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	<title>Considere a possibilidade &#187; Biologia</title>
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		<title>Considere a possibilidade &#187; Biologia</title>
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		<item>
		<title>Lea: a leoa que come espaguete</title>
		<link>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/08/13/lea-a-leoa-que-come-espaguete/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 20:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo traduzido de: Creation 29(4):44-45, set-nov 2007. Título original: “Lea, the spaghetti lioness”. Copyright Creation Ministries International Ltda, &#60;www.creation.com&#62;. Usado com permissão.
por David Catchpoole


Janeiro de 2002. Através das cameras dos jornalistas, uma leoa muito impressionante chamada Lea chega na Reserva Natural Rhino &#38; Lion, próximo a Johannesburgo, África do Sul, vinda de Roma, Itália, depois [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=358&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="font-size:xx-small;"><em>Artigo traduzido de: Creation <strong>29</strong>(4):44-45, set-nov 2007. Título original: “Lea, the spaghetti lioness”. Copyright</em> Creation Ministries International Ltda, &lt;www.creation.com&gt;. Usado com permissão.</span></p>
<p><em>por <strong>David Catchpoole</strong></em></p>
<p><em><strong><img class="aligncenter" title="espaguete" src="http://creation.com/images/creation_mag/vol29/6147spagetti.jpg" alt="" width="466" height="253" /><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align:justify;">Janeiro de 2002. Através das cameras dos jornalistas, uma leoa muito impressionante chamada Lea chega na Reserva Natural Rhino &amp; Lion, próximo a Johannesburgo, África do Sul, vinda de Roma, Itália, depois de uma jornada de 30 horas (1).</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img title="Lea e Antonio" src="http://creation.com/images/creation_mag/vol29/6147lea-home.jpg" alt="Antonio apresenta sua amada Lea ao novo lar - seu sonho de encontrar uma nova moradia para ela finalmente tornou-se realidade. Mas a leoa de sete anos de idade agora deve enfrentar o desafio de aprender a comer carne - pela primeira vez em sua vida. Fotos Rhino &amp; Lion Nature Reserve." width="200" height="617" /><p class="wp-caption-text">Antonio apresenta sua amada Lea ao novo lar - seu sonho de encontrar uma nova moradia para ela finalmente tornou-se realidade. Mas a leoa de sete anos de idade agora deve enfrentar o desafio de aprender a comer carne - pela primeira vez em sua vida. Fotos Rhino &amp; Lion Nature Reserve.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Por que “muito impressionante”? Porque essa felina de sete anos de idade não combina com o estereótipo de “carnívoro feroz” que os leões têm, já que cresceu se alimentando não de carne, mas de uma dieta de batatas, vegetais verdes e macarrão com queijo. De fato, Lea ganhou o apelido de “Garota do Espaguete”, por causa do seu prato favorito – espaguete –, que ela particularmente adora quando temperado à napolitana (2,3). Mas agora, os cuidadores de seu novo lar na África do Sul estão enfrentando o “verdadeiro desafio”: pela primeira vez na vida de Lea, incentivar essa “Garota do Espaguete” a se alimentar de carne e interagir com outros leões.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#3366ff;">Bastidores</span></em></h3>
<p style="text-align:justify;">A mãe de Lea viveu no Zoológico de Nápoles, que tinha a prática de vender os filhotes nascidos ali. Assim, com seis semanas de vida, Lea foi parar na vila italiana de Nettuno, sob os cuidados de um homem chamado Antonio Vincenzo. Eles pareciam inseparáveis; Lea dormia na cama de Antonio à noite, e o acompanhava onde quer que fosse durante o dia, sem qualquer tipo de coleira ou restrição – através de ruas movimentadas, por entre as multidões e até mesmo ao supermercado mais próximo. Não é surpresa que “todos em Nettuno conheciam Lea”, e sua dieta de espaguete, vegetais e molho de tomate (4).</p>
<p style="text-align:justify;">Porém, quando Lea tinha um ano de idade, as circuntâncias do trabalho de Antonio mudaram e ele não pôde mais cuidar de seu “bichinho” em casa. Um zoológico da periferia de Roma concordou em acomodar Lea, contanto que Antonio fornecesse a alimentação necessária. E assim Lea continuou a crescer com sua dieta de massas, ricota e vegetais. Mas, vendo-a confinada a uma área de concreto de 4m x 4m, Antonio resolveu encontrar para ela um lugar melhor para viver. (Ele a visitava todos os domingos, e a leoa chorava e reclamava quando chegava a hora de ir embora (2).)</p>
<p style="text-align:justify;">Após anos de procura inútil (5), finalmente abriram-se as portas para que Lea fosse enviada para a África do Sul – Antonio a acompanharia em sua jornada e ficaria com Lea no novo lar por algumas semanas, a fim de ajudá-la a se adaptar.</p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#3366ff;">Uma dieta “estranha”?</span></em></h3>
<p style="text-align:justify;">Dado o apelido característico de Lea (“Garota do Espaguete”) e a publicidade associada com sua mudança para a África do Sul, muitas pessoas tomaram conhecimento do que Lea comera nos primeiros sete anos de sua vida – e ficaram impressionadas. Um jornalista escreveu: “Apesar de sua estranha dieta, ela se desenvolveu”. Essa leoa não somente sobreviveu (por sete anos), mas se desenvolveu com uma dieta sem carne desde a infância.</p>
<p style="text-align:justify;">Lea não é a única na história recente (dos leões) a ter sucesso no desenvolvimento com uma dieta sem carne. Uma renomada leoa vegetaria nos EUA não comeu carne alguma por todo o seu período de vida (6,7). E muitos outros animais normalmente conhecidos como carnívoros (por exemplo, cães (8), abutres (9)), são sabidamente capazes de viver sob dietas destituídas de carne.</p>
<p style="text-align:justify;">Para entender essa situação, precisamos voltar ao passado. Mas qual passado é correto? A evolução ou a Bíblia? Isso simplesmente não faz sentido sob uma perspectiva evolucionista – de que este é um mundo onde “um-come-o-outro”, e que animais com dentes afiados, garras e bicos evoluíram por milhões de anos para serem carnívoros.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 260px"><img title="Lea" src="http://creation.com/images/creation_mag/vol29/6147lea-zoo.jpg" alt="Lea em seu cativeiro no zoológico italiano. Foto Kalahri Raptor Centre." width="250" height="185" /><p class="wp-caption-text">Lea em seu cativeiro no zoológico italiano. Foto Kalahri Raptor Centre.</p></div>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, a Bíblia nos conta que os felinos foram originalmente criados vegeta-rianos (Gênesis 1:30) e também fala de uma época onde “o leão comerá palha como o boi” (Isaías 11:7; 65:25, ACF). Assim, partindo da Bíblia, “carnívoros” vegetarianos fazem muito mais sentido (10).</p>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span style="color:#3366ff;">Chegando à África do Sul</span></em></h3>
<p style="text-align:justify;">Quando Lea saiu de seu container, em seu novo lar cheio de grama, uma multidão de fotógrafos e repórteres ficou esperando a oportunidade fotográfica: Lea devorando sua primeira refeição sul-africana de massas, queijo e tomates picados.</p>
<p style="text-align:justify;">Só que ela farejou e foi embora.</p>
<p style="text-align:justify;">“Não! Não! Não!”, disse Antonio, “Precisa ser massa e queijo italianos e molho de tomate – nunca tomates picados.”</p>
<p style="text-align:justify;">Como dizem, você pode viajar o mundo todo, mas nada como uma boa comida caseira!</p>
<p style="text-align:justify;">P.S. Os novos cuidadores de Lea na Reserva Natural Rhino &amp; Lion nos disseram que ela foi desacostumada a comer espaguete em uma semana e, agora, não tem “absolutamente problema nenhum” em comer carne vermelha fresca, que lhe é dada – ela não caça.</p>
<h3><em><span style="color:#3366ff;">Referências e notas</span></em></h3>
<p>(1) Rhino &amp; Lion Nature Reserve, &lt;<a href="http://www.rhinolion.co.za/e-pics.html" target="_blank">www.rhinolion.co.za/e-pics.html</a>&gt;, 23 fevereiro 2004.</p>
<p>(2) WildNet Africa, Spaghetti-kid lioness to return to African roots, &lt;<a href="http://wildafrica.net/articles/messages/32.html" target="_blank">wildafrica.net/articles/messages/32.html</a>&gt;, 20 fevereiro 2002.</p>
<p>(3) Tempero à napolitana é um tempero sem carne feito de tomates amassados com cebola e alho.</p>
<p>(4) Kalahari Raptor Centre Newsletter, &lt;<a href="http://www.raptor.co.za/Newsletters/Issues6.htm" target="_blank">www.raptor.co.za/Newsletters/Issues6.htm</a>&gt;, 20 fevereiro 2002.</p>
<p>(5) Houve muitas ofertas da indústria de “caça aos leões”, as quais Antonio recusou. (A “caça aos leões” fornece “jogos”, leões, nos quais os caçadores de troféus, que pagam uma taxa, podem  atirar).</p>
<p>(6) Westbeau, G.H., Little Tyke: the story of a gentle vegetarian lioness, Theosophical Publishing House, Illinois, EUA, 1986.</p>
<p>(7) Catchpoole, D., The lion that wouldn’t eat meat, Creation 22(2):22–23, 2000; &lt;<a href="http://www.creation.com/lion" target="_blank">www.creation.com/lion</a>&gt;.</p>
<p>(8) Derbyshire, D., Meat-free dog food for vegetarian pets, &lt;<a href="http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2002/09/16/wveg16.xml" target="_blank">www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2002/09/16/wveg16.xml</a>&gt;, 3 fevereiro 2006.</p>
<p>(9) Catchpoole, D., The bird of prey that’s not, Creation 23(1):24–25, 2000.</p>
<p>(10) A Bíblia não dá detalhes de como a mudança de herbívoro para carnívoro (e a alimentação saprofítica) aconteceu depois do Dilúvio; talvez um novo design ou a expressão de um potencial genético latente, pré-projetado em presciência da Queda. Além disso, mesmo se os leões hoje precisaram de carne para sobreviver, isso não invalidaria o Gênesis. Veja Batten, D. (Ed.) The Creation Answers Book, capítulo 6, Creation Ministries International, Austrália, 2006.</p>
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		<item>
		<title>BANG! A flor-trebuchet</title>
		<link>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/05/15/bang-a-flor-trebuchet/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 15:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
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		<category><![CDATA[c. canadensis]]></category>
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		<description><![CDATA[Artigo traduzido de: Creation 31(2):32-34, mar-mai 2009. Título original: “Bunchberry BANG!”. Copyright Creation Ministries International Ltda, &#60;www.creation.com&#62;. Usado com permissão.
por David Catchpoole
 Passeando por uma daquelas imensas florestas de coníferas da América do Norte, em um ensolarado dia de verão, você pode até pensar que, naquele mundo verde ao seu redor, nada demais pode acontecer.
