Oi, pessoal!

Pessoal, olá tudo bem? Desculpem a demora em atualizar outro artigo no blog, mas estou tendo uma semana corrida, por causa de meu casamento! Mas volto logo. Tenho outro artigo já pronto para publicar! Agüardem…

Porém, uma pequena notícia: a Microsoft lançou um novo programa de Astronomia. Eu só tenho uma palavra: excelente! Nele, você pode ter um observatório em seu computador. Pode observar todo o céu belo e estrelado que não conseguimos ver aqui em São Paulo… Além disso, pode-se observar de perto os planetas do Sistema Solar com um bom grau de detalhes, as constelações, a terra durante o dia e à noite, em rotação em tempo real. As imagens são oriundas, como diz o site, dos “melhores observatórios e planetários do país [EUA]“.

O melhor de tudo: o programa é freeware! Na Microsoft! Para aqueles que quiserem, o link para download é esse:

www.worldwidetelescope.org

Aproveitem!

Incongruência e Esperança

I

Mãe Natureza:
Entidade sem personalidade.
Fruto do fortuito?
Acaso de um ocaso temporal?

Confudem-me esses conceitos…
De tão rarefeitos,
Perdem seu efeito:
A Mãe Natureza cria sem saber,
Evolui sem querer,
Faz, deixando acontecer.

Parece-me um desatino!
Mãe descuidada,
Mãe experimentalista…
Mãe que embala no acaso;
Faz ninar os filhos mais aptos,
E naturalmente seleciona aqueles inaptos
Para fora de seu regaço.

Tudo isso sem querer.

Definitivamente sem sentido!
Diagnosticaram esclerose múltipla na Mãe Natureza
E a internaram num asilo de loucura!

Coitada da Mãe Natureza!

II

Mãe Natureza,

Vou falar com seu Pai e Criador -
Que dotou-lhe de beleza
E pode tirar-lhe esse dissabor.

Vou pedir para Ele cuidar de você,
Já que teus filhos só fazem parolar…

Sei que você sofre.
Por nossa causa.
Desobedecemos o Pai
E te fazemos morrer.

Anime-se, Mãe Natureza!
Teu Pai criará uma Nova-Você!

Não ao acaso, mas com amor.
Estenderá novos tapetes:
Novas águas,
Novas gramíneas,
Nova iluminação…

Como era no princípio, lembra?

Teu clamor ressoa em mim…

Posso ouví-lo nas ferramentas
Posso ouví-lo na tinta e na pena
Posso ouví-lo na caneta
Posso ouví-lo no teclado

Também em lingüagem binária posso te ouvir:

Sim, você foi criada!
Com propósito, beleza e ternura,
Pela Palavra do Pai.

Como? Quer mostrar o Pai a mim?
Pois posso vê-lo em você:

O Criador tornou-se Criação!

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Biomimética: ciência de acasos ou de projetos?

Foi muito interessante ler o artigo da National Geographic Brasil (da qual sou fã já há algum tempo, pela beleza, qualidade, diversidade dos assuntos e, logicamente, as incríveis imagens) deste mês de Abril. O artigo é sobre biomimética,

uma disciplina que busca em estruturas naturais soluções para problemas na engenharia, na ciência dos materiais, na medicina e em outros campos. (1)

Embora as fotos de Robert Clark sejam de tirar o fôlego, há outras coisas que chamam a atenção.

A primeira é o título do artigo: “O design na natureza” Posso grifar a palavra mais uma vez? Design. De acordo com o Novo Dicionário Básico da Língua Portuguesa (2), design é a “concepção de um projeto ou modelo; planejamento”. Entranho falar nisso em um mundo que supostamente evoluiu - e evoluiria - há 4,5 bilhões de anos, em um processo totalmente conduzido pelo acaso.

