Artigo traduzido de: Creation 29(2):12–15 Março 2007. Título original: “Did God create life on other planets? Otherwise why is the universe so big?”. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.
por Gary Bates
Muitas pessoas, cristãs ou não, são contra a noção de que a Terra é o único planeta habitado neste enorme universo.
Aqueles que crêem que a vida evoluiu na Terra normalmente vêm o seguinte como, virtualmente, um “fato”: a vida teria evoluído em outros incontáveis planetas. Descobrir vida em outros planetas seria, por sua vez, a confirmação de sua fé evolucionista.
Mas há muitos cristãos que pensam: “Deus deve ter criado vida em outro lugar, caso contrário este enorme universo seria um tremendo desperdício de espaço.” Porém, nosso pensamento deveria estar baseado naquilo que Deus disse que fez (na Bíblia), e não naquilo que pensamos que Ele teria ou deveria ter feito.
Em primeiro lugar, uma vez que Deus é Aquele que fez o universo, este poderia não Lhe parecer tão “grande”. Os humanos não conseguem entender a grandeza do universo porque nossa compreensão é limitada às dimensões espaço/tempo criadas, dentro das quais existimos, e é de quebrar a cabeça tentar compreender qualquer coisa que vá além disso. O próprio tempo começa com a criação do universo físico, mas como podemos compreender a eternidade? O que havia “antes” do universo? Semelhantemente, como podemos entender o quão “grande” é Deus? Nós não podemos usar uma fita de medição, feita de átomos, para medi-lo.
A Bíblia e os ETs
Frequentemente se pergunta: “Só porque a Bíblia ensina que Deus criou vida inteligente somente na Terra, porque isso significaria que Ele não poderia tê-la criado em outro lugar?” Afinal, a Bíblia não fala a respeito de tudo. Por exemplo, não fala de automóveis. Porém, a objeção bíblica aos ETs não é um argumento meramente silencioso. Mais que isso, entender a totalidade da mensagem bíblica/evangélica nos permite concluir claramente que a razão pela qual a Bíblia não menciona extraterrestres (ETs) é porque eles não existem (1).
1. A Bíblia indica que toda a criação geme e sente dores de parto por causa do peso do pecado (Romanos 8:18-22). O efeito da maldição causada pela Queda de Adão foi universal (2). Caso contrário, qual seria a razão de Deus destruir toda a sua criação para criar novos céus e nova Terra – 2 Pedro 3:13; Apocalipse 21:1ss? Portanto, qualquer ET, vivendo em qualquer lugar, teria sido (injustamente) afetado pela Maldição Adâmica, mesmo sem ter cometido qualquer pecado – ele não teria herdado a natureza pecaminosa de Adão.
2. Quando Cristo (Deus) encarnou, Ele veio à Terra não apenas para redimir a humanidade, mas também reconciliar consigo toda a criação (Romanos 8:21; Colossenses 1:20). Portanto, a morte redentora de Cristo no Calvário não poderia salvar hipotéticos ETs, porque eles precisariam ser descendentes de Adão para que Cristo fosse o seu “Redentor” (Isaías 59:20). Jesus foi chamado “o último Adão” porque houve um primeiro Adão real, humano (1 Coríntios 15:22,45) – não um primeiro Vulcan, Klingon (N.T. raças criadas na série Star Treck) etc. Foi assim que um Substituto humano, sem pecado, sofreu a punição que todos os homens merecem pelos seus pecados (Isaías 53:6,10; Mateus 20:28; 1 João 2:2, 4:10), sem necessidade de remissão para os próprios pecados (que são inexistentes, Hebreus 7:27).
3. Uma vez que isso significaria que qualquer ET estaria perdido pela eternidade, pois esta atual criação será destruída em fogo ardente (2 Pedro 3:10,12), alguns têm pensado que o sacrifício de Cristo pode ter se repetido por outros seres. Porém, Cristo morreu uma vez (Romanos 6:10; 1 Pedro 3:18) na Terra. Ele não será crucificado e ressuscitado novamente em outros planetas (Hebreus 9:26). Isso é confirmado pelo fato de a igreja redimida (terrestre) ser conhecida como a noiva de Cristo (Efésios 5:22-33; Apocalipse 19:7-9), em um casamento que durará eternamente (3). Cristo não será um polígamo com muitas outras noivas de vários outros planetas.
