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	<title>Considere a possibilidade &#187; cinema</title>
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		<title>&#8220;Press&#225;gio&#8221; e a certeza do Fim</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 02:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A última vez que peguei um cinema, se me lembro bem, foi para ver Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal – ou seja, há um bom tempo. Motivado pela história, fui ao cinema ver este novo filme, Presságio, estrelado por Nicolas Cage e dirigido por Alex Proyas. E que agradável surpresa! O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=302&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify">A última vez que peguei um cinema, se me lembro bem, foi para ver Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal – ou seja, há um bom tempo. Motivado pela história, fui ao cinema ver este novo filme, <em>Presságio</em>, estrelado por Nicolas <a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/04/image.png"><img style="margin:10px 10px 5px 0;" title="Pôster do filme &quot;Presságio&quot;." border="0" alt="Pôster do filme &quot;Presságio&quot;." align="left" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/04/image-thumb.png?w=253&#038;h=367" width="253" height="367" /></a>Cage e dirigido por Alex Proyas. E que agradável surpresa! O filme é excelente, os efeitos especiais são perfeitos, o filme é cativante, a trama bem conduzida… e tem a ver com a questão das origens (e fins) e propósito da existência! Logo, mesmo que eu quisesse, não poderia deixar de lado um material tão bom assim. Se você ainda não viu, saiba que, por aí afora, na Internet, o estão comparando ao ótimo <em>Sinais</em>, com Mel Gibson (mas, em minha opinião, é melhor); saiba também que eu vou contar muita coisa do filme. Se Paulo Villaça, ótimo crítico de cinema do site <a target="_blank" href="http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7440&amp;id_filme=1431&amp;aba=critica">Cinema em cena.com</a> – que leio sempre e gosto muito –, não conseguiu analisar o filme sem revelar alguns pontos, quem dirá eu! Mas vou tentar esconder o máximo que puder (1).</p>
<p align="justify">O enredo é bem interessante. Em 1959, em uma escola prestes a ser inaugurada, os alunos fazem desenhos sobre como acham que será o futuro. Entre foguetes, robôs e coisas do tipo, uma das folhas é totalmente preenchida, frente e verso, com números. Todos os trabalhos são lacrados e inseridos em uma “cápsula do tempo”, um conteiner que será aberto 50 anos depois. Isto é, hoje.</p>
<p align="justify">Nicolas Cage interpreta John Koestler, professor de astrofísica do MIT e filho de um pastor protestante. Mas Koestler perdeu sua fé depois de perder a esposa, em um acidente de carro, e cria o filho sozinho. Filho que, aliás, estuda naquela escola…</p>
<p align="justify">No dia da abertura da cápsula o tempo, o envelope com aqueles números cai nas mãos do filho de Koestler, que o entrega ao pai. Primeiro, ele não dá a mínima. Depois, é atraído por uma sequência particular: 0911012996. Ele percebe que é uma data: 11 de setembro de 2001. Dia do atentado terrorista no <em>World Trade Center</em>, que somou 2996 vítimas. Exatamente o número escrito! Olhando para o tela do Google, Koestler exclama algo como: “Você só pode estar brincando!” Ele continua a verificar as sequências e percebe que elas são as datas de tragédias e números de mortos que ocorreriam nos próximos 50 anos. E, dos números, o último é o mais intrigante: fala a data e o número de mortos da última tragédia prestes a acontecer: “EE&quot; – <em>everyone else</em>, “todo mundo”. E isso está além da intervenção humana.</p>
<p align="justify">Koestler tem sua fé no Acaso não só desafiada, como demolida. Como é de se esperar, ficou atônito quando descobriu que seu deus não existia, e que seu pai estava certo. E esse vai ser o centro do meu post. Porque o “ateísmo indica força de espírito, mas até certo grau somente.” (2) É preciso coragem para deixar de crer em Deus, mas teimosia para continuar descrendo. Os sinais de Sua existência são abundantes e variados.</p>
<h3><strong><em><font color="#0080ff">A origem e o fim</font></em></strong></h3>
<p align="justify">A questão do fim está intimamente relacionada à das origens, porque as coisas só terminam porque têm um começo. Mas não começam porque têm um fim. Isso é m<a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/04/image1.png"><img style="display:inline;margin:5px 0 0 10px;" title="Tudo tem um começo... Foto stock.xchng." alt="Tudo tem um começo... Foto stock.xchng." align="right" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/04/image-thumb1.png?w=240&#038;h=160" width="240" height="160" /></a>uito importante. </p>
