Artigo traduzido de: Creation 30(3):12–15, jun–ago 2008. Título original: “The Noah’s Flood and the Gilgamesh Epic”. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.

por Jonathan Sarfati

Tradução de Daniel Ruy Pereira

Na Bíblia, dificilmente algo é tão atacado como o julgamento cataclísmico de Deus, expresso no Dilúvio de Noé. Os ataques começaram com um físico escocês chamado James Hutton (1726-1797), que decretou em 1785, antes de examinar as evidências:

o passado do nosso planeta deve ser explicado pelo que vemos acontecendo agora… Não há poderes há serem empregados que não sejam naturais ao globo, nem ação a ser admitida exceto aquelas cujo princípio conhecemos” (ênfase nossa). (1)

Essa não é uma refutação do ensino bíblico da Criação e do Dilúvio, mas uma repulsa dogmática em considerar, até mesmo, possíveis explicações – justamente como a zombaria predita por Pedro em 2 Pedro 3.

De fato, a descrença no Dilúvio tornou-se tão forte que muitos colégios cristãos claramente não o ensinam mais. Porém, Jesus ensinou que o Dilúvio foi uma história real, tão real como Sua futura segunda vinda:

Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos.” (Lucas 17:26-27)

Nesta passagem, Jesus fala diretamente sobre Noé como sendo uma pessoa realFoto wikipedia.org (que foi Seu antecessor – Lucas 3:36), a Arca como uma embarcação real, e o Dilúvio como um evento real. Aqueles que têm uma disposição teológica mais ou menos conservadora não negarão o Dilúvio completamente, mas, em geral, dirão que ele foi um evento meramente local, na região da Mesopotâmia (atual Iraque). (2) Porém, os liberais, que não se importam com as palavras de Jesus, vão mais longe. Um ponto-de-vista bem comum é que a história bíblica do Dilúvio de Noé não foi sequer histórico, mas sim emprestado das lendas diluvianas da Mesopotâmia.

O Épico de Gilgamesh

Em 1853, o arqueólogo Austen Henry Layard e sua equipe escavavam a livraria palaciana da antiga capital assíria, Nínive. Entre os seus achados estavam uma série de 12 tabletes de um grande épico. Os tabletes datavam de cerca de 650 a.C., mas o poema era muito mais antigo. O herói, Gilgamesh, de acordo com a Lista dos Reis Sumérios, (3) foi um rei da primeira dinastia de Uruk, que reinou por 126 anos. (4)

Na lenda, porém, Gilgamesh é 2/3 divino e 1/3 mortal. Ele tinha enorme inteligência e força, mas oprimia seu povo. As pessoas clamaram aos deuses, e o deus do céu, Anu, o deus chefe da cidade, criou um homem perigoso chamado Enkidu, forte o suficiente para desafiar Gilgamesh. Quando chegou a hora, eles lutaram, mas nenhum dos dois venceu. Sua inimizade, então, transformou-se em respeito mútuo e devotada amizade.

Os dois novos amigos partiram juntos em aventuras, mas os deuses acabaram matando Enkidu. Gilgamesh pranteou dolorosamente seu amigo, e compreendeu que ambos deveriam morrer um dia. Porém, ele aprendera sobre alguém que se tornara imortal – Utnapishtim, o sobrevivente do Dilúvio global. Gilgamesh viajou através dos mares para encontrar Utnapishtim, que lhe contou sobre sua vida extraordinária.

O Dilúvio de Gilgamesh

Na verdade, foi “O Dilúvio de Utnapishtim”, que é contado no 11ª tablete. O conselho dos deuses decidiu enviar um dilúvio sobre toda a terra, a fim de destruir a humanidade. Mas Ea, o deus que criou o homem, alertou Utnapishtim, de Shruppak, uma cidade às margens do Eufrates, e mandou-o construir um enorme barco:

Oh! homem de Shuruppak, filho de Ubartutu:

Demolí a casa e construí um barco!

Abandona a fartura e procura seres vivos!

Despreza possessões e mantém vivos esses seres!

Faz todos os seres vivos entrarem no barco.

O barco que constróis,

suas dimensões devem ser iguais umas às outras:

seu comprimento deve corresponder à sua largura.” (5)

Utnapishtim obedeceu:

“Um acre (inteiro) era o espaço do seu chão (660′ x 660′)

Dez dúzias de côvados a altura de cada uma de suas paredes,

Dez dúzias de côvados cada canto do convés quadrado.

