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	<title>Considere a possibilidade &#187; Deus</title>
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		<title>Considere a possibilidade &#187; Deus</title>
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		<title>&#8220;Deus, você está suspenso!&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 04:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
&#8220;Por que os alunos agem assim?&#8221;
Essa pergunta é feita por cada professor brasileiro, nesse enorme Brasil, com enormes problemas escolares. Pela palavra &#8220;assim&#8221;, entende-se &#8220;desrespeitosamente&#8221;, &#8220;irresponsavelmente&#8221;, &#8220;desonestamente&#8221;, &#8220;maliciosamente&#8221; e por aí vai. Quando somos estudantes dedicados nas carteiras de nossas faculdades, prestando atenção às aulas de Psicologia da Educação, Prática de Ensino e Didática, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=437&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Leitura" src="http://www.sxc.hu/pic/l/l/lu/lusi/1102366_83364667.jpg" alt="" width="454" height="340" /></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Por que os alunos agem assim?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Essa pergunta é feita por cada professor brasileiro, nesse enorme Brasil, com enormes problemas escolares. Pela palavra &#8220;assim&#8221;, entende-se &#8220;desrespeitosamente&#8221;, &#8220;irresponsavelmente&#8221;, &#8220;desonestamente&#8221;, &#8220;maliciosamente&#8221; e por aí vai. Quando somos estudantes dedicados nas carteiras de nossas faculdades, prestando atenção às aulas de Psicologia da Educação, Prática de Ensino e Didática, não percebemos que aqueles problemas discutidos sairão do limbo teórico e invadirão nossas realidades pacatas. Quando finalmente resolvem sair, muitas vezes não sabemos o que fazer, especialmente se somos parte do famigerado grupo de profissionais multi-uso, conhecidos pelo codinome &#8220;eventuais&#8221;, do qual faço parte.</p>
<p style="text-align:justify;">Embora as respostas a esses problemas sejam sondadas e testadas o tempo todo, e muitas pessoas (incomparavelmente mais competentes que eu) proponham respostas e soluções a eles, a cosmovisão que os alunos têm sobre a realidade é fundamental, e não pode ficar de fora dessa análise. Por isso, apresento-lhes um &#8220;estudo de caso&#8221;, e proponho uma reflexão acerca do que temos visto.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#3366ff;">A invasão do problema</span></em></h3>
<p style="text-align:justify;">Na última terça-feira, dia 28 de setembro, vivenciei um desses problemas. Ao substituir a professora de inglês, pensei em uma aula sobre meio-ambiente e sustentabilidade, já que minha gramática em inglês flutua entre o básico e o intuitivo. Armado com caixa de giz, diário escolar e canetas, entrei na sala de aula. Primeiro ano do Ensino Médio. &#8220;Bom dia&#8221;, desejei aos alunos. &#8220;Bom dia o #$%!&amp;* !&#8221;, ouvi como resposta. Ignorei (em termos) e comecei a redigir o texto, que serviria de base para a discussão e atividade para nota, na lousa. Tentei muitas vezes explicar para poucos alunos, chamando à atenção os inconstantes, mas sendo completamente ignorado.</p>
<p style="text-align:justify;">Minutos derradeiros da primeira aula, véspera do Intervalo. Saí caçando os cadernos que conteriam os preciosos textos, vistando aqueles que fizeram a atividade. Aos alunos que não fizeram, questionava o motivo e o número de chamada. Seriam punidos com &#8220;ponto negativo&#8221; no diário. Minha mão esquerda ficou cheia de números, de tal forma, que eu parecia ser obcecado por algarismos arábicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Eis o problema: dois alunos, que não fizeram absolutamente nada, ao serem questionados sobre seus números, deram-me número de outra aluna (sim, de sexo oposto) e nome de aluno inexistente. Não perceberam que consequências teriam suas ações? Ao pedir a atenção do Professor Coordenador para o caso, ele prontamente atendeu e foi à sala em que eu estava, já depois do Intervalo. Ao ser confrontado com seu crime, um dos dois alunos, então, desafiou-me e, em gesto de intimidação, exigiu que eu anotasse seu número na lista. Foi suspenso por &#8220;desrespeito a funcionário público&#8221;. O outro aluno foi transferido da escola, pois não foi a primeira vez que desrespeitava um professor, e a escola vinha tentando novas abordagens com ele há tempos, sem sucesso.</p>
<p style="text-align:justify;">O que leva os alunos a tomarem esse tipo de atitude?</p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#3366ff;"><em><strong>A exploração do problema</strong></em></span></h3>
<p style="text-align:justify;">É evidente que esses alunos queriam se safar de encrencas, com a escola, com os pais e com os amigos. Para isso recorreram a essas atitudes anti-éticas, sem se preocupar absolutamente com suas causas, efeitos, e validade (além da eficácia). Não podemos esquecer que esses alunos estão em formação &#8211; são adolescentes, e estão se descobrindo. Mas já têm noções de ética, e sabem muito bem distinguir certo e errado não-relativos. Sabem muito bem que dar o número de outro aluno ao professor vai &#8220;ferrar&#8221; o outro, e isso é errado em qualquer perspectiva, mas mesmo assim o fazem. Por quê?</p>
<p style="text-align:justify;">Em uma conversa com a professora de Filosofia da escola, observamos que os alunos, hoje, não tem nenhuma preocupação com o futuro, salvo exceções; nem se preocupam com o peso da responsabilidade de suas atitudes (não sentem medo do que virá). Como explicar que, na mesma classe, uma garota diga que quer estudar Física, e outro aluno diga que quer &#8220;pegar mulheres&#8221;? É interessante perceber isso, como é interessante perceber que os heróis de nossos alunos não são mais o Capitão Marvel, nem o Capitão América, mas o Capitão Nascimento, armado até os dentes, que tortura criminosos. Isso quando os heróis são policiais!</p>
<p style="text-align:justify;">Façamos mais um por quê. Por quê eles perderam esse senso de futuro e de justiça? Dizer que herdam isso dos telejornais, que mostram a impunidade gritante do país e as atitudes esdrúxulas do Senado Federal responde um bocado, mas é pouco.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#3366ff;"><em><strong>Botando Deus pra fora da sala</strong></em></span></h3>
<p style="text-align:justify;">Quando começaram a tirar Deus de cena, o trem descarrilhou. Defendo a laicidade do Estado e da escola, mas deixar de aguçar a curiosidade sobre a existência de Deus é uma atitude tanto extremista como irresponsável. A dúvida gera cuidado. Quem duvida anda na ponta dos pés. Porém, sob a bênção da laicidade, o ateísmo quer nos convencer que Deus tem que ficar longe da sala.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois é, olha só no que dá.</p>