<p align="justify">No filme Koestler pergunta aos seus alunos no que eles creem: em um propósito por trás de tudo – em um <em>Designer Inteligente –</em>, ou que as coisas simplesmente acontecem – por acaso. Ele mesmo é do segundo grupo. Mas é incoerente em seu próprio discurso. Há muitas evidências a favor do <em>Designer. </em>Engana-se quem acha que os crentes creem só porque crer é bonito e agradável, e fornece uma esperança. Embora haja pessoas assim, cremos porque é óbvio. Não se pode negar o óbvio. Ninguém nega a existência de átomos ou de elétrons. Não é preciso vê-los para saber que existem.</p>
<p align="justify">Logo, se há um Designer, um Projetista, quer dizer que Ele nos projetou e criou, direta ou indiretamente. Se for só um projetista tudo bem. O problema é se Ele for um Ser moral, com o conceito modelar de justiça e retidão, e exigir isso de suas criaturas, de seus projetos executados. Se Ele for assim, precisamos corresponder ao seu padrão, e isso pode ser assustador, não? Mais assustador ainda é perceber que nosso conceito de moralidade e justiça precisam ter vindo de alguém que tenha produzido esses conceitos originais: o próprio Designer. Por isso evitamos tanto falar do fim do mundo, pois isso significa, em última instância, olhar para o Designer e ser cobrado por Ele. Mas não podemos fugir para sempre do debate.</p>
<h3><font color="#0080ff"><em>Famigerado fim do mundo</em></font></h3>
<p align="justify">“É possível que nenhum outro século tenha sido tão obcecado pelo apocalipse quanto este nosso”, diz o teólogo Luiz Felipe Pondé (3). E ele tem razão absoluta. Nunca a humanidade falou tanto em seu fim <strong>fora das igrejas</strong>. Aquecimento global, inverno nuclear, desestabilidade social, guerra mundial… Além, é claro, dos cataclismas: meteoros que podem colidir em nosso planeta, a morte do sol (daqui há bilhões de anos), a extinção da espécie humana. Nossa sociedade é uma sociedade que frequentemente pensa em termos de fim. O alto interesse da NASA em explorar Marte é justamente um investimento no longo prazo. As campanhas de preservação do meio ambiente também. Afinal, todos sabemos que a Terra não vai aguentar o homem aqui pra sempre.<a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/04/image2.png"><img style="display:inline;margin:5px 0 5px 5px;" title="Todos sabemos que existe fim da linha... Só não queremos pensar nele. Foto stck.xchng" alt="Todos sabemos que existe fim da linha... Só não queremos pensar nele. Foto stck.xchng" align="right" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/04/image-thumb2.png?w=240&#038;h=160" width="240" height="160" /></a> </p>
<p align="justify">Ou seja, querido leitor, cientifi-camente, socialmente ou biblica-mente, o mundo vai acabar. A questão é <em>quando</em>.</p>
<p align="justify">Se você tem fé cega no <em>uniformitarismo</em>, que as forças naturais sempre foram e sempre serão constantes, não precisa se desesperar porque vai demorar uns bilhões de anos até isso acontecer. A menos que o <em>catastrofismo</em> (que fala de eventos <em>imprevisíveis – </em>e grife bem essa palavra – ocorrendo de vez em quando, como os <em>tsunamis</em> de 2004) esteja certo. Se bem que nosso amanhã é tão imprevisível que não sei se este é o meu último post. Todos podemos morrer hoje. Então, a data do fim do mundo não importa tanto assim, já que, para o indivíduo, cada dia pode ser o último. Isso te faz pensar um bocado… Se você parar para pensar.</p>
<h3><strong><em><font color="#0080ff">Quando é o fim do mundo?</font></em></strong></h3>
<p align="justify">No filme, Koestler descobre a data do fim do mundo, mas nós nunca saberemos qual é o dia. A Bíblia é bem coerente quando diz que “quanto ao dia e à hora ninguém sabe” (Mateus 24:36). E, bem da verdade, Jesus nem julgou necessário que soubéssemos isso. Porque o que importa é estar preparado para o imprevisível. A pergunta “quando é o fim” tem a seguinte resposta. “Depende. O seu fim, ou o fim do mundo? Os dois são imprevisíveis!”</p>
<p align="justify">Mas o cerne do ensino de Jesus é que o fim do mundo é decidido no presente (4). Como aparece no finzinho do filme, a salvação só está disponível para os “eleitos”, para aqueles que “ouviram o Chamado”. E mesmo os eleitos precisam decidir se vão obedecer o chamado ou ficar parados, olhando. Veja o que Jesus disse sobre isso:</p>
<blockquote><p align="justify">Quando o Filho do Homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.</p>
<p align="justify">Então dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai!Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram.’</p>
<p align="justify">Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’</p>
<p align="justify">O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.’” (Mateus 25:31-40)</p>
</blockquote>