Eu sulquei a forma de seus lados e os juntei.

Dei a ela seis conveses,

Dividindo-a (assim) em sete partes.”… (6)

Utnapishtim selou a arca com piche, (7) tomou todos os tipos de animais vertebrados, e os membros de sua família, mais alguns outros humanos. Shamash, o deus do sol, fez chover pães e trigo. Então veio o dilúvio, tão violento que:

“Os deuses ficaram apavorados pelo dilúvio,

e se retiraram, ascendendo ao céu de Anu.

Esconderam-se como cães, agachando-se na parede exterior.

Ishtar gritou, como uma mulher na hora do parto,

a doce voz da Soberana dos Deuses lamentou:

‘Ai dos dias antigos tornados em barro,

porque eu disse coisas más na Assembléia dos Deuses!

Como pude eu dizer coisas más na Assembléia dos Deuses,

ordenando uma catástrofe para destruir meu povo!!

Mal dera eu à luz meu querido povo

e eles encheram o mar, como muitos peixes!’

Os deuses – aqueles de Anunnaki – choravam com ela,

humildemente assentaram-se chorando, soluçando de tristeza (?),

seus lábios queimando, ressecados de sede.” (5)

Porém, o dilúvio foi relativamente curto:

Seis dias e sete noites

vieram o vento e o dilúvio, a tempestade sobre a terra.

Quando o sétimo dia chegou, a tempestade foi parando.

O dilúvio foi uma guerra – lutando consigo mesmo como uma mulher

padecendo (em labor).” (5)

Então a arca repousou sobre o Monte Nisir (ou Nimush), a quase 500 km do Monte Ararat. Utnapishtim enviou uma pomba e depois uma andorinha, mas nenhuma delas pôde encontrar terra, e retornaram. Então ele enviou um corvo, e este não voltou. Por fim, ele soltou os animais e sacrificou uma ovelha. Mas isso não foi tão breve, porque os pobres deuses estavam morrendo de fome:

Os deuses cheiraram o aroma,

os deuses cheiraram o doce aroma,

e reuniram-se como moscas sobre o sacrifício (de ovelha).”

Então Enlil viu a arca e ficou furioso porque alguns humanos haviam sobrevivido. Mas Ea o repreendeu severamente por trazer a grande matança através do dilúvio. Conseqüentemente Enlil concedeu imortalidade a Utnapishtim e sua esposa, e mandou-os para viver muito longe, no Monte dos Rios.

Foi ali que Gilgamesh o encontrou, e ouviu sua notável história. Primeiro Utnapishtim testou a dignidade de Gilgamesh, para obter a imortalidade, desafiando-o a ficar acordado por 7 noites. Mas Gilgamesh estava muito exausto e caiu rapidamente no sono. Utnapishtim pediu à sua esposa para assar pães e os colocava ao lado de Gilgamesh, todos os dias em que ele dormia. Quando Gilgamesh acordava, pensava que tinha dormido por apenas um momento. Mas Utnapishtim mostrou a Gilgamesh os pães em diferentes estágios de maturação, mostrando que ele tinha dormido por muitos dias.

Mais uma vez, Gilgamesh lamentou sua morte inevitável, e Utnapishtim compadeceu-se dele. Então lhe revelou onde poderia encontrar uma planta da imortalidade. Era uma planta espinhosa, nos domínios de Apsu, o deus da água doce subterrânea. Gilgamesh abriu um canal até Apsu, atando pesadas pedras ao seu tornozelo, afundando cada vez mais, e pegou a planta. E, embora ela o ferisse, ele se livrou das pedras, e subiu.

Infelizmente, na viagem de volta, Gilgamesh parou em uma nascente fria para se banhar, e uma cobra pegou a planta. Gilgamesh, então, chorou amargamente, porque não podia mais retornar às águas subterrâneas.