Porém, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=323&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><font size="1"><em>Artigo traduzido de: Creation <b>31</b>(2):32-34, mar-mai 2009. Título original: “Bunchberry BANG!”. Copyright</em> Creation Ministries International Ltda, &lt;www.creation.com&gt;. Usado com permissão.</font></p>
<p align="justify"><i>por</i> <b><i>David Catchpoole</i></b></p>
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image3.png"><img style="display:block;float:none;margin:0 auto 5px;" title="Foto de Joan Edwards." alt="Foto de Joan Edwards." src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb3.png?w=466&#038;h=353" width="466" height="353" /></a> Passeando por uma daquelas imensas florestas de coníferas da América do Norte, em um ensolarado dia de verão, você pode até pensar que, naquele mundo verde ao seu redor, nada demais pode acontecer.</p>
<p align="justify">Porém, pesquisadores descobriram que a planta <i>Cornus canadensis</i>, uma flor típica da taiga norte-americana (1), que cobre o chão dessas florestas, não perde tempo na hora de desabrochar.</p>
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image4.png"><img style="display:inline;margin:5px 10px 0 0;" title="Foto de Joan Edwards. Repare nas pequenas inflorescências - são elas que &quot;explodem&quot;." alt="Foto de Joan Edwards. Repare nas pequenas inflorescências - são elas que &quot;explodem&quot;." align="left" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb4.png?w=331&#038;h=280" width="331" height="280" /></a> Usando uma câmera de alta velocidade, os pesquisadores mostraram que a <i>C. canadensis</i> pode abrir suas pétalas, catapultando o pólen ao ar, em <i>menos de 0,4 milissegundos</i>! (2,3) Isso é mais rápido que o salto das cigarrinhas (cercopídeos – 0,5-1,0 milissegundo), (4,5) o ataque de uma espécie de lagosta-boxeadora (2,7 milissegundos) (6,7), a abertura explosiva dos frutos de <i>Impatiens </i>(2,8-5,8 milissegundos) (1,3), o ataque da língua de um camaleão (50 milissegundos) (8,9), e o fechamento da planta carnívora <i>Dionaea muscipula</i> (100 milissegundos) (10,11).</p>
<p align="justify">“Muitas pessoas pensam nas plantas como estáticas e sedentárias”, disse Joan Edwards, um dos pesquisadores. “Nós ficamos surpresos com a rapidez com que essa flor se abre.” (12) E têm mesmo razão para ficar. Os pesquisadores começaram usando uma câmera de alta velocidade que tira <i>1000 fotos por segundo –</i> mas as imagens ficaram borradas, indicando que a câmera era <i>lenta demais</i>! Somente quando usaram uma câmera superveloz, que tira <i>10.000 fotos por segundo</i>, eles conseguiram capturar no filme exatamente o que acontece quando a <i>C. canadensis</i> “explode” (13).</p>
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image5.png"><img style="display:block;float:none;margin:0 auto 10px;" title="Foto por A. Acosta, J. Edwards, M. Laskowski e D. Whitaker, veja a ref. 2." alt="Foto por A. Acosta, J. Edwards, M. Laskowski e D. Whitaker, veja a ref. 2." src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb5.png?w=398&#038;h=393" width="398" height="393" /></a> Quando as flores se abrem, em uma explosão, as pétalas se separam rapidamente (dentro dos primeiros 0,2 milissegundos) e lançam-se para trás, fora do caminho dos estames, que carregam o pólen. Esses estames então se abrem e aceleram-se a cerca de 2400 vezes a força da gravidade – aproximadamente 800 vezes a força que os astronautas experimentam durante um lançamento (14) – catapultando os grãos de pólen ao ar “a uma altura impressionante de 2,5 cm”. Embora a primeira vista isso não pareça muito, as flores têm apenas poucos milímetros de altura [menos de 1/10 de uma polegada (2,54cm)]. Por isso, deve-se dizer, essa é uma façanha equivalente a nós lançarmos uma rocha ao topo de um edifício de seis andares (12)!</p>
<p align="justify">Na verdade, as pessoas aprenderam a realizar tais façanhas – através do uso de aparelhos como o <i>trebuchet</i> (Figura 1), um lançador de projéteis especializado, usado nas guerras medievais (15). O <i>trebuchet</i> foi engenhosamente projetado, usando princípios da física (alavancas) para impulsionar objetos (e, às vezes, pelo que se diz, um infeliz negociador&#8230; (16)) muito mais longe e muito mais rápido que uma simples catapulta.</p>
<p align="justify">É intrigante que as anteras da <i>C. canadensis</i> assemelham-se, e funcionam como,<img style="display:inline;margin:0 0 0 15px;" title="Nos tempos medievais, o trebuchet era usado nas guerras. A força e poder fornecidos por um grande trebuchet seriam suficientes para lançar objetos muito pesados nas posições inimigas - pesados o suficiente para inflingir danos em paredes fortificadas, por exemplo. Algumas ilustrações de trebuchets medievais até retratam um infeliz negociador sendo lançado além das paredes do castelo por onde ele havia entrado! Fala-se que os trebuchets eram usados para catapultar pessoas mortas e animais em castelos e fortalezas, com o intuito de espalhar doenças. Foto istockphoto." alt="Nos tempos medievais, o trebuchet era usado nas guerras. A força e poder fornecidos por um grande trebuchet seriam suficientes para lançar objetos muito pesados nas posições inimigas - pesados o suficiente para inflingir danos em paredes fortificadas, por exemplo. Algumas ilustrações de trebuchets medievais até retratam um infeliz negociador sendo lançado além das paredes do castelo por onde ele havia entrado! Fala-se que os trebuchets eram usados para catapultar pessoas mortas e animais em castelos e fortalezas, com o intuito de espalhar doenças. Foto istockphoto." align="right" src="http://creation.com/images/fp_articles/2007/5081trebuchet.jpg" /> <i>trebuchets</i> em miniatura. A carga (o pólen na antera) é atada ao braço lançador (filete) por uma “dobradiça” flexível, que conecta a antera ao topo do filamento. Depois que as pétalas se abrem, a tensão dos filamentos se desfaz, liberando energia elástica, a rotação da antera sobre o topo do filamento acelera o pólen a sua máxima velocidade vertical e o lança, arremessando o pólen para cima (3).</p>
<p align="justify">É claro&#8230; Sabendo que o <i>trebuchet</i> medieval foi inteligentemente <i>projetado</i>, poderíamos dizer que a <i>C. canadensis</i> também foi? (E o Designer da <i>C. canadensis</i> teve a ideia primeiro!) De fato, o artigo dos pesquisadores no periódico <i>Nature</i> aparentemente não pôde deixar de usar essa linguagem: “Os estames da <i>C. canadensis</i> são <b>projetados</b> como <i>trebuchets</i> medievais em miniatura&#8230;” (3, grifo nosso).</p>
<p align="justify">Evidentemente é muito difícil imaginar como cada um dos componentes florais poderia ter surgido, em perfeita sincronia, por um possível processo de evolução gradual. “As pétalas abrem-se <b>independentemente</b> da atividade do estame” (17), disseram os pesquisadores – mas por que haveria necessidade de uma rápida abertura das pétalas se o estame-trebuchet, completamente funcional, não estivesse pronto desde o início? De forma inversa, um rápido lançador de pólen seria inútil se as pétalas não desabrochassem a tempo (18).</p>
<p align="justify">Tudo isso aponta (Romanos 1:20) para a conclusão lógica que a explosão da <i>C. canadensis</i> não surgiu por nenhum acidente.</p>
<h3><font color="#0080ff"><em>Referências</em></font></h3>
<p align="justify">(1) Veja a ref. GARCIA, Marcelo. Rápida no gatilho. <b>Ciência Hoje On-line</b>, 06 jun 2005. Disponível em: &lt;<a href="http://cienciahoje.uol.com.br/3387">http://cienciahoje.uol.com.br/3387</a>&gt;. Acesso em: 14 mai 2009. Nota do Tradutor: Essa referência não consta no texto original.</p>
<p align="justify">(2) Angell, S., Professors record the world´s fastest plant, Oberlin College News &amp; Features, &lt;<a href="http://www.oberlin.edu/news-info/05may/expflower.html">www.oberlin.edu/news-info/05may/expflower.html</a>&gt;, 12 mai 2005.</p>
<p align="justify">(3) Edwards, J., Whitaker, D., Klionsky, S., Laskowski, M., A record-breaking pollen catapult, <i>Nature</i> <b>435</b>(7039):164,2005.</p>
<p align="justify">(4) Burrows, M., Froghopper insects leap to new heights, <i>Nature</i><b> 424</b>(6948):509, 2003.</p>
<p align="justify">(5) Veja também Catchpoole, D., In leaps and bounds – the amazing jumpings prowess of frogs and froghoppers, <i>Creation</i> <b>30</b>(4):40-41, 2008; &lt;www.creation.com/leaps).</p>
<p align="justify">(6) Patek, S., Korff, W. E Caldwell, R., Deadly strike mechanism of a mantis shrimp, <i>Nature</i><b> 428</b>(6985):819-820, 2004.</p>
<p align="justify">(7) Veja também Sarfati, J., Shrimpy superboxer, <i>Creation</i> <b>30</b>(2):12-13, 2008; (www.creation.com/shrimpy&gt;.</p>
<p align="justify">(8) Snelderwaard, P., de Groot, J. E Deban, S., Digital video combined with conventional radiography creates an excellent high-speed X-ray video system, <i>Journal of Biomechanics</i><b> 35</b>:1007-1009, 2002.</p>
<p align="justify">(9) Sarfati, J., A coat of many colours – captivating chameleons, <i>Creation</i><b> 26</b>(4):28-33, 2004; &lt;www.creation.com/chameleon&gt;.</p>
<p align="justify">(10) Forterre, Y., Skotheim, J., Dumais, J. e Mahadevan, L., How the Venus flytrap snaps, <i>Nature</i><b> 433</b>(7024):421-425, 2005.</p>
<p align="justify">(11) Veja também Sarfati, J., Venus flytrap – ingenious mechanism still baffles Darwinists, <i>Cration</i><b> 29</b>(4):36-37, 2007; &lt;www.creation.com/flytrap&gt;.</p>
<p align="justify">(12) Schirber, M., World´s fatest plant: New speed record set, <i>Live Science</i>, &lt;<a href="http://www.livescience.com/othernews/05012_exploding_pollen.html">www.livescience.com/othernews/05012_exploding_pollen.html</a>&gt;, 12 mai 2005.</p>
<p align="justify">(13) Sohn, E., Fastest plant on Earth, <i>Science News for Kids</i>, &lt;<a href="http://www.sciencenewsforkids.org/articles/20050615/Note3.asp">www.sciencenewsforkids.org/articles/20050615/Note3.asp</a>&gt;, 24 ago 2006.</p>
<p align="justify">(14) N.T.: “O filete é liberado rapidamente, adquirindo uma aceleração de até 24.000 m/s<sup>2</sup> (800 vezes maior do que a necessária para colocar uma nave em órbita).” GARCIA, Marcelo, op. cit., ref. 1.</p>
<p align="justify">(15) Trebuchet.com – the atomic bomb of the Middle Ages, &lt;<a href="http://www.trebuchet.com/">www.trebuchet.com</a>&gt;, 1 dez 2006.</p>
<p align="justify">(16) All about catapults, <a href="http://www.catapults.info/">www.catapults.info</a>, 1 dez 2006.</p>
<p align="justify">(17) Novamente, o grifo é nosso. Ref. 2.</p>
<p align="justify">(18) Os mecanismos de catapulta da língua dos camaleões e das pernas dos cavalos são, da mesma forma, <i>irredutivelmente complexos</i>. Isto é, ambos os sistemas de “abertura” e “lançamento” devem estar completos desde o início para que a “catapulta” funcione – os supostos pequenos passos intermediários da evolução não teriam nenhuma vantagem por si mesmos, porque a seleção natural não os favoreceria.</p>
<p align="justify">Veja a ref. 8 e Sarfati, J., Horse legs: the special catapult mechanism, <i>Creation</i> 25(4):36, 2003; <a href="http://www.creation.com/horselegs">www.creation.com/horselegs</a>.</p>
<p align="justify">N.T. Achei alguns vídeos no site na Nature, sobre a explosão da <em>C. canadensis</em>. Os vídeos estão em câmera lenta. Não consegui publicá-los, então, segue o link para download: <a title="http://www.nature.com/nature/journal/v435/n7039/suppinfo/435164a.html" href="http://www.nature.com/nature/journal/v435/n7039/suppinfo/435164a.html">http://www.nature.com/nature/journal/v435/n7039/suppinfo/435164a.html</a>. Acesso em 15 mai 2009. Abaixo, um vídeo do You tube.</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<div style="width:425px;display:block;float:none;margin:0 auto;padding:0;" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:7f9f122a-1a20-445a-aeb6-b318f3abe728" class="wlWriterEditableSmartContent">
<div><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/05/15/bang-a-flor-trebuchet/"><img src="http://img.youtube.com/vi/HrOoV__r-Do/2.jpg" alt="" /></a></span></div>
<div style="clear:both;font-size:.8em;">Mecanismo de Poliniza&ccedil;&atilde;o da C. canadensis.</div>
</div>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/considereapossibilidade.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/considereapossibilidade.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/considereapossibilidade.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/considereapossibilidade.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/considereapossibilidade.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/considereapossibilidade.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/considereapossibilidade.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/considereapossibilidade.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/considereapossibilidade.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/considereapossibilidade.wordpress.com/323/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=323&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Daniel</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb3.png" medium="image">
			<media:title type="html">Foto de Joan Edwards.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb4.png" medium="image">
			<media:title type="html">Foto de Joan Edwards. Repare nas pequenas inflorescências - são elas que &#34;explodem&#34;.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb5.png" medium="image">
			<media:title type="html">Foto por A. Acosta, J. Edwards, M. Laskowski e D. Whitaker, veja a ref. 2.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://creation.com/images/fp_articles/2007/5081trebuchet.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Nos tempos medievais, o trebuchet era usado nas guerras. A força e poder fornecidos por um grande trebuchet seriam suficientes para lançar objetos muito pesados nas posições inimigas - pesados o suficiente para inflingir danos em paredes fortificadas, por exemplo. Algumas ilustrações de trebuchets medievais até retratam um infeliz negociador sendo lançado além das paredes do castelo por onde ele havia entrado! Fala-se que os trebuchets eram usados para catapultar pessoas mortas e animais em castelos e fortalezas, com o intuito de espalhar doenças. Foto istockphoto.</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://img.youtube.com/vi/HrOoV__r-Do/2.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Nova t&#233;cnica para obten&#231;&#227;o de c&#233;lulas-tronco pluripotentes surpreendem; ou, O prov&#225;vel fim da matan&#231;a dos inocentes</title>