<p style="text-align:justify;">É mais do que óbvio que há uma lei moral no Universo. É quase palpável, e está ilustrada na capacidade que temos de saber o que é certo e errado, em termos não-relativos. Algumas coisas são certas para determinadas culturas, mas erradas para outras. Determinadas coisas, porém, são erradas em todas as culturas. Por que esse fato não pode ser discutido em sala de aula? Só porque tem implicações metafísicas? Da mesma forma, por que não discutir as intrigantes impressões de que há uma Inteligência por trás do Projeto do Universo? Por que também há implicações metafísicas? Ora, é óbvio que há. Mas o que se pode fazer? Se a afirmação tem implicações metafísicas, a negação também tem as mesmas implicações. Ou não é metafísico, em uma aula sobre origem da vida, dizer a um aluno que ele é um acidente cósmico sem explicação ou propósito? Não se pode fugir dessas implicações, embora se possa muito bem (como temos feito até hoje) fechar os olhos e assobiar, esperando que ninguém pergunte nada constrangedor na sala de aula, e que levem suas vidas religiosas dissociadas de sua vida escolar, acadêmica, secular.</p>
<p style="text-align:justify;">Professores &#8211; educadores &#8211; são responsáveis pela formação de seus alunos. Isso inclui principalmente a capacidade de questionar o mundo, as religiões, os fenômenos que nos cercam. A melhor ciência e os melhores cientistas são feitos assim. Escola não é lugar de evangelismo, tudo bem. Mas é lugar de perguntar sobre tudo, e sair de lá com pulgas atrás das orelhas sobre <em>possibilidades</em>. E, por que não, a possibilidade de um Criador, perante o qual deveremos prestar contas de nossos atos?</p>
<p style="text-align:justify;">Isso poderia mudar um bocado nossa vida dentro das salas de aula&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
Esta obra está licenciada sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>A Aposta de Pascal</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 15:09:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo traduzido de: Creation 30(1):49, dez 2007-fev 2008. Título original: “Pascal&#8217;s Wager”. Copyright Creation Ministries International Ltda, &#60;www.creation.com&#62;. Usado com permissão.
por Russel Steyne




Blaise Pascal, por Augustin Pajou. Wikipedia.


Você não adoraria compar-tilhar a mensagem do evangelho com alguém, em particular a mensagem do evangelho na criação, mas ninguém lhe dá uma oportunidade? Sentem que é desnecessário [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=375&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><span style="font-size:xx-small;"><em>Artigo traduzido de: Creation <strong>30</strong>(1):49, dez 2007-fev 2008. Título original: “Pascal&#8217;s Wager”. Copyright</em> Creation Ministries International Ltda, &lt;www.creation.com&gt;. Usado com permissão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>por <strong>Russel Steyne</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="mceTemp" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption alignleft">
<dt class="wp-caption-dt"><img title="pascal" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1d/Pascal_Pajou_Louvre_RF2981.jpg" alt="Blaise Pascal, por Augustin Pajou. Wikipedia." width="290" height="437" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Blaise Pascal, por Augustin Pajou. Wikipedia.</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">Você não adoraria compar-tilhar a mensagem do evangelho com alguém, em particular a mensagem do evangelho na criação, mas ninguém lhe dá uma oportunidade? Sentem que é desnecessário ou que não é importante gastar tempo discutindo a questão? Tente fazê-los considerar a Aposta de Pascal.</p>
<p style="text-align:justify;">Blaise Pascal (1) é o cientista cristão do século XVII, homenageado com seu nome dado a uma unidade de pressão, o pascal (2). A pressão atmosférica nas previsões do tempo é muitas vezes informada em kilopascais. Blaise, como muitos pensadores de seu tempo, era também filósofo e teólogo. A Aposta de Pascal, que ele usou como &#8220;prova&#8221; de Deus (3), é frequentemente usada para ilustrar a teoria da decisão (4), com o objetivo de minimizar as perdas. Embora a Aposta de Pascal realmente não chegue nem perto de &#8220;provar a Deus&#8221;, ela pode ser útil em levar alguém a considerar a importância de investigar a realidade da existência do Criador.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas o que é a Aposta de Pascal? Pascal propôs que há uma de duas verdades no universo, e um de dois modos de viver em relação a essas verdades.</p>
<p style="text-align:justify;">As verdades: ou Deus existe, ou Ele não existe.</p>
<p style="text-align:justify;">Os modos de viver: você pode viver como se Deus existisse, ou pode viver como se Deus não existisse.</p>
<p style="text-align:justify;">Combinando essas proposições, chegamos às seguintes conclusões:</p>
<ol style="text-align:justify;">
<li> Se Deus não existe, e você vive como se Ele não existisse, você não perde nada (5).</li>
<li> Se Deus não existe, e você vive como se Ele existisse, você não perde nada, mas ganha as vantagens de uma vida melhor.</li>
<li> Se Deus existe, e você vive como se Ele não existisse, você está perdendo muito.</li>
<li>Se Deus existe, e você vive como se Ele existisse, você não perde nada e ganha tudo.</li>
</ol>
<p style="text-align:justify;">Porém, viver como se Deus existisse envolve muito mais que apenas reconhecer Sua existência (&#8220;até mesmo os demônios creem &#8211; e tremem!&#8221;, Tiago 2:9, NVI). Envolve um reconhecimento da necessidade do perdão de Deus, por meio de Jesus Cristo. Ao usar a Aposta de Pascal, você pode ajudar os seus amigos a verem que estão jogando com suas vidas eternas. Se eles querem de fato minimizar suas perdas, é bom que se disponham a dar-lhe o tempo necessário para compartilhar com eles sobre a realidade do Deus-Criador e a necessidade de ser salvo das consequências dos pecados no iminente Juízo Final.</p>
<h3><em><span style="color:#3366ff;"><strong>Referências e notas</strong></span></em></h3>
<p><strong> </strong>(1) Lamont, A., Great creation scientist, Blaise Pascal (1623-1662)<em>,</em> <em>Creation</em> <strong>20</strong>(1):38-39, 1997; &lt;www.creationontheweb.com/pascal&gt;.</p>
<p>(2) Um pascal (Pa) é equivalente à força de um newton (N) aplicada à área de 1 m².</p>
<p>(3) Stumpf, S.E., <em>Socrates to Sartre: A History of Philosophy, </em>6ª edição, McGraw Hill, Sidney, 1999.</p>
<p>(4) Por exemplo, Jeffrey, R.C., <em>The Logic of Decision</em>, 2ª edição, The University of Chicago Press, Chicago, 1990.</p>
<p>(5) Na verdade, viver a vida como se Deus não existisse, e portanto sem moral absoluta, causa uma perda imensa. Veja Cardno, S., The creation basis for morality, <em>Creation</em> <strong>24</strong>(3):44-47, 2002 e &lt;www.creationontheweb.com/morality&gt;.</p>
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		<title>O Dil&#250;vio de No&#233; e o &#201;pico de Gilgamesh</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 22:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Artigo traduzido de: Creation 30(3):12–15, jun–ago 2008. Título original: “The Noah&#8217;s Flood and the Gilgamesh Epic”. Copyright Creation Ministries International Ltda, &#60;www.creation.com&#62;. Usado com permissão.
