Vulcões lunares chacoalham a escala de tempo das longas-eras

Artigo traduzido de: Creation 31(3):18, jun-ago 2009. Título original: “Lunar volcanoes rock long-age timeframe”. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.

por Tas Walker e David Catchpoole

Imagem NASA

Imagem NASA

As escalas de tempo evolucionistas datam a lua em cerca de 4,5 bilhões anos, com o vulcanismo lunar que produziu os grandes, escuros, proeminentes e quase circulares “mares” lunares (ou maria, como são chamados), começando logo após a formação. Debate-se se o vulcanismo terminou há cerca de três bilhões de anos atrás.

Mas alguns pesquisadores, estudando recentes imagens do lado distante da lua, tiradas pelo satélite lunar SELENE (Kaguya), informaram a presença de “mares” lunares de rocha vulcânica, dizendo que eles têm “apenas” 2,5 bilhões de anos de idade, “muito mais jovens” que o formalmente presumido (1, 2). Isso é porque há menos crateras (ocasionadas por meteoros) na distante face escura que o esperado – assumindo que a taxa de crateramento foi e é constante através do tempo. Menos crateras significa que os fluxos de lava vulcânica não podem ser tão velhos.

Dada a (suposta) duração da atividade vulcânica, 500 milhões de anos mais jovem que o previamente imaginado, os evolucionistas agora têm o desafio de explicar como o vulcanismo lunar foi capaz de durar tanto tempo. A lua tem apenas um quarto do diâmetro da Terra, e somente cerca de um oitenta avos de sua massa, portanto deveria ter esfriado há muito tempo atrás, e a muito estar geologicamente morta.

Deixando de lado as suposição uniformitaristas, conforme nosso conhecimento acerca do espaço cresce, evidências cada vez maiores apontam que o sistema solar (e o resto do universo além dele) é muito mais jovem que o presumido pela idades evolucionistas, o que é consistente com a escala de tempo bíblica, de apenas cerca de 6000 anos (3).

As crateras fantasmas são jovens também

Crateras fantasmas nos mares lunares também testificam que a lua é jovem (4).

Entendemos como cada mar se forma depois que um grande objeto espacial chocou-se contra a lua, formando uma enorme depressão, rachando a crosta e lançando lava fundida do seu interior.

As crateras fantasmas aparecem como débeis formas circulares na planície do mar (veja as setas na figura) porque suas

Crateras fantasmas (indicadas pelas setas). Imagem USGS
Crateras fantasmas (indicadas pelas setas). Imagem USGS

margens foram empurradas para baixo da lava. Foram formadas por meteoros e são visíveis porque foram apenas parcialmente cheias de lava. De modo inverso, as pequenas crateras que se formaram depois do mar ter solidificado são claras e bem definidas.

Muitas crateras fantasmas foram reconhecidas – eis qui um dilema para os evolucionistas. Baseados na lenta taxa atual de crateramento, os astrônomos evolucionistas precisam de muito tempo para que as crateras fantasmas se acumulem antes que elas se encham de lava – 500 milhões de anos, na verdade.

Porém, depois dos grandes impactos que racharam a crosta, quanto tempo levaria para a lava fluir de dentro da lua e encher a base dos mares? Obviamente não muito – algumas horas, dias ou semanas no máximo. Mais que isso e a lava se solidificaria e o fluxo pararia. Impactos tão grandes teriam efeitos imediatos.

Ademais, as crateras fantasmas refletem a história catastrófica da lua, e são evidência para a sua juventude. Elas também indicam que a taxa de crateramento era muito maior em certa época do passado. E as idades dos outros planetas e luas no nosso sistema solar, baseadas na contagem de crateras, também são muito mais jovens que o afirmado. Astrônomos criacionistas sugerem que esse período de intenso crateramento coincidiu com o Dilúvio global catastrófico que ocorreu na Terra (Gênesis 7:11-12) (5).

Referências

(1) Haruyama, J. et. al., Long-lived volcanism on the lunar farside revealed by SELENE terrain camera, Science, doi: 10.1126/science.1163382, 6 novembro 2008.

(2) Minard, A. Volcanoes rocked dark side of the moon. National Geographic News, <news.nationalgeographic.com/news/2008/11/081106-moon-volcanoes.html>, 6 novembro 2008.

(3) Veja também Sarfati, J., The moon: the light that rules the night, Creation 20(4):36-39, 1998; <creation.com/moon>.

(4) Fryman, H., Ghost craters in the sky, Creation Matters 4(1):6, 1999; <creationresearch.org/creation_matters/pdf/1999/cm0401.pdf>; veja também Psarris, S, What you aren’t being told about astronomy, vo. 1: Our created Solar System, DVD, <creationastronomy.com>, 2009.

(5) Faulknerm D., A biblically-based cratering theory, Journal of Creation 13(1):100-104, 1999, <creation.com/cratering>; Spencer, W.R., Response to Faulkner’s ‘biblically-based cratering theory’, Journal of Creation 14(1):46-49, 2000, <creation.com/crateringresponse>. Eles propõem que uma breve e limitada chuva de objetos espacias caíram sobre a lua, produzindo os característicos mares lunares. Isso explica porque os mares são quase que exclusivamente restritos a um único lado – a chuva acabou antes que a lua tivesse tempo de girar sobre o seu eixo e expor o outro lado.

Sobre cobras, lagartos e mosassauros: evolucionistas quebram a cabeça com a origem das cobras

Artigo traduzido de: Creation 31(3):15-17, jun-ago 2009. Título original: “Of snakes, lizards and mosasaurs – evolutionists puzzle over snake origins”. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.

por Philip Bell

Jibóia (Boa constrictor), uma das maiores cobras do mundo. Foto wikipedia.org.Há alguns anos atrás, falamos de como os evolucionistas estavam debatendo o significado de duas “cobras” fósseis, com membros posteriores, recém-descobertas, na época (1). Pois é… Em 2008, ficaram mais uma vez excitados com a descoberta de pernas em outra espécie fóssil de cobra (2). Há muito tempo, eles se dividiram em dois grupos, com relação à origem das cobras: um grupo defende um lagarto ancestral terrestre; o outro é inflexível quanto à origem das cobras a partir dos mosasauros (répteis marinhos extintos) (3).

Tentando extrair alguma coisa da evidência fóssil, o primeiro grupo propôs a seguinte (e improvável) situação: por milhões de anos, répteis rastejantes tiveram seus corpos alongados, e assim perderam as pernas, apenas para terem-nas reevoluídas milhões de anos depois, dando origem a essas “cobras pernetas”.

Já os que propõem a ideia do mosassauro não ficam impressionados com essa hipótese, por causa do suposto parentesco entre cobras e lagartos – afinal, eles devem ser parentes! Muitos órgãos de lagartos e cobras diferem grandemente, tais como os olhos e centros oculares no cérebro. De qualquer modo, perder informação é uma coisa, mas evoluir novas informações (para pernas, nesse caso) é outra bem diferente (4). Como foi demonstrado em bichos-pau alados, os evolucionistas comumente asseveram que essas reversões evolutivas não acontecem (5). Certamente, os fatos observáveis da genética não dão apoio para as muitas mutações criadoras de informação que seriam necessárias.

