Resenha: “Criação”

Domingo. Dia frio. Ótimo dia para assistir a um filme alugado. E hoje o escolhido foi “Criação”.  O filme explica como foi escrita a principal obra de Darwin: A Origem das Espécies. A direção é de Jon Amiel e a produção é de Jeremy Thomas. No papel de Darwin vemos Paul Bettany, e como sua esposa, Emma Wedgewood, Jennifer Connelly.

E eu gostei. Muito. É um filmaço. Os atores são incríveis, a música é incrível. Mas, acima disso tudo, achei o enredo incrível. Gostei, porque o filme me fez, ao mesmo tempo, admirar Darwin (o que já acontecia muito antes de eu ver o filme. Afinal, ele era genial), e ter pena do seu sofrimento. Em outras palavras: Darwin foi humanizado (1).

É normal olharmos para uma figura histórica, como Darwin, e aclamá-lo herói, revolucionário, genial, à frente de sua época. Tantos louvores, tantas aclamações, acabam distanciando de nós a sensação de que Darwin era também um homem normal. Pai dedicado, esposo preocupado, pensador consciente, religioso decadente. Assim o filme mostra esse intrigante pensador do século XIX.

Acima disso tudo, o filme mostra Darwin como um homem atormentado. Ele vai perdendo a fé, em parte por causa de sua teoria, em parte por causa do próprio sofrimento, em decorrência da morte da filha Annie, de 10 anos. Ele reluta a publicação de seu livro até onde pode, temendo o castigo eterno de sua alma. Sua reação às palavras de Thomas Huxley no filme ilustram isso. Em certo momento, Huxley diz: “Sr. Darwin, o sr. matou Deus.” Darwin arregala os olhos, sem acreditar no que acaba de ouvir. Esse sentimento permeia o filme todo. Depois de muito sofrimento, medo e decepção com a igreja, ele e sua esposa decidem publicar aquele perigoso livro. “E que Deus nos perdoe”, diz Emma a ele.

Quando comecei a estudar Biologia, sendo cristão, fiquei com raiva de Darwin. Achava que ele era mau, inescrupuloso. Como ele se atreveu a questionar a Bíblia? Ele merecia as piadas que faziam dele… Mas esse foi só o meu primeiro ano de faculdade. Mereço um desconto…

Duas linhas para mudar o mundo

Essa minha atitude beligerante foi mudando por causa da percepção  da veracidade de um único fenômeno: a seleção natural. A ideia da seleção natural é absurdamente revolucionária. Simples de tudo, mas pungente. Afinal, podemos definir seleção natural em duas linhas: o animal melhor adaptado às condições ambientais sobrevive, e deixa descendentes, contribuindo para o sucesso e diferenciação de sua espécie. É tão simples que a vemos funcionando no laboratório, em bactérias tratadas com antibióticos em placas-de-petri.

Esse é coração da teoria de Darwin, e foi o que lhe causou mais sofrimento. Para ele, bem como para a sociedade da época em que viveu, as espécies foram criadas imutáveis. Essa ideia ficou conhecida como “fixismo”. Algum religioso entendeu que a Bíblia ensinava isso; fez disso o centro do ensino sobre as Origens do Universo; determinou que era inquestionável; disse que quem ousasse questionar e duvidar disso iria para o inferno. Não é de admirar que poucos ousassem desafiar esse pensamento.

Mas qualquer leitor atento percebe que a Bíblia jamais ensinou o fixismo. A ideia da seleção natural está lá, escondida, mas está lá. No relato do Dilúvio de Noé, que começa em Gênesis 6, Deus destrói o mundo com uma inundação de proporções inimagináveis. Apenas os animais na arca sobreviverão. E Deus espera que essas espécies, que são poucas, repovoem a Terra. Se considerarmos a Bíblia como absolutamente verdadeira, como os religiosos da época a consideravam, como explicar as variações todas? Ora, aquelas poucas espécies da Arca originaram todas as outras (2), através de especiação por meio da seleção natural. Não é tão  difícil assim!

O mal que a Igreja pode fazer às pessoas

Ao lembrar do filme, o primeiro sentimento que me vem à mente é de decepção. Com a Igreja. A Igreja, como serva de Deus, deveria acolher as pessoas com amor, ouvir seus questionamentos e responder a eles, com ainda mais amor e compreensão. O filme mostra que isso não foi o que Darwin encontrou. (É evidente que há outras variáveis na equação, mas essa é muito importante.) Ele foi criado em uma Igreja que colocava o medo do inferno acima da misericórdia de Deus, e os sistemas doutrinários humanos acima da Bíblia. Jesus jamais autorizou Sua igreja a se declarar inquestionável e dona da verdade. Ela deveria pregar, ensinar o evangelho a todos, sem distinção, e não empurrar sistemas doutrinários ilógicos.