4. A Bíblia não dá suporte à idéia de que Deus iria redimir quaisquer outras espécies, nem mesmo anjos caídos (Hebreus 2:16).
Encaixando-os lá… de algum modo!
Uma tentativa de encaixar os ETs na Bíblia baseia-se no versículo 3 do capítulo 11 de Hebreus: “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.”
A palavra “mundos” aparece na tradução King James (4) e algumas outras, e alguns afirmam que ela se refere a outros planetas habitáveis. Porém, a palavra é αιών (aiōn), da qual derivamos a palavra “eon”. Por isso, traduções modernas traduzem a palavra como “universo” (todo o continuum espaço-tempo) porque ela corretamente descreve “tudo o que existe no tempo e espaço, visível e invisível, presentes e eternos”. Mesmo se ela estiver se referindo a outros planetas, é uma extrapolação injustificada presumir que há vida inteligente neles.
Outro argumento é a passagem de João 10:16, na qual Jesus diz: “Tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz; e haverá um rebanho e um Pastor.” Contudo, mesmo um astrônomo crente em ETs, do Vaticano (uma “testemunha hostil” à “causa da inexistência dos ETs”), um padre jesuíta chamado Guy Consalmagno, reconhece: “No contexto, essas ‘outras ovelhas’ são presumivelmente uma referência aos gentios, não aos extraterrestres.” (5) O ensino de Jesus era causa de divisão entre os judeus (v.19), porque eles sempre acreditaram que a salvação de Deus era somente para eles. Jesus estava reafirmando que Ele seria o Salvador de toda a humanidade.
Uma abordagem romântica
Uma idéia mais recente permite que os ETs surjam da necessidade de se proteger o cristianismo no caso de uma eventual visitação alienígena real à Terra. Michael S. Heiser é um ufólogo/orador cristão influente, com Ph.D. em Hebraico Bíblico e Linguagens Semíticas Antigas. Ele afirma que os argumentos acima podem não se aplicar a alienígenas criados por Deus. Por não serem descendentes de Adão, eles não herdam sua natureza pecaminosa, e portanto, não são moralmente culpados ante Deus. Assim como os coelhos na Terra, eles não precisam de salvação – mesmo que eles morram, não vão nem para o céu, nem para o inferno.
À primeira vista, parece um argumento irresistível; afinal, anjos caídos são inteligentes, mas estão além da salvação (Hebreus 2:16). Porém, anjos são imortais e não são de nossa dimensão corpórea. E os ETs em espaçonaves de Heiser exigem um nível de inteligência não encontrado nos coelhos. Isso acentua severamente a injustiça de sofrerem os efeitos da Maldição, incluindo a morte e, em última análise, a extinção quando os céus retirarem-se “como um livro que se enrola” (Apocalipse 6:14). Também parece bizarro não atribuir responsabilidade moral para as ações de seres altamente inteligentes.
Heiser também afirma que ETs muitíssimo inteligentes não tomariam a posição da humanidade como seres criados à imagem de Deus, porque “imagem” significa apenas humanos tendo sido colocados como representantes de Deus na Terra.
Todavia, a Bíblia diz que nós fomos feitos à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26). O homem foi criado totalmente inteligente a cerca de 6000 anos atrás, tendo se envolvido com artesanato logo depois (Gênesis 4:22). Desde aquele tempo, não fomos capazes de desenvolver tecnologias avançadas o bastante para viajarmos para outros sistemas solares. Se os alienígenas fossem capazes de desenvolver incríveis espaçonaves, mais rápidas que a velocidade da luz, necessárias para se chegar aqui, presume-se que eles tenham sido criados com inteligência vastamente superior à nossa – o que os faria muito mais imagem e semelhança de Deus, nesse sentido, que nós. Ou então, foram criados muito antes dos 6000 anos do padrão bíblico de seis dias; os alienígenas teriam sido criados antes do homem e teriam tido tempo suficiente para desenvolver suas tecnologias. Porém, Deus criou a Terra no Primeiro Dia e depois os corpos celestes, no Quarto Dia.
Influenciado pelo que está fora da Biblia
Embora Heiser não promova a evolução teísta, ele é simpatizante de um universo de bilhões de anos, como proposto pelo criacionista progressista Dr. Hugh Ross (6). Teoricamente, esse seria o tempo necessário para quaisquer ETs não vistos desenvolverem as tecnologias do tipo quase-ficção-científica, essenciais para chegarem aqui. Mas esse é um raciocínio circular.