Ao invés disso, os defensores da ideia do mosassauro crêem que os mosassauros extintos são relacionados com os lagartos monitores (por exemplo, o dragão-de-komodo) e estes, por sua vez, têm parentesco com as cobras – veja a língua bifurcada dos monitores, semelhante à das cobras, por exemplo. Eles afirmam que a descoberta de várias espécies de cobras fósseis marinhas apóiam a ideia de que as cobras atuais descendem dos mosassauros aquáticos. Mas, de acordo com o outro grupo, essa hipótese também tem problemas, cujo menor deles é o fato de as cobras marinhas lembrarem fortemente as cobras terrestres, mas faltam traços típicos dos mosassauros ou lagartos monitores e seus parentes (6).

De um ponto de vista bíblico, podemos ter certeza de que ambas as idéias estão erradas! Deus criou as cobras de um modo especial – elas não evoluíram de outras criaturas. Isso não é o mesmo que dizer que as cobras permaneceram imutadas desde a sua criação. Todas as cobras atuais são carnívoras, embora seus ancestrais fossem originalmente criados para comer apenas plantas (Gênesis 1:30), por um motivo. A rebelião pecaminosa de Adão e a consequente maldição sobre toda a Criação obviamente teve profundas consequências para as cobras e tudo o mais (Gênesis 13:14-19).

O DNA da serpente versus o DNA dos lagartos

Em anos recentes, evidências da biologia molecular têm sido usadas para darDragão-de-komodo. Foto Wikipedia.org suporte a ideia do lagarto ancestral terrestre. Cientistas compararam o DNA de numerosas espécies de lagartos e cobras (7). Os resultados mostraram que o DNA das cobras é significativamente diferente do DNA dos lagartos varanídeos (monitores e goanas, todos do gênero Varanus (8)), mas é mais parecido como o DNA de outros lagartos terrestres. Eles concluíram que essa é uma forte evidência para a hipótese da origem das cobras a partir de um ancestral terrestre.

Que poderíamos dizer de tudo isso? Bem, é certamente verdade que a evidência molecular é um insulto à história da origem aquática (dos mosassauros). Cobras e monitores não são intimamente relacionados. Assim, como muitos evolucionistas pensam que os mosassauros são ancestrais dos monitores e seus parentes, eles são logicamente arrolados como ancestrais das cobras – e nenhuma outra conexão marinha com as cobras foi sugerida desde então (9).

Mas isso não necessariamente apóia a outra ideia evolucionista da origem das cobras (dos lagartos), contrariamente às suas afirma-ções. Tudo que eles demonstraram foi que as cobras têm mais sequências de DNA em comum com certos lagartos terrestres que outros. Não é menos científico atribuir “homologia” (similaridade no design do DNA) a um Designer em comum – o Deus Criador da Bíblia – que afirmar que cobras e lagartos dividem um ancestral comum.

De fato, as características comuns de um projeto honram o seu designer (10). E nem uma criação especial nem uma evolução de novos corpos projetados podem ser observados no mundo atual.

Cobras ambulantes?

Reconstituição artística da cobra fóssil Pachyrhachis. Fonte: http://www.tylertornado.com/pachyrhachis_snake.jpgOs evolucionistas imaginam um processo de lento e gradual aumento no comprimento do corpo de um lagarto e na perda dos membros. Há evidências de que as cobras sempre tiveram pernas? E, se há, isso seria um problema para cristãos que crêem na Bíblia? Bem, nenhuma cobra tem membros anteriores (nem mesmo rudimentares), mas alguns tipos de cobra (por exemplo, as cobras-cegas, os aniliídeos, as jibóias, as pitons) têm pequenas cinturas pélvicas e minúsculos membros posteriores. Porém, a maioria das cobras atuais (1600 espécies da família dos colubrídeos) não têm pélvis (11). Assim, embora seja verdade que as cobras sejam muito diferentes dos lagartos, é possível que algumas cobras tivessem pernas no princípio. A maldição que Deus lançou sobre a serpente (Gênesis 3:14) impôs que ela “rastejaria sobre o seu ventre”, talvez sugerindo que essa espécie específica de serpente originalmente tinha pernas. Com certeza é possível que Deus tenha introduzido uma mudança genética que levaria à perda de pernas na prole daquele animal (mas isso é um retrocesso em termos evolutivos (4)). Porém, Deus provavelmente criou vários tipos de cobras, por isso é um tanto possível – especialmente se considerarmos quão especializadas elas são hoje – que algumas cobras eram destituídas de pernas desde o princípio.

Por exemplo, enquanto que nós, humanos, temos 32 vértebras, algumas cobras têm 400, permitindo-as terem uma coluna vertebral muito mais flexível. Ademais, cada uma das vértebras tem projeções que conectam as vértebras adjacentes para ajudar a estabilizar a coluna como um todo. Quer se movendo no solo ou na superfície da água, todas as cobras podem se mover com ondulações laterais de seus corpos. No caso de cobras terrestres, elas se movem para frente pressionando-se contra irregularidades do solo. Porém, as grandes jibóias, as pitons e as víboras devem usar também um tipo de “rastejo lagartóide” (de lagartas), a fim de assustar sua vítima. Várias espécies de cobra usam o método do movimento sinuoso lateral para avançar na areia do deserto. Há até mesmo cobras (da família dos colubrídeos) que podem achatar o seu corpo o suficiente para flutuarem de uma árvore a outra, por distâncias consideráveis. Assim, a criação de muitos diferentes tipos de cobras parece provável em vista destes diversos comportamentos locomotivos. Mas, qualquer que seja o caso, nós podemos estar certos de que os tipos de cobras estavam representados na Arca de Noé, 1656 anos depois, e que muita especialização aconteceu entre as cobras nos milhares de anos desde então, resultando nas 2700 “espécies” (12) atuais de cobras reconhecidas hoje.

De acordo com os evolucionistas, o “mais antigo” fóssil de cobra tem “110 milhões de anos” de idade, mas o registro fóssil mostra que as cobras sempre foram cobras. As cobras fósseis com membros anteriores mencionados antes (13) na verdade colocam um dilema diante dos evolucionistas: sua estrutura craniana é semelhante à daquelas cobras supostamente “avançadas” – como as jibóias e as pitons – embora os membros posteriores sejam reconhecidos como “primitivos”! Portanto, mesmo que procuremos nos fósseis ou no DNA, os fatos não ajudam as teorias evolucionistas da origem das cobras de forma alguma, mas são completamente consistentes com o registro histórico do livro de Gênesis.