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo. (…) Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas têm negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.” (Mateus 23:13, 23, NVI)

Darwin teve uma ideia “perigosa”: a verdadeira explicação para o mecanismo de formação de novas espécies. Seu erro foi extrapolar esse raciocínio para a ancestralidade comum. Mas como não havia ninguém para convencê-lo do contrário, essa ideia pareceu a mais lógica para ele (3). A seleção natural era, de fato, perigosa. Perigosa para o fixismo, não para a Bíblia. Nenhum teólogo, pelo que sabemos, foi capaz de explicar isso a Darwin.

Um conselho (bíblico)…

Todos temos um pouco de Darwin. Estamos tentando entender os por quês, as causas e efeitos, as relações, as origens do mundo, as nossas origens. Estamos batendo às portas e perguntando. A Igreja de Deus deve estar disposta a responder. E, se não souber, que deixe os cristãos pesquisarem e discutirem. Esse conselho é bíblico.

“Examinemos e coloquemos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor.” (Lamentações de Jeremias 3:40, NVI).

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” (Jeremias 29:13, ARA)

Notas

(1) Como eu não sou crítico de cinema, minhas impressões são de um espectador que pensou sobre o assunto. Para ver alguém que entende, veja o comentário de Isabela Boscov em: http://veja.abril.com.br/blog/isabela-boscov/cinema/criacao/

(2) Note que isso não é evolução. O mecanismo da seleção natural fez com que as espécies se diferenciassem. Já li em algum lugar que, no máximo, em espécies, gêneros e famílias, nunca acima disso (classe, ordem, filo e reino). Mesmo assim, sejamos honestos, ainda há questões: havia artrópodes na arca? Moluscos? Anelídeos? Havia lá Platelmintos? Nematelmintos? São questões para as quais ainda não conheço resposta…

(3) E para Alfred Russell Wallace, que passou quatro anos na Amazônia, chegou às mesmas conclusões independentemente, e propôs a ancestralidade comum de toda a vida.

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Sobre Daniel Ruy Pereira

Sou cristão e professor de Biologia e Ciências, licenciando em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário Fundação Santo André. Estou tentando melhorar nas duas coisas.
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9 respostas para Resenha: “Criação”

  1. Olá, “Mãe da Beatriz” (adoraria chamá-la pelo nome, mas você não o colocou aqui no blog…)

    Muito obrigado pela palavras de incentivo. Só quero corrigi-la em uma coisa. A sra. disse ser ignorante, só porque trabalha na feira para dar melhores condições de estudo para suas filhas. Não diga isso. Geralmente há mais sabedoria em gente simples que em gente que se pretende culta e intelectualizada. Lembre-se que nossos maiores mestres foram pescadores – e o Maior deles, Carpinteiro. Uma das músicas que mais gosto de ouvir é de João Alexandre, e é baseada nos ditados de uma sra. feirante, avó do autor da canção. Ouça aqui e comprove essa sabedoria: http://www.youtube.com/watch?v=vLItwP6LQNE

    A sra. pode não ter tido oportunidade de frequentar uma escola boa como sua filha tem. Meus pais também não tiveram essa oportunidade. Se tenho sucesso hoje, esse sucesso é mais dos meus pais que meu, só honro o sacrifício deles. Parabéns pelo seu esforço. A Beatriz é uma menina adorável, dedicada e esperta e, se for igual à sra., tem pra quem puxar. Ela ainda vai dar muitas alegrias à sra.

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

    PS: Obrigado pelo presente de Páscoa!

  2. Olá Paula Vieira,

    Obrigado pela visita e participação. E pelos elogios. Fico feliz em ter ajudado. É pra isso que estamos aqui. Volte sempre!

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

  3. paula vieira disse:

    uhnmmm… muito obrigada a sua resenha do filme, foi muito importante e essencial para mim. Me ajudou muito com um trabalho de escola. receba a minha gratificação. bjus

