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	<title>Considere a possibilidade &#187; Educação</title>
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		<title>Ensinar ciências sem acreditar em Darwin: é possível?</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 20:09:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
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O jornal Estado de S. Paulo publicou, nesta segunda-feira, 2 de novembro, uma interessante notícia. O doutorando Luis Fernando Marques Dorvillé, ao procurar responder à pergunta que dá título a este artigo, passou 8 anos entrevistando alunos para sua tese de doutorado, pela Universidade Federal Fluminense. Afinal, ele não consegue entender como alguém pode ensinar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=472&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><a rel="attachment wp-att-475" href="http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/11/06/ensinar-ciencias-sem-acreditar-em-darwin-e-possivel/teacher/"><img class="aligncenter size-large wp-image-475" title="teacher" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/11/teacher.jpg?w=393&#038;h=343" alt="teacher" width="393" height="343" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">O jornal Estado de S. Paulo publicou, nesta segunda-feira, 2 de novembro, uma interessante notícia. O doutorando Luis Fernando Marques Dorvillé, ao procurar responder à pergunta que dá título a este artigo, passou 8 anos entrevistando alunos para sua tese de doutorado, pela Universidade Federal Fluminense. Afinal, ele não consegue entender como alguém pode ensinar ciências sem acreditar na teoria de Darwin.</p>
<blockquote><p>Ele distribuiu questionários entre os alunos de todas as religiões. Diante de questões como: &#8220;Comente a frase: alguns seres vivos têm parentesco maior entre si do que com outros&#8221; descobriu que a desconfiança sobre teoria da evolução chega a 70% entre os protestantes, 30% dos católicos e 20% dos espíritas e umbandistas (1).</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;">A reportagem fala da indignação do pesquisador ante o embate dos alunos, e da acomodação e conciliação dos estudantes frente ao que aprendem. É possível ensinar ciências sem acreditar em Darwin?</p>
<p style="text-align:justify;">Alguns relatos são impressionantes. Um dos alunos, no calor da discussão, disse: &#8220;Minha avó não é macaca. Então foi Deus quem criou o homem.&#8221; Dói só de ouvir. Outro, mais perturbador ainda, disse: &#8220;Eu sei de tudo isso que você está me falando, mas prefiro não pensar muito.&#8221; Ainda há o relato de Aline Malafaia, que, para a surpresa de qualquer um que leia a Bíblia e estude Biologia, diz que os 7 dias da criação podem ter sido 7 milhões de anos, nos quais a evolução ocorreu. Absurdo evolucionista, porque a evolução da vida teria levado bilhões (não milhões de anos); absurdo criacionista, porque um Deus que faz milagres diz que criou em sete dias literais, mas ela diz que não; absurdo hermenêutico, porque o que ela disse arruína a interpretação sadia do Livro, e desestabiliza (talvez causando desmoronamento) as bases da fé cristã. Será que ela ensinaria isso na Escola Dominical, já que é sua fé?</p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#3366ff;"><strong>Se Darwin não quis conciliar as coisas, por que eu vou querer?</strong></span></em></h3>
<p style="text-align:justify;">O próprio Darwin não aceitava a conciliação entre o Gênesis e a sua teoria. Para ele, não era possível que um Deus de amor criasse um mecanismo cruel como a seleção natural. Ele evitou o quanto pode que as pessoas conciliassem a teoria da evolução e o livro de Gênesis. E estava certo. Não dá mesmo. Ou se crê na teoria da evolução, ou se crê no relato de Gênesis. Veja bem, estou usando o conceito de fé para ambos os casos, porque é disso que se trata a coisa toda.</p>
<p style="text-align:justify;">Se é assim, o que nós, professores dedicados de ciência, deveríamos fazer? Como um criacionista pode ensinar evolução?</p>