Porém, há um grande problema para o Evangelho nestas longas eras. Primeiro, é importante entender que longas eras derivam da crença que camadas de rochas sedimentares na Terra representam eons de tempo (7). O que, por sua vez, deriva-se da suposição dogmática de que não houve atos especiais de criação ou dilúvio universal, por isso as características da Terra devem ser explicadas por processos que são vistos operando agora (8). Essa filosofia do uniformitarismo parece cumprir perfeitamente a profecia do apóstolo Pedro, registrada em 2 Pedro 3:3-7.
O conflito com o Evangelho acontece porque essas mesmas camadas rochosas contêm fósseis – um registro de seres mortos, que revela evidências de violência, doença e sofrimento. Assim, partindo de um ponto-de-vista de milhões de anos, mesmo sem evolução, colocamos a morte e o sofrimento muito antes da Queda de Adão. Isto desestabiliza o Evangelho e as razões pelas quais Cristo veio ao mundo – tais como reverter os efeitos da Maldição.
O “ranking” da criação
No Salmo 8:5 lemos que o homem foi feito um pouco menor que os anjos e coroado com glória e honra. Heiser disse que a salvação é baseada em um ranking, não em inteligência. Mas, se fosse assim, onde os ETs ficariam nessa injusta ordem (que não os menciona)? Seriam eles maiores que o homem, e menores que os anjos, por exemplo? Se estes avançados ETs fossem capazes de visitar a terra, a humanidade estaria sujeita ao seu domínio. (Mesmo se esses ETs fossem amigáveis, seriam potencialmente muito mais poderosos por causa de sua inteligência e tecnologia.) Isso estaria em contradição direta com a estrutura de autoridade estabelecida por Deus quando ele ordenou à humanidade “dominar” sobre a terra – o que é também conhecido como mandamento de domínio (Gênesis 1:28).
Sendo inspirado a temer
O Salmo 19:1 nos dá a maior razão da grandeza do universo: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos.”
Isso nos lembra que, quanto mais descobrimos acerca deste incrível universo, mais deveríamos temer Aquele que o criou. É sobre Ele que deveríamos estar pensando, não em alienígenas imaginários, que nunca vimos.
Referências e notas
(1) Evidentemente, há seres celestiais. Estes foram criados bem cedo na Semana da Criação – chamados “filhos de Deus” e “estrelas da manhã” na poesia do livro de Jó, eles regozijaram e cantaram por ocasião da formação dos “fundamentos” da Terra. (Jó 38:7)
(2) Sarfati, J., The Fall: a cosmic catastrophe: Hugh Ross’s blunders on plant death in the Bible, Journal of Creation 19(3):60–64, 2005; <creationontheweb.com/plant_death>.
(3) A igreja foi comprada com o sangue de seu Salvador ferido no seu lado, uma clara analogia à primeira mulher, nascida da “costela” do lado de Adão.
(4) N.T. O autor se refere à King James original, em inglês. Em 2007 foi publicada no Brasil a versão King James Atualizada, pela Abba Press (somente o Novo Testamento). Ela traduz αιών como “universo”.
(5) Consolmagno, G., Humans are not God’s only intelligent works, <www.stnews.org/Commentary-891.htm>, 3 Janeiro 2006. Na verdade ele tomou o lado afirmativo em um debate com o Dr. Jonathan Sarfati, do CMI, cuja negativa está disponível em <www.stnews.org/Commentary-890.htm> (eles não viram os argumentos um do outro antes da publicação no liberal Science and Theology News).
(6) Ross acredita em criaturas semelhantes ao homem, destituídos de alma, anteriores a Adão, e similares, no status espiritual, aos hipotéticos ETs de Heiser. Para uma refutação completa das idéias de Ross, veja Refuting Compromise por Jonathan Sarfati Master Books, Arkansas, USA, 2004
(7) Henry, J.F., An old age for the earth is the heart of evolution, Creation Research Society Quarterly 40(3):164–172, December 2003.
(8) Mortenson, T., The Great Turning Point, Master Books, Arkansas, USA, 2004.
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Yuri,
Desculpe a demora em responder à sua questão. Andei bastante ocupado estudando para poder responder, pois suas perguntas foram boas. Não sei se vou conseguir responder tudo, mas consegui sintetizar algumas informações para passar para você.