Comparação de Gênesis e Gilgamesh ( 8)

——————————————– Gênesis Gilgamesh
Extensão do Dilúvio Global Global
Causa Maldade dos homens Pecados dos homens
Quem era o Alvo? Toda a humanidade Uma cidade e toda a humanidade
Quem o enviou? Yahweh Assembléia dos “deuses”
Nome do herói Noé Utnapishtim
Caráter do herói Justo Justo
Meios de anunciação Diretamente de Deus Em um sonho
Foi ordenado a construir um barco? Sim Sim
O herói se queixou? Não Sim
Tamanho do barco Três andares Sete andares
Tinha compartimentos internos? Muitos Muitos
Portas Uma Uma
Janelas Pelo menos uma Pelo menos uma
Revestimento externo Piche Piche
Forma do barco Caixa oblonga Cubo
Passageiros humanos Somente os membros da família Família e alguns outros
Outros passageiros Todos os tipos de animais terrestres (vertebrados) Todos os tipos de animais terrestres
Meios do Dilúvio Águas subterrâneas e chuva forte Chuva forte
Duração do Dilúvio Longo (40 dias e noites) Curto (6 dias e noites)
Teste para encontrar terra Envio de pássaros Envio de pássaros
Tipos de pássaros Corvo e três pombas Pomba, andorinha e corvo
Lugar de repouso da Arca Montanhas – de Ararat Montanhas – de Nisir
Houve sacrifício após o Dilúvio? Sim, por Noé Sim, por Utnapishtim
O herói foi abençoado após o Dilúvio? Sim Sim

Quem veio primeiro?

Podemos ver, a partir do tablete, que há muitas similaridades – o que indica uma fonte comum. Mas há também diferenças significativas. Inclusive a ordem de envio dos pássaros, no relato de Noé, é mais lógico. Ele compreendeu que o não-regresso de um pássaro decompositor, como o corvo, não provava nada. Por outro lado, Utnapishtim mandou o corvo por último. Noé, entretanto, compreendeu que enviar uma pomba era mais lógico – quando a pomba retornasse com uma folha fresca de oliveira, Noé saberia que a água baixara. E se não retornasse em uma semana, isso significaria que a pomba encontrara um bom lugar para se estabelecer.

Os inimigos do cristianismo bíblico afirmam que o relato da Bíblia é derivado do épico de Gilgamesh. Mas os discípulos de Cristo não podem concordar com isso. De acordo com o ensino do apóstolo Paulo, em 2 Coríntios 10:5, é importante demolir essa teoria liberal.

O Gênesis é mais antigo

Faz mais sentido que o Gênesis seja o relato original, e os mitos pagãos surjam como distorções desse relato. Embora Moisés tivesse vivido muito depois do evento, ele provavelmente agiu como editor de fontes muito mais antigas. (9) Por exemplo, Gênesis 10:19 fornece direções referenciais verdadeiras, “indo para Sodoma e Gomorra, Admá e Zeboim”. Essas eram as cidades da planície que Deus destruiu, por causa de sua extrema maldade, 500 anos antes de Moisés. Ou seja, Gênesis apresenta direções, em um tempo que essas cidades eram pontos de referência bem-conhecidos, não sepulcros debaixo do Mar Morto.

É comum criar lendas a partir de eventos históricos, mas não criar história a partir de lendas. Os liberais, em geral, também afirmam que o monoteísmo é um estágio tardio no desenvolvimento evolutivo da religião. A Bíblia ensina que o homem era originalmente monoteísta. Evidências arqueológicas sugerem o mesmo, indicando que somente depois a humanidade degenerou para um panteísmo idólatra. (10)

Por exemplo, em Gênesis, o julgamento de Deus é justo. Ele é paciente com a humanidade por 120 anos (Gênesis 6:3), mostrando misericórdia a Noé e à sua descendência. Os deuses do Épico de Gilgamesh, ao contrário, são caprichosos e desajeitados, escondendo-se durante o Dilúvio e ficando esfomeados sem os sacrifícios humanos, que os alimentam. Isto é, os escritores humanos do Épico de Gilgamesh reescreveram o relato verdadeiro, e fizeram seus deuses à sua própria imagem.

Toda a teoria da derivação de Gilgamesh é baseada na desacreditada Hipótese Documentária. (9) Ela assume que o Pentateuco foi compilado por sacerdotes, durante o Exilo Babilônico no sexto século a.C. Mas as evidências internas não mostram sinais disso, e todos os sinais mostram que foi escrito por alguém que acabava de sair do Egito. Os inventores eurocêntricos da Hipótese Documentária, como Julius Wellhausen, pensavam que a escrita não havia sido inventada na época de Moisés. Mas muitas descobertas arqueológicas de escritos antigos mostram que isso é ridículo.