<p style="text-align:justify;">Passei grande parte de minha graduação fugindo dessa pergunta. Até que entendi que a evolução é <em>a teoria mais aceita entre os cientistas, hoje. </em>Bem, pode ser a mais aceita, mas não é unânime, e nem é a única. Ela tem verdadeiros rombos inexplicáveis, e faltam-lhe muitos pedações e pedacinhos. Mas é importante considerar o que deve ser ensinado independente de ensinar transformismo de táxons.</p>
<p style="text-align:justify;">Deve-se ensinar seleção natural. É comprovada. Deve-se ensinar especiação. Deve-se ensinar isolamentos geográficos, reprodutivos. Deve-se ensinar mutações e DNA. Deve-se ensinar taxonomia. Deve-se ensinar geologia. Isso não é teoria da evolução. Isso é Biologia.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#3366ff;">Um glossário básico</span><br />
</em></h3>
<p style="text-align:justify;">Teoria da Evolução é o nome que damos à<strong> fé</strong> que liga todos esses fatos da biologia à <strong>crença</strong> de que todos os animais têm um ancestral comum, em uma célula &#8220;simples&#8221; que surgiu a uns 3 bilhões de anos atrás, fruto do acaso cego que gerou a vida, que se desenvolveu e aumentou em complexidade por ação das mutações e seleção natural, entre outros processos. É o paradigma dominante hoje, e fazem pesquisas com ele.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, Teoria do Design Inteligente (TDI) é o nome que damos à <strong>fé</strong> que liga todos esses fatos da biologia à <strong>crença</strong> de que todo o universo apresenta evidências sólidas de projeto, e que, portanto, tem um Designer Inteligente desconhecido que o projetou. É um paradigma emergente hoje, e fazem pesquisas com ele.</p>
<p style="text-align:justify;">E Criacionismo é o nome que damos à <strong>fé</strong> que liga esses fatos da biologia à crença de que tudo isso tem um Designer Inteligente, que pode ser conhecido, e revela-se na Bíblia, sendo o Deus judaico-cristão que chamamos de &#8220;Pai nosso que está nos céus&#8221;. É um paradigma resistente até hoje, e fazem pesquisas com ele.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><strong><span style="color:#3366ff;">Minha revolta é a seguinte&#8230; </span></strong></em></h3>
<p style="text-align:justify;">A sociedade recusa-se a aceitar que a teoria da evolução é sobretudo questão de fé. Portanto, não deve ser ensinada como fato científico. Contudo, para eles, devemos ensinar aos alunos que os peixes evoluíram para anfíbios. Legal. Mas o que faremos quando os alunos perguntarem: &#8220;Professor, como eu posso ter certeza que as coisas aconteceram desse jeito?&#8221; Ah, já sei! Vamos responder assim, né? &#8220;Essa é a posição dominante entre os cientistas.&#8221; Em outras palavras: &#8220;Você tem que acreditar no que a maioria das pessoas acredita, mesmo sem evidências sólidas, ou explicações adequadas.&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Mas abram-se os livros didáticos, e ver-se-á que a evolução está lá sendo ensinada como fato absoluto. As evidências são arrumadas e organizadas para apoiarem esse paradigma. Não há nem uma palavra sobre a TDI, nem uma explicação sobre o que é criacionismo, senão escárneo. Desse jeito, é melhor chamarmos nossas aulas de ciências de catecismo ao ateísmo. Combina mais com fé que com ciência.</p>
<p style="text-align:justify;">E os estudantes (universitários) cristãos, que poderiam se atualizar, estudar mais e tentar propor uma mudança (que é possível), acomodam-se e deixam-se calar, negando sua fé, moldando-a aos ensinos mutáveis da pseudociência, com o intuito de ter sucesso profissional (leia-se, no caso de alguns, vender-se por dinheiro). Que vergonha para aqueles que se dizem  cristãos e protestantes, pois negam a própria essência do protestantismo e do cristianismo: ter a Bíblia como Palavra de Deus, infalível e inerrante. Preferem acreditar no que as últimas pesquisas dizem, e reinterpretar a Bíblia ao seu gosto, que acreditar no que Deus já disse há tento tempo atrás.</p>