por Jonathan Sarfati 
Na Bíblia, dificilmente algo é tão atacado como o julgamento cataclísmico de Deus, expresso no Dilúvio de Noé. Os ataques começaram com um físico escocês chamado James Hutton [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=261&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="left"><font size="1"><em>Artigo traduzido de: </em><em>Creation </em><strong>30</strong>(3):12–15, jun–ago 2008<em>. Título original: “The Noah&#8217;s Flood and the Gilgamesh Epic</em><em>”. Copyright</em> Creation Ministries International Ltda, &lt;www.creation.com&gt;. Usado com permissão.</font>
<p align="justify"><em>por <strong>Jonathan Sarfati</strong></em><strong> </strong>
<p align="justify">Na Bíblia, dificilmente algo é tão atacado como o julgamento cataclísmico de Deus, expresso no Dilúvio de Noé. Os ataques começaram com um físico escocês chamado James Hutton (1726-1797), que decretou em 1785, <i>antes de</i> <i>examinar as evidências:</i><br />
<blockquote>
<p align="justify">o passado do nosso planeta deve ser explicado pelo que vemos acontecendo agora&#8230; Não há poderes há serem empregados que não sejam naturais ao globo, nem ação a ser admitida exceto aquelas cujo princípio conhecemos” (ênfase nossa). (1)</p>
</blockquote>
<p align="justify">Essa não é uma refutação do ensino bíblico da Criação e do Dilúvio, mas uma repulsa dogmática em considerar, até mesmo, possíveis explicações – justamente como a zombaria predita por Pedro em 2 Pedro 3.
<p align="justify">De fato, a descrença no Dilúvio tornou-se tão forte que muitos colégios cristãos claramente não o ensinam mais. Porém, Jesus ensinou que o Dilúvio foi uma história real, tão real como Sua futura segunda vinda:<br />
<blockquote>
<p align="justify">Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do Homem: comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos.” (Lucas 17:26-27)</p>
</blockquote>
<p align="justify">Nesta passagem, Jesus fala diretamente sobre Noé como sendo uma pessoa real<img style="margin:5px 0 0 10px;" alt="Foto wikipedia.org" align="right" src="http://creation.com/images/creation_mag/vol28/3107gilgamesh.jpg"> (que foi Seu antecessor – Lucas 3:36), a Arca como uma embarcação real, e o Dilúvio como um evento real. Aqueles que têm uma disposição teológica mais ou menos conservadora não negarão o Dilúvio completamente, mas, em geral, dirão que ele foi um evento meramente local, na região da Mesopotâmia (atual Iraque). (2) Porém, os liberais, que não se importam com as palavras de Jesus, vão mais longe. Um ponto-de-vista bem comum é que a história bíblica do Dilúvio de Noé não foi sequer histórico, mas sim emprestado das lendas diluvianas da Mesopotâmia.
<p align="justify"><b></b><br />
<h3 align="justify"><b><font color="#0080ff"><em>O Épico de Gilgamesh</em></font></b> </h3>
<p align="justify">Em 1853, o arqueólogo Austen Henry Layard e sua equipe escavavam a livraria palaciana da antiga capital assíria, Nínive. Entre os seus achados estavam uma série de 12 tabletes de um grande épico. Os tabletes datavam de cerca de 650 a.C., mas o poema era muito mais antigo. O herói, Gilgamesh, de acordo com a Lista dos Reis Sumérios, (3) foi um rei da primeira dinastia de Uruk, que reinou por 126 anos. (4)
<p align="justify">Na lenda, porém, Gilgamesh é 2/3 divino e 1/3 mortal. Ele tinha enorme inteligência e força, mas oprimia seu povo. As pessoas clamaram aos deuses, e o deus do céu, Anu, o deus chefe da cidade, criou um homem perigoso chamado Enkidu, forte o suficiente para desafiar Gilgamesh. Quando chegou a hora, eles lutaram, mas nenhum dos dois venceu. Sua inimizade, então, transformou-se em respeito mútuo e devotada amizade.
<p align="justify">Os dois novos amigos partiram juntos em aventuras, mas os deuses acabaram matando Enkidu. Gilgamesh pranteou dolorosamente seu amigo, e compreendeu que ambos deveriam morrer um dia. Porém, ele aprendera sobre alguém que se tornara imortal – Utnapishtim, o sobrevivente do Dilúvio global. Gilgamesh viajou através dos mares para encontrar Utnapishtim, que lhe contou sobre sua vida extraordinária.<br />
<h3 align="justify"><b><font color="#0080ff"><em>O Dilúvio de Gilgamesh</em></font></b> </h3>
<p align="justify">Na verdade, foi “O Dilúvio de Utnapishtim”, que é contado no 11ª tablete. O conselho dos deuses decidiu enviar um dilúvio sobre toda a terra, a fim de destruir a humanidade. Mas Ea, o deus que criou o homem, alertou Utnapishtim, de Shruppak, uma cidade às margens do Eufrates, e mandou-o construir um enorme barco:<br />
<blockquote>
<p align="justify">Oh! homem de Shuruppak, filho de Ubartutu:
<p align="justify">Demolí a casa e construí um barco!
<p align="justify">Abandona a fartura e procura seres vivos!
<p align="justify">Despreza possessões e mantém vivos esses seres!
<p align="justify">Faz todos os seres vivos entrarem no barco.