Primeiramente, preciso dizer que é necessário tomar uma posição quanto à fé (aquilo em que se acredita) para termos condições de responder perguntas com os pés no chão. Todo pensador e cientista faz isso, senão não pode trabalhar. Portanto é preciso saber quais são os limites da ciência e da religião. Talvez possamos pensar nas duas como uma praia. Religião explica certas coisas, Ciência, outras, embora tenham regiões em comum, como o mar e a praia têm uma região em comum, embora sejam diferentes. No final, formam um lindo cenário e ambiente, onde podemos viver e (por que não?) nos divertir. Assim, creio que a Ciência pode responder às questões que fazemos quanto aos fenômenos naturais, mas há questões que só a religião pode responder.
Deus existe? Nenhum cientista pode responder a essa pergunta com base na ciência, pois não é sua preocupação investigar a existência de Deus. Isso está no âmbito da Filosofia e da Teologia.
Por que sai uma fumaça da minha chaleira quando esquento água para fazer chá? É um tanto ridículo procurar resposta para essa pergunta na religião, porque a religião preocupa-se com questões profundas da existência humana.
Entendi o que você disse a respeito dos elementos naturais. Concordo em dizer que Deus criou todas as coisas, mas digo que não existe essa coisa de quatro elementos, pois não é disso que o mundo natural é feito. Ele é feito de átomos. Ater-se à noção de quatro elementos é travar o conhecimento. Essa ideia bloqueia várias outras.
Creio que posso resumir o que você disse da seguinte forma: todas as coisas foram criadas em equilíbrio, e Deus criou tudo funcionando perfeitamente e coordenadamente.
Com base nessa ideia, correta, tentarei responder suas outras questões.
Você perguntou porque Deus não criou todos os outros planetas iguais. Vamos olhar somente dentro de nossa galáxia – a Via Láctea. Isso eu posso responder naturalmente, sem conceitos teológicos. Dadas as posições dos planetas no Sistema Solar, é impossível que, mesmo sendo pedaços de rocha com a mesma composição, fossem todos iguais. A distância em relação ao sol, a inclinação e a órbita influenciam diretamente no resultado final da aparência do planeta.
Agora, quanto às outras galáxias e por que Deus não criou a Terra para impedir colisões, é mais complicado. Por que Deus teria criado outras galáxias? Talvez por causa do equilíbrio total do universo. (Embora simplista, é a única resposta que tenho para isso). Por que Deus não criou a Terra com capacidade para impedir colisões? Bem… De certo modo, Ele criou. Afinal, os meteoros derretem por causa do atrito e calor da atmosfera. Porém, se Deus colocasse algum objeto na atmosfera, como algum tipo de barreira, isso evitaria que os raios do sol entrassem na atmosfera, impediria o nosso uso de satélites (do qual estou me beneficiando agora para escrever para você) e provavelmente teria efeito negativo para o planeta, aumentando ou diminuindo a gravidade da Terra e afetando as marés, impedindo talvez a vida. Além disso, eu acredito que Deus dá uma mãozinha, guardando-nos de corpos celestes maiores. Contudo, é importante lembrar que Deus criou o universo para obedecer a leis naturais, não para viver de milagres (intervenções divinas ocasionais, que têm propósito específico).
A teoria da colisão de um meteoro no fim do Cretáceo (65 milhões de anos) não é acordo entre os cientistas, e pode não corresponder à verdade. Há outras teorias válidas e constantemente consideradas. Entre os criacionistas, é consenso que os a extinção dos dinossauros tem a ver com um Dilúvio global – aquele de Noé. E há várias evidências disso, algumas postadas aqui no blog.
A humanidade procura vida inteligente fora da Terra já há algum tempo. Nenhuma evidência conclusiva foi obtida. O projeto SETI, fundado em 1984, que busca sinais de radio emitidos por alienígenas, por meio de vários computadores espalhados pelo mundo, não conseguiu uma ondinha sonora sequer, em 25 anos.
Perceba, Yuri, que, mesmo sem evidências, as pessoas acreditam na existência de extraterrestres. Por quê? Porque o universo é grande demais, não querem se sentir insignificantes nesse todo, e querem alguém que tenha inteligência superior à nossa, que possa nos ajudar a resolver os nossos problemas. Isso é uma crença religiosa!