<p align="justify">Na sequência, o Rei Jesus faz o inverso com os que estão à sua esquerda, porque não fizeram essas coisas. É claro que essa ilustração não fala que você será salvo pelas suas boas obras (afinal, os que são recompensados sequer sabiam porque estavam sendo recompensados. Agiram sem pensar em benefício próprio), porque a base da salvação é a fé em Jesus. Essa parábola ensina que a atitude que temos hoje determina como será o fim do mundo para nós.</p>
<h3><font color="#0080ff"><em>Conclusão</em></font></h3>
<p align="justify">Presságios não são necessários para saber que o mundo e a civilização estão indo rumo ao seu fim. Basta olhar para ele e perceber isso. Além disso, a Bíblia se ocupa em nos preparar para o filme. No filme, há várias referências a ela, há vários conceitos que a ilustram, e até podem ajudar a compreendê-la. Embora o filme não seja bíblico, é bem subjetivo, e encaixa-se perfeitamente em algumas partes da Bíblia, mas o fim do mundo, como retratado no cinema, é assombrosamente similar, em formato, à Palavra de Deus (5).</p>
<p align="justify">Independente disso, a vida de cada um de nós é imprevisível. Hoje pode ser o último dia. Por isso, o fim do mundo é decidido no presente, e a única decisão que pode nos salvar da Desgraça Final, do Juízo Eterno daquele Designer que nos criou e perante o qual nos apresentaremos no fim do mundo ou no nosso fim, é nos submeter a Jesus Cristo. Crer nele e no que Ele fez por nós e a única forma de sermos salvos.</p>
<blockquote><p align="justify"><font color="#333333">‘Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.</font></p>
<p align="justify"><font color="#333333">‘Felizes os que lavam as suas vestes, e assim têm o direito à árvore da vida e podem entrar na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira.</font></p>
<p align="justify"><font color="#333333">‘Eu, Jesus, enviei o meu anjo para dar a vocês este testemunho concernente às igrejas. Eu sou a Raiz e o Descendente de Davi, e a resplandecente Estrela da Manhã.’</font></p>
<p align="justify"><font color="#333333">O Espírito e a noiva dizem: ‘Vem!’ E todo aquele que ouvir diga: ‘Vem!’ Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida.” (Apocalipse 22:12-17)</font></p>
</blockquote>
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/04/image3.png"><img style="display:inline;margin:5px 0;" title="Jesus vem! Imagem stock.xchng." alt="Jesus vem! Imagem stock.xchng." src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/04/image-thumb3.png?w=470&#038;h=377" width="470" height="377" /></a> </p>
<h3><font color="#0080ff"><em>Referências</em></font></h3>
<p align="justify">(1) Outras análises do filme podem ser encontradas nos seguintes links:</p>
<ul>
<li><a href="http://veja.abril.com.br/150409/p_102.shtml">http://veja.abril.com.br/150409/p_102.shtml</a></li>
<li><a href="http://tempora-mores.blogspot.com/2009/04/pressagio-reflexoes-existenciais-e.html">http://tempora-mores.blogspot.com/2009/04/pressagio-reflexoes-existenciais-e.html</a></li>
<li><a href="http://www.christianitytoday.com/movies/reviews/2009/knowing.html?start=2">http://www.christianitytoday.com/movies/reviews/2009/knowing.html?start=2</a></li>
<li><a href="http://reformedmusings.wordpress.com/2009/03/29/knowing/">http://reformedmusings.wordpress.com/2009/03/29/knowing/</a></li>
<li><a href="http://nerd-protestante.blogspot.com/2009/04/pressagio.html">http://nerd-protestante.blogspot.com/2009/04/pressagio.html</a>      <br /><a href="http://www.knowing-themovie.com/">http://www.knowing-themovie.com/</a></li>
<li><a href="http://www.pluggedinonline.com/movies/movies/a0004546.cfm">http://www.pluggedinonline.com/movies/movies/a0004546.cfm</a></li>
<li><a href="http://ptpopcorn.com/index.php/2009/knowing/">http://ptpopcorn.com/index.php/2009/knowing/</a></li>
<li><a href="http://www.catholicnews.com/data/movies/09mv032.htm">http://www.catholicnews.com/data/movies/09mv032.htm</a></li>
<li><a href="http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7440&amp;id_filme=1431&amp;aba=critica">http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7440&amp;id_filme=1431&amp;aba=critica</a></li>
</ul>
<p align="justify">(2) PASCAL, Blaise. <strong>Pensamentos</strong>. São Paulo: Escala, [s.d.]. p. 104. (Grandes Obras do Pensamento Universal, v. 61.)</p>
<p align="justify">(3) Citado por BOSCOV, Isabela.<strong> </strong>Loucos pelo apocalipse. <strong>Veja.com</strong>. Disponível em: &lt;<a title="http://veja.abril.com.br/150409/p_102.shtml" href="http://veja.abril.com.br/150409/p_102.shtml">http://veja.abril.com.br/150409/p_102.shtml</a>&gt;. Acesso em: 23 abr 2009.</p>
<p align="justify">(4) Essa tese e desenvolvimento é do excelente CONYERS, A.J. <strong>O fim do mundo: </strong>o que Jesus realmente disse sobre sua segunda vinda. São Paulo: Mundo Cristão, 1997.</p>