<p style="text-align:center;"><a rel="attachment wp-att-476" href="http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/11/06/ensinar-ciencias-sem-acreditar-em-darwin-e-possivel/silence/"><img class="aligncenter size-large wp-image-476" title="silence" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/11/silence.jpg?w=430&#038;h=246" alt="silence" width="430" height="246" /></a></p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#3366ff;">Respondendo a questão</span></em></h3>
<p style="text-align:justify;">É perfeitamente possível ser professor de Ciências sem acreditar em tudo o que Charles Darwin disse. Isso porque o que o professor de ciências precisa ensinar é Ciências Naturais &#8211; Física, Química, Biologia. Mas também deveria poder ensinar evidências que os criacionistas e <em>designers</em> descobrem e propõem, não só as que os evolucionistas propõem (muitas delas desatualizadas e já respondidas, embora as respostas não estejam lá no livro).</p>
<p style="text-align:justify;">Mas podem acreditar no que quiserem. O que não é possível é um cristão sem o Gênesis, sem a Bíblia. Esse tipo de cristão ainda não evoluiu, nem pode evoluir.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong><em><span style="color:#3366ff;">Referências</span></em></strong></h3>
<p style="text-align:justify;">(1) VIEIRA, Márcia. Pesquisa mostra conflito de biólogos evangélicos. <strong>O Estado de S. Paulo</strong>, p. A14, 2 nov 2009. Disponível em : &lt;http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091102/not_imp459863,0.php&gt;. Acesso em 06 nov 2009.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
Esta obra está licenciada sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>&#8220;Deus, você está suspenso!&#8221;</title>
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		<comments>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/10/01/deus-voce-esta-suspenso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 04:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[sala de aula]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#8220;Por que os alunos agem assim?&#8221;
Essa pergunta é feita por cada professor brasileiro, nesse enorme Brasil, com enormes problemas escolares. Pela palavra &#8220;assim&#8221;, entende-se &#8220;desrespeitosamente&#8221;, &#8220;irresponsavelmente&#8221;, &#8220;desonestamente&#8221;, &#8220;maliciosamente&#8221; e por aí vai. Quando somos estudantes dedicados nas carteiras de nossas faculdades, prestando atenção às aulas de Psicologia da Educação, Prática de Ensino e Didática, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=437&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" title="Leitura" src="http://www.sxc.hu/pic/l/l/lu/lusi/1102366_83364667.jpg" alt="" width="454" height="340" /></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Por que os alunos agem assim?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Essa pergunta é feita por cada professor brasileiro, nesse enorme Brasil, com enormes problemas escolares. Pela palavra &#8220;assim&#8221;, entende-se &#8220;desrespeitosamente&#8221;, &#8220;irresponsavelmente&#8221;, &#8220;desonestamente&#8221;, &#8220;maliciosamente&#8221; e por aí vai. Quando somos estudantes dedicados nas carteiras de nossas faculdades, prestando atenção às aulas de Psicologia da Educação, Prática de Ensino e Didática, não percebemos que aqueles problemas discutidos sairão do limbo teórico e invadirão nossas realidades pacatas. Quando finalmente resolvem sair, muitas vezes não sabemos o que fazer, especialmente se somos parte do famigerado grupo de profissionais multi-uso, conhecidos pelo codinome &#8220;eventuais&#8221;, do qual faço parte.</p>
<p style="text-align:justify;">Embora as respostas a esses problemas sejam sondadas e testadas o tempo todo, e muitas pessoas (incomparavelmente mais competentes que eu) proponham respostas e soluções a eles, a cosmovisão que os alunos têm sobre a realidade é fundamental, e não pode ficar de fora dessa análise. Por isso, apresento-lhes um &#8220;estudo de caso&#8221;, e proponho uma reflexão acerca do que temos visto.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#3366ff;">A invasão do problema</span></em></h3>