<p align="justify">O barco que constróis,
<p align="justify">suas dimensões devem ser iguais umas às outras:
<p align="justify">seu comprimento deve corresponder à sua largura.” (5)
<p align="justify">Utnapishtim obedeceu:
<p align="justify">“Um acre (inteiro) era o espaço do seu chão (660&#8242; x 660&#8242;)
<p align="justify">Dez dúzias de côvados a altura de cada uma de suas paredes,
<p align="justify">Dez dúzias de côvados cada canto do convés quadrado.
<p align="justify">Eu sulquei a forma de seus lados e os juntei.
<p align="justify">Dei a ela seis conveses,
<p align="justify">Dividindo-a (assim) em sete partes.”&#8230; (6)</p>
</blockquote>
<p align="justify"><a href="http://creationontheweb.com/content/view/3107/#r6"></a>
<p align="justify">Utnapishtim selou a arca com piche, (7) tomou todos os tipos de animais vertebrados, e os membros de sua família, mais alguns outros humanos. Shamash, o deus do sol, fez chover pães e trigo. Então veio o dilúvio, tão violento que:<br />
<blockquote>
<p align="justify">“Os deuses ficaram apavorados pelo dilúvio,
<p align="justify">e se retiraram, ascendendo ao céu de Anu.
<p align="justify">Esconderam-se como cães, agachando-se na parede exterior.
<p align="justify">Ishtar gritou, como uma mulher na hora do parto,
<p align="justify">a doce voz da Soberana dos Deuses lamentou:
<p align="justify">&#8216;Ai dos dias antigos tornados em barro,
<p align="justify">porque eu disse coisas más na Assembléia dos Deuses!
<p align="justify">Como pude eu dizer coisas más na Assembléia dos Deuses,
<p align="justify">ordenando uma catástrofe para destruir meu povo!!
<p align="justify">Mal dera eu à luz meu querido povo
<p align="justify">e eles encheram o mar, como muitos peixes!&#8217;
<p align="justify">Os deuses – aqueles de Anunnaki – choravam com ela,
<p align="justify">humildemente assentaram-se chorando, soluçando de tristeza (?),
<p align="justify">seus lábios queimando, ressecados de sede.” (5)</p>
</blockquote>
<p align="justify">Porém, o dilúvio foi relativamente curto:<br />
<blockquote>
<p align="justify">Seis dias e sete noites
<p align="justify">vieram o vento e o dilúvio, a tempestade sobre a terra.
<p align="justify">Quando o sétimo dia chegou, a tempestade foi parando.
<p align="justify">O dilúvio foi uma guerra – lutando consigo mesmo como uma mulher
<p align="justify">padecendo (em labor).” (5)</p>
</blockquote>
<p align="justify">Então a arca repousou sobre o Monte Nisir (ou Nimush), a quase 500 km do Monte Ararat. Utnapishtim enviou uma pomba e depois uma andorinha, mas nenhuma delas pôde encontrar terra, e retornaram. Então ele enviou um corvo, e este não voltou. Por fim, ele soltou os animais e sacrificou uma ovelha. Mas isso não foi tão breve, porque os pobres deuses estavam morrendo de fome:<br />
<blockquote>
<p align="justify">Os deuses cheiraram o aroma,
<p align="justify">os deuses cheiraram o doce aroma,
<p align="justify">e reuniram-se como moscas sobre o sacrifício (de ovelha).”</p>
</blockquote>
<p align="justify">Então Enlil viu a arca e ficou furioso porque alguns humanos haviam sobrevivido. Mas Ea o repreendeu severamente por trazer a grande matança através do dilúvio. Conseqüentemente Enlil concedeu imortalidade a Utnapishtim e sua esposa, e mandou-os para viver muito longe, no Monte dos Rios.
<p align="justify">Foi ali que Gilgamesh o encontrou, e ouviu sua notável história. Primeiro Utnapishtim testou a dignidade de Gilgamesh, para obter a imortalidade, desafiando-o a ficar acordado por 7 noites. Mas Gilgamesh estava muito exausto e caiu rapidamente no sono. Utnapishtim pediu à sua esposa para assar pães e os colocava ao lado de Gilgamesh, todos os dias em que ele dormia. Quando Gilgamesh acordava, pensava que tinha dormido por apenas um momento. Mas Utnapishtim mostrou a Gilgamesh os pães em diferentes estágios de maturação, mostrando que ele tinha dormido por muitos dias.
<p align="justify">Mais uma vez, Gilgamesh lamentou sua morte inevitável, e Utnapishtim compadeceu-se dele. Então lhe revelou onde poderia encontrar uma planta da imortalidade. Era uma planta espinhosa, nos domínios de Apsu, o deus da água doce subterrânea. Gilgamesh abriu um canal até Apsu, atando pesadas pedras ao seu tornozelo, afundando cada vez mais, e pegou a planta. E, embora ela o ferisse, ele se livrou das pedras, e subiu.
<p align="justify">Infelizmente, na viagem de volta, Gilgamesh parou em uma nascente fria para se banhar, e uma cobra pegou a planta. Gilgamesh, então, chorou amargamente, porque não podia mais retornar às águas subterrâneas.