<p align="justify">(5) PORTELA, Solano. Presságio: reflexões escatológicas e existenciais, a partir do filme. Blog <strong>O tempora, o mores! </strong>12 abr 2009. Disponível em: &lt;<a title="http://tempora-mores.blogspot.com/2009/04/pressagio-reflexoes-existenciais-e.html" href="http://tempora-mores.blogspot.com/2009/04/pressagio-reflexoes-existenciais-e.html">http://tempora-mores.blogspot.com/2009/04/pressagio-reflexoes-existenciais-e.html</a>&gt;. Acesso em: 23 abr 2009.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" /></a>    <br />Esta obra está licenciada sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>Indiana Jones e o Mundo Científico</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 13:27:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia da Ciência]]></category>
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Não consigo evitar. Sou fã do Indiana Jones! Recentemente foi lançado o quarto episódio da clássica obra de George Lucas e Steven Spielberg: &#8220;Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal&#8220;. Os críticos parecem não terem gostado muito, mas vocês sabem como são os fãs&#8230; Por mais certos que estejam os críticos, nós sempre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=42&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="mceTemp"><strong></strong></div>
<div class="mceTemp"><strong>Não consigo</strong> evitar. Sou fã do Indiana Jones! Recentemente foi lançado o quarto episódio da clássica obra de George Lucas e Steven Spielberg: &#8220;<em>Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal</em>&#8220;. Os críticos parecem não terem gostado muito, mas vocês sabem como são os fãs&#8230; Por mais certos que estejam os críticos, nós sempre nos deixamos levar pelo ardor da simpatia com a personagem.</div>
<p style="text-align:justify;"><strong>De onde</strong> vem esse fascínio? Bem, posso dizer que cresci vendo os filmes do Dr. Jones na &#8220;Sessão da Tarde&#8221;. As aventuras pelas quais o arqueólogo passava a fim de recuperar artefatos históricos eram boas, mas não melhores que a própria busca do artefato. Ainda que fictícias, eram ótimas. Eu acompanhava o raciocío de Indiana, tentando encontrar as evidências antes dele na limitada tela de TV. Mas não conseguia&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Porém, isso</strong> despertou minha curiosidade natural por conhecimento. Se um dia quis ser cientista, foi porque Henry Jones Junior foi meu herói, e acho que só não enveredei pela ciência da História porque a Biologia me conquistou. Afinal, os insetos e aranhas eram muito mais divertidos, além da garota que eu só poderia namorar, dizia minha mãe, se fizesse biologia. Deu certo: casei com ela e me formei biólogo!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mas a </strong>grande lição que Indiana Jones nos ensina vai além das aventuras, cenas de ação e descobertas arqueológicas. Ensina o prazer que a ciência proporciona: o prazer da busca pela <em>verdade</em>. Que verdade seria essa, se é que ela existe e pode ser encontrada? Afinal, há muitas verdades, científicas e religiosas, e não poderia haver uma absoluta, certo?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Será mesmo?</strong></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">Os caçadores da verdade perdida</span></h2>
<p style="text-align:justify;"><strong>O que </strong>motiva um cientista (eterno estudante) é o conhecimento. Conhecimento este que lhe causa interesse e motiva questionamentos, que clamam por respostas esguias, fujonas mesmo. Ser um cientista é encarar esfínges com enigmas do tipo &#8220;decifra-me ou te devoro&#8221;. E, no afã de buscar as respostas, se lançar ao estudo de conhecimento <em>pertinente</em> às questões.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 304px"><a href="http://www.themoviesareus.com/images/reviews/indianajones/n013_1024x768.JPG"><img class=" " style="border:black 0 solid;" src="http://www.themoviesareus.com/images/reviews/indianajones/n013_1024x768.JPG" alt="" width="294" height="222" /></a><p class="wp-caption-text">Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>Como vimos, </strong>porém, respostas são fujonas. Por isso o cientista segue um método com a finalidade de cercar essas procuradas respostas, e obtê-las o mais verdadeiras possível. Este é o <em>método científico</em>, tão estimado de todos nós. Supomos portanto que, agora, o cientista possa encontrar a tal verdade não?