 

O Mosassauros

Mosassauro. Imagem Wikipedia.org.Até onde sabemos, o mosassauro está extinto. Eram gigantescos répteis marinhos com grandes presas e membros anteriores semelhantes a remos (como as nadadeiras das baleias), algumas das quais tinham mais que os típicos 5 dígitos (1). Acredita-se que os mosassauros eram predadores formidáveis; o maior já descoberto, o Hainosaurus, tinha 17m de comprimento e pesava cerca de 20 toneladas (2). Seus corpos alongados, semelhantes a serpentes, sugerem que nadavam com um movimento sinuoso – eles eram, de fato, um tipo de “serpentes do mar”. O primeiro fóssil de mosassauro foi encontrado em 1770, e o famoso anatomista francês, Georges Cuvier estudou-o em detalhes (3). O Mosassauro é um dos muitos “monstros-marinhos”, no passado e no presente, que aparecem no fascinante e bem-ilustrado livro “Dragons of the Deep” [Dragões das Profundezas] (4).

Referências e Notas

(1) Young, J.Z., The life of vertebrates, Oxford University Press, Oxford, 3. edição, p. 308, 1985.

(2) Giant Mosasaur [fact file], BBC, <www.bbc.co.uk/science/seamonsters/factfiles/giantmosasaur.shtml>, 12 setembro 2008.

(3) Mosasaurus hoffmNNI, NHM Maastricht, <www.nhmmaastricht.nl/nederlands/exposities/tijdelijk/dinosaurs/engl/find/1exp_tk31.htm>, 12 setembro 2008.

(4) Escrito por Carl Wieland e ilustrado por Darrell Wiskur, Dragons of the Deep, Master Books, Arkansas, EUA, 2005.

Referências e notas

(1) Leggy snakes, Creation 22(3):7, 2000; <creation.com/leggy_snakes>. As espécies fósseis mencionadas no artigo eram Pachyharchis e Haasiophis.

(2) Uma cobra chamada Eupodophis. Veja Sarfati, J., Another leggy snake? <creation.com/leggy_snakes2>.

(3) O ancestral mosassauro visto foi o primeiro publicado nos anos de 1870, pelo famosos paleontólogo americano Edward D. Cope.

(4) Wieland, C., The evolutionists train´s a-comin´(Sorry, a goin´- in the wrong direction). Creation 24(2):16-19, 2002; <creation.com/train>.

(5) Bell, P., Evolution revolution. Creation 25(3):31, 2003; <creation.com/stick_wings>.

(6) Para mais informações, veja a ref. 2.

(7) Vidal, N. e Hedges, S.B., Molecular evidence for a terrestrial origin os snakes, Proc. R. Soc. Lond. B (Suplemento). 271:S226-S229, 2004.

(8) Veja Bauer, A.<., Lizards, in: Encyclopedia of Reptiles & Amphibians, 2. edição, Weldon Owen Pty Limited, Fog City Press, California, EUA, pp. 157-159, 2003.

(9) Ref. 7, p. S229.

(10) Holding, J.P., Not to be used again, Journal of Creation 21(1):13-14, 2007; <creation.com/homologous>.

(11) Shine, R., Snakes, in: Encyclopedia of Reptiles & Amphibians, 2. edição, Weldon Owen Pty Limited, Fog City Press, California, EUA, p. 188, 2003. O autor, Dr. Richard Shine, é Professor de Biologia Evolutiva na Universidade de Sydney, Austrália.

(12) Rieppel, O. eKearney, M., The origin of snakes: limits of a scientific debate, Biologist 48(3):110-114, 2001.

(13) Pachyrhachis problematicus e Haasiophis terrasanctus são os mais bem conhecidos.

Adeus Michael Jackson!

O tema deste blog é criacionismo, evolucionismo e design inteligente. Mas preciso me manifestar sobre Michael Jackson.

Esse post é, ao mesmo tempo, um lamento, uma memória e uma homenagem.

Cresci ouvindo muita coisa. Michael Jackson era um dos que eu gostava muito de ouvir. Toda a vez que passava Moonwalker no saudoso Cinema em Casa (SBT) eu assistia. Até o dia em que eu gravei! Aí eu assistia direto! E o que eu mais gostava de ver e ouvir era Smooth Criminal. Eu me deliciava com a forma como o pessoal dançava na tela, e como a música era boa. Quando comecei a tocar saxofone e me interessar por música, eu ouvia Jackson Five, ouvia essas músicas, “Bad”, “Black or White” e desacreditava na qualidade que tinham. No meu casamento, tocamos “Beat it”.

O cara era bom.

Quantos de nós não nos entristecemos com os escândalos que envolviam o nome Michael Jackson. Até mesmo as piadas de mau gosto incomodavam… Foi triste ver a decadência de sua imagem e carreira. Quantas vezes me via, jovem, orando por ele… Pois é, queridos leitores, eu sou fã. Nunca comprei um disco dele, nem fui a um show. Nem sequer conseguia fazer os passos (embora tentasse, e no Ensino Médio até aprendi o moonwalk…). Mas acompanhava sua carreira, por causa daquele clip. E gostava dele. Me influenciou…

[Não podemos deixar de refletir: sua carreira e, agora, sua morte (porque morreu cedo) nos lembram da efemeridade de nossas realizações e de nossa vida. Nossa existência é como um relâmpago. Tudo passa, mas deixamos marcas em outras pessoas. Que Deus nos ajude a não sermos inúteis. Velórios sempre são muito doloridos por isso.]

Posso dizer que Michael Jackson me ajudou a quebrar preconceitos. Sobre dança, sobre música, sobre arte, e até, talvez, um pouco sobre o cristianismo. Não importa se ele era “black” ou “white”. Era Michael Jackson. Gostamos dele pelo que ele era: ótimo dançarino e músico.

Que Deus, nesse momento cujas palavras não expressam tudo o que sentimos, possa confortar a família, os amigos, os fãs. Deixo aqui abaixo o clip que marcou minha infância. Ninguém nunca fez um clip como esse…

Com vocês, “Smooth Criminal”.

O “rosto” de Marte

Um mito baseado na crença evolucionista em “aliens” pode agora ser posto para dormir

Artigo traduzido de: Creation 31(1):22-23, dez 2008 – fev 2009. Título original: “The ‘face’ on Mars”. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.

por Gary Bates

Figura 1. A imagem que começou a história toda, tirada pela Viking 1. Foto Wikipedia.orgEnquanto fotografava lugares potenciais para a aterrissagem de futuras missões tripuladas em Marte, em 1º de julho de 1976, a Viking 1, da NASA, revelou algumas características incomuns da superfície marciana. Uma estrutura com mais ou menos 1,9 km x 2,6 km parecendo, um rosto completo com enfeites (veja a figura 1). Rapidamente, jornais do mundo todo noticiavam o “Rosto de Marte”.

Nessa mesma região de Marte, chamada Cydonia, outras estruturas semelhantes a pirâmides foram vistas. As imagens tornaram-se uma sensação, e muito rapidamente os pensamentos se voltaram para qual o tipo de alien que as teria construído, e de onde eles teriam vindo!

