o mais santo momento do culto, o mais importante tempo da semana: o momento em que ouvimos Deus falar conosco por meio de um servo, que não tem a menor importância, mas que nem por isso subirá de qualquer jeito no púlpito, falando um catadão de versículos e ensinamentos mal interpretados e mal colados. O que vemos hoje em dia em matéria de pregação está mais para frankenstein que sermão ungido de Deus. E isso porque os pregadores não têm meditado na lei de Deus o dia inteiro. Creio que muitos pregadores hoje traduziriam este versículo assim: “A tua lei é tão legal! Às vezes paro pra pensar nela (…) Ganho entendimento por meio da internet; por isso odeio todos os que não têm Facebook.”

Devemos pregar a palavra de Deus diligentemente, com todo cuidado e fidelidade, mas também com poder, como Paulo diz em 1 Tessalonicenses 1:5:

… o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção.

O estudo e dedicação são importantíssimos na pregação, mas o que seríamos nós sem a unção (2) e o poder do Espírito Santo de Deus? E, conforme o texto diz, sem ter convicção do que pregamos? Você só pode pregar para alguém aquilo que você crê, e para crer é preciso conhecer. Medite na lei de Deus o dia inteiro, mas nunca, jamais, negligencie o Espírito Santo.

III. Jamais devemos negligenciar o Espírito Santo

Lloyd-Jones dizia que o problema da igreja de sua época é que ela havia negligenciado o Espírito Santo. Nós, vivendo 30 anos depois de sua morte, ainda fazemos isso. E você pergunta: como, se somos uma igreja pentecostal? Querido ouvinte, ser pentecostal não elimina a possibilidade de negligenciar o Espírito Santo. Pelo contrário, ao meu ver, acentua essa possibilidade. Se para você o Espírito Santo deve ser “invocado”, “chamado” (no sentido de reivindicar Sua presença em um momento específico do culto); se o Espírito Santo “desce”; se o Espírito Santo se resume a um arrepio ou um calorzinho; se o Espírito Santo é só um certo dom, um batismo, um “falar em línguas estranhas”, você está tão mal como qualquer outro, porque você criou uma entidade e a chamou de Espírito Santo.

O Espírito Santo não é isso que você criou. Ele é Deus – é a Terceira Pessoa da Trindade, é o guia da verdade, o Consolador, que nos lembrará de tudo o que o Senhor disse, é o Capacitador da nossa obra, é quem nos dá poder para realizar a obra de Deus. Veja isso no livro de Atos. No capítulo 4:31, lemos que, depois que os apóstolos oraram, o lugar onde estavam reunidos tremeu, “todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.” Perceba que é o Espírito Santo que confere poder à pregação. Iain Murray, biógrafo de Lloyd-Jones conta que certa vez foi ao culto uma mulher que era kardecista, médium, e ganhava seu sustento com isso. Curiosa, foi até a Capela de Westminster ver Lloyd-Jones pregar. Depois da pregação disse que ela já tinha presenciado aquele poder que sentia, mas nunca daquele jeito, pois aquele poder espiritual era um poder puro, limpo. De outra feita, uma pequena cidade sofrera uma tragédia. Um barranco de carvão deslizou sobre uma escola, matando 116 crianças e 28 adultos. No aniversário da tragédia, Lloyd-Jones foi convidado a pregar, e pregou o texto de Romanos 8:18: “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.” Depois da pregação, as pessoas voltaram a sorrir, os pastores voltaram a pregar. Deus, através daquele sermão, consolara uma cidade, e lhes dera paz. O que pode ser isso senão o poder do Espírito Santo?