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Seria bom </strong>se fosse tão simples. Contudo, existem problemas aqui, não propriamente no método, mas no seu executor &#8211; o humano. O objetivo do método científico é reduzir o número de falhas e imprecisões, de forma que os resultados obtidos com a investigação científica sejam reproduzíveis, testáveis. Isto é, que todo aluno de ensino fundamental aprenda e <em>reproduza</em> o experimento do feijão no copinho com algodão molhado, chegando ao resultado desejável: comprovar (neste caso) a hipótese de que todo feijão, ou semente, quando exposta a umidade e luz solar, deve brotar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Mas e </strong>quando o experimento dá errado? Significa que ou houve uma falha ou a hipótese está errada. No caso da falha, a falta de atenção, o procedimento errado, até mesmo a falsificação &#8211; tudo pode acontecer. Isso prejudica o resultado obtido, e conseqüentemente o conhecimento obtido.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Porém, </strong>suponhamos que nosso cientista-mirim tenha sido rigoroso no experimento. Ele tinha uma pergunta (ou duas): &#8220;É a terra que faz o feijão brotar? O feijão pode brotar fora da terra?&#8221;, e uma <em>hipótese</em>: &#8220;com água e luz solar, pode ser que um feijão brote fora da terra, já que estes são os itens necessários para que ele brote dentro da terra.&#8221; Por isso, conduziu uma <em>experiência</em>  que pudesse testar sua hipótese, <em>observando</em> os resultados. E produziu um conhecimento: &#8220;a semente é estimulada pela umidade e pela luz solar, e por isso pode crescer fora da terra.&#8221; No fim de tudo isso, ele estará orgulhoso, mas o feijão morreu. Por quê? E recomeça o processo, em uma espiral de acúmulo de conhecimento. A questão é: podemos chamar esse conhecimento de <em>verdade</em>? Basta perguntar: &#8220;é verdade que se eu colocar um feijão no copo e etc, ele brota? &#8220;<em>Sim, é verdade.&#8221;</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Repetimos: não </strong>é tão simples. Como vimos, pode haver falhas. Por isso se diz que uma teoria deve ser falseável (testável). Tudo isso é possível, quando trabalhamos com o presente, com <em>fatos</em>. Com eles até conseguimos prever eventos futuros, dependendo do fenômeno, sob as mesmas condições. Quanto ao passado, porém, é difícil testar. Assim, um arqueólogo (ou paleontólogo) encontra objetos do passado, no presente, e faz experimentos com ele no presente, <em>simulando</em>, no presente, mediante o que se conhece como <em>provável</em>, as condições a que aquele objeto estava exposto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por isso</strong> falar em verdade com teorias que tratam do passado é perigoso. Não se pode ter certeza do que ocorreu, e o máximo que conseguimos é levantar hípóteses. Quanto maior a plausibilidade e a possibilidade maior é a chance de que tal coisa tenha ocorrido. Nesse sentido, ser arqueólogo ou paleontólogo é bem diferente de ser químico experimental e trabalhar com dados atualizados constantemente. Trabalhar com o passado é caçar verdades perdidas.</p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">O Templo da Perdição</span></h2>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 285px"><a href="http://www.themoviesareus.com/images/reviews/indianajones/n023_507x755.JPG"><img class=" " src="http://www.themoviesareus.com/images/reviews/indianajones/n023_507x755.JPG" alt="" width="275" height="408" /></a><p class="wp-caption-text">Indiana Jones e o Templo da Perdição</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>Deixando de</strong> lado os palentólogos, Indiana Jones, na busca pelas pedras de Sankara, na Índia, encontrou uma seita antiga, que fazia sacrifícios humanos, usando as tais pedras em seu ritual.  Acontece de tudo: feitiços, <em>vudoos</em>, corações extraídos do peito e outras maravilhas hoolywoodianas. O mais interessantes, no filme, é o &#8220;sono negro de Kali&#8221;. Nele, a pessoa perde a consciência e fica enfeitiçado e controlável pelo sacerdote. Tudo com a finalidade de cultuar Kali &#8211; o deus que sobrepujará todas as divindades. Felizmente, Indiana Jones resolveu a história, senão o blog teria o título &#8220;Considere o Sono Negro de Kali&#8221;!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Eu penso </strong>se isso serviria de ilustração para o cenário acadêmico atual. Guardadas as proporções, há muitos que estão enfeitiçados com o progresso e com as relativizações da pós-modernidade.</p>
<blockquote><p><em>&#8230;nossa época entrará para a história do mundo como aquela em que a tentativa de relativização da verdade foi feita em todos os âmbitos da vida, deste a questão dos valores morais até aqueles considerados mais subjetivos, como os conceitos religiosos.</em> (1)</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Realmente, vivemos</strong> a época das verdades perdidas. Hoje, mais nada é verdade (menos isso que acabo de dizer&#8230;). E, por isso, afirmações enfáticas como as bíblicas são dignas de descrédito. Esqueça aquela história de &#8220;conhecereis a verdade e a verdade vos libertará&#8221;. Não há verdade para conhecer, nem necessidade para isso. Essa é única verdade, diz nossa época.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Debaixo desse</strong> discurso, há um forte fundamento fragilizado: tudo é relativo porque nós somos relativos. Estamos evoluindo, sem própósito algum, neste universo em evolução. Será que ninguém quer saber se isso é mesmo verdade?</p>