A NASA tentou acalmar a especulação de que avançadas civilizações alienígenas haviam criado as estruturas. Mas, como descobri depois de muitos anos de pesquisa dos fenômenos de OVNIs, os que acreditam no movimento nunca deixam que os fatos fiquem no caminho de uma boa história. A tentativa da NASA só fez crescer as noções conspiratórias que os crentes do movimento OVNI já “sabiam” – isto é, que os governos encobriram a verdade sobre os OVNIs e visitações alienígenas.

A ideia de que uma civilização a muito perdida teria construído as estruturas foi propagada principalmente por Richard C. Hoagland, um auto-proclamado “consultor científico”, que até mesmo ajudou o renomado jornalista da TV, Walter Cronkite, durante as transmissões da missão Apollo.

Os anos 80 viram o fenômeno OVNI explodir. O livro “The Roswell Incident” [“O Incidente de Roswell”] criou raízes na cultura popular com suas falsas afirmações de uma nave alienígena que teria caído no Novo México, em 1947; o governo teria removido os destroços e corpos dos alienígenas do local (1).

Em 1987, Hoagland lançou seu livro The Monuments of Mars: A City on the Edge of Forever [algo como “Os Monumentos de Marte: Uma Cidade Para Sempre no Limite”], apelidando essa área de Cydonia, “A Praça da Cidade”. Polêmicas vendem, e as afirmações de Hoagland tornaram-se muito populares. Ele foi ainda mais longe afirmando que raças inteligentes existiram em nossa própria lua e também nas luas de Júpiter e Saturno. Por muitos anos, famosos crentes em OVNIS, como Eric Von Däniken, em seu best-seller, Chariots of the Gods [“Carruagens dos Deuses”], de1968, afirmou que foram alienígenas mais antigos e avançados que construíram as pirâmides do Egito e outras estruturas. E, agora, como “estruturas piramidais” foram vistas em Marte, parecia ter peso afirmar que antigos extraterrestres deixaram seus cartões postais em nosso sistema solar. Isso também dá um peso maior a uma teoria de nossas origens, conhecida como “panspermia dirigida” (2), a qual diz que a vida primordial na Terra foi deliberadamente plantada por aliens, e a evolução fez o resto.

Mas o que eram essas estruturas?

Essas incríveis afirmações foram baseadas primeiramente em duas grandes pressuposições:

1. Que a evolução é verdadeira porque ocorreu na Terra. Portanto, em um universo de bilhões de anos de idade, raças alienígenas muito mais antigas que nós poderiam (e até deveriam) ter evoluído em qualquer lugar, sendo agora literalmente abundantes neste vasto universo. Se eles eram muito mais antigos, teoricamente haveriam de ter tido muito mais tempo de desenvolver tecnologias muito melhores que as nossas. Esses alienígenas viajantes-do-espaço poderiam ter criado esses artefatos há milhares de anos atrás.

2. Que as estruturas em Marte eram resultado de um projeto, um design com propósito específico. Mas não eram, como mostraremos adiante.

As negações da NASA eram um encobrimento?

Apesar das abundantes teorias de conspiração, devemos lembrar que agências espaciais como a NASA simplesmente adorariam mais que qualquer coisa encontrar evidência de raças alienígenas. Em anos recentes, eles brigaram por atenção e verbas, e sabem sobre o grande público interessado na possibilidade de vida extraterrestre. O já longo programa Origens, que ajudou imensamente na obtenção de verbas, foi criado para procurar vida no espaço, e culminou no aparecimento do atual campo da astrobiologia (3). Encontrar ETs seria um gigantesco achado para a NASA.

Porém, fotos mais detalhadas de Cydonia pela expedição Mars Global Surveyor, de 1998, foram um banho de água fria nas afirmações alienígenas sobre o “Rosto”. Elas mostraram que o “Rosto” e as “Pirâmides” eram nada mais nada menos que formações geológicas naturais que sofreram erosão (veja a figura 2). Em certo ângulo de incidência de luz, ocorre uma ilusão, e parecer haver um rosto ali. Mas essas fotos, tiradas de um ângulo diferente, mostraram que havia pouquíssimas caracterís-ticas de design para que alguém pudesse afirmar terem sido projetadas.

Marte parece ter sido, e ainda deve ser, geologicamente ativo. Há montanhas e vulcões, incluindo o enorme Olympus Mons – o maior vulcão do Sistema Solar (4). Há também redes de canais e canyons que sugerem que já fluiu muita água por ali algum dia (5). O “Rosto” e as pirâmides não são nada mais que os resíduos dessa atividade geológica.

E agora, de outra fonte,há mais evidências que põem fim às afirmações sobre um “Rosto”. Não muito tempo atrás, a sonda espacial Mars Express, da Agência Espacial Européia (ESA), enviou as fotos de maior resolução já tiradas de Cydonia. Gerhard Neukum, o principal investigador da câmera Mars Express, disse que recebeu centenas de e-mails pedindo por mais fotos. “Alguns deles até disseram: ‘A NASA está mentindo, queremos a verdade’.” Ele diz que os teóricos da conspiração ficaram quietos depois que a imagem foi revelada (Figura 3) (6).

Uma nova religião

A crença de que aliens avançados e “mais evoluídos” existem e retornarão algum dia para resolver nossas mazelas, consertar os buracos da camada de ozônio e solucionar o aquecimento global, etc., não é apoiada por nenhuma evidência séria. Isso inquestionavelmente tornou-se uma nova religião. Tragicamente, as pessoas estão procurando por sentido, propósito e esperança de um novo futuro nos lugares mais errados possíveis. Eles escolhem ignorar (2 Pedro 3:5) as abundantes evidências do Deus Criador da Bíblia – o Criador cuja verdade poderia de fato libertá-los e dar-lhes uma esperança certa e fiel (João 8:32).

 

Um homenzinho em Marte?

Em Janeiro deste ano, a mídia mais uma vez promoveu especulações gratuitas sobre vida inteligente em Marte. O rover Spirit da NASA mandou uma foto do que pareceu ser uma “pessoa” sentada, apontando para algum lugar. A NASA ridicularizou as afirmações, dizendo que aquilo estava a poucos metros da câmera e a rocha não tinha mais que poucas polegadas de altura. O astrônomo Phil Plait, do website Bad Astronomy disse: “Se a imagem realmente é de um homem em Marte, então ele é incrivelmente pequeno. Estamos fazendo tempestade num copo d’água! É só a nossa tendência natural de ver formas familiares em objetos randômicos.”

(Female Figure on Mars Just a Rock, <www.space.com/scienceastronomy/080124-bad-mystery-mars.html>, 5 março 2008.)

Referências e Notas

(1) Veja Bates, G. What really happened at Roswell? Creation 29(4):19-21, 2007; <creationontheweb.com/roswell>, 6 Julho 2007.

(2) Do Grego pas/pan (tudo, todos) e sperma (semente).

(3) Por exemplo, os dois rovers (veículos de exploração) que aterrissaram na superfície marciana em 2004 (Spirit e Opportunity), ainda estão enviando dados à NASA. Estas, mais o recente Phoenix, fazem parte do programa Origins.