O Evangelho nos ensina que Jesus supre esses anseios humanos. Veja: Ele é superior a nós, tem inteligência superior à nossa, nos ama muito, apesar de sermos insignificantes (e nos dá muito valor), e pode nos ajudar a resolver nossos problemas. Principalmente o maior de todos eles, que é nossa natureza moralmente degenerada (os teólogos chamam de “pecaminosa”). Não há necessidade de esperarmos extraterrestres de uma civilização superior para consertar nossos problemas, pois Deus o faz, através de Jesus. Se as pessoas do mundo todo seguissem a Jesus, não apenas suas ideias, mas quisessem ser como Ele, não haveria muitos problemas para resolver.
Você percebeu como, agora, estamos andando naquela região da praia onde o mar se encontra com a areia?
Um abraço e Deus abençoe,
Daniel.
Ola Daniel!
Obrigado pela sua resposta, talvez eu tenha sido um pouco confiso quando quis me expressar.
Bom, primeiramente, não necessariamente precisa se basear em uma resposta ciêntifica, eu busco conhecimento, e vejo em você alguem conhecedor de muitas coisas, por tanto, ciência quanto religião é de fato conhecimento, e ambos buscam provar ações e reações do nosso planeta terra principalmente, estando a biblia ou religião menos focada em ciência e mais em fé. Por tanto sim, você pode sim se basear cientificamente, e religiosamente não tem problema, uma vez que não sou ateu e tenho crença em deus, mas busco casar informações.
Mas vamos lá.
Bom
1 – A minha idéia principal, não foi dizer que os elementos naturais provem da ciência, quis dizer que os elementos naturais, provem da natureza, de DEUS, mas a idéia foi dizer que estes elementos reagem ou atuam entre si resultando em algum objetivo comum.
Que é o caso do macaco, que é algo criado por deus, que precisa da banana que é algo criado por deus, que precisa da agua que é algo criado por deus. e assim sucessivamente……………. ou seja tudo se liga, tudo se encaixa, tudo depende um do outro.
Perfeito, ai você me deu a explicação da existencia nos outros planetas, o que de fato me deixou realmente com a pulga atráz da orelha, uma vez que o que você diz faz sentido, porem em contra partida ainda continua uma interrogação.
Se o resultado da criação dos planetas por Deus, é a intenção de impedir uma colisão direta entre algum astro com nosso planeta surgem-se as seguintes duvidas então:
1 – Por que Deus não criou o nosso planeta de maneira tal que pudese impelir este acontecimento?
2 – Por que Deus criou outros planetas porem com varios compostos quimicos diferentes como: Enxofre, Gas Hidrogenio, Hélio, Metano, Alguns com temperaturas elevadissmas, outras mais baixas?(Sei que o sol influência), mas por que não são simplesmente um pedaço de rocha com a mesma composição de maneira geral? por que tem que ter a variação se ja que não tem utilizade nenhuma a não ser para impedir que a terra seja vitima de uma colisão?
3 – Por que então partindo desta informação, a terra ja foi vitima da colisão de muitos meteoros? (Concerteza não foi devido a ira de Deus, uma vez que na época jurassica o ser “inteligente” não tinha nem se quer conhecimento biblico)
4 – Se tudo se encaixa e é ligado, e dependente um do outro? qual é o papel dos outros planetas? somente de fato para impedir a colisão de um asteroide ou coisa do tipo?
Obs.: Marte, Netuno e Mercurio, tem quase a mesma inclinação que a terra variando entre 2 a 5º entre eles.
E a teoria (SIMPLESMENTE A TEORIA), alega que a inclinação é decorrente de colisões em nosso planeta, resultando estas respectivas inclinação.
Desde ja agradeço sua atenção Daniel
Yuri,
Obrigado pela visita e participação.
Você disse que quer uma resposta cientificamente focada, então vou dá-la a você.
Primeiro, os Quatro Elementos (Fogo, Ar, Terra e Água) não têm nada de científico. É uma filosofia grega antiquíssima, superada pela teoria do átomo, que hoje é bem conhecida e ensinada em todas as escolas. Nenhum cientista usa esses elementos para fazer reação alguma, antes usamos elementos químicos. Ao vermos um toco de madeira pegando fogo não estamos vendo uma interação entre Ar, Fogo e Terra, mas carbono (C), reagindo com oxigênio (O2), na presença de energia térmica alta, produzindo gás carbônico (CO2), o que representamos assim:
C + O2 -> CO2
Isso é ciência. Os quatro elementos, atualmente, ficam para o lado do esoterismo. Já se sabe que isso não existe. Existem átomos e reações químicas.