<blockquote>
<div class="bulletlist" style="text-align:justify;"><em>Todavia, percebe-se uma grande incoerência e hipocrisia em nossa sociedade quando clama pela verdade, luta pela verdade, naquilo que lhe interessa, e quando chega nas questões morais, espirituais e religiosas, as pessoas são possuídas subitamente por um espírito de relativismo que se recusa a ser exorcizado a não ser mediante forte persuasão.</em></div>
<div class="bulletlist" style="text-align:justify;"><em></em> </div>
<div class="bulletlist" style="text-align:justify;"><em>Todos nós demandamos a verdade em todas as áreas da vida. Queremos que a esposa, o marido e os filhos nos digam a verdade, queremos que o médico nos diga a verdade, queremos que os corretores da bolsa de valores onde aplicamos o nosso dinheiro nos digam a verdade quando nos recomendam as ações nas quais aplicar, queremos que o juízes e os árbitros façam um trabalho correto e verdadeiro, queremos que os nossos empregadores sejam verdadeiros e nos paguem com justiça, queremos que o noticiário, a mídia, e a imprensa sempre nos digam a verdade, bem como os rótulos de remédios e as sinalizações nas estradas e rodovias. </em></div>
<div class="bulletlist" style="text-align:justify;"><em></em> </div>
<div class="bulletlist" style="text-align:justify;"><em>Quando desconfiamos que a verdade nos está sendo negada, ficamos indignados, sentimo-nos traídos, e também que os nossos direitos como cidadãos nos foram tirados. Consideramos a falsidade, a mentira, o faltar com a verdade, como sendo crimes, e a mentira até foi incluída na lista dos sete pecados capitais da hamartologia católica. </em></div>
<div class="bulletlist" style="text-align:justify;"><em></em> </div>
<div class="bulletlist" style="text-align:justify;"><em>Quando demandamos que as pessoas nos digam a verdade, estamos pressupondo que a verdade existe, que é possível de ser reconhecida, e que é válida para todos. Todavia, quando chegamos nos labores acadêmicos, quando assumimos nossa identidade de intelectuais, às vezes cometemos uma grande incoerência, quando passamos não somente a aceitar, mas também a ensinar que a verdade não existe, que ela é relativa, que não existem verdades absolutas, especialmente no campo da moral e da espiritualidade. Até quando dizemos: &#8220;não existe verdade!&#8221; queremos que as pessoas recebam essa declaração como verdadeira! E quando dizemos que tudo é relativo, ficaremos bravos se alguém considerar essa declaração como sendo também relativa.</em> (2)<strong><span style="color:#0000ff;"> </span></strong></div>
</blockquote>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">O Reino da Teoria de Cristal</span></h2>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 290px"><a href="http://www.themoviesareus.com/images/reviews/indianajones/n036_864x1280.JPG"><img class="   " style="border:black 0 solid;" src="http://www.themoviesareus.com/images/reviews/indianajones/n036_864x1280.JPG" alt="" width="280" height="415" /></a><p class="wp-caption-text">Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>As caveiras </strong>de cristal do último Indiana Jones foram, na verdade, uma fraude. (3) Houve outras: o homem de Piltdown (4), a clonagem de embriões humanos (5). Episódios isolados e vergonhosos, diante de uma tão esforçada comunidade científica.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Desse modo, </strong>teorias acabam algumas vezes feitas de cristal, embora nem sempre por serem fraudes. A teoria da inexistência da verdade, como vimos, não resiste ao argumento da verdade exigida por nós. E (como é nosso costume considerar&#8230;) a teoria da evolução? Seria ela feita de cristal?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Essa é</strong> uma análise difícil e demorada. Todavia, alguns argumentos conferem algumas rachaduras à teoria. Primeiro, ela adota e se fundamenta no princípio do uniformitarismo, que afirma que os fenômenos geológicos que hoje ocorrem <em>sempre</em> ocorreram, desde que a Terra passou a existir, há 4,5 bilhões de anos. Assim, assume que, basicamente, nada mudou nos processos geológicos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>E se </strong>isso<strong> </strong>estiver errado? E se houve uma catástrofe na história que mudou um panorama anterior, estabelecendo outro? Por que isso não pode ter ocorrido? &#8220;Ora, porque não há evidências!&#8221; é o que dizem. E se houver e estiverem interpretando-as erroneamente, como demonstram WHITCOMB e MORRIS (6)?