(4) O Monte Everest caberia dentro dessa cratera.

(5) Veja Bates, G., Water, water, where are you? Creation 27(3):23-26, 2005; <creationontheweb.com/mars-water>.

(6) Nature 443(7110):379, 28. Setembro 2006.

O oba-oba do “fóssil de Darwin”

Artigo traduzido de: Creation.com. Título original: “Darwin fossil hyper-hype”. Publicado em 23 maio 2009. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.

por Don Batten, publicado em 23 maio de 2009.

O fóssil bem-preservado de Darwinius masillae, alvo de uma campanha publicitária orquestrada e barulhenta. O comprimento, com a cauda, é de cerca de 90 cm. Foto Franzen et al. (Ref 8).

A ação subitamente orquestrada da mídia sobre este fóssil é quase inacreditável. Os paleontólogos convidaram até Michael Bloomberg, Prefeito de Nova Iorque, a comparecer ao “lançamento” oficial de Ida (o apelido bonitinho do fóssil), quando ele fosse desvendado – como uma nova escultura de um artista famoso – à reunião de jornalistas.

Poucos dias após a publicação do artigo científico, eles anunciaram um livro (The Link), uma página na Internet (The Link) dedicada à história, e um documentário pela Atlantic Productions (The Link). Sir David Attenborough escreveu e narrou uma versão especial para a BBC (1).

Eles planejaram tudo isso para o lançamento na imprensa em questão de dias antes da publicação do artigo. E tudo isso visando o público leigo.

Attenborough disse: “Esta pequena criatura vai nos mostrar nossa conexão com todos os outros mamíferos. O elo que se dizia estar perdido… não está mais.” (2) Mas note seu cuidadoso discurso. Os leigos, incluindo muitos repórteres, ouviram “eles encontraram o elo entre humanos e símios”, mas Attenborough quis dizer um possível elo entre primatas e o resto do reino animal. Essa abordagem ambígua parece ser deliberada, e não só por Attenborough. A repetitiva ênfase “O Elo”, com toda a excitação publicitária, reforça isso. É o mesmo tipo de tática desonesta que dizer, em um debate, que evolução significa mudança, mudança ocorre nos organismos (por exemplo, a perda dos olhos em peixes de cavernas), portanto a evolução (das moléculas à humanidade) é um fato.

E só para completar, neste “ano de Darwin”, eles nomearam a criatura em homenagem ao herói dos ateus, Charles Darwin: Darwinius masillae. (Alguém deve estar pensando o que Charles Darwin diria agora, se ele pudesse – veja Lucas 16:26-31). Como disse Richard Dawkins, Darwin permitiu que ele se tornasse um “ateu intelectualmente satisfeito”. Essa é a razão de toda a excitação sobre Darwin, que parece ser a febre do momento, neste “Ano de Darwin”.

Não acho que já tenha visto afirmações tão espalhafatosas sobre um achado fóssil, e olha que já vi algumas, incluindo a de um dos principais co-autores desse artigo: as declarações de Philip Gingerich a respeito do Pakicetus, em 1983. Gingerich tinha alguns fragmentos do crânio de um mamífero do Paquistão, e afirmou que aquilo era o precursor evolutivo das baleias. Ele embelezou a história com uma reconstrução artística de como o Pakicetus (baleia do Paquistão) seria, com pernas tornando-se nadadeiras, um cotoco de cauda se desenvolvendo e a criatura imaginária mergulhando para caçar peixe. Bonitinho… Gingerich afirmou que aquilo era “perfeitamente intermediário, um elo perdido entre os primeiros mamíferos terrestres e as baleias completamente formadas”. Com uma afirmação assim tão forte e confiante vinda de um especialista, quem poderia duvidar que a evolução era verdadeira? Sete anos depois, outros paleontólogos publicaram um artigo descrevendo o restante do Pakicetus e, agora, o fóssil quase completo mostrou que a imaginação de Gingerich realmente o deixou na mão e o animal não era o elo perdido que ele esperava.

Aparentemente muitos paleontólogos gostam desse gênero de comportamento publicitário “ultra-afobado” a favor de um conto-de-fadas evolucionista, porque eles recentemente elegeram Gingerich como presidente da Associação Americana de Paleontologia (em inglês, American Paleontological Association).

Gingerich comparou o achado de Ida à descoberta arqueológica da Pedra de Roseta (o que finalmente permitiu o deciframento dos hieróglifos egípcios)! Seus colaboradores neste artigo juntaram-se alegremente à bagunça publicitária. Em uma entrevista televisionada, o co-autor Dr. Jørn Hurum disse: “É realmente muito difícil dizer exatamente quem deu origem aos humanos naquela época, mas melhor que isso é difícil…” De acordo com o ScienceNews, Hurum disse, “Este é o primeiro elo de todos os humanos… realmente um fóssil que liga o mundo todo.” (2) E, “É o equivalente científico do Santo Graal. Este fóssil provavelmente será aquele que estará nos livros didáticos pelos próximos 100 anos.” (3)

Hurum tem uma reputação, na Escandinávia, de aparecer frequentemente na televisão e rádio para promover seus pontos de vista sobre evolução e paleontologia (4). Na coletiva de imprensa com os pesquisadores, um jornalista perguntou sobre a conveniência de todo o barulho sobre uma suposta descoberta científica e Hurum disse ao The New York Times: “Qualquer popstar faz a mesma coisa. Precisamos começar a pensar em fazer isso em ciência.”

Hurum também comparou o achado à descoberta da “arca perdida da arqueologia” (5), enquanto que o co-autor Jens Franzen exaltou-o como “a oitava maravilha do mundo” (3). Caramba!

As afirmações

Um artigo no New York Daily News resumiu as alegações da seguinte forma [a numeração é adição nossa] (3):

1. “… o elo perdido há muito procurado entre humanos e símios.

2. “… o fóssil da criatura parecida com um lêmure, apelidado Ida, mostra polegares opostos, como os humanos, e unhas ao invés de garras.

3. “…pernas posteriores dão evidência de mudanças evolutivas que levaram a primatas eretos – um avanço notável que poderia finalmente confirmar a teoria da evolução de Charles Darwin.”

Comentários

1. Para ser justo, os paleontólogos na verdade não disseram que ele era um elo entre humanos e símios, mas é compreensível que os jornalistas tenham interpretado o que eles disseram desse modo (6). Eles estão dizendo que Ida deve lançar alguma luz sobre o que deve ser a conexão entre o suposto ancestral evolutivo da humanidade, um primata, e os não-primatas. O Dr. Jens Franzen disse na coletiva de imprensa, na celebração de “lançamento”, em Nova Iorque: “Não estamos lidando com nossa tatara-tatara-tatara-avó, mas talvez com nossa tatara-tatara-tatara-tia-avó.” Note que aqui Franzen admite que a criatura não é um ancestral dos humanos, então Ida não é um elo entre humanos e qualquer coisa, nem mesmo entre os hipotéticos precursores dos primatas em geral.