<p align="justify">&nbsp;
<p align="center"><strong>Comparação de Gênesis e Gilgamesh ( 8)</strong></p>
<div align="justify">
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="2" width="468">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="185">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</td>
<td valign="top" width="154"><strong>Gênesis</strong></td>
<td valign="top" width="127"><strong>Gilgamesh</strong></td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Extensão do Dilúvio</em></td>
<td valign="top" width="154">Global</td>
<td valign="top" width="127">Global</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Causa</em></td>
<td valign="top" width="153">Maldade dos homens</td>
<td valign="top" width="127">Pecados dos homens</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Quem era o Alvo?</em></td>
<td valign="top" width="153">Toda a humanidade</td>
<td valign="top" width="127">Uma cidade e toda a humanidade</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Quem o enviou?</em></td>
<td valign="top" width="153">Yahweh</td>
<td valign="top" width="127">Assembléia dos &#8220;deuses&#8221;</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Nome do herói</em></td>
<td valign="top" width="153">Noé</td>
<td valign="top" width="127">Utnapishtim</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Caráter do herói</em></td>
<td valign="top" width="153">Justo</td>
<td valign="top" width="127">Justo</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Meios de anunciação</em></td>
<td valign="top" width="153">Diretamente de Deus</td>
<td valign="top" width="127">Em um sonho</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Foi ordenado a construir um barco?</em></td>
<td valign="top" width="153">Sim</td>
<td valign="top" width="127">Sim</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>O herói se queixou?</em></td>
<td valign="top" width="153">Não</td>
<td valign="top" width="127">Sim</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Tamanho do barco</em></td>
<td valign="top" width="153">Três andares</td>
<td valign="top" width="127">Sete andares</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Tinha compartimentos internos?</em></td>
<td valign="top" width="153">Muitos</td>
<td valign="top" width="127">Muitos</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Portas</em></td>
<td valign="top" width="153">Uma</td>
<td valign="top" width="127">Uma</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Janelas</em></td>
<td valign="top" width="153">Pelo menos uma</td>
<td valign="top" width="127">Pelo menos uma</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Revestimento externo</em></td>
<td valign="top" width="153">Piche</td>
<td valign="top" width="127">Piche</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Forma do barco</em></td>
<td valign="top" width="153">Caixa oblonga</td>
<td valign="top" width="127">Cubo</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Passageiros humanos</em></td>
<td valign="top" width="153">Somente os membros da família</td>
<td valign="top" width="127">Família e alguns outros</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Outros passageiros</em></td>
<td valign="top" width="153">Todos os tipos de animais terrestres (vertebrados)</td>
<td valign="top" width="127">Todos os tipos de animais terrestres</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Meios do Dilúvio</em></td>
<td valign="top" width="153">Águas subterrâneas e chuva forte</td>
<td valign="top" width="127">Chuva forte</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Duração do Dilúvio</em></td>
<td valign="top" width="153">Longo (40 dias e noites)</td>
<td valign="top" width="127">Curto (6 dias e noites)</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Teste para encontrar terra</em></td>
<td valign="top" width="153">Envio de pássaros</td>
<td valign="top" width="127">Envio de pássaros</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Tipos de pássaros</em></td>
<td valign="top" width="153">Corvo e três pombas</td>
<td valign="top" width="127">Pomba, andorinha e corvo</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Lugar de repouso da Arca</em></td>
<td valign="top" width="153">Montanhas &#8211; de Ararat</td>
<td valign="top" width="127">Montanhas &#8211; de Nisir</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>Houve sacrifício após o Dilúvio?</em></td>
<td valign="top" width="153">Sim, por Noé</td>
<td valign="top" width="127">Sim, por Utnapishtim</td>
</tr>
<tr>
<td valign="top" width="184"><em>O herói foi abençoado após o Dilúvio?</em></td>
<td valign="top" width="153">Sim</td>
<td valign="top" width="127">Sim</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
<h4 align="justify">&nbsp;</h4>
<h3 align="justify"><font color="#0080ff"><em>Quem veio primeiro?</em></font></h3>
<p align="justify">Podemos ver, a partir do tablete, que há muitas similaridades – o que indica uma fonte comum. Mas há também diferenças significativas. Inclusive a ordem de envio dos pássaros, no relato de Noé, é mais lógico. Ele compreendeu que o não-regresso de um pássaro decompositor, como o corvo, não provava nada. Por outro lado, Utnapishtim mandou o corvo por último. Noé, entretanto, compreendeu que enviar uma pomba era mais lógico – quando a pomba retornasse com uma folha fresca de oliveira, Noé saberia que a água baixara. E se não retornasse em uma semana, isso significaria que a pomba encontrara um bom lugar para se estabelecer.
<p align="justify">Os inimigos do cristianismo bíblico afirmam que o relato da Bíblia é derivado do épico de Gilgamesh. Mas os discípulos de Cristo não podem concordar com isso. De acordo com o ensino do apóstolo Paulo, em 2 Coríntios 10:5, é importante demolir essa teoria liberal.<br />
<h3 align="justify"><b><font color="#0080ff"><em>O Gênesis é mais antigo</em></font></b> </h3>
<p align="justify">Faz mais sentido que o Gênesis seja o relato original, e os mitos pagãos surjam como distorções desse relato. Embora Moisés tivesse vivido muito depois do evento, ele provavelmente agiu como editor de fontes muito mais antigas. (9) Por exemplo, Gênesis 10:19 fornece direções referenciais verdadeiras, “indo para Sodoma e Gomorra, Admá e Zeboim”. Essas eram as cidades da planície que Deus destruiu, por causa de sua extrema maldade, 500 anos antes de Moisés. Ou seja, Gênesis apresenta direções, em um tempo que essas cidades eram pontos de referência bem-conhecidos, não sepulcros debaixo do Mar Morto.
<p align="justify">É comum criar lendas a partir de eventos históricos, mas não criar história a partir de lendas. Os liberais, em geral, também afirmam que o monoteísmo é um estágio tardio no desenvolvimento evolutivo da religião. A Bíblia ensina que o homem era originalmente monoteísta. Evidências arqueológicas sugerem o mesmo, indicando que somente depois a humanidade degenerou para um panteísmo idólatra. (10)
<p align="justify">Por exemplo, em Gênesis, o julgamento de Deus é justo. Ele é paciente com a humanidade por 120 anos (Gênesis 6:3), mostrando misericórdia a Noé e à sua descendência. Os deuses do Épico de Gilgamesh, ao contrário, são caprichosos e desajeitados, escondendo-se durante o Dilúvio e ficando esfomeados sem os sacrifícios humanos, que os alimentam. Isto é, os escritores humanos do Épico de Gilgamesh reescreveram o relato verdadeiro, e fizeram seus deuses à sua própria imagem.