Segunda coisa. Falando a respeito dos espécimes preservados no Museu de História Natural, em Londres, Tom Mueller diz:

Casa espécie, mesmo aquelas extintas, é uma história de sucesso otimizada por milhões de anos de seleção natural. Por que não aprender com o que foi lentamente aperfeiçoado pela evolução? (3)

Agora é interessante falar em aperfeiçoamento de processos fortuitos, especialmente quando evolucionistas como o palentólgo Stephen Jay Gould, diz que:

A história inclui caos em demasia, e é extremamente dependente de diferenças mínimas e incomensuráveis nas condições iniciais, que levam a resultados radicalmente divergentes causados por disparidades insignificantes e vetadas ao conhecimento nos pontos iniciais. E a história inclui contingências demais; os resultados atuais são moldados por longas cadeias de estados antecedentes imprevisíveis, e não determinados - como geralmente se supõe - pelas eternas leis da Natureza. (4)

Terceiro. Na página 82, lemos:

A evolução não “projeta” a asa da mosca ou a pata da lagartixa tendo em vista algum objetivo final, como o faria um engenheiro - em vez fisso, ela faz cegamente uma miríade de experimentos aleatórios, ao longo de milhares de gerações, que resulta em organismos pouco elegantes ujo objetivo é sobreviver o suficiente para produzir a próxima rodada de experimentos aleatórios. (5)

Não entendo! Como um projeto pode ser concretizado com experimentações casuais? O próprio Jay Gould, no artigo citado acima, se posiciona contra a noção de aperfeiçoamento em evolução. A evolução não poderia aperfeiçoar justamente porque ela seria totalmente cega. Vamos mais a fundo nesse assunto.

Complexo por acaso?

A evolução realmente não projeta coisa alguma. Isso porque seu funcionamento é baseado em seleção natural, mutações genéticas (em geral, degenerativas), isolamento reprodutivo e geográfico etc. Todos estes são processos que ocorrem ao acaso. É como estar no lugar errado, na hora errada, sendo alguém diferente de todos os outros, e ainda se dar bem!

Por exemplo, existe uma espécie de réptil em determinada área, onde o  clima é quente. A espécie vive aí por milhões de anos. Porém, de uma fêmea nasce um indivíduo com uma mutação genética que lhe permite produzir penas. Ele está fadado ao isolamento e à morte, a menos que o clima mude completamente. O sujeitinho tem sorte, e repentinamente o clima muda para um clima frio. Praticamentente todos os animais daquela espécie morrem - exceto os que são mais bem adaptados. Isso inclui nosso amigo com penas. Agora, as fêmeas que sobreviveram, ao acasalarem com ele, conceberão descendentes que herdarão aquela mutação (por acaso, era dominante!). Pronto. Temos uma nova espécie.

Milhões de anos depois, um dos descendentes do nosso amigo - com mais penas - nasce com uma grande membrana ligando as patas dianteiras nas traseiras. Ele agora pode planar sobre as árvores. Até que surge uma ave. E assim por diante.

Isso é evolução. Tudo por acaso, ninguém guiando nada. Dessa forma, não existe projeto. Um orgnismo existe por acaso. Não existem conceitos de melhoria ou piora, pois são relativos. O organismo simplesmente existe, por um golpe de sorte.

Portanto, falar em projeto ou design, em evolucionismo, é absurdo. E isso nos leva a pensar: por que nos maravilhamos diante das adaptações dos organismos, já que elas poderiam ou não estar ali? Existir não envolveria gratidão ou sentimentalismo. Mas é inegável que a impressão que temos é que uma adaptação existe porque existe uma causa. As escamas da pele do tubarão (dentículos dérmicos) fazem a água escorrer pelas microranhuras sem fazer turbilhão. Isso serve para torná-lo um animal rápido. (6) O tubarão precisa ser rápido, pois ele é um predador! Ou seja, a sua velocidade é efeito da velocidade de sua presa (a causa). Ou, pelo menos, a velocidade no tubarão existe porque existe velocidade na presa.

Sei que os evolucionistas estão cansados de ouvir isso, mas nós criacionistas também já estamos cansados de falar! É óbvio que tudo isso que dissemos acima parece um tanto incrível. Casualmente nada pode surgir! Estruturas complexas como aquelas vistas no artigo da “National” não poderiam(e não podem) surgir por acaso. Não é só o fato de existir a escama diferenciada na pele do tubarão. Como ela é produzida? Um gene, dentro de um cromossomo, é copiado por uma enzima, traduzida por outra, e então são produzidas as proteínas necessárias que, pelos elementos que contém, têm determinada conformação e, juntamente com outros materiais, formarão as escamas. Cada etapa deste processo teria que ter surgido por acaso, por sorte, e então o tubarão estaria completo. Mas como isso seria possível se o tubarão precisa de tudo isso pronto para viver? Você percebe a complexidade da coisa toda? Depois me criticam por gostar de livros de fantasia!