<p style="text-align:justify;">Na última terça-feira, dia 28 de setembro, vivenciei um desses problemas. Ao substituir a professora de inglês, pensei em uma aula sobre meio-ambiente e sustentabilidade, já que minha gramática em inglês flutua entre o básico e o intuitivo. Armado com caixa de giz, diário escolar e canetas, entrei na sala de aula. Primeiro ano do Ensino Médio. &#8220;Bom dia&#8221;, desejei aos alunos. &#8220;Bom dia o #$%!&amp;* !&#8221;, ouvi como resposta. Ignorei (em termos) e comecei a redigir o texto, que serviria de base para a discussão e atividade para nota, na lousa. Tentei muitas vezes explicar para poucos alunos, chamando à atenção os inconstantes, mas sendo completamente ignorado.</p>
<p style="text-align:justify;">Minutos derradeiros da primeira aula, véspera do Intervalo. Saí caçando os cadernos que conteriam os preciosos textos, vistando aqueles que fizeram a atividade. Aos alunos que não fizeram, questionava o motivo e o número de chamada. Seriam punidos com &#8220;ponto negativo&#8221; no diário. Minha mão esquerda ficou cheia de números, de tal forma, que eu parecia ser obcecado por algarismos arábicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Eis o problema: dois alunos, que não fizeram absolutamente nada, ao serem questionados sobre seus números, deram-me número de outra aluna (sim, de sexo oposto) e nome de aluno inexistente. Não perceberam que consequências teriam suas ações? Ao pedir a atenção do Professor Coordenador para o caso, ele prontamente atendeu e foi à sala em que eu estava, já depois do Intervalo. Ao ser confrontado com seu crime, um dos dois alunos, então, desafiou-me e, em gesto de intimidação, exigiu que eu anotasse seu número na lista. Foi suspenso por &#8220;desrespeito a funcionário público&#8221;. O outro aluno foi transferido da escola, pois não foi a primeira vez que desrespeitava um professor, e a escola vinha tentando novas abordagens com ele há tempos, sem sucesso.</p>
<p style="text-align:justify;">O que leva os alunos a tomarem esse tipo de atitude?</p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#3366ff;"><em><strong>A exploração do problema</strong></em></span></h3>
<p style="text-align:justify;">É evidente que esses alunos queriam se safar de encrencas, com a escola, com os pais e com os amigos. Para isso recorreram a essas atitudes anti-éticas, sem se preocupar absolutamente com suas causas, efeitos, e validade (além da eficácia). Não podemos esquecer que esses alunos estão em formação &#8211; são adolescentes, e estão se descobrindo. Mas já têm noções de ética, e sabem muito bem distinguir certo e errado não-relativos. Sabem muito bem que dar o número de outro aluno ao professor vai &#8220;ferrar&#8221; o outro, e isso é errado em qualquer perspectiva, mas mesmo assim o fazem. Por quê?</p>
<p style="text-align:justify;">Em uma conversa com a professora de Filosofia da escola, observamos que os alunos, hoje, não tem nenhuma preocupação com o futuro, salvo exceções; nem se preocupam com o peso da responsabilidade de suas atitudes (não sentem medo do que virá). Como explicar que, na mesma classe, uma garota diga que quer estudar Física, e outro aluno diga que quer &#8220;pegar mulheres&#8221;? É interessante perceber isso, como é interessante perceber que os heróis de nossos alunos não são mais o Capitão Marvel, nem o Capitão América, mas o Capitão Nascimento, armado até os dentes, que tortura criminosos. Isso quando os heróis são policiais!</p>
<p style="text-align:justify;">Façamos mais um por quê. Por quê eles perderam esse senso de futuro e de justiça? Dizer que herdam isso dos telejornais, que mostram a impunidade gritante do país e as atitudes esdrúxulas do Senado Federal responde um bocado, mas é pouco.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#3366ff;"><em><strong>Botando Deus pra fora da sala</strong></em></span></h3>
<p style="text-align:justify;">Quando começaram a tirar Deus de cena, o trem descarrilhou. Defendo a laicidade do Estado e da escola, mas deixar de aguçar a curiosidade sobre a existência de Deus é uma atitude tanto extremista como irresponsável. A dúvida gera cuidado. Quem duvida anda na ponta dos pés. Porém, sob a bênção da laicidade, o ateísmo quer nos convencer que Deus tem que ficar longe da sala.</p>