<p align="justify">Toda a teoria da derivação de Gilgamesh é baseada na desacreditada Hipótese Documentária. (9) Ela assume que o Pentateuco foi compilado por sacerdotes, durante o Exilo Babilônico no sexto século a.C. Mas as evidências internas não mostram sinais disso, e <i>todos os </i>sinais mostram que foi escrito por alguém que acabava de sair do Egito. Os inventores eurocêntricos da Hipótese Documentária, como Julius Wellhausen, pensavam que a escrita não havia sido inventada na época de Moisés. Mas muitas descobertas arqueológicas de escritos antigos mostram que isso é ridículo.<br />
<h3 align="justify"><font color="#0080ff"><em>Todos os povos relembram um Dilúvio</em></font></h3>
<p align="justify">Os liberais frequentemente afirmam que o Épico de Gilgamesh foi o embelezamento de uma severa cheia de rio, isto é, uma inundação local. Isso funcionaria se houvesse lendas diluvianas semelhantes somente ao redor do antigo oriente próximo. Mas há centenas de lendas diluvianas espalhadas pelo mundo – veja a figura 1 para alguns exemplos. (11)
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image002.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;border-top:0;border-right:0;" border="0" alt="Figura 1. Tradi&ccedil;&otilde;es diluvianas" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image002-thumb.jpg?w=467&#038;h=363" width="467" height="363"></a>
<p align="justify">Os aborígenes australianos também têm lendas de um dilúvio massivo, bem como os povos que vivem nas densas florestas próximas ao Rio Amazonas, na América do Sul. A Dr. Alexandra Aikhenvald, autoridade mundial em linguagens daquela região, diz:<br />
<blockquote>
<p align="justify">&#8230; sem sua linguagem e estrutura, os povos não têm raiz. Ao registrar algo você está também relembrando as histórias e folclores. Se estes se perderem, uma grande parte da história daquele povo também se perde. Essas histórias muitas vezes têm uma raiz comum, que fala de um evento real, não de um simples mito. Por exemplo, todas as sociedades amazônicas já estudadas possuem uma lenda acerca de um grande dilúvio.” (12) </p>
</blockquote>
<p align="justify">Isso faz sentido completo, se houve mesmo um Dilúvio global, como ensina o Gênesis, e todos os grupos de pessoas descendem dos sobreviventes que mantiveram as memórias daquele cataclisma.
<p align="justify"><b></b><br />
<h3 align="justify"><b><font color="#0080ff"><em>A forma da Arca</em></font></b> </h3>
<p align="justify">A Arca foi construída para ser um tremendo estábulo. Deus disse a Noé para fazê-la com 300&#215;50x30 côvados (Gênesis 6:15), o que é equivalente a cerca de 140&#215;23x13,5 metros, e dá um volume de 43.000m³ (metros cúbicos). Isto é justamente o necessário para impedir que a embarcação vire, e suavizar a navegação. Há três tipos principais de rotação em embarcações (e aviões), sobre três eixos perpendiculares:
<p align="justify">1. A <i>guinada</i>, que é a rotação sobre um eixo vertical, isto é, a proa e a popa movem-se alternadamente da esquerda para a direita.
<p align="justify">2. A <i>arfagem</i>, que é a rotação sobre um eixo lateral, uma linha imaginária da esquerda para a direita, isto é, a proa e a popa movem-se alternadamente para cima e para baixo.
<p align="justify">3. A <i>Rolagem</i>, que é a rotação sobre o eixo longitudinal, uma linha imaginária da popa à proa, tendendo a tombar o barco para um dos lados.
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image0028.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;border-top:0;border-right:0;" border="0" alt="Figura 2. Compara&ccedil;&otilde;es e dimens&otilde;es da Arca de No&eacute;. A Arca &eacute; de tamanho similar a alguns outros grandes barcos de madeira que sabemos terem sido constru&iacute;dos na antiguidade." src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image0028-thumb.jpg?w=468&#038;h=182" width="468" height="182"></a></p>
<p align="justify">A guinada não é perigosa, no sentido em que não pode virar um barco, mas pode tornar a navegação desconfortável. A arfagem também é um modo improvável de se virar um barco. Em qualquer caso, o enorme cumprimento do barco o faria se alinhar paralelamente à direção das ondas, e essas turbulências seriam mínimas. </p>
<p align="justify">A rolagem é, de longe, o maior perigo. A Arca, porém, supera esse problema sendo muito mais extensa que alta. Seria quase impossível tombá-la – mesmo se a Arca fosse, de algum modo, tombada a 60º, ela poderia endireitar-se a si mesma, como mostrado no diagrama abaixo.
<p align="justify">&nbsp;<a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image00212.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;border-top:0;border-right:0;" border="0" alt="Figura 3. Diagrama mostrando que a Arca era resistente o suficiente para n&atilde;o virar. De acordo com Henry Morris, &quot;The Biblical basis for modern science&quot;." src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image00212-thumb.jpg?w=469&#038;h=484" width="469" height="484"></a>
<p align="justify">Mas seria impossível virar a Arca mesmo a uma fração disto. David Collins, que trabalhou como arquiteto naval, mostrou que mesmo um vento de 210 nós (três vezes a força de um furacão) não poderia superar o momento de recuperação (em inglês, <i>righting moment</i>) da Arca, que a teria impedido de inclinar-se muito além de 3º. (13)
<p align="justify">Além disso, os arquitetos navais coreanos confirmam que uma barcaça com as dimensões da Arca teria ótima estabilidade. Eles concluíram que, se a madeira tivesse uma grossura de somente 30 cm, poderia ter navegado em condições marítimas com ondas maiores que 30m. (14) Compare isso com um <i>tsunami </i>(ondas gigantes), que tem tipicamente cerca de 10m de altura. Note também que há menos perigo nos <i>tsunamis</i>, porque eles são perigosos somente próximos à praia – em mar aberto, dificilmente são perceptíveis.
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image00214.jpg"><img style="border-bottom:0;border-left:0;border-top:0;border-right:0;margin:0 5px 0 0;" border="0" alt="Figura 4. Dr Werner Gitt mostrou que a Arca tinha dimens&otilde;es ideias para otimizar tanto a sua estabilidade quanto a economia de material - veja seu DVD, de 2004, Supercamp, &quot;How Well Designed was Noah&rsquo;s Ark.&quot;" align="left" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image00214-thumb.jpg?w=305&#038;h=207" width="305" height="207"></a>Contraste-a com a arca de Utnapishtim – um grande <i>cubo</i>! É difícil pensar em um design mais ridículo para uma embarcação – ela rolaria em todas as direções mesmo com o menor distúrbio. Porém, é fácil de explicar a história se os autores distorceram o Gênesis, e acharam que uma dimensão é mais fácil de lembrar que três, “suas dimensões devem ser iguais umas às outras”. (Além disso, essa forma cúbica parece muito mais agradável.) Os autores humanos pagãos não perceberam que as dimensões da Arca real tinham que ser justamente aquelas que eram. Mas o inverso disso é inconcebível: escritores judeus, dificilmente conhecedores das habilidades necessárias para a arquitetura naval, tomaram a mítica Arca cúbica e transformaram-na na mais estável embarcação de madeira possível!<br />
<h3 align="justify"><font color="#0080ff"><em><b>Gênesis é o original</b> </em></font></h3>
<p align="justify">O Épico de Gilgamesh tem paralelos muito próximos ao relato do Dilúvio de Noé. Suas similaridades tão próximas devem-se à sua proximidade com o evento real. Porém, há grandes diferenças também. No Épico, todas as coisas, do politeísmo grosso à absurda arca cúbica, bem como as lendas sobre dilúvio espalhadas pelo mundo, mostram que o relato de Gênesis é o original, enquanto que o Épico de Gilgamesh é uma distorção.