Todos os povos relembram um dilúvio

Os liberais frequentemente afirmam que o Épico de Gilgamesh foi o embelezamento de uma severa cheia de rio, isto é, uma inundação local. Isso funcionaria se houvesse lendas diluvianas semelhantes somente ao redor do antigo oriente próximo. Mas há centenas de lendas diluvianas espalhadas pelo mundo – veja a figura 1 para alguns exemplos. (11)

Figura 1. Tradições diluvianas

Os aborígenes australianos também têm lendas de um dilúvio massivo, bem como os povos que vivem nas densas florestas próximas ao Rio Amazonas, na América do Sul. A Dr. Alexandra Aikhenvald, autoridade mundial em linguagens daquela região, diz:

… sem sua linguagem e estrutura, os povos não têm raiz. Ao registrar algo você está também relembrando as histórias e folclores. Se estes se perderem, uma grande parte da história daquele povo também se perde. Essas histórias muitas vezes têm uma raiz comum, que fala de um evento real, não de um simples mito. Por exemplo, todas as sociedades amazônicas já estudadas possuem uma lenda acerca de um grande dilúvio.” (12)

Isso faz sentido completo, se houve mesmo um Dilúvio global, como ensina o Gênesis, e todos os grupos de pessoas descendem dos sobreviventes que mantiveram as memórias daquele cataclisma.

A forma da Arca

A Arca foi construída para ser um tremendo estábulo. Deus disse a Noé para fazê-la com 300x50x30 côvados (Gênesis 6:15), o que é equivalente a cerca de 140x23x13,5 metros, e dá um volume de 43.000m³ (metros cúbicos). Isto é justamente o necessário para impedir que a embarcação vire, e suavizar a navegação. Há três tipos principais de rotação em embarcações (e aviões), sobre três eixos perpendiculares:

1. A guinada, que é a rotação sobre um eixo vertical, isto é, a proa e a popa movem-se alternadamente da esquerda para a direita.

2. A arfagem, que é a rotação sobre um eixo lateral, uma linha imaginária da esquerda para a direita, isto é, a proa e a popa movem-se alternadamente para cima e para baixo.

3. A Rolagem, que é a rotação sobre o eixo longitudinal, uma linha imaginária da popa à proa, tendendo a tombar o barco para um dos lados.

Figura 2. Comparações e dimensões da Arca de Noé. A Arca é de tamanho similar a alguns outros grandes barcos de madeira que sabemos terem sido construídos na antiguidade.

A guinada não é perigosa, no sentido em que não pode virar um barco, mas pode tornar a navegação desconfortável. A arfagem também é um modo improvável de se virar um barco. Em qualquer caso, o enorme cumprimento do barco o faria se alinhar paralelamente à direção das ondas, e essas turbulências seriam mínimas.

A rolagem é, de longe, o maior perigo. A Arca, porém, supera esse problema sendo muito mais extensa que alta. Seria quase impossível tombá-la – mesmo se a Arca fosse, de algum modo, tombada a 60º, ela poderia endireitar-se a si mesma, como mostrado no diagrama abaixo.

Figura 3. Diagrama mostrando que a Arca era resistente o suficiente para não virar. De acordo com Henry Morris, "The Biblical basis for modern science".

Mas seria impossível virar a Arca mesmo a uma fração disto. David Collins, que trabalhou como arquiteto naval, mostrou que mesmo um vento de 210 nós (três vezes a força de um furacão) não poderia superar o momento de recuperação (em inglês, righting moment) da Arca, que a teria impedido de inclinar-se muito além de 3º. (13)

Além disso, os arquitetos navais coreanos confirmam que uma barcaça com as dimensões da Arca teria ótima estabilidade. Eles concluíram que, se a madeira tivesse uma grossura de somente 30 cm, poderia ter navegado em condições marítimas com ondas maiores que 30m. (14) Compare isso com um tsunami (ondas gigantes), que tem tipicamente cerca de 10m de altura. Note também que há menos perigo nos tsunamis, porque eles são perigosos somente próximos à praia – em mar aberto, dificilmente são perceptíveis.