<p style="text-align:justify;">Pois é, olha só no que dá.</p>
<p style="text-align:justify;">É mais do que óbvio que há uma lei moral no Universo. É quase palpável, e está ilustrada na capacidade que temos de saber o que é certo e errado, em termos não-relativos. Algumas coisas são certas para determinadas culturas, mas erradas para outras. Determinadas coisas, porém, são erradas em todas as culturas. Por que esse fato não pode ser discutido em sala de aula? Só porque tem implicações metafísicas? Da mesma forma, por que não discutir as intrigantes impressões de que há uma Inteligência por trás do Projeto do Universo? Por que também há implicações metafísicas? Ora, é óbvio que há. Mas o que se pode fazer? Se a afirmação tem implicações metafísicas, a negação também tem as mesmas implicações. Ou não é metafísico, em uma aula sobre origem da vida, dizer a um aluno que ele é um acidente cósmico sem explicação ou propósito? Não se pode fugir dessas implicações, embora se possa muito bem (como temos feito até hoje) fechar os olhos e assobiar, esperando que ninguém pergunte nada constrangedor na sala de aula, e que levem suas vidas religiosas dissociadas de sua vida escolar, acadêmica, secular.</p>
<p style="text-align:justify;">Professores &#8211; educadores &#8211; são responsáveis pela formação de seus alunos. Isso inclui principalmente a capacidade de questionar o mundo, as religiões, os fenômenos que nos cercam. A melhor ciência e os melhores cientistas são feitos assim. Escola não é lugar de evangelismo, tudo bem. Mas é lugar de perguntar sobre tudo, e sair de lá com pulgas atrás das orelhas sobre <em>possibilidades</em>. E, por que não, a possibilidade de um Criador, perante o qual deveremos prestar contas de nossos atos?</p>
<p style="text-align:justify;">Isso poderia mudar um bocado nossa vida dentro das salas de aula&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
Esta obra está licenciada sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
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		<title>Criacionismo nas escolas: Ensino Religioso ou Ciências?</title>
		<link>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/12/16/mackenzie/</link>
		<comments>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/12/16/mackenzie/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 14:56:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[O Mackenzie anunciou que começará a ensinar criacionismo no seu colégio. Ensinar criacionismo nas escolas é bom ou não? O que o Estado deve ensinar aos nossos alunos?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=140&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong><a rel="attachment wp-att-148" href="http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/12/16/mackenzie/maca_livro/"><img class="alignleft size-medium wp-image-148" style="border:black 0 solid;" title="maca_livro" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/12/maca_livro.jpg?w=200&#038;h=300" alt="maca_livro" width="200" height="300" /></a>Em matéria </strong>publicada em 30 de novembro, deste ano do Senhor de 2008, Marcelo Leite, colunista da Folha de S. Paulo, em seu blog &#8220;Ciência em Dia&#8221; (1) fala sobre a iniciativa, do Colégio Presbiteriano Mackenzie, de ensinar criacionismo e evolucionismo ao mesmo tempo, no Ensino Fundamental, tanto nas aulas de Ensino Religioso como nas de Ciências.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Como devem </strong>se lembrar, no Rio de Janeiro, a governadora Rosinha Mateus, há alguns anos, &#8220;mandou&#8221; que o Estado carioca fizesse <em>quase</em> a mesma coisa nas escolas públicas. A diferença é que o criacionismo deveria ser ensinado somente nas aulas de religião.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ora, essa </strong>notícia merece destaque. Porque, enquanto que Rosinha Mateus foi severamente criticada por evolucionistas (porque a criação não deve ser mencionada na escola, senão com desdém) e criacionistas (porque teorias sobre a origem do universo e da biologia devem ser ensinada em aulas de Ciências!), o Instituto Presbiteriano Mackenzie merece ser aplaudido, por inserir o criacionismo tanto no currículo<em> </em>de Ciências como no de Ensino Religioso. Parece contraditório, mas não é. Vejamos por quê.