por Daniel Ruy Pereira

Ninguém mais vai poder festejar a evolução usando transposons na festa. O site do Institute for Creation Research publicou uma boa notícia essa semana (1). Vou traduzir algumas partes dela aqui para podermos comentá-las depois.

Transposons são um tipo de “elementos genéticos móveis” que operam dentro do DNA dos seres vivos. Há anos os proponentes da macroevolução têm afirmado que sua presença sem dúvida apóia a evolução darwiniana. Mas uma pesquisa recente mostrou que os transposons foram interpretados erroneamente (2).

Transposons são segmentos de DNA que utilizam a maquinaria celular para replicar a si mesmos e então emendar cópias de  fragmentos do DNA, aumentando o volume total de DNA sem adicionar novos genes. (…) Cerca de 44,4% do DNA humano consiste de elementos repetitivos, com grande parte talvez oriunda de transposons.

Muitos cientistas ainda creem que estes segmentos repetidos contém sequências mais ou menos randômicas, sem função, não codificadoras, nas quais a “evolução” pode ocorrer. (…) Mas na verdade eles contém um código funcional, que é acessado para o uso em tecidos específicos (…) Podem regular a expressão dos produtos genéticos.

Uma classe de transposons, chamada “retrotransposons”, é formada quando o DNA é transcrito para RNA, que é então transcrito de volta para DNA. Sequências retrotransposons têm sido quase sempre, dogmaticamente, interpretadas pelos evolucionistas como resquícios de antigos vírus. Esses vírus supostamente teriam infectado vários organismos há muito tempo atrás, e assumiu-se que o DNA viral foi incorporado a um ou mais de seus cromossomos.

É intrigante que os chimpanzés e humanos partilhem algumas sequências repetidas quase idênticas, que pareçam terem sido formadas por retrotransposons. Os evolucionistas argumentam que elas devem ter sido introduzidas pelo mesmo vírus antes que as duas espécies divergissem de um (suposto) ancestral humanóide. Assim, cada espécie retém hoje um resquício da mesma antiga infecção viral.

Isso muitas vezes é citado como forte evidência de que humanos e chimpanzés partilham um ancestral comum, e que portanto um evolução em larga escala é verdadeira, que células simples podem eventualmente se desenvolver em humanos por meio de forças naturais aleatórias. Este é atualmente um dos melhores argumentos da evolução.

(…) [Mas] os cientistas criacionistas predisseram que nem todas, e talvez nenhuma, atividade dos retrotransposons era viral ou randômica, mas era parte de um processo celular original criado e bem-projetado. O novo estudo da Nature Genetics confirma essa previsão.

Os pesquisadores descobriram que entre 6 e 30% das transcrições ativas de RNA utilizam sequências transposons. Essas transcrições carregam informação regulatória do DNA para o resto da célula. Também descobriram que diferentes seções das sequências de retrotransposons são acessadas por diferentes tecidos. Assim, pelo menos algumas (e talvez todas as) sequências carreguem importantes informações para certas células usarem. Isso significa que os transposons não vieram de vírus antigos e que portanto não podem mais serem usados para apoiar a ideia de que chimpanzés e humanos evoluíram de um ancestral comum que foi infectado por um vírus.  (O motivo por que tanto os chimpanzés como os humanos têm sequências tão similares em cromossomos similares seria porque ambas as espécies experimentaram atividade similar dos retrotransposons, em padrões parecidos , quando foram copiados e inseridos em suas respectivas espécies.)”

O tempo passa e o DNA continua sendo um dos piores parceiros da evolução. A cada dia, ele insiste em não apoiar mais a teoria. Por outro lado, gosta cada vez mais do Design Inteligente e do Criacionismo. Antigamente, grande parte dele era conhecida como “DNA lixo”. Hoje, parece que nada nele é lixo, mas tudo é útil. E as novas descobertas têm tirado essa noção das nossas cabeças, e ensinado uma lição: antes de afirmarmos algo, precisamos esperar pra ver. Quem achava que os transposons eram só mais uma coisinha com nome legal, que era fundamental para a evolução, se enganou. Eles são muitos importantes para o DNA, como acabamos de ler, mas ao invés de apontarem para um ancestral comum, apontam para um Designer comum, que é o Deus Criador dos céus e da Terra.

Referências

(1) THOMAS, Brian. Sience overturnes evolution’s best argument. Institute for Creation Research, postado em <http://www.icr.org/article/5136/> em 29 dez 2009.

(2) Faulkner, G. J. et al. 2009. The regulated retrotransposon transcriptome of mammalian cells. Nature Genetics. 41 (5): 563-571.

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