		<link>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2009/05/08/nova-tcnica-para-obteno-de-clulas-tronco-pluripotentes-surpreendem-ou-o-provvel-fim-da-matana-dos-inocentes/</link>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:18:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[células sanguíneas]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco embrionárias]]></category>
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		<description><![CDATA[ Em março, Barack Obama suspendeu as restrições de financiamento federal às pesquisas de células-tronco embrionárias (1). Como sempre acontece nessas decisões, agradou e desagradou a muitos. E alguns dos defensores dessas pesquisas ufanaram-se com a vitória da deusa ciência sobre os cretinos dogmas religiosos. Aqui no Brasil não foi muito diferente…
Há um ano atrás [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=322&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image.png"><img style="display:inline;margin:5px 0 15px;" title="Foto stock.xchng" alt="Foto stock.xchng" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb.png?w=465&#038;h=321" width="465" height="321" /></a> Em março, Barack Obama suspendeu as restrições de financiamento federal às pesquisas de células-tronco embrionárias (1). Como sempre acontece nessas decisões, agradou e desagradou a muitos. E alguns dos defensores dessas pesquisas ufanaram-se com a vitória da deusa ciência sobre os cretinos dogmas religiosos. Aqui no Brasil não foi muito diferente…</p>
<p align="justify">Há um ano atrás escrevi sobre isso. Até hoje, aquele post (2) é o mais visitado deste blog, com 861 visualizações. Portanto, é lógico que o assunto desperta o interesse de muitos. Naquela ocasião, me manifestei contra as pesquisas – o que ainda faço, sem medo algum de estar errado, ou de ser acusado de viver no século XVI. Pois é melhor ser cuidadoso que afobado.</p>
<p align="justify">Para quem não lembra, as células-tronco embrionárias são pluripotentes, ou seja, podem se especializar em virtualmente qualquer célula do corpo humano. Obtê-las seria incrível, pois teríamos um tratamento tendendo à perfeição: células do próprio paciente (sem risco de rejeição), se desenvolvendo para reconstituir tecidos e orgãos danificados. Brilhante. O problema é como obtê-las: é preciso matar um embrião humano. Biologicamente, é indiscutível: o embrião é um ser humano. Não tem lógica dizer o contrário. É só deduzir…</p>
<p align="justify">&#160;</p>
<div align="justify">
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="2" width="465">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="463"><b><i>Todos os humanos têm 46 cromossomos.               <br /> </i></b><b><i>Embriões que crescem em úteros humanos têm 46 cromossomos.                <br /></i></b><b><i>Logo, embriões que crescem em úteros humanos são humanos. (3)</i></b></td>
</tr>
</tbody>
</table></div>
<p align="justify">Porém, é lógico que as pessoas não admitem isso porque, se admitirem, admitirão que estão matando pessoas ao procurarem obter as células-tronco embrionárias dessas pessoas. (Isso parece ter algo a ver com “cobiçar o que é do próximo”, algo assim…) Mas e quanto às pessoas que estão dependendo dessas pesquisas para voltarem a andar, falar, se locomover, etc &#8211; enfim, para serem curadas? Devem abandonar a esperança?</p>
<p align="justify">Graças a Deus, não. E já explico por quê.</p>
<h3 align="justify"><i><font color="#0080ff">“A vida de toda carne é o seu sangue”</font></i></h3>
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image1.png"><img style="margin:5px 15px 0 0;" title="Imagem stock.xchng" alt="Imagem stock.xchng" align="left" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb1.png?w=281&#038;h=213" width="281" height="213" /></a>Isso está em Levítico 17:14 (a versão é a NVI). Embora não esteja se referindo às celulas-tronco embrionárias, pegamos emprestada a citação justamente porque vamos falar sobre o sangue. Ou melhor, do que se pode obter com o sangue.</p>
<p align="justify">Em março deste ano, cientistas conseguiram reprogramar células do sangue para agir como células-tronco embrionárias (4). Ou seja: serem <i>pluripotentes</i>.</p>
<blockquote><p align="justify">Para gerar células-tronco pluripotentes induzidas (apelidadas células iPS), coletou-se sangue de um doador masculino de 26 anos. Da amostra de sangue, os pesquisadores isolaram células CD34+, um tipo de célula-tronco que produz somente células sanguíneas, e cultivaram-nas com fatores de crescimento por seis dias, aumento-as em número.</p>
<p align="justify">&quot;Durante a cultura, os cientistas infectaram as células CD34+ com um vírus que carregava fatores de reprogramação, genes expressos normalmente em células-tronco embrionárias, que podem reiniciar as células sanguíneas a um estado embrionário. Colônias de células exibindo características físicas semelhantes às das células-tronco embrionárias (CTE) apareceram cerca de duas semanas após o procedimento. Para determinar se as células eram semelhantes também funcionalmente às CTEs, os cientistas analisaram as linhagens de células CD34+ iPS, para ver se haviam adquirido “marcadores” de células-tronco, a combinação singular de proteínas que cobrem a superfície das células e as distingue de outros tipos celulares. De fato, as linhagens de iPS expressaram os mesmos marcadores que as CTE e, além disso, também compartilharam a capacidade de se diferenciar em uma variedade de tipos celulares especializados.” (5)</p>
</blockquote>
<p align="justify">A importância disso é óbvia: com investimento nesse tipo de pesquisa, daqui a algum tempo <b>talvez</b> <b>não seja mais necessário matar embriões para obter células-tronco pluripotentes</b>. E nesse caso, que se façam mais e mais pesquisas, que se invista dinheiro e que se trate pessoas que só podem ser tratadas com células-tronco. Afinal, mais ninguém vai ter que morrer por isso.</p>
<h3 align="justify"><font color="#0080ff"><em>A importância de dar tempo ao tempo</em></font></h3>
<p align="justify">Recebi essa notícia com muita alegria, mas só a recebi <i>agora</i>. Veja que a publicação é de 20 de abril, 18 dias atrás. Procurei nos principais jornais online do Brasil, mas não achei nenhuma notícia sobre isso. Por quê?</p>
<p align="justify">Por que houve tamanho frenesi quando as pesquisas de células-tronco embrionárias (aquelas que matam pessoas) foram liberadas no Brasil; as notícias eram rapidíssimas; havia <i>flashs </i>a toda hora na TV; especialistas nas rádios; e essa pesquisa, tão maravilhosamente esperançosa, parece não ser do conhecimento de ninguém? Por quê?</p>
<p align="justify">Certamente, alguém está pensando, como sempre fazem, que eu não preciso do tratamento, por isso o critico. Mas a questão não é essa. Eu precisar ou não, não muda um fato: matar pessoas para o meu benefício é errado. Contudo, o tratamento talvez possa ser obtido dessas novas técnicas.</p>
<blockquote><p align="justify">A obtenção de células-tronco pluripotentes do sangue, que é um dos tecidos mais fáceis de se obter, provê uma estratégia simples para a geração de células-tronco específicas do paciente, que são valiosas ferramentas de pesquisa e podem, um dia, ser usadas para tratar várias doenças&quot;. (8)</p>
</blockquote>
<blockquote><p align="justify">Uma vez que células-tronco estiverem disponíveis a partir do sangue do paciente, deverá haver bem pouco, senão nenhum, interesse em células-tronco embrionárias como fonte de reposição de células para tecidos doentes. Embriões ainda não produziram tratamentos até hoje, enquanto que fontes não-embrionárias originaram mais de 70 tratamentos efetivos (6). Se não há necessidade médica para a destruição sistemática de embriões humanos, porque há tantos pesquisadores que ainda promovem, insistentemente, essa prática?&quot; (7)</p>
</blockquote>
<p align="justify"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image2.png"><img style="display:inline;margin:5px 0 0 15px;" title="image" alt="image" align="right" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2009/05/image_thumb2.png?w=240&#038;h=180" width="240" height="180" /></a> Se essa pesquisa se confirmar em tratamento, as coisas mudam completamente.&#160; Fico me perguntando se, daqui a 60, 80, 100 anos, 200 anos, quando os universitários, mestres e doutores daquele tempo souberem que matamos embriões para fazer pesquisa, vão olhar para nós como assassinos de inocentes. Será que vão nos comparar a Herodes &#8211; matando crianças para manter a si mesmo? Ou como o Faraó contemporâneo de Moisés &#8211; matando crianças para manter sua nação?</p>
<h3 align="justify"><font color="#0080ff"><em>Conclusão</em></font></h3>
<p align="justify">O problema todo é sua cosmovisão, querido leitor. Se a vida humana não passa de um acidente natural (de muita sorte), porque ela deve ser considerada de valor? Por que preservá-la? Contudo, se ela foi criada com um propósito, por um Deus eterno que a ama, por que deveria ser assassinada?</p>
<p align="justify">Não sou moralista. Mas fatos são fatos. Há alternativas às células-tronco embrionárias. Por que não investir nelas? Por que houve tanta pressa em pressionar pesquisas que envolvem um problema ético tão complexo, se há outras possibilidades não-agressivas à Ética?</p>
<p align="justify">A resposta é <strong>ansiedade</strong>. A ansiedade faz os pesquisadores julgarem o problema ético não tão importante (ou uma frescura). Faz as vítimas das doenças acreditarem que, sem aquele tratamento, não haveria outra chance de serem curados. Faz as autoridades não enxergarem linhas de pesquisa alternativas. Faz a humanidade pensar só no presente. Faz o homem não pensar no próximo.</p>
<blockquote><p align="justify"><font color="#333333">Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido. Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.” (1 Pedro 5:6-7, NVI)</font></p>
</blockquote>
<h3 align="justify"><font color="#0080ff"><em>Referências</em></font></h3>
<p align="left">(1) OBAMA SUSPENDE RESTRIÇÕES DE FINANCIAMENTO FEDERAL A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO. <b>Abril.com. </b>Disponível em: &lt;<a href="http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/obama-suspende-restricoes-financiamento-federal-pesquisa-celulas-tronco-426391.shtml">http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/obama-suspende-restricoes-financiamento-federal-pesquisa-celulas-tronco-426391.shtml</a>&gt;. Acesso em 8 mai 2009.</p>
<p align="left">(2) PEREIRA, Daniel Ruy. Células-tronco: por que não? Blog <b>Considere a possibilidade. </b>Postado em<b> </b>7 abr 2008. Disponível <a href="http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/04/07/celulas-tronco-por-que-nao/">aqui</a>, evidentemente!</p>
<p align="justify">(3) Propositadamente, não considerei outros fatores como o raciocínio lógico, as artes, a linguagem, o comportamento, a filosofia e outros fatores que fazem de um ser com 46 cromossomos um humano. Contudo, não se conhece outra espécie que tenha 46 cromossomos. Essa é uma característica exclusiva do <i>Homo sapiens sapiens.</i></p>
<p align="justify">(4) LOH, Yuin-Han et al. Generation of induced pluripotent stem cells from human blood. <b>Blood</b>. Pré-publicado online em 18 mar 2009. Disponível em: &lt;<a href="http://bloodjournal.hematologylibrary.org/cgi/content/abstract/blood-2009-02-204800v1?maxtoshow=&amp;HITS=10&amp;hits=10&amp;RESULTFORMAT=&amp;fulltext=Generation+of+induced+pluripotent+stem+cells+from+human+blood.+Blood&amp;searchid=1&amp;FIRSTINDEX=0&amp;sortspec=relevance&amp;resourcetype=HWCIT">bloodjournal.hematologylibrary.org</a>&gt;. Acesso em: 8 mai 2009.</p>
<p align="justify">(5) STUDY FINDS BLOOD CELLS CAN BE REPROGRAMMED TO ACT AS EMBRYONIC STEM CELLS. <b>American Society of Hematoloqy</b><i>.</i> Publicado em 20 abr 2009. Disponível em: &lt;<a href="http://www.hematology.org/media/04202009.cfm">http://www.hematology.org/media/04202009.cfm</a>&gt;. Acesso em: 08 mai 2009. Tradução nossa.</p>
<p align="justify">(6) THOMAS, B. Understanding the Stem Cell Debate. <b>ICR News</b>. Postado em <a href="http://www.icr.org">&lt;www.icr.org</a>&gt; em 10 jul 2008. Acesso em: 21 abr 2009.</p>
<p align="justify">(7) THOMAS, Brian. Stem cells from blood render embryonic sources obsolete. <b>ICR News</b>. Postado em 6 mai 2009. Disponível em: &lt;<a href="http://www.icr.org/article/4613/">http://www.icr.org/rticle/4613/</a>&gt;. Acesso em 8 mai 2009. Tradução nossa.</p>
<p align="justify">(8) Ver ref 5.</p>
<p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" /></a>    <br />Esta obra está licenciada sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/">Licença Creative Commons</a>.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/considereapossibilidade.wordpress.com/322/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/considereapossibilidade.wordpress.com/322/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/considereapossibilidade.wordpress.com/322/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/considereapossibilidade.wordpress.com/322/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/considereapossibilidade.wordpress.com/322/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/considereapossibilidade.wordpress.com/322/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/considereapossibilidade.wordpress.com/322/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/considereapossibilidade.wordpress.com/322/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/considereapossibilidade.wordpress.com/322/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/considereapossibilidade.wordpress.com/322/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=322&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Velcro celular!?</title>
		<link>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/12/30/velcro-celular/</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 13:39:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A pele é o nosso maior orgão, &#8220;proporcionando ao corpo um revestimento protetor, que contém terminações nervosas sensitivas e participa da regulação da temperatura corporal, além de cumprir outras funções.&#8221; (1) Além disso, é incrivelmente resistente e flexível. Como, porém, a pele mantém essa resistência e flexibilidade?