A lingüagem

Ao ler o artigo, pude perceber a lingüagem utilizada pelos cientistas para descrever as estruturas biológicas dos seres vivos. “Entusiasmado”, “projetos geniais” (p. 67); “impressionados”, “estruturas maravilhosas” (p.73); “assombrosa”, “misteriosas”, “complicadas” (p. 74); fantástico (p. 78). E no título, design.

Todos esses adjetivos revelam o assombro diante de coisa que não podemos entender - especialmente se você for evolucionista. A pergunta que passa na cabeça é: como um ser vivo pode ter a solução exata para o problema da sua sobrevivência? Como a solução de um problema grande assim pode surgir por acaso?

Me espanta o uso que os evolucionistas fazem de expressões como “a evolução faz”, “a natureza produz”, “aperfeiçoado pela seleção natural” - todas presentes no artigo. A impressão que fica é que, instintivamente (podemos dizer), há a necessidade de uma entidade criadora. Parece que não se pode entender ou mesmo encarar a vida sem a presença de um criador - seja o acaso e os processos evolutivos, seja Deus.

Conclusão

Se pensarmos em termos de evolução ao acaso, ficaremos confusos e admirados, porém, sem respostas. Se pensarmos em termos de criação, teremos um sentimento de entusiasmo, quase um louvor!

Porém, há um outro tipo de pessoa, que pode ser tanto criacionista como evolucionista: o que se acomoda e deixa a questão de lado, como se não tivesse importância.

Pois saiba que essa pode ser a questão que dará sentido à sua vida. Porque, se evoluíssemos, não teríamos por quê estar aqui, e somos meros produtos de reações químicas. Entretanto, se fomos criados, temos certeza de que o fomos com um objetivo, com um propósito.

Você sabe o que as religiões ensinam. Todas afirmam que algém nos criou. São muitos relatos concordantes, não acha? E o que a Bíblia diz?

Porque no Evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”.

Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. (7)

Ou seja, se houver um Deus (e há), não adianta preparar desculpas antes de se apresentar a ele. As pessoas vivem sem considerar que irão se apresentar diante de Deus. E se iludem achando que tudo apareceu por acaso. No final, o que dirão a Deus? “Olha, Senhor, eu não cri porque não tive provas da tua existência.” Os seres vivos anunciam, em si mesmos, que existe um Criador! E a Bíblia nos ensina a conhecê-lo, através de Jesus Cristo. Não há desculpas diante Dele.

Se você não se decidir logo, pode ficar tarde. E, se tentar argumentar com Deus, pode ser que o ouça dizer:

” - Amigo, você nunca leu o artigo da National Gegraphic?”

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REFERÊNCIAS

(1) MUELLER, Tom. Biomimética: o design da natureza. National Geographic Brasil, abr. 2008, p. 60-83.

(2) Design. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário básico da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994-1995. p. 212.

(3) MUELLER, op. cit., p. 67. grifo nosso.

(4) GOULD, Stephen Jay. A evolução da vida. Scientific American Brasil. ed. especial. n. 5. p. 90-98.

(5) MUELLER, op. cit., p. 82.

(6) MULLER, op. cit., p. 75.

(7) Romanos 1:17-23. In: BÍBLIA SAGRADA: nova versão internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2000. p. 876.

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Células-tronco: por que não?

O problema com as células-tronco não é simples como pensam muitas pessoas (se é que existe alguém que ache a questão simples). Não é questão de separar ciência e religião. Não se pode separar as duas coisas justamente porque, o que está em jogo não é se as pesquisas têm possibilidade de realização (tecnologia). O problema real é se a pesquisa é inconstitucional. É se é certo ou errado.

O Artigo 5º da Constituição afirma que:

Art. 5o Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (…). (1)

Para os que se opõem à pesquisa, a sua permissão fere justamente esse artigo, além de outros princípios. Mas os que a defendem afirmam que um embrião não é uma pessoa humana, e portanto não se enquadra na definição do artigo.

… ter células humanas não é ser pessoa humana. Nós temos células humanas nas nossas unhas, no nosso cabelo, assim como há células humanas no embrião fecundado. (2)

Portanto, neste artigo vamos analisar essa questão objetivamente. O debate tem algumas questões fundamentais: 1) Qual é o teor deste debate? 2) Quando começa a vida humana? 3) É certo ou errado pesquisas células-tronco embrionárias?