<p align="justify"><b>Observação: </b>veja Nozomi Osanai, A comparative study of the flood accounts in the Gilgamesh Epic and Genesis, Tese de Mestrado, Wesley Biblical Seminary, EUA, 2004, que foi escrita independentemente deste artigo, e fornece mais detalhes. Ela graciosamente nos permitiu (ao CMI, n.t.) publicar sua tese no nosso site: &lt;www.creationontheweb.com/gilg&gt;.<br />
<h3><font color="#0080ff"><em>Referências</em></font></h3>
<p>1. Hutton, J., ‘Theory of the Earth’, um artigo (com o mesmo título do seu livro de 1795) comunicado à Sociedade Real de Edinburgh, e publicado no <em>Transactions of the Royal Society of Edinburgh</em>, 1785; citado com aprovação em Holmes, A., <em>Principles of Physical Geology</em>, 2ª edição, Thomas Nelson and Sons Ltd., Grã-Bretanha, pp. 43–44, 1965.
<p>2. Para refutações da concessão do dilúvio local veja, Anon., Noah’s Flood covered the whole earth, Creation <strong>21</strong>(3):49, Junho–Agosto 1999.
<p>3. López, R.E., The antediluvian patriarchs and the Sumerian king list, Journal of Creation <strong>12</strong>(3):347-357, 1998.
<p>4. Heidel, A., <em>The Gilgamesh Epic and Old Testament Parallels,</em> University of Chicago Press, p. 3, 1949.
<p>5. <em>The Epic of Gilgamesh</em>, Tablete <strong>XI</strong>, &lt;www.ancienttexts.org/library/mesopotamian/gilgamesh/tab11.htm&gt;, 12 Março 2004.
<p>6. <em>The flood narrative from the Gilgamesh Epic</em>, &lt;www.piney.com/Gilgamesh.html&gt;, 12 Março 2004.
<p>7. Pelo menos para a verdadeira Arca de Noé, esse piche teria sido feito de resina fervida de pinheiro e carvão vegetal. De fato, as maiores indústrias de piche da Europa fazem piche desta forma por séculos.
<p>8. Adaptado de Lorey, F., The Flood of Noah and the Flood of Gilgamesh, ICR <em>Impact</em> <strong>285</strong>, Março 1997.
<p>9. Grigg, R., Did Moses really write Genesis? Creation <strong>20</strong>(4): 43–46, 1998.
<p>10. Schmidt, W., <em>The Origin and Growth of Religion</em>, Cooper Square, New York, 1971.
<p>11. De Monty White.
<p>12. Barnett, A., For want of a word, <em>New Scientist</em> <strong>181</strong>(2432):44–47, 31 Janeiro 2004.
<p>13. Collins, D.H., Was Noah’s Ark stable? <em>Creation Research Society quarterly</em> <strong>14</strong>(2):83–87, Setembro 1977.
<p>14. Hong, S.W. <em>et al.</em>, Safety investigation of Noah’s Ark in a seaway, <em>Journal of Creation</em> <strong>8</strong>(1):26–36, 1994. Todos os coautores são da equipe do Instituto Coreano de Pesquisas de Navios e Engenharia Oceânica (<i>Korea Research Institute of Ships and Ocean Engineering</i>), em Daejeon. Eles também analisaram outras possíveis ameaças à Arca, tais como freqüencia de umidade do convés (<i>deckwetting frequency</i>), aceleração em vários pontos e frequência de batida (<i>slamming frequency</i>).</p>
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			<media:title type="html">Daniel</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://creation.com/images/creation_mag/vol28/3107gilgamesh.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Foto wikipedia.org</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image002-thumb.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Figura 1. Tradi&#231;&#245;es diluvianas</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image0028-thumb.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Figura 2. Compara&#231;&#245;es e dimens&#245;es da Arca de No&#233;. A Arca &#233; de tamanho similar a alguns outros grandes barcos de madeira que sabemos terem sido constru&#237;dos na antiguidade.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image00212-thumb.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Figura 3. Diagrama mostrando que a Arca era resistente o suficiente para n&#227;o virar. De acordo com Henry Morris, &#34;The Biblical basis for modern science&#34;.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/03/clip-image00214-thumb.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Figura 4. Dr Werner Gitt mostrou que a Arca tinha dimens&#245;es ideias para otimizar tanto a sua estabilidade quanto a economia de material - veja seu DVD, de 2004, Supercamp, &#34;How Well Designed was Noah&#8217;s Ark.&#34;</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pensar é anátema à religião, Sr. Dawkins?</title>
		<link>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/10/24/pensar-e-anatema-a-religiao-sr-dawkins/</link>
		<comments>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/10/24/pensar-e-anatema-a-religiao-sr-dawkins/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 02:59:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[religião]]></category>
		<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Dawkins]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[evangelismo]]></category>
		<category><![CDATA[King]]></category>
		<category><![CDATA[Luther]]></category>
		<category><![CDATA[Martin]]></category>
		<category><![CDATA[não existe]]></category>
		<category><![CDATA[Richard]]></category>

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		<description><![CDATA[Não se surpreenda com a expressão. Definindo academicamente, &#8220;evangelismo&#8221; é a prática da pregação ou propaganda religiosa, cujo objetivo final é a conversão de alguém à mesma religião do pregador, no caso, o cristianismo. (Essa é uma definição que não me agrada nem um pouco, mas vá lá, é só para começar o artigo).