</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 194px"><a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/40/UreyMillerExperiment.jpeg"><img class=" " style="border:black 0 solid;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/40/UreyMillerExperiment.jpeg" alt="" width="184" height="294" /></a><p class="wp-caption-text">O experimento de Miller-Urey: buscava simular as condições da suposta Terra primitiva. A partir de compostos inorgânicos (metano, amônia, etc) obteve aminoácidos (que são as unidades fundamentais das proteínas. Porém, não originou vida.</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>A simples </strong><em>possibilidade</em> fornece uma rachadura à teoria. Mas, em segundo lugar, como afirmar como <em>verdade</em> que evoluímos se não há provas (diferentes de evidências)? Como afirmar que as bactérias estão evoluindo ao ganhar resistência aos antibióticos, e elas nunca se <em>transformaram</em> em uma célula eucarionte (com núcleo organizado), continando a serem bactérias (7)? Como afirmar que Deus não pode criar os seres vivos da água e do barro, se assumirmos que Ele é Todo-Poderoso e Doador da vida (o que é bem diferente de afirmar que, de aminoácidos e coacervatos, casualmente aparece vida a partir de compostos inorgânicos)? E como afirmar que o experimento de Miller-Urey demonstra que vida pode surgir de moléculas inorgânicas <em>se</em> o que apareceu foram apenas aminoácidos, que nunca se ligaram para formar uma proteína (8)?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Tudo isso</strong> exige grande quantidade de <em>fé</em>.</p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#0000ff;">A Última Cruzada?</span></h2>
<p style="text-align:justify;"><strong>Precisamos, porém, </strong>ser justos, e aplicar o mesmo raciocínio à teoria criacionista. O criacionismo defende que nem sempre a Terra teve as mesmas forças atuando na natureza. Uma grande catástrofe (um Dilúvio global) teria mudado drasticamente o meio ambiente, e ocasionado uma grande extinção em massa. Baseada em quê afirma isso? Na interpretação diferente das mesmas evidências assumidas pelos evolucionistas e mais outras evidências deliberadamente desconsideradas por eles, por não se encaixarem em seu modelo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>(Todos os</strong> cientistas fazem isso. Ao adotar um modelo teórico para explicar um fenômeno, buscam interpretar as evidências de forma que confirmem ou neguem este modelo. Geralmente, quando uma teoria é amplamente aceita pela comunidade científica, e uma evidência isolada contraria essa teoria aceita, a evidência tende a ser deixada no porão, até que alguém a explique. Exemplo disso é a teoria da abiogênese: afirma que camisas suadas com trigo no canto escuro da casa originam ratos. Levou muito tempo para alguém demonstrar que isso não ocorria. Muitos tentaram, mas um deles conseguiu de forma brilhnate. No caso, este foi Franceso Redi. Mas sua explicação foi insuficiente, e a evidência foi reinterpretada, relegada a segundo plano pela comunidade até a época de Louis Pasteur (século XIX), que conseguiu pôr fim a essa teoria, com um experimento genial, confirmando o que disse Redi séculos antes.)</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 304px"><a href="http://www.themoviesareus.com/images/reviews/indianajones/n083_1024x768.JPG"><img class="  " style="border:black 0 solid;" src="http://www.themoviesareus.com/images/reviews/indianajones/n083_1024x768.JPG" alt="" width="294" height="222" /></a><p class="wp-caption-text">Indiana Jones e a Última Cruzada</p></div>
<p style="text-align:justify;"><strong>Não vou</strong>, neste artigo, mostrar alternativas às evidências propostas pelo evolucionismo, porque não é esse o meu foco agora. O que quero apontar é que o criacionismo é uma teoria que tem ganhado adeptos do design inteligente e do próprio evolucionismo porque tem respostas satisfatórias.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Alguém deve </strong>estar perguntando: &#8220;Acreditar em Deus, e apelar a Ele em explicações não é anti-científico? Isso é questão de fé!&#8221; Depende do uso feito da &#8220;apelação&#8221;. Mas eu devolvo a pergunta: por que a fé seria anticientífica, se a fé é acreditar em algo? Nesse sentido, seria também anticientífico apelar para extraterrestres ou para o acaso como força criadora. Só mudamos a &#8220;entidade&#8221;!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Você já </strong>reparou que Indiana Jones sempre começa cético em relação às explicações sobrenaturais, tentando explicar tudo naturalmente, até o momento em que os acontecimentos vencem seu ceticismo, e ele passa a crer? Assista &#8220;A Última Cruzada&#8221; e veja como ele se rende ao suposto poder do Santa Graal de conceder vida eterna. Aqui aprendemos outra lição com ele: não duvidar e questionar é importante, mas ouvir <em>todas </em>(ou o maior número possível de) as explicações, inclusive as sobrenaturais, é mais importante ainda.