  4. Beatriz Farias disse:

    Boa noite Daniel, estive dando uma volta por aqui, e fiquei impressionada com essa metralhada de argumentos verídicos e verdadeiros que você disparou em cima desse cidadão; aliás desses dois que são dignos de dizermos: Senhor, perdoai-vos eles não sabem o que dizem.
    Pra dizer a verdade te acho um professor tão genial, que minha filha optou por medicina por causa de suas aulas fantásticas ( e pelo que eu me lembro, esses anos que ela vem estudando com você, nunca vi um “cinceramente” com C. Eu acho que antes de criticarmos as crenças, deveríamos sabermos mais, pra não passarmos vergonha, ou simplesmente sabermos escrever um pouquinho. Se eu tiver algum errinho de português, me perdoe, não sou formada em botânica e em nenhuma área, como vc sabe sou uma ignorante, feirante que batalha dia a dia pra ter condições de pagar uma ótima escola, só pra que minhas filhas tenham um bom suporte com alguém tão profissional como você. Obrigado por tudo que faz e fez pelas minhas filhas, pelo alto nível de conhecimento que minha filha adquiriu e que fez com que ela entrasse pro campeonato brasileiro de BIOLOGIA. Isso mesmo, continue assim corajoso, culto, articulado e colocando os cachorros bravos pra entender quem é o nosso verdadeiro criador….abraço (mãe da Beatriz) !

  5. Olá, Francisco.

    Obrigado pela visita e participação (sempre começo assim, não importa o nível que o comentarista resolva assumir no comentário).

    Sobre eu ser um fracasso, você não é meu aluno, então não sabe disso. Aliás, o número de alunos que se decidiu por fazer Biologia, e passaram em universidades, tendo minha influência como parte dessa decisão é até bom. Mas isso não tem a ver com o debate, tem, Francisco?

    O problema é que você confunde as coisas. Acreditar em Deus, no Dilúvio, no Acaso, no Ateísmo ou em Extraterrestres está tudo no mesmo pé de igualdade. São, todas essas crenças, obviamente baseadas em fé (certeza do que não se vê; prova do que se espera). Porém, cabe àquele que é cientista, como você é, analisar as evidências e decidir qual é a melhor explicação para os fenômenos.

    Como base nisso, Francisco, olhe para o Grand Canyon e me diga qual é a probabilidade daquilo ter surgido sem a ação rápida de água. Olhe também para a quantidade de fósseis marinhos em lugares altos e desertos e diga como foram parar lá sem a ação de água. Olhe também para a quantidade de fósseis complexos no pré-cambriano e, inclusive, fósseis de animais de corpo mole e me responda: fósseis se formam sem ação de água? E sem um soterramento rápido e ação rápida de fossilização? Francisco, um dilúvio é uma explicação muito mais plausível… Leia “The Genesis Flood”, que é anterior à Teoria da Deriva Continental (portanto é um livro já superado, embora não perca nada de sua força) e se surpreenda com a quantidade de evidências favoráveis a um dilúvio mundial. Depois, junte essas evidências com a quantidade de relatos e mitos diluvianos nas mais diversas culturas e quero ver você continuar dizendo que o Dilúvio não aconteceu. “Acorda, cara, para a realidade.”

    Já estudei sistemática vegetal e sei que a teoria mais aceita é que “provavelmente” (a palavra, que admite o contrário como possível, foi você que usou, hein?) os vegetais têm um ancestral comum. O problema é que não existe a menor evidência conclusiva da origem dos vegetais. O mais perto que se tem é que talófitas e traqueófitas compartilhariam um ancestral com as clorofíceas. Mas se falarmos das briófitas, com toda a sua dependência de água ambiental, pense no seguinte Francisco. Como, de um organismo clorofíceo, surgiria um ciclo tão complexo como este, com gametas haplóides gerando esporófitos diplóides, cujos esporos haplóides originam gametófitos por esporos produzidos por meiose? O ciclo de vida das briófitas – e olhe que nem estou falando de traquófitas – é tão complexo e cheio de detalhes que não poderia ter evoluído darwinisticamente. Se faltarem esporos não tem gametófito. E o esporo é produzido por meiose, que é um processo biológico extremamente complexo, por si só. Pense na bioquímica do anterozóide (que é o gameta masculino, para quem não sabe). Como o flagelo dessa célula poderia evoluir, se é uma estrutura derivada do citoesqueleto, complexa em níveis quase incompreensíveis? Tudo precisa estar pronto desde o início – e se há um Projetista, então é possível a existência desse organismo.

    De novo, Francisco, “acorda para a realidade”…

    Abraço e Deus abençoe, mesmo você não acreditando Nele,

    Daniel.

  6. francisco disse:

    com certeza, vc é um fracasso como professor, ainda mais de biologia, como pode acreditar que houve um diluvio, acorda cara para a realidade, a vida acontece de forma natural nao que alguem possa ter criado, a biblia o livro que vc tanto presa, foi feito por maos de homens, nao por
    um ser mistico como o deus que vc acredita, o deus que eu acredito é aquilo que eu acredito ser verdade, o deus de cada um é um deus diferente, alex está mais do que certo, cinceramente….
    sou formado em botanica e estou me formando em geografia, com certeza vc estudou sistematica vegetal e sabe que provavelmente, todos os vegetais tem um ancestral comum, acorda.