Qual é o teor do debate?

Debates são reações à discordância de opiniões. Aqueles que debatem buscam discutir um tema, a fim de ampliar o conhecimento geral e compreender o mesmo tema em discussão, com o objetivo, como é o caso, de resolver um problema relevante. Por isso, debates ocorrem em todas as áreas do conhecimento - do Direito à Religião. Em qual área está inserida a questão das células-tronco?

Na científica não é. Aborda conceitos científicos, mas não é científica. “A Ciência não nos dá informação ética.” (3) O que se discute, lembremos, é se pesquisar células-tronco embrionárias vai contra a Constituição brasileira. Se é certo ou errado. Por isso podemos certamente afirmar que o debate está na  esfera da Ética. Mas não é só isso.

Quando começa a vida humana?

DNA, HUMAN MALE CROMOSSOMES. Cariótipo humano masculino. Os primeiros 22 pares contém as caracter�sticas de todo o organismo, exceto aquelas relativas ao sexo do indiv�duo, contidas no 23º par, XY, chamado par sexual.Encontramos muitas respostas para essa questão. Cada religião tem uma diferente. Mas fatos são diferentes de suas interpretações. Por isso, devemos reduzir a resposta ao que diz a Biologia.

Um ser humano possui 46 cromossomos (23 pares, sendo 22 autossomos mais um sexual, XX ou XY, que definem, respectivamente, uma mulher ou um homem). No ato sexual, o homem libera espermatozóides (células vivas), que encontrarão um óvulo (outra célula viva). Note que as duas células já são células vivas. Mas nenhuma delas é humana ainda; são apenas células sexuais (gametas). Cada uma possui 23 cromossomos; o óvulo 22 + X e o espermatozóide, 22 + X ou Y.

O encontro de ambos promove a fecundação e a fusão dos núcleos, originando uma única célula com 46 cromossomos: 23 pares, sendo um deles, sexual (XX ou XY). Ela é chamada zigoto, e tem a capacidade  de crescer, replicar e transcrever o seu DNA e se dividir, através de um processo chamado mitose. Portanto é uma célula viva, feminina ou masculina. Humana.

 

MITOSE EM MICROSCOPIA DE FLUORESCÊNCIA. Imagem de uma célula pulmonar de tritão (um tipo de salamandra) com coloração de fluoresência em mitose, especificamente durante o inãio da anáfase. De acordo com o NIH, “Os cientistas usam células pulmonares de tritão em seus estudos porque elas são grandes e fáceis de observar, e são bioquimicamente similares às células pulmonares humanas.” O material em verde são as fibras do fuso citoplasmático; em vermelho, a membrana celular e alguns componentes citoplasmáticos próximos, e em azul claro, os cromossomos.

 

É certo ou errado pesquisar células-tronco embrionárias?

É inevitável chegar a esse ponto da questão porque este é o cerne da questão.

A pesquisa com células-tronco embrionárias busca células que são chamadas pluripotentes, pois podem se desenvolver em coração, músculos, cérebro, pele e sangue (4), sendo instrumentos de tratamento dos mais promissores para doenças que vão desde anemia falciforme a mal de Parkinson. O maior problema é a sua obtenção.

Essas células-tronco estão localizadas no interior do embrião [que, nesse estágio, chamamos de blastocisto (5)], já com muitas células vivas. Para obtê-las, é nescessário arrebentar esse embrião. Evidentemente ele morre. Mas temos células-tronco para tratar uma outra pessoa doente. Isso é certo?

Conclusão

Analisando assim, vemos a inconstituicionalidade da pesquisa, pois não trata uma vida humana como tal, negando-lhe os “direitos à vida, à liberdade, à igualdade” (1), etc. Em outras palavras: é errado. Porém, se ainda é necessário dizer mais, então diremos.

É impossível participar desse debate com imparcialidade. Seja qual for o ponto de vista, ele se divide entre os que acreditam que o embrião é humano e tem os mesmos direitos que nós, e os que acreditam que o embrião ainda não é humano  (ou melhor, potencialmente humano).