2. Lêmures têm polegares (hálux) opostos, e unhas ao invés de garras também, mas quase ninguém considerou que eles tenham algo a ver com o ancestral do homem. Além disso, como outros primatas, mas não os humanos, eles o têm nos seus pés, o que é bom para agarrar galhos, mas dificulta bastante a postura ereta para andar.

3. Note o discurso cuidadoso. Os autores imaginaram certas características que devem ser relevantes para se andar ereto dez milhões de anos evolutivos atrás. Eu não encontrei nada no artigo publicado que apoiasse essa conjectura (7). E note que isso “poderia finalmente confirmar a teoria da evolução de Charles Darwin”. Ora, isso admite tacitamente que a teoria ainda não foi confirmada, contrário a muitos outros barulhentos achados fósseis que foram exibidos como “prova” da evolução (a história da evolução humana tem sido uma história muito adaptável e, sempre, mutante).

O que eles encontraram?

O artigo científico (8) não contém qualquer uma das declarações supervalorizadas (acima) que temos ouvido na mídia. Ele descreve um fóssil excepcionalmente bem-preservado de uma criatura parecida com um lêmure (95% completo), o que é bem incomum para fósseis primatas.

Os autores do artigo não encontraram o fóssil. O Dr. Jørn Hurum convenceu a Universidade de Oslo a comprar a parte principal, de colecionadores particulares (custou um milhão de dólares!). Isso significa que a tafonomia (os exatos locais e situação) do fóssil não é conhecida com certeza, embora ele tenha aparentemente vindo do Messel Pit, na Alemanha, que já é bem-estudado. Quando coletado em 1983, os colecionadores o partiram em duas peças e soldaram-nas separadamente. A metade inferior acabou em um museu particular em Wyoming, EUA, e foi estudado por Jens Janzen (co-autor do artigo em questão), no começo dos anos 90. Ele percebeu que houve algum tratamento nele, a fim de fazê-lo parecer o mais completo possível. Os pesquisadores conseguiram juntar as duas partes para estudar. Usaram raios-X para distinguir o fóssil verdadeiro das partes adulteradas.

Com um fóssil tão completo, grande parte do artigo se ocupa com uma descrição detalhada. O fóssil tem um padrão corpóreo básico e unhas e polegares como os dos lêmures, mas faltam duas características que são exclusivas aos lêmures: uma pequena garra sobre a unha e um dente afagador (N.T. tradução aproximada – uma fileira de dentes fundidos), usados para afagar outros membros da comunidade. Portanto, não se trata de “apenas um lêmure”.

Não há nada no artigo que apóie as bizarras declarações feitas ao público leigo. A única seção relevante inclui uma tabela e discussão que afirma que a criatura tem mais similaridades à subordem primata Haplorrhini (que inclui os társios, macacos, chimpanzés e humanos) que à outra subordem, Strepsirrhini (que inclui lêmures, lorisídeos etc). Porém, os autores classificaram o Darwinius como pertencendo a Strepsirrhini e disseram que não defendem nenhuma outra forma. Estranho… Talvez tenham dito isso para passar pelos revisores, porque uma proposta de mudar o grupo que inclui Darwinius (Infraordem Adapformes), de uma subordem dos primatas para outra, certamente seria controversa, bem como muito difícil de justificar. Mas, com a festa pública da mídia orquestrada, um atraso na publicação do artigo seria constrangedor. Todavia, a alegação de Ida ser totalmente relevante para a história evolutiva das origens humanas depende que os autores estabelecessem justamente o que eles rejeitaram expressamente em seu artigo.

4. Além disso, não há absolutamente nenhum outro fóssil que ligue o Darwinius, ou seus parentes, a humanos ou mesmo a qualquer dos supostos ancestrais evolutivos do homem. Há uma lacuna de uns 40 milhões de anos evolutivos!

Olhando para o fóssil e a reconstrução do artista, me impressiona que a aparência seja tão irreconhecível. Se você visse essa criatura na floresta, você pensaria que é um lêmure, ou algo similar. Deveria ser do interesse dos evolucionistas que algo que eles dizem ter 47 milhões de anos de idade seja tão parecido aos primatas modernos como os lêmures.

Evolucionistas estão céticos com relação a esse oba-oba

Reconstrução de como seria o Darwinius masillae. Encomendado pelo paleontólogo, não apóia o barulho da mídia sobre sua relevância para a evolução humana; é muito parecido a criaturas existentes hoje. Desenho por Bogdan Bocianowski. Veja a Ref. 8. Interessante que vários evolucionistas estão criticando o oba-oba sobre este fóssil. Ann Gibbons, em um comentário no ScienceNow (9), criticou:

“É um espécime extraordinariamente completo, maravilhoso, mas não está nos dizendo muita coisa que já não saibamos”, disse a paleoantropóloga Elwyn Simons da Duke University em Durham, Carolina do Norte.

“’Este é o elo primário de todos os humanos’, disse Hurum à coletiva de imprensa.
“Muitos paleontólogos não estão convencidos. Eles apontam que a análise de Hurum e Gingerich comparou 30 traços do novo fóssil com primatas inferiores e primitivos, quando a prática padrão é analisar 200 a 400 traços e incluir antropóides do Egito e os novos fósseis de Eosimias, da Ásia, ambos os quais foram esquecidos na análaise do artigo. ‘Não há análise filogenética para apoiar as alegações, e os dados são selecionados’, diz o paleontólogo Richard Kay, também da Duke University. Callum Ross, uma paleontóloga da Universidade de Chicago em Illinois, concorda: ‘Suas alegações de que este espécime seria classificado como um haplorhine é insuportável à luz dos modernos métodos de classificação.’”

[Nota nossa: Brian Switek, escritor de ciências, no The Times online de 26 de maio, criticou o oba-oba em cima de Ida. Mencionando outras descobertas superestimadas (um mamute e um réptil marinho), ele escreveu, “Mamutes congelados e répteis marinhos gigantes são fascinantes, mas não estão no cerne da guerra cultural entre criacionismo e evolucionismo do jeito que um potencial ancestral humano está. É por isso que eu desejo que se tenha mais cautela em promover Ida... Compará-lo ao santo Graal e à Arca Perdida apenas agrava o problema; os criacionistas, sem dúvida, afirmam que essas metáforas revelam que a evolução é uma religião com suas próprias relíquias.” Isso mostra que a preocupação dos evolucionistas sobre o oba-oba de Ida não necessariamente origina-se de exatidão, mas da compreensão de que isso será um tiro no pé na “guerra cultural”, que é na verdade a guerra contra o Deus da Bíblia.]

Preservação em xisto?