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A resposta</strong>  para o sentido da vida e se nós realmente existimos com um propósito não será encontrada no laboratório, porque fé não pode ser medida. A Bíblia ensina que fomos criados por Deus com um propósito e que Nele está o sentido para nossas vidas. Mas que caminho seguir? &#8220;Respondeu-lhe Jesus: eu sou caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.&#8221; (João 14:6).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Com isso</strong> tudo, não afirmo que Religião e Ciência são incompatíveis. Ao contrário, afirmo que a Ciência não dará todas as respostas. Quanto ao presente, ela dá conta, mas sobre o passado remoto pode apenas especular, emitir hipóteses, sem certezas; e o futuro, além de ser também especulativo (pois baseia-se no passado e presente conhecidos), oferece apenas previsões, com graus de incerteza, condicionadas à manutenção do estado presente.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A Bíblia </strong>afirma que o estado presente <em>não será mantido</em>. São dois modelos diferentes, opostos, nesse ponto. Em que acreditaremos? A História mostra o cumprimento das profecias bíblicas, mas eventos imprevisíveis podem pôr por terra as previsões que temos hoje. Só entre nós: você já percebeu que os cientistas também falam do fim do mundo? Converse principalmente com os astrônomos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Dr. Henry </strong>&#8220;Indiana&#8221;<strong> </strong>Jones nos ensina a considerar as possibilidades distintas daquelas estabelecidas e aceitas. &#8220;E se estivermos errados?&#8221;, ele pergunta.  No que acreditaremos? Só existe uma saída:</p>
<blockquote><p><em><em>&#8230;A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado. (João 6:29)</em></em></p>
<p><em>Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. (Marcos 16:16)</em></p>
<p> <em>Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. (Mateus 24:35)</em></p>
<p><em>&#8230;e todo o que vive e crê em mim não morrerá eternamente, eternamente. Crês isto? (João 11:26) </em>(9)</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Palavras de </strong>Jesus, Filho de Deus.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">(1) LOPES, Augustus Nicodemus. <strong>Um apelo em favor da verdade</strong>. Homilia da reunião do Conselho Universitário da Universidade Presbiteriana Mackenzie, 21 jun 2006. Disponível em: &lt;<a href="http://www.mackenzie.br/apelo_verdade.html">http://www.mackenzie.br/apelo_verdade.html</a>&gt;. Acesso em 16 jul 2008.</p>
<p style="text-align:justify;">(2) <em>idem.</em></p>
<p style="text-align:justify;">(3) WALSH, Jane McLaren. A lenda das caveiras de cristal. <strong>História viva</strong>, ed. 56, jun 2008. Disponível em:  &lt;<a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_lenda_das_caveiras_de_cristal_4.html">http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/a_lenda_das_caveiras_de_cristal_4.html</a>&gt;. Acesso em 16 jul 2008.</p>
<p style="text-align:justify;">(4) LOPES, Reinaldo José. A fraude de Piltdown faz 50 anos. <strong>Folha de S. Paulo</strong>, encarte Mais!, 30 nov. 2003. Disponível em: &lt;<a href="http://www.impacto.org.br/t02002.htm">http://www.impacto.org.br/t02002.htm</a>&gt;. Acesso em 16 jul 2008.</p>
<p style="text-align:justify;">(5) CAMPO DA CLONAGEM FOI MARCADO POR ALARME FALSO. <strong>Folha Online,</strong> 18 jan 2008. Disponível em: &lt;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u364807.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u364807.shtml</a>&gt;. acesso em 16 jul 2008.</p>
<p style="text-align:justify;">(6) WHITCOMB, John; MORRIS, Henry M. <strong>The Genesis flood. </strong>Presbiterian &amp; Reformed Publisher, 1961.</p>
<p style="text-align:justify;">(7) CRISWEEL, Daniel. The &#8220;evolution&#8221; of antibiotic resistance. <strong>Impact</strong>, n. 378, dez. 2004.</p>
<p style="text-align:justify;">( 8 ) GISH, Duane. <strong>Origin of life: </strong>critique of early stage chemical evolution theories. Reimpresso em maio 1976. Disponível em: &lt;<a href="http://www.icr.org/article/77/">http://www.icr.org/article/77/</a>&gt;. Acesso em 16 jul 2008.</p>
<p style="text-align:justify;">(9) Citações bíblicas da Edição de Almeida Revista e Atualizada, 2. ed. 1993, da Sociedade Bíblica do Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;"><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
Esta <span>obra</span> está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><span style="color:#105cb6;">Licença Creative Commons</span></a>.</p>
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