É óbvio, portanto, que a religião do debatedor influi na opinião a respeito da pesquisa com células-tronco. Se alguém acredita, tem . Pode ser ateu, agnóstico ou cristão. Há, inclusive, quem pergunte quando a alma é introduzida no embrião. (6) É impossível determinar científicamente o momento em que o embrião recebe sua alma, porque a alma não é um elemento biológico. Mas é possível determinar quando, biologicamente, espermatozóides e óvulos tornam-se humanos: na fecundação, quando duas células tornam-se uma, com 46 cromossomos.

Alguém pode dizer: “Mas a probabilidade do embrião se desenvolver é mínima.” E aqui temos o resultado de nosso século. Seres humanos são números e estatísticas. Não somos mais indivíduos, mas pontos em um todo massificado. Todos com probabilidades de sobrevivência. Evidentemente, sobreviverão apenas os mais aptos, certo?

Errado. A Bíblia nos mostra que somos todos considerados indivíduos para Deus. Davi entendeu isso.

“Senhor, tu me sondas e me conheces.

(…)

Tu criaste o íntimo do meu ser
e me teceste no ventre de minha mãe.
Eu te louvo porque me fizeste
  de modo especial e admirável.
Tuas obras são admiráveis!
Digo isso com convicção.
Meus ossos não estavam escondidos de ti
  quando em secreto fui formado
  e entretecido como nas
    profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu embrião;
todos os dias determinados para mim
  foram escritos no teu livro
  antes de qualquer deles existir.”
(7)

E Jeremias ouviu o seguinte de Deus:

“A palavra do SENHOR veio a mim, dizendo:

  “Antes de formá-lo no ventre
    eu o escolhi;
  antes de você nascer, eu o separei
    e o designei profeta às nações”.
( 8)  

Deus nos conhece quando estamos em formação! Ele se importa conosco quando somos apenas  embriões. E não apenas isso, mas também Deus já tem um propósito para cada um (Jeremias deixa isso claro), ainda que sejamos apenas uma idéia, um desejo de pais que queiram um filho - independentemente se ele é criado em um útero ou em uma proveta.

Um embrião, como mostramos, é um ser humano como nós. Devemos considerar sua vida em probabilidade de concretização, só porque não tem uma forma humana ainda? Todos podemos acordar mortos amanhã. As chances de sobrevivência de um ser humano adulto só são maiores porque ele pode se defender, inclusive com a medicina. Por isso podemos considerar o embrião como nosso próximo. E Jesus disse que devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos.

“Não cobiçaras a casa do teu próximo (…) nem coisa alguma que lhe pertença.” (9) E isso inclui suas células-tronco.

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REFERÊNCIAS

(1) CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&co_obra=18441&co_midia=2>. Acesso em 31 mar 2008. 

(2) MELLO, Daniel. Especialistas em bioética defendem uso de células-tronco embrionárias. Agência Brasil, 5 mar. 2008, 6h41. Disponível em: <http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/03/04/materia.2008-03-04.0475006532/view>. Acesso em: 30 mar 2008.

(3) WEINBERGER, Lael. Answering the ‘new atheists’. Creation, 30 (2), mar-mai 2008, p. 18-20.

(4) HOLLOWEL, Kelly. Ten problems with embryonic stem cells research. Impact, 344, El Cajon: Institute for Creation Research, fev. 2002.

(5) COLLINS, Francis. A lingüagem de Deus: um cientista apresenta evidências de que ele existe. São Paulo: Gente, 2007. p. 248-255.

(6) SCHWARTSMAN, Hélio. O prazer de perdoar. Folha On-line. Pensata. 05/03/2008. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ helioschwartsman/ult510u379018.shtml>. Acesso em: 02 abr. 2008.

(7) Salmo 139:1;13-16. (grifo nosso). In: BÍBLIA SAGRADA. Nova Versão Internacional. São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2000. p. 572.

( 8) Jeremias 1:4-5. op. cit., p. 693.

(9) Êxodo 20:17. op. cit., p. 66.

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Velcro celular!?

A pele é o maior orgão do corpo, “proporcionando ao corpo um revestimento protetor, que contém terminações nervosas sensitivas e participa da regulação da temperatura corporal, além de cumprir outras funções.” (1) Além disso, é incrivelmente resistente e flexível. Como, porém, a pele mantém essa resistência e flexibilidade?