Isso foi um mistério por muito tempo, mas os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=26&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify">A<strong> </strong>pele é o nosso maior orgão, &#8220;proporcionando ao corpo um revestimento protetor, que contém terminações nervosas sensitivas e participa da regulação da temperatura corporal, além de cumprir outras funções.&#8221; (1) Além disso, é incrivelmente resistente e flexível. Como, porém, a pele mantém essa resistência e flexibilidade?</p>
<p align="justify">Isso foi um mistério por muito tempo, mas os cientistas do <em>European Molecular Biology Laboratory</em> (EMBL) descobriram, em dezembro de 2007, como funciona. (2, 3)<font color="#800000"> </font>O segredo está nos <em>desmossomos</em>, em sua ultra-estrutura, observada por meio de uma nova técnica de microscopia. (2)</p>
<h3><span style="color:#000000;"><font color="#0080ff">O que são desmossomos?</font></span></h3>
<div style="text-align:center;"><img style="margin:10px 0 5px;" border="0" alt="ESQUEMA DE DESMOSSOMO. Baseado em JUNQUEIRA &amp; CARNEIRO, 1997. p. 97. Desenho fora de escala, com organelas e estruturas desproporcionais para evidenci&aacute;-las. Ilustra&ccedil;&atilde;o por Daniel Ruy Pereira" align="absMiddle" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/03/desmossomofin.jpg?w=400&#038;h=265" width="400" height="265"></div>
<p align="justify">Os desmossomos são estruturas celulares em forma de disco, existentes nas membranas plasmáticas de células vizinhas, responsáveis pela aderência dessas células. (4) De acordo com os pesquisadores do EMBL, &#8220;são junções adesivas intracelulares baseadas em caderinas.&#8221; (2)</p>
<p align="justify">Caderinas são proteínas da membrana plasmática, pertencentes a um grupo de proteínas conhecido como CAMs (<em>M</em>oléculas de <em>A</em>desão <em>C</em>elular, do inglês <em>Cell Adhesion Molecules</em>). São elas que promovem a adesão celular, em uma relação direta com a concentração do íon Ca²+ no meio extracelular. Se a concentração desse íon for muito baixa, as caderinas perdem a adesividade. (4) Essas proteínas são encontradas na pele e também nos músculos cardíacos, &#8220;onde força combinada a flexibilidade é essencial.&#8221; (5)</p>
<blockquote><blockquote>
<p align="justify"><span style="color:#000000;">Nós pudemos ver a interação entre duas caderinas diretamente, e isto revelou de onde vem a força da pele humana&#8221; &#8211; diz Al-Amoudi &#8211; &#8220;O truque é que cada caderina se liga duas vezes: uma à molécula da célula justaposta e outra à sua vizinha do lado. O sistema funciona um pouco semelhante a um velcro especializado, e estabelece contatos campactos entre as células. (3)</span></p>
<p align="justify">Depois de fitar a estrutura atômica da C-caderina nos sub-tomogramas médios, nós vimos um arranjo periódico de uma interação trans na forma de W e uma cis na forma de V, correspondendo às moléculas de membranas opostas e da mesma membrana celular, respectivamente. (2)</p>
</blockquote>
</blockquote>
<h3><span style="color:#000000;"><font color="#0080ff">A evidência de design</font></span></h3>
<p align="justify">Como uma estrutura tão especializada pode ter evoluído? Boa pergunta, porque os autores dessa pesquisa não abordaram o assunto. (5) Então, vamos analisar as informações que temos.</p>
<p align="justify">Os tecidos onde estão localizadas as caderinas são &#8220;essenciais à sobrevivência&#8221; (5) e já devem estar prontos no momento em que você nascer (na verdade, já estão prontos até mesmo antes). Se apenas uma dessas estruturas estiver prejudicada &#8211; a membrana plasmática, o desmossomo, as caderinas, a concentração de Ca²+ ou a organização semelhante ao velcro &#8211; todas determinadas geneticamente &#8211; não existe força nem flexibilidade. Ou seja, não existe pele, não existe músculo cardíaco, não existe vida.</p>
<p align="justify">Pelo que se entende de evolução, essas estruturas deveriam ter surgido gradualmente, aos saltos, por meio da adição de mutações ao DNA original, que deveriam se somar umas às outras até que a estrutura estivesse pronta, como os cientistas a observaram ao microscópio. Isso, naturalmente, levaria milhões de anos. Pergunta: que ser vivo pluricelular como o ser humano poderia esperar tanto tempo assim para evoluir, já que o primeiro homem já precisaria da pele exatamente como a temos hoje para sobreviver no ambiente hostil que encontraria fora do útero? Pois é evidente que todas essas partes têm que funcionar juntamente, desde o início da vida.</p>
<p align="justify">Diante<strong> </strong>de algo tão complexo como a pele humana, seria possível crer que os seres humanos evoluíram ao acaso? A resposta é simples. Não!</p>
<h3><span style="color:#000000;"><font color="#0080ff">Referências</font></span></h3>
<p align="justify">(1) DANGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. <strong>Anatomia humana básica</strong>. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006. p. 173.</p>
<p align="justify">(2) AL-AMOUDI, Ashraf et al. The molecular architeture of cadherins in native epidermal desmosomes. <strong>Nature, </strong>450, 832-837, 6 dez 2007. Resumo. Disponível em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.nature.com/nature/journal/v450/n7171/full/nature05994.html">http://www.nature.com/nature/journal/v450/n7171/full/nature05994.html</a>&gt;. Acesso em: 23 mar 2008.</p>
<p align="justify">(3) WHY SKIN IS STRONG: cells stick like velcro. <strong>LiveScience</strong>, 05 dez 2007. Disponível em: &lt;<a href="http://www.livescience.com/health/071205-close-look.html">http://www.livescience.com/health/071205-close-look.html</a>&gt;. Acesso em 23 mar 2008.</p>
<p align="justify">(4) JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, José. <strong>Biologia Celular e Molecular</strong>. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. p. 95-97, 286.</p>
<p align="justify">(5) DESIGN IS SOMETIMES SKIN-DEEP. <strong>Creation</strong> 30 (2), mar-mai 2008. p. 8.</p>
<p align="justify"><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"><img style="border-width:0;" alt="Creative Commons License" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png"></a><br />Esta <span>obra</span> está licenciada sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/" rel="license"><span style="color:#105cb6;">Licença Creative Commons</span></a>.</p>
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			<media:title type="html">Daniel</media:title>
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			<media:title type="html">ESQUEMA DE DESMOSSOMO. Baseado em JUNQUEIRA &#38; CARNEIRO, 1997. p. 97. Desenho fora de escala, com organelas e estruturas desproporcionais para evidenci&#225;-las. Ilustra&#231;&#227;o por Daniel Ruy Pereira</media:title>
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			<media:title type="html">Creative Commons License</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Olhos esplêndidos!</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 03:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[alcance]]></category>
		<category><![CDATA[arrestina]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[dinâmico]]></category>
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		<category><![CDATA[seleção natural]]></category>

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		<description><![CDATA[Melhores que qualquer câmera–a resposta do olho à luz
David Catchpoole e Jonathan Sarfati

Artigo traduzido de: Creation 30(3):23, jun–ago 2008. Título original: “Excellent eye!&#8221; Copyright Creation Ministries International Ltda, &#60;www.creationontheweb.com&#62;. Usado com permissão.
Tradução de Daniel Ruy Pereira.