O fóssil foi preservado em xisto. O xisto de Messel também tem muitos outros fósseis interessantes e bem-preservados. Ele supostamente se formou no assoalho de um lago criado por atividade vulcânica. Este assoalho, “cheio de água, aparentemente, de um jeito ou de outro, acumulou gases que envenenaram os animais individualmente, episodicamente ou periodicamente [refs]. O resultado é uma fauna diversa de insetos, peixes, anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos excepcionalmente bem-preservados [refs] (8, grifo nosso).” É de quebrar a cabeça pensar que gás poderia ter matado tantas criaturas em episódios repetidos. ScienceNews disse:

“Os cientistas acreditam que ela foi derrubada pelo dióxido de carbono, enquanto bebia do lago Messel: as águas paradas do lago eram frequentemente cobertas por uma camada de gás resultante das forças vulcânicas que formaram o lago e que ainda estavam ativas. Impedida por seu punho quebrado, Ida ficou inconsciente, caiu dentro do lago e afundou até o assoalho, onde as condições únicas preservaram-na por 47 milhões de anos.” (2)

Há muito barulho por quase nada além de um fóssil muito bem preservado, pelo qual pagaram muito dinheiro.

Há uma mistura de fósseis de criaturas terrestres e aquáticas. O dióxido de carbono matou os peixes também? Deveria ter havido um período prolongado no qual o dióxido de carbono cobria as águas, a fim de desoxigená-la e os peixes morrerem. E estes peixes inchariam e flutuariam, o que não contribui em nada para que fossem soterrados e preservados (fossilizados).Um fóssil do xisto oleoso de Messel – um morcego que é muito similar aos micromorcegos atuais. Foto Wikipedia commons.

Ademais, como poderiam as criaturas ser então preservadas em tantos detalhes, com a lenta acumulação de sedimentos no lago, mediante a abordagem evolucionista de longo tempo para a geologia? Até mesmo a silhueta da carne de Ida está preservada, e restos de sua última refeição (frutas e folhas).

Este poderia ser outro exemplo de soterramento catastrófico associado ao Dilúvio de Noé. Estudos recentes têm mostrado como rochas de granulação fina, como o xisto, podem se formar muito rapidamente, contrariamente às noções evolucionistas atuais.

Estase

Muitos outros fósseis interessantes e bem-preservados têm sido encontrados no sítio fossilífero de Messel. Alguns dos mais bem-preservados são claramente identificáveis, como um morcego, que é claramente um morcego – um micromorcego que provavelmente apresentava ecolocalização. Peixes encontrados, inclusive bowfins (amídeos), percas, peixes-agulha e enguias. Répteis, inclusive crocodilos, aligátores, tartarugas e uma cobra. E há até alguns pássaros e mamíferos. Considerando os supostos 47 milhões de anos de tempo, a similaridade de tantas dessas criaturas com os sobreviventes atuais falam de estase – criaturas reproduzindo “segundo a sua espécie”, não evolução.

Resumo…

Infelizmente, os ingênuos serão arrogantemente convencidos de que a evolução explica nossas origens, e, portanto, não têm necessidade de um Criador. Mas há muito barulho por quase nada além de um fóssil muito bem-preservado, pelo qual pagaram muito dinheiro. No Ano de Darwin, os evolucionistas, especialmente os ateus, vão com muita sede ao pote, empurrando a evolução ao público. Se isso é o melhor que eles têm, os criacionistas que creem na Bíblia não têm nada a temer.

Referências

(1) The Film: A major documentary film on Ida and her place in our history; Disponível em: <http://www.revealingthelink.com/more-about-ida/the-film>.

(2) Common Ancestor of Humans, Modern Primates? “Extraordinary” Fossil Is 47 Million Years Old, ScienceDaily, 19 May 2009. Disponível em: <http://www.sciencedaily.com/releases/2009/05/090519104643.htm>.

(3)http://www.nydailynews.com/news/us_world/2009/05/19/2009-05-19_missing_link_found_fossil_of_47_millionyearold_primate_sheds_light_on_.html# ixzz0G934GaPW&B

(4) Meet Jorn Hurum, The Man Who Found The Missing Link Or Ida, The 47 Million Year Old Fossil; http://www.softsailor.com/news/3220-meet-jorn-hurum-the-man-who-found-the-missing-link-or-ida-the-47-million-year-old-fossil.html, postado em 20 maio 2009.

(5) Fossil frenzy, The Scientist.com, http://www.the-scientist.com/templates/trackable/display/blog.jsp?type=blog&o_url=blog/display/55725&id=55725, 21 maio 2009.

(6) Até mesmo o The Scientist, que você deve achar que normalmente tomaria cuidado em não usar um discurso tão ambíguo, referiu-se ao Darwinius masillae como “nosso novo ancestral primata de 47 milhões de anos”. Disponível em: <http://www.the-scientist.com/daily/2009/05/21/>

(7) No artigo do periódico, os autores descrevem a interface superficial do osso astrágalo com a fíbula (o osso da panturrilha) como sendo saturada. Eles afirmam que isso é uma característica da subordem de primatas que inclui macacos, chimpanzés e humanos (não apenas humanos). Eles também admitem que não há mamíferos não-primatas que tenham uma saturação angular semelhante (p.17-18).

(8) Franzen J.L., Gingerich P.D., Habersetzer J., Hurum J.H., von Koenigswald W., et al., Complete primate skeleton from the Middle Eocene of Messel in Germany: Morphology and Paleobiology. PLoS ONE 4(5): e5723 DOI: <10.1371/journal.pone.0005723>, 2009.

(9) Gibbons, A., “Revolutionary” Fossil Fails to Dazzle Paleontologists, ScienceNOW Daily News, 19 maio 2009; Disponível em: <http://sciencenow.sciencemag.org/cgi/content/full/2009/519/1?etoc>

 

Nota do Tradutor: Essa tradução foi muito difícil e trabalhosa. Fiz o melhor que pude, tentado adaptar o estilo ao nosso estilo "blogueiro". Por isso, correções daqueles que entendem melhor de anatomia, anatomia comparada e paleoantropologia serão muito bem- vindos!

Olá! Pessoal! Recebemos uma visita ilustre!

Queridos leitores,

Semana passada não publiquei nada, e a isso devo minha falta de tempo. O professor eventual aqui precisou trabalhar… e muito! Foi muito boa a semana passada! Mas me faltou tempo para escrever, traduzir e publicar.

Enquanto isso, recebemos uma visita ilustre! Muito me honra o Prof. Charbel Niño El-Hani, do Instituto de Biologia da UFBA, comentando sobre o artigo Criacionismo nas escolas: Ensino Religioso ou Ciências? Então, estou bastante ocupado debatendo com ele sobre o assunto. Quem quiser passar lá para ver, vai ser igualmente uma honra!

Abraço a todos e Deus os abençoe,

Daniel.

BANG! A flor-trebuchet

Artigo traduzido de: Creation 31(2):32-34, mar-mai 2009. Título original: “Bunchberry BANG!”. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.

por David Catchpoole

Foto de Joan Edwards. Passeando por uma daquelas imensas florestas de coníferas da América do Norte, em um ensolarado dia de verão, você pode até pensar que, naquele mundo verde ao seu redor, nada demais pode acontecer.