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>1. Se</strong> alguém se propõe a explicar a origem do universo e da vida humana, se propõe a explicar algo que interessa, e muito, a todos nós, independentemente do credo religioso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2. Se </strong>você é religioso, precisa saber qual é a explicação da sua religião para isso, já que a origem de tudo está relacionada aos problemas do presente (no caso específico do Cristianismo).</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O criacionismo </strong>não necessariamente é cristão ou, como se diz, judaico-cristão. Há muçulmanos criacionistas, judeus criacionistas, cristãos criacionistas&#8230; bem, há muitas religiões no mundo. A esmagadora maioria tem um relato de criação por um Ser Superior. É claro que isso não pode ficar de fora do Ensino Religioso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Portanto, é </strong>simplesmente necessário falar de criacionismo no Ensino Religioso. Mas e nas aulas de Ciências? Agora as coisas se complicam, porque entram em pauta questões como &#8220;em Ciência as explicações devem ser naturais&#8221;; &#8220;a autoridade bíblica é questionável&#8221;; &#8220;cientificamente, não podemos afirmar que Jesus é Deus&#8221;; &#8220;fé e ciência não podem andar juntas&#8221;. Cada uma dessas questões deve ser discutida, porém, as questões cruciais do cristianismo, todos sabem, não cederão, já que baseiam-se na autoridade bíblica como inspirada por Deus. E isso se deduz da fé, que não precisa de provas. Mas também não pode ficar de fora do ensino de Ciências, só porque contraria a &#8220;mais aceita&#8221; (e deificada) teoria da origem da vida: a teoria da evolução, desde que (e isso é importante) se proponha a explicar <em>cientificamente</em> as origens.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O Estado e a Igreja</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O Mackenzie </strong>é um colégio confessional. E, como confessional, ensina o que está incluso em sua filosofia religiosa. Contudo, o que se deve ensinar nas escolas públicas? Com certeza, precisamos lembrar que existem alunos de diversas crenças. O professor não prega na sala de aula, nem tenta doutrinar seus alunos. Isso seria absolutamente anti-ético porque o professor está em uma posição influenciadora. Desse modo, seria um comportamento jesuíta pregar para os alunos e tentar convencê-los de que o Cristianismo é a verdade de Deus, ou que a Evolução é a verdade da ciência e a única que merece crédito. (2)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O que </strong>o Estado deve ensinar, então?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Vejamos a</strong> nova Proposta Curricular do Estado de São Paulo para o Ensino de Biologia (3), introduzida neste ano na rede pública de ensino. É interessante notar que a proposta abre um espaço excelente, ao considerar que a evolução é <em>uma das </em>teorias explicativas, que procura responder às questões de como tantas mudanças aconteceram nos seres vivos, comparando-se os fósseis com os organismos atuais (p. 44 (4)). Além disso, o texto da Proposta reconhece, na p. 34, que a origem e o sentido do universo são conjecturas, preocupações <em>filosóficas</em>, além de científicas. Evidentemente, a proposta (como esperaríamos) é evolucionista, porém, mais importante que isso, abre o espaço para o diálogo na sala de aula. Reconhece que o tema das origens tem explicações de natureza mitológica, religiosa e científica, e que os alunos poderão confrontar diferentes explicações sobre o tema (p. 46-47). Isso é um grande avanço, porque o que interessa é que os alunos saibam que tem gente indo contra a maré e dizendo que há explicações melhores. E, se alguém diz isso, merece, pelo menos, ser ouvido. É lógico.