Depois, você pergunta para que os outros planetas servem. Naturalmente falando, eles não existem para servir para alguma coisa. Apenas existem. Porém, sabemos que eles (refiro-me aos planetas do Sistema Solar) têm enorme importância para a Terra. Servem de barreiras naturais contra corpos celestes que poderiam fazer grande estrago ao colidirem conosco. Em 1994, Júpter foi vítima de uma grande colisão com um corpo celeste. Já pensou se aquilo viesse na direção da Terra? Poderia ser o nosso fim…
Isso nos leva a pensar como tudo parece colaborar para que a vida na Terra, e somente nela, seja perfeitamente possível. Ela está a uma distância ótima do sol, e nosso planeta não é nem muito quente, nem muito frio. Sua rotação (voltas em torno do próprio eixo) é ideal, bem como o movimento de translação (voltas em torno do sol), e até mesmo sua inclinação de 23º, que permite a existência de estações definidas, que beneficiam os seres vivos.
Será mesmo possível que tudo isso tenha acontecido por acaso, por um acidente cósmico? A Bíblia diz que não. Os escritores bíblicos não tinham todo conhecimento, mas a Bíblia afirma ser a própria Palavra de Deus, ou seja, Deus é seu autor. Portanto, os escritores apenas relataram as informações que vinham Daquele que tem conhecimento total de tudo, a quem chamamos de Deus Onisciente.
Nós nunca saberemos tudo, mas podemos confiar Naquele que sabe e revelou essas coisas a nós, bastando para isso acreditar Nele e em Seu Filho Jesus. (Isso já não é científico, mas nem por isso deixa de ser verdadeiro. Prove e veja que estou dizendo a verdade).
Um grande abraço, Deus abençoe, e continue nos visitando,
Daniel.
Sei que esta matéria ja ha a algum tempo, porem me dei a curiosidade de questionar:
“Por que existem os outros planetas?”
Minha duvida não é biblicamente focada, e sim ciêntificamente, mas que se de fato temos a resposta biblicamente falando ja é o suficiente.
Minha visão e conclusão é a seguinte:
1 – Sabemos que tudo em nosso planeta, tudo aquilo provindo de reação quimica é resultante de alguma ação, atividade, ou mistura.
Em outras palavras por exemplo, (Tudo em nosso universo, ou na terra, tem uma razão, e um proposito como por exemplo)
A agua, A terra, O Fogo, O Ar, é um ciclo, e um depende do outro, ou é gerado artravéz de uma reação quimica provinda destes elementos.
Saindo mais alem, sabemos que os animais, por si só provem de uma reação natural exemplo.
O Macaco Precisa da banana, a Banana Precisa da Arvore, A Arvore precisa da terra, A Terra precisa da agua, A Agua precisa do ar(Vento). e tudo é um ciclo dependente um do outro.
Por tanto sabemos que TUDO, TUDO EM NOSSO PLANETA necessariamente precisa de algo, ou algum fator para poder ser algo, ou alguem.
Ai entra a minha duvida:
(QUAL É A PARTICIPAÇÃO DE OUTROS PLANETAS EM NOSSAS VIDAS, SE BASTA-SE A EXISTENCIA DO SOL, E DA LUA?)
Seria simplesmente para nada?
Seria para brincarmos de viajar?
Seria para ocupar espaço?
Ta lá por conhecidência?
Por que Deus teria o trabalho de cria-los?
E algumas das suas explicações eu não concordei, esta muito vaga.
Não digo que acredito que exista ETs, mas não digo que não exista.
Muitas duvidas sonda nossa vida, e as coisas não são tão simples o suficiente para ser explicada em um biblia.
Concordo com a biblia, mas tem tanta coisa envolvida, que até mesmo aqueles que escreveram e relataram, não tinha conhecimento suficiente para lhe dar com tudo envolvido em nossa humanidade.
E acredito que nunca teremos conhecimento o suficiente.
Cara Heloa,
Não há evidência sólida de vida em outros planetas. Mas, usando este argumento teológico, é impossível que haja - exceto, talvez bactérias que acabaram indo junto com nossos foguetes.
Minha opinião particular? Gosto muito de histórias de alienígenas, mas não acredito que eles existam. Não acredito que haja vida em outros planetas.
Abraço e Deus abençoe,
Daniel.
existe vida em outro planeta?