Ultimamente, tem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=117&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>Não se </strong>surpreenda com a expressão. Definindo academicamente, &#8220;evangelismo&#8221; é a prática da pregação ou propaganda religiosa, cujo objetivo final é a conversão de alguém à mesma religião do pregador, no caso, o cristianismo. (Essa é uma definição que não me agrada nem um pouco, mas vá lá, é só para começar o artigo).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ultimamente</strong>, tem havido uma prática similar entre os ateus. Isso começou com obras como as de Richard Dawkins, por exemplo, &#8220;Um delírio de Deus&#8221;. Os ateus, ou humanistas seculares, como têm sido chamados às vezes (1), não se satisfazem mais em apenas escrever contra o cristianismo. Querem converter, fazer prosélitos. Fica difícil, assim, não considerar o ateísmo como religião, por mais absurda que pareça a classificação.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align:justify;">
<dl class="wp-caption alignright">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/10/no-god-bus.jpg"><img class="size-full wp-image-118" title="Adesivo &quot;No God&quot;" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/10/no-god-bus.jpg?w=226&#038;h=170" alt="" width="226" height="170" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Os adesivos &#8220;Deus provavelmente não existe&#8221;.</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;"><strong>A mais </strong>nova forma de &#8220;evangelismo&#8221; é a propaganda nos ônibus de Londres. A Associação Britânica Humanista (BHA, em inglês), em parceria com o próprio RichardDawkins, iniciou uma campanha publicitária pró-pensamento ateísta, por meio de anúncios que serão veiculados em 30 ônibus, por quatro semanas, nas ruas de Londres, Inglaterra. Os dizeres são: &#8220;Provavelmente, Deus não existe. Portanto, pare de se preocupar e aproveite sua vida.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A iniciativa</strong> é levar as pessoas a pensarem. Nas palavras de Hanne Stinson, diretor executivo da BHA,</p>
<p style="padding-left:60px;text-align:justify;"><em>&#8220;Vemos muitos pôsteres fazendo propagada da salvação através de Jesus ou ameaçando-nos com a condenação eterna, por isso eu estou certo de que um anúncio como este nos ônibus será bem-vindo, como uma brisa fresca.</em></p>
<p style="padding-left:60px;text-align:justify;"><em>&#8220;Se isso fizer as pessoas pensarem e sorrirem, melhor ainda.&#8221;</em> (2)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por um </strong>lado, ótimo. Se a proposta é fazer com que as pessoas pensem, tudo bem. A própria Igreja Metodista agradeçeu a Dawkins por &#8220;encorajar um contínuo interesse em Deus&#8221; (2) &#8211; embora pareça justamente o contário. E o Reverendo Jenny Ellis afirmou: &#8220;Esta campanha será uma coisa boa se levar as pessoas a se engajarem nas mais profundas questões da vida.&#8221; (2)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mas não</strong> é o que pareçe, já que o adesivo encoraja a pessoas a &#8220;não se preocuparem&#8221; com Deus, já que, &#8220;provavelmente&#8221;, Ele não existe.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Que fique </strong>claro: não há problema social na publicação de um adesivo destes, naturalmente. Se vivemos em uma sociedade democrática, então todos têm o direito de se expressar &#8211; cristãos ou ateus. Por que, então, resolvemos escrever esse artigo?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por causa</strong>  do que disse Dawkins a respeito da propaganda:</p>
<p style="padding-left:90px;text-align:justify;"><em>&#8220;Esta campanha de colocar slogans alternativos nos ônibus de Londres fará as pessoas pensarem &#8211; e pensar é um anátema para a religião.&#8221; </em>(2)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Quando se </strong>lê uma declaração dessas, começa-se a duvidar das intenções por trás da campanha. &#8220;Pensar é um anátema para a religião&#8221;? Anátema é uma palavra comum no Antigo Testamento, principalmente no Pentateuco (3), usada quando Deus proíbe seu povo de tocar determinados objetos dos povos cananeus. Esses objetos são malditos &#8211; <em>anátemas</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Assim, como </strong>ele considera eventos como a Reforma Protestante, que iniciou a alfabetização da Europa; ou as palestras de C.S. Lewis na rádio da BBC, durante a Segunda Guerra Mundial, que levaram conforto a milhares de pessosas, e culminaram na obra &#8220;Cristianismo Puro e Simples&#8221;; ou o movimento contra a discriminação racial nos Estados Unidos, liderado pelo pastor Martin Luther King Jr.; ou os milhares de evangelismos cristãos em penitenciárias, corredores-da-morte, hospitais em escolas; ou, para sair da esfera do cristianismo, já que ele disse &#8220;religião&#8221;, como ele considera eventos como a independência da Índia, liderava por Mahatma Gandhi? Todos esses eventos foram conduzidos por profundas reflexões acerca do homem, da vida e sua origem, com o fim de transformar a sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>É evidente</strong> que muitos religiosos não seguem sua religião. Muitos cristãos não seguem o cristianismo, e iniciam absurdos históricos como a Santa Inquisição ou as Cruzadas, ou ainda a catequisação, ou melhor, estúpro cultural, dos índios brasileiros. Mas dizer que o pensamento racional é considerado anátema à religião é demais. Se é Deus quem nos encoraja a pensar se queremos serví-lo!</p>
<p style="padding-left:90px;text-align:justify;"><em>&#8220;Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda lone, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz. Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.&#8221; </em>(Lucas 14:28-33*)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Se você</strong> quer servir a Deus precisa medir os custos que terá. Deus pede tudo o que você é. &#8220;Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu <em>coração</em>, de toda a tua <em>alma </em>e de todo o teu <em>entendimento</em>.&#8221; (Mateus 22:37*, grifo nosso). Para aproveitar a vida e descansar, é necessário se arrepender dos pecados e se converter a Deus &#8211; e se arrepender e converter é uma anátema ao ateísmo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Referências</strong></p>
<p style="text-align:justify;">(1) DAO, Christiane. Dawkins supports &#8216;No God&#8217; ads. <strong>Institute for Creation Research.</strong> 23 out. 2008. Disponível em: &lt;<a href="http://www.icr.org/article/4168/">http://www.icr.org/article/4168/</a>&gt;. Acesso em: 24 out. 2008.</p>
<p style="text-align:justify;">(2) &#8216;NO GOD&#8221; SLOGANS FOR CITY BUSES. <strong>BBC News.</strong><em> </em>21 out. 2008. Disponível em: &lt;<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/london/7681914.stm">http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/london/7681914.stm</a>&gt;. Acesso em: 24 out. 2008.</p>
<p style="text-align:justify;">(3) Pentateuco é o conjunto dos cinco livros que iniciam o Antigo Testamento (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).</p>
<p style="text-align:justify;">* Todas as referências bíblicas são da tradução de João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada, 2ª edição, publicada pela Sociedade Bíblica do Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;"><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
Esta <span>obra</span> está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><span style="color:#105cb6;">Licença Creative Commons</span></a>.</p>
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