Quando você sai de uma sala escura para um lugar ensolarado, seu olho mecanicamente encolhe a pupila, diminuindo a quantidade de luz [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=109&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h2 style="text-align:justify;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Melhores que qualquer câmera–a resposta do olho à luz</span></span></span></h2>
<h3 style="text-align:justify;"><em><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">David Catchpoole</span></span><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"> e </span></span></span><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Jonathan Sarfati</span></span></em><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><br />
</span></span></span></h3>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Artigo traduzido de: </span></span></span><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Creation </span></span></span></em><span><span style="text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><em>30</em></span></span><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><em>(3):23, jun–ago 2008. Título original: “Excellent eye!&#8221; Copyright</em> Creation Ministries International Ltda, &lt;www.creationontheweb.com&gt;. Usado com permissão.<br />
<em>Tradução de Daniel Ruy Pereira.</em></span></span></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/10/anatomia_do_olho_humano_cmi.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-112" style="border:black 0 solid;" title="anatomia_do_olho_humano_cmi" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/10/anatomia_do_olho_humano_cmi.jpg?w=339&#038;h=309" alt="" width="339" height="309" /></a>Quando você </strong>sai de uma sala escura para um lugar ensolarado, seu olho mecanicamente encolhe a pupila, diminuindo a quantidade de luz que nele penetra. De fato, o olho funciona maravilhosamente, por uma extensa variedade de intensidades luminosas, isto é, da escuridão intensa à luminosidade intensa. </span></p>
<h2 class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"></h2>
<h2 class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Alcance dinâmico</span></h2>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><strong></strong></span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><strong>O olho </strong>pode detectar um simples fóton de luz, a luz mais tênue</span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"> </span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span>possível. Apesar de alguns evolucionistas alegarem que o olho é mal projetado, é impossível melhorar </span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">essa</span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span> sensibilidade! Mas o olho também pode trabalhar com 10 bilhões de fótons; ou seja, seu alcance dinâmico é de 10 bilhões para um.</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>Os modernos </strong>filmes fotográficos têm um alcance dinâmico em torno de apenas 1000 para um. Além disso, um dos autores (Jonathan Sarfati) realizou sua pesquisa de doutorado usando fotodetectores de última geração. Não obstante, eles eram tão</span></span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"> </span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">delicados que precisavam de proteção contra intensidades de luz maiores que as normais; por isso usavam-se filtros que permitiam a entrada de apenas um milionésimo de luz; caso contrário, o fotodetector acabaria inutilizado. Modelos mais modernos têm um sistema de desligamento automático. Já o olho se ajusta facilmente a um alcance muito maior, sem precisar de um mecanismo de auto-desligamento. (1)</span></span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"> </span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong></strong></span></p>
<h2 class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"></h2>
<h2 class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Maquinaria automática</span></h2>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong></strong></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong></strong></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/10/5981eyes.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-113" title="5981eyes" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/10/5981eyes.jpg?w=200&#038;h=603" alt="" width="200" height="603" /></a>A maneira </strong>mais conhecida de adaptação do olho à variação da intensidade da luz é a íris, que é a parte colorida do olho. Quando em luz intensa, os músculos se contraem e fecham a pupila, deixando passar menos luz. Quando em pouca luz, outros músculos expandem a pupila.</span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><strong>Contudo, os</strong> bioquímicos Craig Montell e Seung-Jae Lee descobriram que não</span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"> é só </span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span>o movimento de expansão-contração da íris que conduz esse processo; também está envolvida uma maquinaria microscópica. Eles examinaram os olhos das moscas-das-frutas (</span></span></span><span style="text-decoration:none;"><span>Drosophila melanogaster</span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span>), que têm</span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"> </span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span>proteínas e células fotodetectoras semelhantes às nossas.</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>Essas células </strong>possuem as proteínas fotodetectoras na região basal. Mas outra proteína, chamada arrestina, move-se no interior da célula em resposta à luz.</span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><strong>Em situações </strong>com pouca luz, a arrestina fica </span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">em “</span></span><span style="text-decoration:none;"><em>stand-by</em></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">”. </span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span>Mas em situações opostas (com muita luz), ela se move e, então</span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">,</span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span> pode se ligar e “acalmar” a proteína detectora de luz, protegendo-a.</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>Essa proteína </strong>não apenas flutua no citoplasma. Mais que isso, ela é movimentada rapidamente por uma proteína motor, a miosina, sobre os “trilhos” do citoesqueleto. A miosina e a arrestina são “grudadas” por lipídeos adesivos específicos. (2)</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>Dr Montell </strong>explica que, “Para a célula se adaptar apropriadamente à alta intensidade luminosa, a arrestina precisa se movimentar. Se não, a célula permanecerá tão sensitiva à luz como estava quando era escuro. (3)</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"></span></span></p>
<h2 class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"></h2>
<h2 class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Acaso ou projeto?</span></h2>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><strong></strong></span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><strong></strong></span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><strong>Longe de </strong>ser mal projetado, o alcance dinâmico do olho supera o dos melhores fotodetectores produzidos pelo homem. E essa última pesquisa mostra a intrincada maquinaria microscópica por trás dele – existem motor, cola, “calmante” e “trilhos” celulares.</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>Todas essas</strong> características devem estar presentes e coordenadas, ou então o olho ficaria cego em alta luminosidade. (4) </span></span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Portanto, a seleção natural não poderia construir esse sistema passo-a-passo, já que cada passo, isolado, não tem vantagem alguma sobre o passo anterior. Todos os passos devem estar completos.</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><strong>A Bíblia </strong>tem uma resposta muito mais convincente: “…por modo assombrosamente maravilhoso me formaste” (Salmo 139:14</span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;">) – </span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span>uma explicação tão óbvia, que os homens “são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20).</span></span></span></span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span> </span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;text-align:justify;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><span style="font-style:normal;"></span></span></p>
<h2 class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Referências</span></h2>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong></strong></span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:justify;text-decoration:none;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong></strong></span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:left;text-decoration:none;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>(1) O conhecido </strong>reflexo de pestanejo, onde nossas pálpebras involtuntariamente se fecham na presença de súbito</span></span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"> </span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">aumento da intensidade de luz, não é rigorosamente análogo, embora seja um mecanismo de proteção temporária importantíssimo. Porém, veja também a referência 4, abaixo. </span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:left;text-decoration:none;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>(2) Lee</strong>, <strong>S.-J. </strong>and Montell, C., Light-dependent translocation of visual arrestin regulated by the NINAC Myosin III, </span></span></span></span><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">Neuron</span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"> </span></span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">43</span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">:95–103, 8 Julho 2004.</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:left;text-decoration:none;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>(3) Johns Hopkins </strong>Medicine</span></span></span><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;">, &lt;www.hopkinsmedicine.org/Press_releases/2004/07_16_04.html&gt;, 2 Setembro 2004.</span></span></span></span></p>
<p class="western" style="margin-top:.18cm;margin-bottom:.18cm;font-style:normal;text-align:left;text-decoration:none;"><span style="font-style:normal;"><span style="text-decoration:none;"><span><span style="background:none transparent scroll repeat 0 0;"><strong>(4) Isso inclui </strong>o supra-mencionado reflexo de pestanejo, que deve servir para propiciar tempo suficiente para essas proteções moleculares aqui descritas começarem a funcionar. </span></span></span></span> </p>
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	</item>
		<item>
		<title>O Verdadeiro &#8220;Jurassic Park&#8221;?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 05:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[células sanguíneas]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[dinossauros]]></category>
		<category><![CDATA[fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Mary]]></category>
		<category><![CDATA[Paleontologia]]></category>
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		<category><![CDATA[tiranossauro]]></category>
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		<description><![CDATA[Shaun Doyle
Artigo traduzido de: Creation 30(3):12–15, jun–ago 2008. Título original: &#8220;The real ´Jurasic Park?´. Copyright Creation Ministries International Ltda, &#60;www.creationontheweb.com&#62;. Usado com permissão.
Tradução de Daniel Ruy Pereira.

Sangue de dinossauros proveniente de mosquitos, de 65 milhões de anos, preservado em âmbar, e usado para clonar dinossauros vivos? Isso fica muito melhor em filmes de ficção científica, mas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=97&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h3><em><strong>Shaun Doyle</strong></em></h3>
<p class="western"><em>Artigo traduzido de: <em>Creation </em><strong>30</strong>(3):12–15, jun–ago 2008. Título original: &#8220;The real ´Jurasic Park?´. Copyright </em>Creation Ministries International Ltda, &lt;www.creationontheweb.com&gt;. Usado com permissão.<br />
<em>Tradução de Daniel Ruy Pereira.</em></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 451px"><a href="http://creationontheweb.com/images/lote/portuguese/1589jurasic_park.jpg"><img title="O verdadeiro jurassic park" src="http://creationontheweb.com/images/lote/portuguese/1589jurasic_park.jpg" alt="Background images from stock.xchng, dinosaurs from stockxpert." width="441" height="154" /></a><p class="wp-caption-text">Imagens de fundo do stock.xchng, dinossauros do stockxpert.</p></div>
<p class="western">
<p class="western" style="text-align:justify;"><strong>Sangue de </strong>dinossauros proveniente de mosquitos, de 65 milhões de anos, preservado em âmbar, e usado para clonar dinossauros vivos? Isso fica muito melhor em filmes de ficção científica, mas afirmações do tipo <em>“Jurassic Park” </em>estão ficando cada vez mais comuns entre os cientistas. Não estamos falando da possibilidade de ressuscitar dinossauros a partir dos mosquitos. Porém, há abundantes afirmações de que tecido mole, DNA e até mesmo bactérias inteiras “ressuscitaram” de um estado dormente, após terem sobrevivido por milhões de anos:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="txtRef1"></a><strong>Medula de dinossauros.</strong> Mary Schweitzer mostrou que ossos de <em>T. rex</em> “datados” em 68 milhões de anos apresentaram tecidos moles, incluindo a presença de células sanguíneas, veias e tecido ósseo (colágeno).<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef1"><sup>1</sup></a></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="txtRef2"></a><strong>DNA de folha de Magnolia. </strong>Extraído de uma folha fóssil de Magnolia, datada em 17–20 milhões de anos.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef2"><sup>2</sup></a></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="txtRef3"></a><strong>Bactérias congeladas.</strong> Bactérias congeladas na Antártida, datadas em 8 milhões de anos, reviveram em laboratório.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef3"><sup>3</sup></a></p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="txtRef4"></a><strong>Bactérias em âmbar. </strong>Alguns afirmaram terem “ressuscitado” bactérias dormentes encontradas em âmbar, com supostos 120 milhões de anos.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef4"><sup>4</sup></a></p>