  7. Olá, Alex.

    Só estou publicando o seu comentário para que todos vejam duas coisas. Primeira: cachorro bravo não me assusta. Segunda: você está dando um exemplo do que um desafiante nunca deve fazer em um debate: ataques ad hominem, sem qualquer tipo de evidência. Considere-se, assim, útil didaticamente.

    Ah, e você não deve ter lido os artigos do blog (ou não sabe interpretar textos…). Eu não acredito na Bíblia e na evolução. Acredito só na Bíblia. Agora, ao contrário de você, vou mostrar evidências do por quê.

    Qual é o seu problema com uma Terra jovem? Você sabia que a Lua se afasta da Terra cerca de 4cm por ano? Isso significa que a idade máxima para a evolução acontecer deveria ser de, no máximo, 1,37 bilhões de anos atrás. Isso é ridiculamente pequeno para eventos evolutivos, já que seriam necessários 4,5 bilhões de anos para chegarmos até aqui. (1)

    Você conhece os radiohalos de polônio? Sabia que ele tem uma meia-vida tão pequena (de 138,4 dias até 164 microsegundos (2)) que não poderiam ser preservados em rocha? Mesmo assim, sabia que existem abundantes amostras em granito, por todo o mundo? Sabe qual é a implicação? Que a Terra pode ser surgido instantaneamente. Sabia que não há respostas para essa evidência?

    Além disso, você sabe que já encontraram células e vasos sanguíneos não-fossilizados em fêmur de T.rex? (3) Isso significa que 68 milhões de anos é uma data virtualmente impossível para um fóssil como esses, o que implica em uma idade, no mínimo, muito mais jovem, já que a fossilização seria (de acordo com as observações atuais) um processo extremamente lento.

    E por que o Dilúvio não pode ter acontecido? Só porque você leu em algum lugar ou viu na TV que é um mito? Sabia que praticamente todas as culturas indígenas do mundo, desde a Amazônia até os aborígenes australianos, têm uma história sobre um dilúvio de proporções gigantescas, que destruiu tudo, menos um herói que construiu um barco para proteger a si mesmo e aos ancestrais, e que o Dilúvio teria sido obra de uma divindade? Sabia que, quando vemos tantos relatos assim concordantes, mesmo em graus diferentes, existe a possibilidade concreta de que o evento tenha sido real?

    Sabia que foram encontrados fósseis marinhos no Everest (4), e que, ainda este mês, mais de 80 fósseis de baleias foram encontrados em um deserto chileno (5)? E que, para isso acontecer, é necessário que tenha havido um grande volume de água e rápida sedimentação – o que só pode ocorrer através de um grande movimento de águas (leia-se “um dilúvio”). Parece que você precisa estudar mais…

    A escala de tempo geológico só tem validade dentro do modelo evolucionista, Alex. Ela tem alguns problemas sérios, como a explosão de vida complexa no pré-cambrino, a 600 milhões de anos atrás, com muitos filos do Reino Animal representados. Como explicar seu surgimento? Você sabe? Não, não sabe. Por que ninguém até hoje conseguiu explicar isso.

    Antes de ser mal-educado e ilógico, estude mais. Abaixo, alguns artigos, citados em minha resposta, para te ajudar. E tome um suquinho de maracujá pra acalmar, tá bom?

    Abraço e Deus abençoe,

    Daniel.

    Referências

    (1) Sobre a Lua. http://creation.com/the-moon-the-light-that-rules-the-night

    (2) Sobre radiohalos de polônio. http://creation.com/new-radiohalo-find-challenges-primordial-granite-claim

    (3) Em português, sobre fossilização e o fêmur de T.rex. http://considereapossibilidade.wordpress.com/2008/10/09/o-verdadeiro-jurassic-park/

    (4) Sobre o Dilúvio. http://creation.com/noahs-flood-covered-the-whole-earth

    (5) Sobre as baleias no Chile. http://creation.com/chile-desert-whale-fossils

  8. Alex disse:

    Estúpido! Imbecil! Você é um completo boçal. Um idiota como você deveria ser proibido de lecionar. Arca de Noé? Dilúvio? Tem um ditado que se encaixa como uma luva no seu caso: “Quem não sabe, ensina”. Já ouviu falar em “escala de tempo geológico”, seu professorzinho de merda?

  9. josellany disse:

    vc me ajudou bastante pra minha pesquisa, obg….com suas palavras da pra refletir bastante….asss:josy

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