Figura 4. Dr Werner Gitt mostrou que a Arca tinha dimensões ideias para otimizar tanto a sua estabilidade quanto a economia de material - veja seu DVD, de 2004, Supercamp, "How Well Designed was Noah’s Ark."Contraste-a com a arca de Utnapishtim – um grande cubo! É difícil pensar em um design mais ridículo para uma embarcação – ela rolaria em todas as direções mesmo com o menor distúrbio. Porém, é fácil de explicar a história se os autores distorceram o Gênesis, e acharam que uma dimensão é mais fácil de lembrar que três, “suas dimensões devem ser iguais umas às outras”. (Além disso, essa forma cúbica parece muito mais agradável.) Os autores humanos pagãos não perceberam que as dimensões da Arca real tinham que ser justamente aquelas que eram. Mas o inverso disso é inconcebível: escritores judeus, dificilmente conhecedores das habilidades necessárias para a arquitetura naval, tomaram a mítica Arca cúbica e transformaram-na na mais estável embarcação de madeira possível!

O Gênesis é o original

O Épico de Gilgamesh tem paralelos muito próximos ao relato do Dilúvio de Noé. Suas similaridades tão próximas devem-se à sua proximidade com o evento real. Porém, há grandes diferenças também. No Épico, todas as coisas, do politeísmo grosso à absurda arca cúbica, bem como as lendas sobre dilúvio espalhadas pelo mundo, mostram que o relato de Gênesis é o original, enquanto que o Épico de Gilgamesh é uma distorção.

Observação: veja Nozomi Osanai, A comparative study of the flood accounts in the Gilgamesh Epic and Genesis, Tese de Mestrado, Wesley Biblical Seminary, EUA, 2004, que foi escrita independentemente deste artigo, e fornece mais detalhes. Ela graciosamente nos permitiu (ao CMI, n.t.) publicar sua tese no nosso site: <www.creationontheweb.com/gilg>.

Referências

1. Hutton, J., ‘Theory of the Earth’, um artigo (com o mesmo título do seu livro de 1795) comunicado à Sociedade Real de Edinburgh, e publicado no Transactions of the Royal Society of Edinburgh, 1785; citado com aprovação em Holmes, A., Principles of Physical Geology, 2ª edição, Thomas Nelson and Sons Ltd., Grã-Bretanha, pp. 43–44, 1965.

2. Para refutações da concessão do dilúvio local veja, Anon., Noah’s Flood covered the whole earth, Creation 21(3):49, Junho–Agosto 1999.

3. López, R.E., The antediluvian patriarchs and the Sumerian king list, Journal of Creation 12(3):347-357, 1998.

4. Heidel, A., The Gilgamesh Epic and Old Testament Parallels, University of Chicago Press, p. 3, 1949.

5. The Epic of Gilgamesh, Tablete XI, <www.ancienttexts.org/library/mesopotamian/gilgamesh/tab11.htm>, 12 Março 2004.

6. The flood narrative from the Gilgamesh Epic, <www.piney.com/Gilgamesh.html>, 12 Março 2004.

7. Pelo menos para a verdadeira Arca de Noé, esse piche teria sido feito de resina fervida de pinheiro e carvão vegetal. De fato, as maiores indústrias de piche da Europa fazem piche desta forma por séculos.

8. Adaptado de Lorey, F., The Flood of Noah and the Flood of Gilgamesh, ICR Impact 285, Março 1997.

9. Grigg, R., Did Moses really write Genesis? Creation 20(4): 43–46, 1998.

10. Schmidt, W., The Origin and Growth of Religion, Cooper Square, New York, 1971.

11. De Monty White.

12. Barnett, A., For want of a word, New Scientist 181(2432):44–47, 31 Janeiro 2004.

13. Collins, D.H., Was Noah’s Ark stable? Creation Research Society quarterly 14(2):83–87, Setembro 1977.

14. Hong, S.W. et al., Safety investigation of Noah’s Ark in a seaway, Journal of Creation 8(1):26–36, 1994. Todos os coautores são da equipe do Instituto Coreano de Pesquisas de Navios e Engenharia Oceânica (Korea Research Institute of Ships and Ocean Engineering), em Daejeon. Eles também analisaram outras possíveis ameaças à Arca, tais como freqüencia de umidade do convés (deckwetting frequency), aceleração em vários pontos e frequência de batida (slamming frequency).