</li>
<li>
<p class="western"><a name="txtRef5"></a><strong>Micróbios salgados (halotolerantes). </strong>Um artigo publicado na <em>Nature</em>, em 2000, relatou ter revivido bactérias encontradas em cristais de sal, encontrados a 600m abaixo da superfície, em uma mina, no México, “datadas” em 250 milhões de anos.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef5"><sup>5</sup></a></p>
</li>
</ul>
<h2 class="western" style="text-align:justify;">Os problemas encontrados</h2>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://creationontheweb.com/images/lote/portuguese/1589bones.jpg"><img class="alignleft" src="http://creationontheweb.com/images/lote/portuguese/1589bones.jpg" alt="" width="300" height="181" /></a></p>
<div class="mceTemp" style="text-align:justify;"><strong>Muitos desses </strong>achados foram cercados de controvérsias, e atraíram muito ceticismo de outros evolucionistas. Isso porque moléculas biológicas, como o DNA e o colágeno, são muito complexas e conseqüentemente muito frágeis.³ Exigem constante manutenção para evitar sua quebra (ou desnaturação). Todavia, uma vez que o organismo esteja morto, ficam à mercê do ambiente, e normalmente decaem muito rapidamente. Se as moléculas estiverem em um ambiente isolado de outras formas de vida, água, oxigênio e calor excessivo, elas serão capazes de resistir mais, talvez por milhares de anos. Contudo, não podem durar para sempre, porque estão sujeitas à segunda lei da termodinâmica,<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef6"><sup>6</sup></a> que eventualmente separará as moléculas, através de movimentos puramente randômicos dos átomos e da radiação básica. As mais recentes estimativas estabelecem um <em>limite superior</em> de 125.000 anos para a resistência do DNA e 2,7 milhões de anos para o colágeno, a 0ºC.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef7"><sup>7</sup></a> (A apenas 10ºC, o limite superior é muito menor – 17.500 para o DNA, 180.000 para o colágeno.)</div>
<p class="western" style="text-align:justify;"><a name="txtRef8"></a><strong>Isso é </strong>ainda mais sério com relação à maquinaria biológica em funcionamento que a moléculas isoladas, como o DNA. E preservar moléculas biológicas por milhões de anos já é forçar demais.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef8"><sup>8</sup></a> Porém, preservar a maquinaria da vida, que contém ligações intrínsecas muito mais interconectadas, por uma escala de tempo tão grande, como no caso dos micróbios halotolerantes que foram reanimados, é obviamente bizarro. Como os evolucionistas tentam contornar este enigma?</p>
<h2 class="western" style="text-align:justify;">“Condições atualísticas”?</h2>
<p class="western" style="text-align:justify;"><strong>Buscando uma </strong>resposta, os evolucionistas mantém, é claro, o modelo de milhões-de-anos como sua “suposição inicial”. Mary Schweitzer demonstra isso com relação ao seu <em>T. rex </em>de 68 milhões de anos:</p>
<blockquote class="western"><p><a name="txtRef9"></a><em>‘A presença de componentes moleculares originais não é prevista para fósseis anteriores a um milhão de anos [refs. 1–7] e a descoberta de colágeno neste dinossauro bem preservado dá suporte ao uso das condições atualísticas para formular taxas e modelos de degradação molecular, o que é melhor que confiar em extrapolações teóricas ou experimentais derivadas de condições que não ocorrem na natureza<sup>.&#8217; </sup></em><a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef9"><sup>9</sup></a></p></blockquote>
<p class="western" style="text-align:justify;"><strong>Essa é </strong>a razão comum daqueles evolucionistas que promovem esses achados, então vamos digerir um pouco esse negócio. Primeiramente, note o que foi dito acima: baseando-se em teorias científicas e dados experimentais, não se espera que nenhum colágeno formado originalmente no osso do <em>T. rex</em> dure mais que um milhão de anos.</p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><a name="txtRef10"></a><strong>Mas Schweitzer </strong>então afirma que essa predição deveria ser questionada porque nós encontramos justamente isso (colágeno formado originalmente no osso do <em>T. rex</em>) em um osso de <em>dinossauro</em>. Ela disse ainda, em outro lugar, acerca de seus primeiros achados de células sanguíneas em ossos de <em>T. rex</em>: “Eu simplesmente tive arrepios, pois <em>todo mundo sabe</em> que essas coisas não duram 65 milhões de anos” [ênfase nossa].<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef10"><sup>10</sup></a> Assume-se assim que os dinossauros têm, “obviamente” (de acordo com os evolucionistas), pelo menos 65 milhões de anos de idade, que é exatamete o que eles estão tentando provar! No entanto, sua hipótese (os dinossauros têm mais de 65 milhões de anos) é completamente estranha aos dados experimentais.</p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><strong>É por </strong>isso que Schweitzer diz que nós deveríamos confiar nas “condições atualísticas” em detrimento das “extrapolações teóricas ou experimentais” para explicar como o colágeno pode durar tanto. Temos que repensar todo o nosso entendimento a respeito do modo como as biomoléculas complexas são degradadas – porquê? Porque os dinossauros têm, “obviamente”, milhões de anos de idade. A <em>crença</em> em “milhões de anos” triunfa sobre a ciência experimental!</p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><strong>E sobre</strong> a acusação de que as projeções experimentais e teóricas obtidas não são baseadas nas condições que ocorrem na natureza? O ponto chave dessas projeções é que elas servem não como uma média do tempo de degradação, mas como um <em>limite superior</em>.<sup>7</sup> Ou seja, os experimentos e teorias consideram <em>as melhores condições possíveis de preservação</em>. Conquanto essas condições sejam extremamente improváveis na natureza, este é um obstáculo às razões de Schweitzer porque as condições laboratoriais são projetadas para serem <em>melhores</em> (não piores) que as condições de preservação normalmente encontradas na natureza. Ela exige que o <em>exato oposto</em> seja verdadeiro para que sua argumentação seja válida.</p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><strong>Muitos evolucionistas </strong>enxergam o problema. Ser o vencedor no debate simplesmente não é opção; eles preferem confiar na ciência experimental. Assim, uma vez que eles são obedientes à evolução e aos milhões de anos, a idéia de que essas bactérias, DNA, etc. sobreviveram por milhões de anos é jogada fora. Tais coisas são consideradas contaminações de uma fonte moderna.</p>
<h2 class="western" style="text-align:justify;">Onde o achado foi contaminado?</h2>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://creationontheweb.com/images/lote/portuguese/1589termite.jpg"><img title="Cupins" src="http://creationontheweb.com/images/lote/portuguese/1589termite.jpg" alt="O trato intestinal desta espécie de cupim fóssil (que tem, alega-se, 20 milhões de anos) foi encontrado contendo o mesmo tipo de bactérias existentes nos cupins modernos. Artigos publicados por pesquisadores relataram a “ressurreição” de bactérias preservadas em âmbar, considerado seis vezes mais antigo. Photo by Joachim Scheven, LEBEDIGE VORWELT MUSEUM" width="300" height="207" /></a><p class="wp-caption-text">O trato intestinal desta espécie de cupim fóssil (que tem, alega-se, 20 milhões de anos) foi encontrado contendo o mesmo tipo de bactérias existentes nos cupins modernos. Artigos publicados por pesquisadores relataram a “ressurreição” de bactérias preservadas em âmbar, considerado seis vezes mais antigo. Photo by Joachim Scheven, LEBEDIGE VORWELT MUSEUM.</p></div>
<p class="western" style="text-align:justify;"><a name="txtRef11"></a><strong>Entretanto, a </strong>idéia de contaminação geralmente falha em tratar dos detalhes de cada afirmação. Um exemplo é a descoberta de bactérias em cristais de sal “datados” em 250 milhões de anos. A cada crítica, os pesquisadores originais rechecavam seus métodos e modificavam-nos para levar as críticas em consideração, e continuavam obtendo os mesmos resultados.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef11"><sup>11</sup></a></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><strong>A descoberta </strong>de Mary Schweitzer de vasos sanguíneos, células e colágeno ósseo em ossos de <em>T. rex</em> fornece outro exemplo. Quando foi primeiramente anunciada, causou enorme desconfiança entre os evolucionistas.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef12"><sup>12</sup></a> Em 2005, no meio de forte ceticismo acerca dos achados originais, novas imagens mostraram claramente que o tecido mole era tecido orgânico “fresco”.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef13"><sup>13</sup></a> Rigorosa pesquisa foi também conduzida (novamente cercada de ceticismo) que mostrou que a proteína colágeno, também uma complexa biomolécula, foi muito bem preservada nos ossos de <em>T. rex</em>.<a href="http://creationontheweb.com/content/view/1589/109/#endRef14"><sup>14</sup></a></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><strong>Contaminação sempre </strong>é uma opção, <em>em teoria</em>, mas quando aplicada pelo menos a algumas <em>dessas</em> situações em questão, ela não resiste a um exame minucioso. As implicações óbvias das atuais evidência em análise é a seguinte: esses achados têm apenas milhares de anos de idade, no máximo.</p>
<h2 class="western" style="text-align:justify;">A Bíblia tem a resposta</h2>
<p class="western" style="text-align:justify;">Portanto, a Bíblia dá muito mais sentido a esses “fósseis <em>Jurassic Park</em>”. A preservação de tecidos orgânicos, mesmo por milhares de anos, carece de condições especiais. É surpreendente que sejam encontrados cerca de 4.500 anos depois de terem sido sepultados (mais provavelmente durante o Dilúvio). Mas isso faz muito mais sentido que acreditar que eles têm milhões de anos de idade, idéia que não resiste às evidências reais da física e da química.</p>
<h3 class="western" style="text-align:justify;">Referências</h3>
<ol style="text-align:justify;">
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:left;"><a name="endRef1"></a>Schweitzer, M.H., Suo, Z, Avci, R., Asara, J.M., Allen, M.A., Arce, F.T. E Horner, J.R., Analyses of soft tissue from <em>Tyrannosaurus rex</em> suggest the presence of protein, <em>Science</em> <strong>316 </strong>(5822):277–280, 2007.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef2"></a>Wieland, C. ‘Oldest’ DNA–an exciting find! <em>Creation</em> <strong>13</strong>(2):22–23, 1991; ,creationontheweb.com/oldestdna&gt;.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef3"></a>Catchpoole, D., ‘Sleeping Beauty’ bacteria, <em>Creation</em> <strong>28</strong>(1):23, 2005; &lt;creationontheweb.com/sleeping&gt;. Veja também Catchpoole, D., More ‘Sleeping Beaty’ bacteria, &lt;creationontheweb.com/moresleep&gt;.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef4"></a>Greenblatt, C.L., <em>et al.</em>, Diversity of microorganisms isolated from amber, <em>Microbial Ecology</em><strong> 38</strong>:58–68, 1999.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef5"></a>Vreeland, R.H., Rozensweig, W.D. e Powers, D.W. Isolation of a 250 million-year-old halotolerant bacterium from a primary salt crystal, <em>Nature</em> <strong>407</strong>(6806):897–900, 2000. Veja também Salty saga, <em>Creation</em> <strong>23</strong>(4):15, 2001; &lt;creationontheweb.com/saltysaga&gt;.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef6"></a>Veja Sarfati, J., Second law of thermodinamics: answers to critics, &lt;creationontheweb.com/thermo&gt;.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef7"></a>Nielsen-Marsch, C., Biomolecules in fossil remains: Multidisciplinary approach to endurance, <em>The Biochemist</em>, pp. 12–14, Junho 2002; &lt;www.biochemist.org/bio/02403/0012/024030012.pdf&gt;.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef8"></a>Wieland, C., Ancient DNA and the young earth, <em>Journal of Creation</em> <strong>8</strong>(1):7–10, 1994.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef9"></a>Ref. 1, p. 280.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef10"></a>Yeoman, B., Schweitzer´s dangerous discovery, <em>Discover</em> <strong>27</strong>(4):37–41, 77, abril 2006.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef11"></a>Em 2001, os críticos disseram que as bactérias encontradas nos cristais de sal eram relacionadas muito proximamente às modernas bactérias e por isso deviam ser uma contaminação moderna e não ter 250 milhões de anos (Graur, D. e Pukpo, T., The Permian bacterium that isn´t, <em>Molecular Biology and Evolution</em> <strong>18</strong>(6):1143–1146, 2001).<br />
Porém, os defensores contaram que seus dados não significavam muito (Maughan, H., <em>et al.</em>, The paradox of the ‘ancient‘ bacterium which contains ‘modern‘ protein-coding genes, <em>Molecular Biology and Evolution</em> <strong>19</strong>(9):1637–1639, 2002). Eles também deram muitas evidências de que o sal em que a bactéria foi aprisionada formou-se em redor quando a camada rochosa foi formada, e não em inclusão posterior (Satterfield,C.L., et al., New evidence for 250 Ma age of halotolerant bacterium from a Permian salt crystal, <em>Geology</em> <strong>33</strong>(4):265–268, abril 2005.</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef12"></a>Wieland, C., Sensational dinosaur blood report! <em>Creation</em> <strong>19</strong>(4):42–43, 1997, &lt;creationontheweb.com/dino_blood&gt;.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom:0;"><a name="endRef13"></a>Wieland, C., Still soft and stretchy, &lt;creationontheweb.com/stretchy&gt;., 25 março 2005.</p>
</li>
<li>
