Artigo traduzido de: Creation 31(3):18, jun-ago 2009. Título original: “Lunar volcanoes rock long-age timeframe”. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.

por Tas Walker e David Catchpoole

Tradução por Daniel Ruy Pereira

As escalas de tempo evolucionistas datam a lua em cerca de 4,5 bilhões anos, com o vulcanismo lunar que produziu os grandes, escuros, proeminentes e quase circulares “mares” lunares (ou maria, como são chamados), começando logo após a formação. Debate-se se o vulcanismo terminou há cerca de três bilhões de anos atrás.

Mas alguns pesquisadores, estudando recentes imagens do lado distante da lua, tiradas pelo satélite lunar SELENE (Kaguya), informaram a presença de “mares” lunares de rocha vulcânica, dizendo que eles têm “apenas” 2,5 bilhões de anos de idade, “muito mais jovens” que o formalmente presumido (1, 2). Isso é porque há menos crateras (ocasionadas por meteoros) na distante face escura que o esperado – assumindo que a taxa de crateramento foi e é constante através do tempo. Menos crateras significa que os fluxos de lava vulcânica não podem ser tão velhos.

Dada a (suposta) duração da atividade vulcânica, 500 milhões de anos mais jovem que o previamente imaginado, os evolucionistas agora têm o desafio de explicar como o vulcanismo lunar foi capaz de durar tanto tempo. A lua tem apenas um quarto do diâmetro da Terra, e somente cerca de um oitenta avos de sua massa, portanto deveria ter esfriado há muito tempo atrás, e a muito estar geologicamente morta.

Deixando de lado as suposição uniformitaristas, conforme nosso conhecimento acerca do espaço cresce, evidências cada vez maiores apontam que o sistema solar (e o resto do universo além dele) é muito mais jovem que o presumido pela idades evolucionistas, o que é consistente com a escala de tempo bíblica, de apenas cerca de 6000 anos (3).

As crateras fantasmas são jovens também

Crateras fantasmas nos mares lunares também testificam que a lua é jovem (4).

Entendemos como cada mar se forma depois que um grande objeto espacial chocou-se contra a lua, formando uma enorme depressão, rachando a crosta e lançando lava fundida do seu interior.

As crateras fantasmas aparecem como débeis formas circulares na planície do mar (veja as setas na figura) porque suas

Crateras fantasmas (indicadas pelas setas). Imagem USGS
Crateras fantasmas (indicadas pelas setas). Imagem USGS

margens foram empurradas para baixo da lava. Foram formadas por meteoros e são visíveis porque foram apenas parcialmente cheias de lava. De modo inverso, as pequenas crateras que se formaram depois do mar ter solidificado são claras e bem definidas.

Muitas crateras fantasmas foram reconhecidas – eis qui um dilema para os evolucionistas. Baseados na lenta taxa atual de crateramento, os astrônomos evolucionistas precisam de muito tempo para que as crateras fantasmas se acumulem antes que elas se encham de lava – 500 milhões de anos, na verdade.

Porém, depois dos grandes impactos que racharam a crosta, quanto tempo levaria para a lava fluir de dentro da lua e encher a base dos mares? Obviamente não muito – algumas horas, dias ou semanas no máximo. Mais que isso e a lava se solidificaria e o fluxo pararia. Impactos tão grandes teriam efeitos imediatos.

Ademais, as crateras fantasmas refletem a história catastrófica da lua, e são evidência para a sua juventude. Elas também indicam que a taxa de crateramento era muito maior em certa época do passado. E as idades dos outros planetas e luas no nosso sistema solar, baseadas na contagem de crateras, também são muito mais jovens que o afirmado. Astrônomos criacionistas sugerem que esse período de intenso crateramento coincidiu com o Dilúvio global catastrófico que ocorreu na Terra (Gênesis 7:11-12) (5).

Referências

(1) Haruyama, J. et. al., Long-lived volcanism on the lunar farside revealed by SELENE terrain camera, Science, doi: 10.1126/science.1163382, 6 novembro 2008.

(2) Minard, A. Volcanoes rocked dark side of the moon. National Geographic News, <news.nationalgeographic.com/news/2008/11/081106-moon-volcanoes.html>, 6 novembro 2008.

(3) Veja também Sarfati, J., The moon: the light that rules the night, Creation 20(4):36-39, 1998; <creation.com/moon>.

(4) Fryman, H., Ghost craters in the sky, Creation Matters 4(1):6, 1999; <creationresearch.org/creation_matters/pdf/1999/cm0401.pdf>; veja também Psarris, S, What you aren’t being told about astronomy, vo. 1: Our created Solar System, DVD, <creationastronomy.com>, 2009.

(5) Faulknerm D., A biblically-based cratering theory, Journal of Creation 13(1):100-104, 1999, <creation.com/cratering>; Spencer, W.R., Response to Faulkner’s ‘biblically-based cratering theory’, Journal of Creation 14(1):46-49, 2000, <creation.com/crateringresponse>. Eles propõem que uma breve e limitada chuva de objetos espacias caíram sobre a lua, produzindo os característicos mares lunares. Isso explica porque os mares são quase que exclusivamente restritos a um único lado – a chuva acabou antes que a lua tivesse tempo de girar sobre o seu eixo e expor o outro lado.