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Deixamos para</strong> reflexão a ótima análise de Charbel Niño El-Hani, bacharel em ciências biológicas, mestre e doutor em educação, publicada na Folha de S. Paulo em 6 de dezembro de 2008 sobre isso.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">(&#8230;) de um lado, professores de ciências sempre devem ter em conta a diversidade das visões de mundo dos estudantes em suas aulas. Isso significa que deve haver, sim, espaço para a discussão de diferentes perspectivas sobre fenômenos que a ciência explica, incluindo o criacionismo, desde que representado na sala de aula, e não só na perspectiva cristã, mas em todas as perspectivas presentes entre os estudantes.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, de outro lado, os professores nunca devem perder de vista que o objetivo do ensino de ciências é, como deveria ser óbvio, ensinar o conhecimento científico. Assim, é necessário, sim, que os professores estimulem os estudantes para que compreendam as idéias científicas &#8211; e tal como elas se apresentam no conhecimento científico atualmente aceito.</p>
<p style="text-align:justify;">Seria certamente um rompimento do contrato didático entre professores, alunos, pais e administradores se, nas aulas de ciências, não se tivesse como objetivo ensinar ciências, mas idéias oriundas de diferentes tradições culturais. Nunca é demais repetir: professores de ciência estão ali para ensinar ciência! (&#8230;)</p>
<p style="text-align:justify;">(&#8230;) o professor de ciências deve explorar essas vozes discordantes para discutir as variadas maneiras como os seres humanos compreendem e explicam o mundo e, mais, a importância de distinguir entre diversos discursos humanos, fundados em pressupostos distintos sobre o que constitui o mundo (pressupostos ontológicos) e sobre o que constitui conhecimento válido (pressupostos epistemológicos). (5)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>El-Hani defende </strong>que o conhecimento científico deve ser ensinado, porque o professor está ali para ensinar Ciências. Perfeito! É isso o que os criacionistas querem e devem buscar. Por isso, ficamos felizes! O criacionismo tem como base o conhecimento científico <em>válido</em>, obtido através de pesquisas. O pressuposto é que é religioso. Mas o pressuposto evolucionista também não é? É ateu, portanto, religioso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">(1) LEITE, Marcelo. Criacionismo no Mackenzie. Disponível em: &lt;<a href="http://http//cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/">http://http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/<span style="color:#000000;">&gt;.</span> Acesso em 3 dez 2008.</a></p>
<p style="text-align:justify;">(2) É claro que não estou desencorajando o evangelismo na escola. Mas creio que o professor tem outras formas de pregar o evangelho para seus alunos; principalmente sendo um cristão dedicado, um professor estudioso e trabalhador, um amigo de seus alunos.</p>
<p style="text-align:justify;">(3) PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Biologia. Secretaria de Educação do Estado, 2008. Disponível em: &lt;<a href="http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/SIGS-CURSO/sigsc/upload/br/site_25/File/Prop_BIO_COMP_red_md_20_03.pdf">http://www.rededosaber.sp.gov.br/contents/SIGS-CURSO/sigsc/upload/br/site_25/File/Prop_BIO_COMP_red_md_20_03.pdf</a>&gt;. Acesso em 16 dez. 2008. </p>
<p style="text-align:justify;">(4) Não reproduziremos o texto aqui, porque o arquivo parece proibir a reprodução parcial, inclusive as citações. Mas pode-se baixar gratuitamente o arquivo no link da referência (3).</p>
<p style="text-align:justify;">(5) EL-HANI, Charbel Niño. Educação e discurso científico. Folha de S. Paulo, São Paulo, 6 dez. 2008. Tendências/Debates, p. A3.</p>
<p style="text-align:justify;"><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
Esta <span>obra</span> está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><span style="color:#105cb6;">Licença Creative Commons</span></a>.</p>
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