Princip,
Que bom que ajudei. Quanto aos gigantes, a Bíblia diz que os gigantes foram eliminados por Israel na invasão e tomada de Canaã (que acontece no livro de Juízes), e nos séculos posteriores. Mas não deve ser só essa a causa de sua “extinção”. A Bíblia conta sobre sua origem, em Gênesis 6, de acordo com uma interpretação provável, defendida e explicada com muita coerência por Henry M. Morris, no livro, “Evolução ou Criação”, publicado pela Editora Fiel. Mas não fala explicitamente sobre o seu fim. Contudo, creio que (e veja bem o termo que eu uso: “creio”) podemos esquecer essa história de gigantes imensos, do tipo “joão-e-o-pé-de-feijão”. É provável que eles tivessem, no máximo, 4m de altura.
Hoje, os “gigantes” que temos são aqueles que têm doenças, genéticas ou não, relacionadas ao crescimento. Veja, por exemplo Robert Wadlow, que atingiu 2,72m de altura – quase a altura estimada de Golias (3m – veja mais informações sobre Wadlow em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Wadlow>). O crescimento é regulado pela hereditariedade, condições alimentares e outros fatores.
Mas podemos esperar que as lendas medievais e antigas sobre gigantes tenham fundamento em fatos, se concordarmos com essa interpretação bíblica – o que é o nosso caso aqui no blog.
Abraço e Deus abençoe,
Daniel.
obrigado pelas respostas…
e tenho outra duvida:
na Biblia fala sobre Gigantes como na historia de ló, qles eram considerados monstros pelo seu tamanho e aparencia, porque hoje emdia não existem Gigantes???
Caro Princip,
Obrigado pela visita e participação.
Sua pergunta é relevante e bem apropriada ao tema. Para responder, precisamos ter em mente algumas informações. Em primeiro lugar, os hebreus não eram estudantes de astronomia ou astrologia. Aliás, a astrologia era condenada por Deus. Veja esse texto condenando a idolatria, em Deuteronômio 4:19:
“… E para que, ao erguerem os olhos ao céu e virem o sol, a lua e as estrelas, todos os corpos celestes, vocês não se desviem e se prostrem diante deles, e prestem culto àquilo que o Senhor, o seu Deus, distribuiu a todos os povos debaixo do céu.” (NVI, grifo nosso)
Isso possivelmente gerou uma cultura de não observar os céus, entre os hebreus (por medo de desobedecerem a Deus, aboliram astrologia e astronomia, confundindo ambas, prática relativamente comum ainda hoje). Consequentemente, não produziram textos que falem de planetas, meteoros, cometas etc. Mas veja que esse texto cita sol, lua e estrelas – as espécies astronômicas mais evidentemente identificáveis do céu -, e acrescenta “todos os corpos celestes”, termo que inclui todas as outras espécies.
Por outro lado, a Bíblia usa a “linguagem da aparência”. As pessoas que a escreveram não eram cientistas, e não dispunham de instrumentos de medição, como os telescópios, inventados no século XVII (1). Portanto, descreviam as coisas como as viam. Qualquer um que observar o céu sem um telescópio e sem conhecimento prévio da diferenciação de brilho entre planetas e estrelas, julgará ver somente estrelas, já que tudo aquilo cintila! (Mas veja a interessante observação do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 15:40-41.)
Portanto, podemos dizer que a Bíblia fala de planetas sim. Indiretamente, mas fala.
Abraço e Deus abençoe,
Daniel.
porquê na biblia não fala de outros planetas e qual o objetivo de existirem???
Caro Marco Vinicius,
Obrigado pela visita e pela participação.
Seu post foi interessante, porque é justamente isso o que o Evangelho diz.
Nosso Criador, sem dúvida, está além da Terra, sem deixar de tê-la visitado já uma vez, na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, e prometido que voltará.
Aqueles que fizeram um “contato imediato de terceiro grau” Ele poder nascer de novo; começam a ter cada vez mais contato, até o ponto que serão levados daqui, e viverão para sempre com Ele.
E viveremos em um novo céu e uma nova Terra. Sem problemas de superpopulação.
Abraço e Deus abençoe,
Daniel.
O uniserso é imenso,porém vamos nos ater ao planeta terra e raciocinar,que DEUS num ato de amor
incondicional e direcionado,de tempos em tempos entrou em contato com todos os seres humanos da TERRA,hora em “PESSOA”,hora através de seus mensageiros…
…porém sem muito blá,blá ,blá o nosso CRIADOR é sem dúvida alguma extraterrestre e universalista!!!