<p class="western" style="text-align:left;">Doyle, S., Squishosaur scepticism squashed, &lt;creationontheweb.co/collagen&gt;, 20 abril 2007; veja também &lt;creationontheweb.com/schweit&gt;.</p>
</li>
</ol>
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			<media:title type="html">Daniel</media:title>
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			<media:title type="html">O verdadeiro jurassic park</media:title>
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			<media:title type="html">Cupins</media:title>
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		<title>Biomimética: ciência de acasos ou de projetos?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 17:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[acaso]]></category>
		<category><![CDATA[aperfeiçoamento]]></category>
		<category><![CDATA[biomimética]]></category>
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		<description><![CDATA[
Foi muito interessante ler o artigo da National Geographic Brasil (da qual sou fã já há algum tempo, pela beleza, qualidade, diversidade dos assuntos e, logicamente, as incríveis imagens) deste mês de Abril. O artigo é sobre biomimética,
uma disciplina que busca em estruturas naturais soluções para problemas na engenharia, na ciência dos materiais, na medicina [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=35&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><a href="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/04/copia-de-itanhaem-modelo.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-36" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/04/copia-de-itanhaem-modelo.jpg?w=468&#038;h=324" alt="" width="468" height="324" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Foi muito</strong> interessante ler o artigo da National Geographic Brasil (da qual sou fã já há algum tempo, pela beleza, qualidade, diversidade dos assuntos e, logicamente, as incríveis imagens) deste mês de Abril. O artigo é sobre <em>biomimética</em>,</p>
<blockquote><p>uma disciplina que busca em estruturas naturais soluções para problemas na engenharia, na ciência dos materiais, na medicina e em outros campos. (1)</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Embora </strong>as fotos de Robert Clark sejam de tirar o fôlego, há outras coisas que chamam a atenção.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A primeira</strong> é o título do artigo: &#8220;O <span style="text-decoration:underline;">design</span> na natureza&#8221; Posso grifar a palavra mais uma vez? <span style="text-decoration:underline;">Design</span>. De acordo com o Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa (2), <em>design</em> é a &#8220;concepção de um projeto ou modelo; planejamento&#8221;. Entranho falar nisso em um mundo que supostamente evoluiu &#8211; e evoluiria &#8211; há 4,5 bilhões de anos, em um processo totalmente conduzido pelo acaso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Segunda coisa.</strong> Falando a respeito dos espécimes preservados no Museu de História Natural, em Londres, Tom Mueller diz:</p>
<blockquote><p>Casa espécie, mesmo aquelas extintas, é uma história de sucesso otimizada por milhões de anos de seleção natural. Por que não aprender com o que foi lentamente <em>aperfeiçoado </em>pela evolução? (3)</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Agora é</strong> interessante falar em <em>aperfeiçoamento de processos fortuitos</em>, especialmente quando evolucionistas como o palentólgo Stephen Jay Gould, diz que:</p>
<blockquote><p>A história inclui caos em demasia, e é extremamente dependente de diferenças mínimas e incomensuráveis nas condições iniciais, que levam a resultados radicalmente divergentes causados por disparidades insignificantes e vetadas ao conhecimento nos pontos iniciais. E a história inclui contingências demais; os resultados atuais são moldados por longas cadeias de estados antecedentes imprevisíveis, e não determinados &#8211; como geralmente se supõe &#8211; pelas eternas leis da Natureza. (4)</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Terceiro.</strong> Na página 82, lemos:</p>
<blockquote><p>A evolução não &#8220;projeta&#8221; a asa da mosca ou a pata da lagartixa tendo em vista algum objetivo final, como o faria um engenheiro &#8211; em vez fisso, ela faz cegamente uma miríade de experimentos aleatórios, ao longo de milhares de gerações, que resulta em organismos pouco elegantes ujo objetivo é sobreviver o suficiente para produzir a próxima rodada de experimentos aleatórios. (5)</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Não entendo!</strong> Como um projeto pode ser concretizado com experimentações casuais? O próprio Jay Gould, no artigo citado acima, se posiciona contra a noção de aperfeiçoamento em evolução. A evolução não poderia aperfeiçoar justamente porque ela seria totalmente cega. Vamos mais a fundo nesse assunto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Complexo por acaso?</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A evolução </strong>realmente não projeta coisa alguma. Isso porque seu funcionamento é baseado em seleção natural, mutações genéticas (em geral, degenerativas), isolamento reprodutivo e geográfico etc. Todos estes são processos que ocorrem ao acaso. É como estar no lugar errado, na hora errada, sendo alguém diferente de todos os outros, e ainda se dar bem!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por exemplo, </strong>existe uma espécie de réptil em determinada área, onde o  clima é quente. A espécie vive aí por milhões de anos. Porém, de uma fêmea nasce um indivíduo com uma mutação genética que lhe permite produzir penas. Ele está fadado ao isolamento e à morte, a menos que o clima mude completamente. O sujeitinho tem sorte, e repentinamente o clima muda para um clima frio. Praticamentente todos os animais daquela espécie morrem &#8211; exceto os que são mais bem adaptados. Isso inclui nosso amigo com penas. Agora, as fêmeas que sobreviveram, ao acasalarem com ele, conceberão descendentes que herdarão aquela mutação (<em>por acaso</em>, era dominante!). Pronto. Temos uma nova <em>espécie.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Milhões de </strong>anos depois, um dos descendentes do nosso amigo &#8211; com mais penas &#8211; nasce com uma grande membrana ligando as patas dianteiras nas traseiras. Ele agora pode planar sobre as árvores. Até que surge uma <em>ave</em>. E assim por diante.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Isso é </strong>evolução. Tudo por acaso, ninguém guiando nada. Dessa forma, não existe projeto. Um orgnismo existe por acaso. Não existem conceitos de melhoria ou piora, pois são relativos. O organismo simplesmente existe, por um golpe de sorte.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Portanto, falar</strong> em projeto ou <em>design</em>, em evolucionismo, é absurdo. E isso nos leva a pensar: por que nos maravilhamos diante das adaptações dos organismos, já que elas poderiam ou não estar ali? Existir não envolveria gratidão ou sentimentalismo. Mas é inegável que a impressão que temos é que uma adaptação existe porque existe uma causa. As escamas da pele do tubarão (dentículos dérmicos) fazem a água escorrer pelas microranhuras sem fazer turbilhão. Isso serve para torná-lo um animal rápido. (6) O tubarão precisa ser rápido, pois ele é um predador! Ou seja, a sua velocidade é efeito da velocidade de sua presa (a causa). Ou, pelo menos, a velocidade no tubarão existe porque existe velocidade na presa.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Sei que </strong>os evolucionistas estão cansados de ouvir isso, mas nós criacionistas também já estamos cansados de falar! É óbvio que tudo isso que dissemos acima parece um tanto incrível. Casualmente nada pode surgir! Estruturas complexas como aquelas vistas no artigo da &#8220;<em>National</em>&#8221; não poderiam(e não podem) surgir por acaso. Não é só o fato de existir a escama diferenciada na pele do tubarão. Como ela é produzida? Um gene, dentro de um cromossomo, é copiado por uma enzima, traduzida por outra, e então são produzidas as proteínas necessárias que, pelos elementos que contém, têm determinada conformação e, juntamente com outros materiais, formarão as escamas. Cada etapa deste processo teria que ter surgido por acaso, por sorte, e então o tubarão estaria completo. Mas como isso seria possível se o tubarão precisa de tudo isso pronto para viver? Você percebe a complexidade da coisa toda? Depois me criticam por gostar de livros de fantasia!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A lingüagem</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ao ler</strong> o artigo, pude perceber a lingüagem utilizada pelos cientistas para descrever as estruturas biológicas dos seres vivos. &#8220;Entusiasmado&#8221;, &#8220;projetos geniais&#8221; (p. 67); &#8220;impressionados&#8221;, &#8220;estruturas maravilhosas&#8221; (p.73); &#8220;assombrosa&#8221;, &#8220;misteriosas&#8221;, &#8220;complicadas&#8221; (p. 74); fantástico (p. 78). E no título, <em>design</em>.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Todos esses </strong>adjetivos revelam o assombro diante de coisa que não podemos entender &#8211; especialmente se você for evolucionista. A pergunta que passa na cabeça é: como um ser vivo pode ter a solução exata para o problema da sua sobrevivência? Como a solução de um problema grande assim pode surgir por acaso?</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Me espanta</strong> o uso que os evolucionistas fazem de expressões como &#8220;a evolução faz&#8221;, &#8220;a natureza produz&#8221;, &#8220;aperfeiçoado pela seleção natural&#8221; &#8211; todas presentes no artigo. A impressão que fica é que, instintivamente (podemos dizer), há a necessidade de uma entidade criadora. Parece que não se pode entender ou mesmo encarar a vida sem a presença de um criador &#8211; seja o acaso e os processos evolutivos, seja Deus.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Conclusão</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Se pensarmos</strong> em termos de evolução ao acaso, ficaremos confusos e admirados, porém, sem respostas. Se pensarmos em termos de criação, teremos um sentimento de entusiasmo, quase um louvor!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Porém, há</strong> um outro tipo de pessoa, que pode ser tanto criacionista como evolucionista: o que se acomoda e deixa a questão de lado, como se não tivesse importância.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Pois saiba </strong>que essa pode ser a questão que dará sentido à sua vida. Porque, se evoluíssemos, não teríamos por quê estar aqui, e somos meros produtos de reações químicas. Entretanto, se fomos criados, temos certeza de que o fomos com um objetivo, com um propósito.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Você sabe</strong> o que as religiões ensinam. <em>Todas </em>afirmam que algém nos criou. São muitos relatos concordantes, não acha? E o que a Bíblia diz?</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Porque no Evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: &#8220;O justo viverá pela fé&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. (7)</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ou seja, </strong>se houver um Deus (e há), não adianta preparar desculpas antes de se apresentar a ele. As pessoas vivem sem considerar que irão se apresentar diante de Deus. E se iludem achando que tudo apareceu por acaso. No final, o que dirão a Deus? &#8220;Olha, Senhor, eu não cri porque não tive provas da tua existência.&#8221; Os seres vivos anunciam, em si mesmos, que existe um Criador! E a Bíblia nos ensina a conhecê-lo, através de Jesus Cristo. Não há desculpas diante Dele.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Se você </strong>não se decidir logo, pode ficar tarde. E, se tentar argumentar com Deus, pode ser que o ouça dizer:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#8221; &#8211; Amigo, você </strong>nunca leu o artigo da <em>National Gegraphic</em>?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">(1) MUELLER, Tom. Biomimética: o design da natureza. <strong>National Geographic Brasil</strong>, abr. 2008, p. 60-83.</p>
<p style="text-align:justify;">(2) Design. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. <strong>Novo dicionário básico da língua portuguesa</strong>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994-1995. p. 212.</p>
<p style="text-align:justify;">(3) MUELLER, <em>op. cit.</em>, p. 67. grifo nosso.</p>
<p style="text-align:justify;">(4) GOULD, Stephen Jay. A evolução da vida. <strong>Scientific American Brasil</strong>. ed. especial. n. 5. p. 90-98.</p>
<p>(5) MUELLER, <em>op. cit.</em>, p. 82.</p>
<p>(6) MULLER, <em>op. cit.</em>, p. 75.</p>
<p>(7) Romanos 1:17-23. In: BÍBLIA SAGRADA: nova versão internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2000. p. 876.</p>
<p align="justify"><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
Esta <span>obra</span> está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><span style="color:#105cb6;">Licença Creative Commons</span></a>.</p>
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		<title>Células-tronco: por que não?</title>
		<link>http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/04/07/celulas-tronco-por-que-nao/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 10:48:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Ruy Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco embrionárias]]></category>
		<category><![CDATA[certo]]></category>
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		<description><![CDATA[O problema com as células-tronco não é simples como pensam muitas pessoas (se é que existe alguém que ache a questão simples). Não é questão de separar ciência e religião. Não se pode separar as duas coisas justamente porque, o que está em jogo não é se as pesquisas têm possibilidade de realização (tecnologia). O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=considereapossibilidade.wordpress.com&blog=3131093&post=31&subd=considereapossibilidade&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p align="justify"><strong>O problema</strong> com as células-tronco não é simples como pensam muitas pessoas (se é que existe alguém que ache a questão simples). Não é questão de separar ciência e religião. Não se pode separar as duas coisas justamente porque, o que está em jogo não é se as pesquisas têm possibilidade de realização (tecnologia). O problema real é se a pesquisa é inconstitucional. É se é <em>certo ou errado</em>.</p>