Além disso, é o Espírito Santo quem faz a igreja crescer. Em Atos 2:47, lemos que “o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos.” Os cristãos da época de Lloyd-Jones, como os de hoje, achavam que a solução para as igrejas crescerem é se tornarem atrativas, bonitas, bem acabadas, modernas, tecnológicas. “É preciso utilizar tal método”, defendiam eles, e os métodos de crescimento se multiplicavam. Hoje vemos uma quantidade imensa de livros que dizem ter a solução para o crescimento da igreja. Mas, embora tenham alguns méritos e a igreja precise alcançar as pessoas de seu tempo, não se pode esquecer deste versículo de Atos: é o Espírito Santo quem leva as pessoas à igreja, as converte e as sustenta. E aviva nossas igrejas. A solução, portanto, para que nossa igreja cresça e salve os pecadores não é mágica: precisamos crer no poder e na obra do Espírito Santo, que não pode ser impedido por nada, senão por Sua própria vontade, mas que nos atende se o buscarmos.

IV. Jamais devemos abandonar a igreja (2)

Lloyd-Jones era um evangelista, mas um evangelista que seria mal compreendido hoje. Ele dizia que a igreja local é o centro de evangelização da comunidade. Nós, como igreja, e há algum tempo tenho observado isso, temos errado com nossos visitantes. Não basta só apresentá-los como fazemos, e dar-lhes o valor que merecem. Precisamos criar para eles um ambiente que lhes permita participar de uma reunião onde Deus esteja presente. E isso não acontece se você, jovem, fica mexendo no celular durante o sermão; ou se você, trabalhador da casa de Deus, fica conversando o tempo todo; ou se você não canta para Deus na hora do louvor e adoração. De que adianta você trazer um visitante que ficará mais espantado com o mal comportamento dos cristãos na igreja que com a pregação? Deus habita no meio dos louvores do Seu povo, e não podemos louvá-lo como temos feito. Ou seja, tenho certeza que há muitos cultos em que Deus não habita em nosso meio, e isso é triste. O evangelismo deve começar primeiramente aqui, na igreja, em um ambiente onde a pessoa possa se sentir acolhida pelas pessoas, e ter sua necessidade de ouvir a palavra de Deus suprida. Se você ficar conversando atrás dela, isso não vai acontecer.

De nada adiantará fazermos evangelismo se abandonarmos nossa igreja. Afinal, para onde a pessoa evangelizada vai? Para a igreja!

Conclusão

Lloyd-Jones era um pecador como nós, mas dedicou sua vida a Deus, e foi muito usado por Ele. Sua obra ainda edifica milhões de pessoas, das quais eu mesmo sou um exemplo.

Mas, repito, ele era um pecador que foi salvo. O Deus que o salvou é o meu Deus; o Deus que o usou é o mesmo que eu sirvo; o Deus que Ele honrava é o que eu hoje honro. Portanto, em última análise, Martin Lloyd-Jones não tinha nada que fosse dele mesmo, mas tudo era proveniente de Deus.

Se você se render a Deus hoje, Ele poderá usá-lo como usou Lloyd-Jones, se Ele quiser. Lembre-se: você pode ser muito diferente dele, mas Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Referências e notas

(1) LLOYD-JONES. Estudos no Sermão do Monte. 5 ed. São Paulo: Fiel, 2001. Citação da contra-capa.

(2) Não sei definir o que significa “unção”, mas já ouvi alguém dizer que unção é quanto você se faz cada vez menos para que Deus seja cada vez mais. Essa é uma boa explicação.

(3) Infelizmente, durante a entrega do sermão para a igreja, por falha minha, não houve tempo de expor essa última divisão. Acrescento-a agora, na versão impressa.

(3) MURRAY, Iain H. O legado de Dr. Martin Lloyd-Jones. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 2009.

(4) MURRAY, Iain H. D. Martin Lloyd-Jones e a Pregação. 16a. Conferência Fiel para Pastores e Líderes. Áudio (mp3) disponível em: <http://www.editorafiel.com.br/pop.php?id=29&tipo=2&audio=00265.MP3&video=265&gt;. Acesso em 5 março 2011.

(5) FERREIRA, Franklin. Gigantes da fé: espiritualidade e teologia na igreja cristã. São Paulo: Vida, 2006. p. 320-335.

(6) LAWSON, Steve J. The preaching of the Twentieth century: Martin Lloyd-Jones. Áudio (mp3), disponível em: <www.sermonaudio.com/semoninfo.asp?SID=11809843391>. Acesso em 5 março 2011.

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