Isso foi um mistério por muito tempo, mas cientistas do European Molecular Biology Laboratory (EMBL) descobriram, em dezembro de 2007, como isso ocorre. (2,3) O segredo stá nos desmossomos, em sua ultra-estrutura, observada por meio de uma nova técnica de microscopia. (2)

O que são desmossomos?

 

ESQUEMA DE DESMOSSOMO. Baseado em JUNQUEIRA & CARNEIRO, 1997. p. 97. Desenho fora de escala, com organelas e estruturas desproporcionais para evidenciá-las. Ilustração por Daniel Ruy Pereira

Os desmossomos são estruturas celulares em forma de disco existentes nas membranas plasmáticas de células vizinhas, responsáveis pela aderência dessas células. (4) De acordo com os pesquisadores do EMBL, “são junções adesivas intracelulares baseadas em caderinas.” (2)

Caderinas são proteínas da membrana plasmática pertencentes a um grupo de proteínas conhecido como CAMs (Moléculas de Adesão Celular, do inglês Cell Adhesion Molecules). São elas que promovem a adesão celular, em uma relação direta com a concentração do íon Ca²+ no meio extracelular. Se a concentração desse íon for muito baixa, as caderinas perdem a adesividade. (4) As caderinas são encontradas na pele e também nos músculos cardíacos, “onde força combinada a flexibilidade é essencial.” (5)

Nós pudemos ver a interação entre duas caderinas diretamente, e isto revelou de onde vem a força da pele humana” - diz Al-Amoudi - “O truque é que cada caderina se liga duas vezes: uma à molécula da célula justaposta e outra à sua vizinha do lado. O sistema funciona um pouco semelhante a um velcro especializado, e estabelece contatos campactos entre as células.(3)

Depois de fitar a estrutura atômica da C-caderina nos sub-tomogramas médios, nós vimos um arranjo periódico de uma interação trans na forma de W e uma cis na forma de V, correspondendo às moléculas de membranas opostas e da mesma membrana celular, respectivamente. (2)

A evidência de design

Como uma estrutura tão especializada pode ter evoluído? Boa pergunta, porque os autores dessa pesquisa não abordaram o assunto. (5) Então, vamos analisar as informações que temos.

Os tecidos onde estão localizadas as caderinas são “essenciais à sobrevivência” (5) e já devem estar prontos no momento em que o bebê nascer (na verdade, já estão prontos até mesmo antes). Se apenas uma dessas estruturas estiver prejudicada - a membrana plasmática, o desmossomo, as caderinas, a concentração de Ca²+ ou a organização semelhante ao velcro, todas determinadas geneticamente -, não existe força nem flexibilidade. Ou seja, não existe pele, não existe músculo cardíaco, não existe vida.

Pelo que se entende de evolução, essas estruturas deveriam ter surgido gradualmente, aos saltos, por meio da adição de mutações ao DNA original, que deveriam se somar umas às outras até que a estrutura estivesse pronta, como os cientistas a observaram ao microscópio. Isso, naturalmente, levaria milhões de anos. Pergunta: que ser vivo pluricelular como o ser humano poderia esperar tanto tempo assim para evoluir, já que o primeiro homem já precisaria da pele exatamente como a temos hoje para sobreviver no ambiente hostil que encontraria fora do útero? Pois é evidente que todas essas partes têm que funcionar juntamente, desde o início da vida.

Diante de algo tão complexo como a pele humana, seria possível crer que os seres humanos evoluíram ao acaso? A resposta é simples. Não!

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Referências

(1) DANGELO, José Geraldo; FATTINI, Carlo Américo. Anatomia humana básica. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2006. p. 173.

(2) AL-AMOUDI, Ashraf et al. The molecular architeture of cadherins in native epidermal desmosomes. Nature, 450, 832-837, 6 dez 2007. Resumo. Disponível em: <http://www.nature.com/nature/journal/v450/n7171/full/nature05994.html>. Acesso em: 23 mar 2008.

(3) WHY SKIN IS STRONG: cells stick like velcro. LiveScience, 05 dez 2007. Disponível em: <http://www.livescience.com/health/071205-close-look.html>. Acesso em 23 mar 2008.

(4) JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, José. Biologia Celular e Molecular. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997. p. 95-97, 286.

(5) DESIGN IS SOMETIMES SKIN-DEEP. Creation 30 (2), mar-mai 2008. p. 8.

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