<p align="justify"><strong>O Artigo 5º</strong> da Constituição afirma que:</p>
<blockquote>
<blockquote>
<p align="justify"><em><strong>Art. 5o</strong> Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (&#8230;).</em> <span style="color:#800000;">(1)</span></p>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><strong>Para </strong>os que se opõem à pesquisa, a sua permissão fere justamente esse artigo, além de outros princípios. Mas os que a defendem afirmam que um embrião não é uma pessoa humana, e portanto não se enquadra na definição do artigo.</p>
<blockquote>
<blockquote>
<p align="justify"><em>&#8230; ter células humanas não é ser pessoa humana. Nós temos células humanas nas nossas unhas, no nosso cabelo, assim como há células humanas no embrião fecundado.</em> <span style="color:#800000;">(2)</span></p>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><strong>Portanto, </strong>neste artigo vamos analisar essa questão objetivamente. O debate tem algumas questões fundamentais: 1) Qual é o teor deste debate? 2) Quando começa a vida humana? 3) É certo ou errado pesquisas células-tronco embrionárias?</p>
<h3><span style="color:#000000;">Qual é o teor do debate?</span></h3>
<p align="justify"><strong>Debates</strong> são reações à discordância de opiniões. Aqueles que debatem buscam discutir um tema, a fim de ampliar o conhecimento geral e compreender o mesmo tema em discussão, com o objetivo, como é o caso, de resolver um problema relevante. Por isso, debates ocorrem em todas as áreas do conhecimento &#8211; do Direito à Religião. Em qual área está inserida a questão das células-tronco?</p>
<p align="justify"><strong>Na </strong>científica não é. Aborda conceitos científicos, mas não é científica. <em>&#8220;A Ciência não nos dá informação ética.&#8221;</em> <span style="color:#800000;">(3)</span> O que se discute, lembremos, é se pesquisar células-tronco embrionárias vai contra a Constituição brasileira. Se é <em>certo ou errado</em>. Por isso podemos certamente afirmar que o debate está na  esfera da Ética. Mas não é só isso.</p>
<h3><span style="color:#000000;">Quando começa a vida humana?</span></h3>
<p align="justify"><strong><a title="Cromossomos humanos masculinos." href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/21/DNA_human_male_chromosomes.gif" target="_blank"><img class="alignleft" style="float:left;border:0;" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/04/dna_human_male_chromosomes.jpg?w=300&#038;h=235" border="0" alt="DNA, HUMAN MALE CROMOSSOMES. Cariótipo humano masculino. Os primeiros 22 pares contém as caracter�sticas de todo o organismo, exceto aquelas relativas ao sexo do indiv�duo, contidas no 23º par, XY, chamado par sexual." width="300" height="235" align="left" /></a>Encontramos </strong>muitas respostas para essa questão. Cada religião tem uma diferente. Mas fatos são diferentes de suas interpretações. Por isso, devemos reduzir a resposta ao que diz a Biologia.</p>
<p align="justify"><strong>Um ser </strong>humano possui 46 cromossomos (23 pares, sendo 22 autossomos mais um sexual, XX ou XY, que definem, respectivamente, uma mulher ou um homem). No ato sexual, o homem libera espermatozóides (células vivas), que encontrarão um óvulo (outra célula viva). Note que as duas células já são células vivas. Mas nenhuma delas é humana ainda; são apenas células sexuais (gametas). Cada uma possui 23 cromossomos; o óvulo 22 + X e o espermatozóide, 22 + X ou Y.</p>
<p align="justify"><strong>O encontro</strong> de ambos promove a fecundação e a fusão dos núcleos, originando uma única célula com 46 cromossomos: 23 <em>pares</em>, sendo um deles, sexual (XX ou XY). Ela é chamada zigoto, e tem a capacidade  de crescer, replicar e transcrever o seu DNA e se dividir, através de um processo chamado <em>mitose</em>. Portanto é uma célula viva, feminina ou masculina. <em>Humana</em>.</p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;"><a title="Mitosi em fluorescência." href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/db/Mitosis-flourescent.jpg" target="_blank"><img style="vertical-align:middle;border:0;" src="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/04/mitosis-flourescent.jpg?w=300&#038;h=264" border="0" alt="MITOSE EM MICROSCOPIA DE FLUORESCÊNCIA. Imagem de uma célula pulmonar de tritão (um tipo de salamandra) com coloração de fluoresência em mitose, especificamente durante o inãio da anáfase. De acordo com o NIH, “Os cientistas usam células pulmonares de tritão em seus estudos porque elas são grandes e fáceis de observar, e são bioquimicamente similares às células pulmonares humanas.” O material em verde são as fibras do fuso citoplasmático; em vermelho, a membrana celular e alguns componentes citoplasmáticos próximos, e em azul claro, os cromossomos." width="300" height="264" /></a></p>
<h3> </h3>
<h3><span style="color:#000000;">É certo ou errado pesquisar células-tronco embrionárias?</span></h3>
<p align="justify"><strong>É inevitável</strong> chegar a esse ponto da questão porque este é o <em>cerne</em> da questão.</p>
<p align="justify"><strong>A pesquisa</strong> com células-tronco embrionárias busca células que são chamadas pluripotentes, pois podem se desenvolver em coração, músculos, cérebro, pele e sangue <span style="color:#800000;">(4)</span>, sendo instrumentos de tratamento dos mais promissores para doenças que vão desde anemia falciforme a mal de Parkinson. O maior problema é a sua obtenção.</p>
<p align="justify"><strong>Essas células-tronco</strong> estão localizadas no interior do embrião [que, nesse estágio, chamamos de blastocisto <span style="color:#800000;">(5)</span>], já com muitas células vivas. Para obtê-las, é nescessário <em>arrebentar</em> esse embrião. Evidentemente ele morre. Mas temos células-tronco para tratar uma outra pessoa doente. Isso é certo?</p>
<h3><span style="color:#000000;">Conclusão</span></h3>
<p align="justify"><strong>Analisando</strong> assim, vemos a inconstituicionalidade da pesquisa, pois não trata uma vida humana como tal, negando-lhe os &#8220;direitos à vida, à liberdade, à igualdade&#8221; <span style="color:#800000;">(1)</span>, etc. Em outras palavras: <strong>é errado</strong>. Porém, se ainda é necessário dizer mais, então diremos.</p>
<p align="justify"><strong>É impossível</strong> participar desse debate com imparcialidade. Seja qual for o ponto de vista, ele se divide entre os que <em>acreditam</em> que o embrião é humano e tem os mesmos direitos que nós, e os que <em>acreditam</em> que o embrião ainda não é humano  (ou melhor, potencialmente humano).</p>
<p align="justify"><strong>É óbvio</strong>, portanto, que a religião do debatedor influi na opinião a respeito da pesquisa com células-tronco. Se alguém <em>acredita</em>, tem <em>fé</em>. Pode ser ateu, agnóstico ou cristão. Há, inclusive, quem pergunte quando a alma é introduzida no embrião. <span style="color:#800000;">(6)</span> É impossível determinar científicamente o momento em que o embrião recebe sua alma, porque a alma não é um elemento biológico. Mas é possível determinar quando, biologicamente, espermatozóides e óvulos tornam-se humanos: na fecundação, quando duas células tornam-se uma, com 46 cromossomos.</p>
<p align="justify"><strong>Alguém</strong> pode dizer: &#8220;Mas a probabilidade do embrião se desenvolver é mínima.&#8221; E aqui temos o resultado de nosso século. Seres humanos são números e estatísticas. Não somos mais indivíduos, mas pontos em um todo massificado. Todos com probabilidades de sobrevivência. Evidentemente, sobreviverão apenas os mais aptos, certo?</p>
<p align="justify"><strong>Errado</strong>. A Bíblia nos mostra que somos todos considerados indivíduos para Deus. Davi entendeu isso.</p>
<blockquote>
<blockquote>
<p align="justify"><em>&#8220;Senhor, tu me sondas e me conheces.</em></p>
<p align="justify"><em>(&#8230;)</em></p>
<p align="justify"><em>Tu criaste o íntimo do meu ser<br />
e me teceste no ventre de minha mãe.<br />
Eu te louvo porque me fizeste<br />
  de modo especial e admirável.<br />
Tuas obras são admiráveis!<br />
Digo isso com convicção.<br />
Meus ossos não estavam escondidos de ti<br />
  quando em secreto fui formado<br />
  e entretecido como nas<br />
    profundezas da terra.<br />
</em>Os teus olhos viram o meu embrião<em>;<br />
todos os dias determinados para mim<br />
  foram escritos no teu livro<br />
  antes de qualquer deles existir.&#8221;</em> <span style="color:#800000;">(7)</span></p></blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><strong>E Jeremias</strong> ouviu o seguinte de Deus:</p>
<blockquote>
<blockquote>
<p align="justify"><em>&#8220;A palavra do SENHOR veio a mim, dizendo:</em></p>
<p align="justify"><em>  &#8220;Antes de formá-lo no ventre<br />
    eu o escolhi;<br />
  antes de você nascer, eu o separei<br />
    e o designei profeta às nações&#8221;. </em><span style="color:#800000;">( 8 )</span><span style="font-size:x-small;color:#292526;font-family:Times New Roman;">  </span></p></blockquote>
</blockquote>
<p align="justify"><strong>Deus </strong>nos conhece quando estamos em formação! Ele se importa conosco quando somos apenas  embriões. E não apenas isso, mas também Deus já tem um propósito para cada um (Jeremias deixa isso claro), ainda que sejamos apenas uma idéia, um desejo de pais que queiram um filho &#8211; independentemente se ele é criado em um útero ou em uma proveta.</p>
<p align="justify"><strong>Um embrião</strong>, como mostramos, é um ser humano como nós. Devemos considerar sua vida em <em>probabilidade de concretização</em>, só porque não tem uma forma humana ainda? Todos podemos acordar mortos amanhã. As chances de sobrevivência de um ser humano adulto só são maiores porque ele pode se defender, inclusive com a medicina. Por isso podemos considerar o embrião como nosso próximo. E Jesus disse que devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos.</p>
<p align="justify"><strong>&#8220;Não cobiçaras</strong> a casa do teu próximo (&#8230;) nem coisa alguma que lhe pertença.&#8221; <span style="color:#800000;">(9)</span> E isso inclui suas células-tronco.</p>
<p align="justify">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;- </p>
<h3>REFERÊNCIAS</h3>
<p align="justify"><span style="color:#800000;">(1)</span> CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Disponível em: &lt;<a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&amp;co_obra=18441&amp;co_midia=2">http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&amp;co_obra=18441&amp;co_midia=2</a>&gt;. Acesso em 31 mar 2008. </p>
<p align="justify"><span style="color:#800000;">(2)</span> MELLO, Daniel. Especialistas em bioética defendem uso de células-tronco embrionárias. <strong>Agência Brasil, </strong>5 mar. 2008, 6h41. Disponível em: <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/04/materia.2008-03-04.0475006532/view">&lt;http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/04/materia.2008-03-04.0475006532/view</a>&gt;. Acesso em: 30 mar 2008.</p>
<p align="justify"><span style="color:#800000;">(3)</span> WEINBERGER, Lael. Answering the &#8216;new atheists&#8217;. <strong>Creation</strong>, 30 (2), mar-mai 2008, p. 18-20.</p>
<p><span style="color:#800000;">(4)</span> HOLLOWEL, Kelly. Ten problems with embryonic stem cells research. <strong>Impact</strong>, 344, El Cajon: Institute for Creation Research, fev. 2002.</p>
<div><span style="font-size:large;color:#00937e;font-family:Times New Roman;"><strong></strong></span></div>
<div><span style="color:#800000;">(5)</span> COLLINS, Francis. <strong>A lingüagem de Deus: </strong>um cientista apresenta evidências de que ele existe. São Paulo: Gente, 2007. p. 248-255.</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;">(6)</span> SCHWARTSMAN, Hélio. O prazer de perdoar. Folha On-line. Pensata. 05/03/2008. Disponível em: &lt;<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/%20helioschwartsman/ult510u379018.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ helioschwartsman/ult510u379018.shtml</a>&gt;. Acesso em: 02 abr. 2008.</p>
<p align="justify"><span style="color:#800000;">(7)</span> Salmo 139:1;13-16. (grifo nosso). In: BÍBLIA SAGRADA. Nova Versão Internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2000. p. 572.</p>
<p align="justify"><span style="color:#800000;">(8)</span> Jeremias 1:4-5. <em>op. cit.</em>, p. 693.</p>
<p align="justify"><span style="color:#800000;">(9)</span> Êxodo 20:17. <em>op. cit.</em>, p. 66.</p>
<p align="justify"><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><img style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />
Esta <span>obra</span> está licenciada sob uma <a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><span style="color:#105cb6;">Licença Creative Commons</span></a>.</p>
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			<media:title type="html">Daniel</media:title>
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		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/04/dna_human_male_chromosomes.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">DNA, HUMAN MALE CROMOSSOMES. Cariótipo humano masculino. Os primeiros 22 pares contém as caracter�sticas de todo o organismo, exceto aquelas relativas ao sexo do indiv�duo, contidas no 23º par, XY, chamado par sexual.</media:title>
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		<media:content url="http://considereapossibilidade.files.wordpress.com/2008/04/mitosis-flourescent.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">MITOSE EM MICROSCOPIA DE FLUORESCÊNCIA. Imagem de uma célula pulmonar de tritão (um tipo de salamandra) com coloração de fluoresência em mitose, especificamente durante o inãio da anáfase. De acordo com o NIH, “Os cientistas usam células pulmonares de tritão em seus estudos porque elas são grandes e fáceis de observar, e são bioquimicamente similares às células pulmonares humanas.” O material em verde são as fibras do fuso citoplasmático; em vermelho, a membrana celular e alguns componentes citoplasmáticos próximos, e em azul claro, os cromossomos.</media:title>
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