Porém, pesquisadores descobriram que a planta Cornus canadensis, uma flor típica da taiga norte-americana (1), que cobre o chão dessas florestas, não perde tempo na hora de desabrochar.

Foto de Joan Edwards. Repare nas pequenas inflorescências - são elas que "explodem". Usando uma câmera de alta velocidade, os pesquisadores mostraram que a C. canadensis pode abrir suas pétalas, catapultando o pólen ao ar, em menos de 0,4 milissegundos! (2,3) Isso é mais rápido que o salto das cigarrinhas (cercopídeos – 0,5-1,0 milissegundo), (4,5) o ataque de uma espécie de lagosta-boxeadora (2,7 milissegundos) (6,7), a abertura explosiva dos frutos de Impatiens (2,8-5,8 milissegundos) (1,3), o ataque da língua de um camaleão (50 milissegundos) (8,9), e o fechamento da planta carnívora Dionaea muscipula (100 milissegundos) (10,11).

“Muitas pessoas pensam nas plantas como estáticas e sedentárias”, disse Joan Edwards, um dos pesquisadores. “Nós ficamos surpresos com a rapidez com que essa flor se abre.” (12) E têm mesmo razão para ficar. Os pesquisadores começaram usando uma câmera de alta velocidade que tira 1000 fotos por segundo – mas as imagens ficaram borradas, indicando que a câmera era lenta demais! Somente quando usaram uma câmera superveloz, que tira 10.000 fotos por segundo, eles conseguiram capturar no filme exatamente o que acontece quando a C. canadensis “explode” (13).

Foto por A. Acosta, J. Edwards, M. Laskowski e D. Whitaker, veja a ref. 2. Quando as flores se abrem, em uma explosão, as pétalas se separam rapidamente (dentro dos primeiros 0,2 milissegundos) e lançam-se para trás, fora do caminho dos estames, que carregam o pólen. Esses estames então se abrem e aceleram-se a cerca de 2400 vezes a força da gravidade – aproximadamente 800 vezes a força que os astronautas experimentam durante um lançamento (14) – catapultando os grãos de pólen ao ar “a uma altura impressionante de 2,5 cm”. Embora a primeira vista isso não pareça muito, as flores têm apenas poucos milímetros de altura [menos de 1/10 de uma polegada (2,54cm)]. Por isso, deve-se dizer, essa é uma façanha equivalente a nós lançarmos uma rocha ao topo de um edifício de seis andares (12)!

Na verdade, as pessoas aprenderam a realizar tais façanhas – através do uso de aparelhos como o trebuchet (Figura 1), um lançador de projéteis especializado, usado nas guerras medievais (15). O trebuchet foi engenhosamente projetado, usando princípios da física (alavancas) para impulsionar objetos (e, às vezes, pelo que se diz, um infeliz negociador… (16)) muito mais longe e muito mais rápido que uma simples catapulta.

É intrigante que as anteras da C. canadensis assemelham-se, e funcionam como,Nos tempos medievais, o trebuchet era usado nas guerras. A força e poder fornecidos por um grande trebuchet seriam suficientes para lançar objetos muito pesados nas posições inimigas - pesados o suficiente para inflingir danos em paredes fortificadas, por exemplo. Algumas ilustrações de trebuchets medievais até retratam um infeliz negociador sendo lançado além das paredes do castelo por onde ele havia entrado! Fala-se que os trebuchets eram usados para catapultar pessoas mortas e animais em castelos e fortalezas, com o intuito de espalhar doenças. Foto istockphoto. trebuchets em miniatura. A carga (o pólen na antera) é atada ao braço lançador (filete) por uma “dobradiça” flexível, que conecta a antera ao topo do filamento. Depois que as pétalas se abrem, a tensão dos filamentos se desfaz, liberando energia elástica, a rotação da antera sobre o topo do filamento acelera o pólen a sua máxima velocidade vertical e o lança, arremessando o pólen para cima (3).

É claro… Sabendo que o trebuchet medieval foi inteligentemente projetado, poderíamos dizer que a C. canadensis também foi? (E o Designer da C. canadensis teve a ideia primeiro!) De fato, o artigo dos pesquisadores no periódico Nature aparentemente não pôde deixar de usar essa linguagem: “Os estames da C. canadensis são projetados como trebuchets medievais em miniatura…” (3, grifo nosso).

Evidentemente é muito difícil imaginar como cada um dos componentes florais poderia ter surgido, em perfeita sincronia, por um possível processo de evolução gradual. “As pétalas abrem-se independentemente da atividade do estame” (17), disseram os pesquisadores – mas por que haveria necessidade de uma rápida abertura das pétalas se o estame-trebuchet, completamente funcional, não estivesse pronto desde o início? De forma inversa, um rápido lançador de pólen seria inútil se as pétalas não desabrochassem a tempo (18).

Tudo isso aponta (Romanos 1:20) para a conclusão lógica que a explosão da C. canadensis não surgiu por nenhum acidente.

Referências

(1) Veja a ref. GARCIA, Marcelo. Rápida no gatilho. Ciência Hoje On-line, 06 jun 2005. Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/3387>. Acesso em: 14 mai 2009. Nota do Tradutor: Essa referência não consta no texto original.

(2) Angell, S., Professors record the world´s fastest plant, Oberlin College News & Features, <www.oberlin.edu/news-info/05may/expflower.html>, 12 mai 2005.

(3) Edwards, J., Whitaker, D., Klionsky, S., Laskowski, M., A record-breaking pollen catapult, Nature 435(7039):164,2005.

(4) Burrows, M., Froghopper insects leap to new heights, Nature 424(6948):509, 2003.

(5) Veja também Catchpoole, D., In leaps and bounds – the amazing jumpings prowess of frogs and froghoppers, Creation 30(4):40-41, 2008; <www.creation.com/leaps).

(6) Patek, S., Korff, W. E Caldwell, R., Deadly strike mechanism of a mantis shrimp, Nature 428(6985):819-820, 2004.

(7) Veja também Sarfati, J., Shrimpy superboxer, Creation 30(2):12-13, 2008; (www.creation.com/shrimpy>.

(8) Snelderwaard, P., de Groot, J. E Deban, S., Digital video combined with conventional radiography creates an excellent high-speed X-ray video system, Journal of Biomechanics 35:1007-1009, 2002.

(9) Sarfati, J., A coat of many colours – captivating chameleons, Creation 26(4):28-33, 2004; <www.creation.com/chameleon>.

(10) Forterre, Y., Skotheim, J., Dumais, J. e Mahadevan, L., How the Venus flytrap snaps, Nature 433(7024):421-425, 2005.

(11) Veja também Sarfati, J., Venus flytrap – ingenious mechanism still baffles Darwinists, Cration 29(4):36-37, 2007; <www.creation.com/flytrap>.

(12) Schirber, M., World´s fatest plant: New speed record set, Live Science, <www.livescience.com/othernews/05012_exploding_pollen.html>, 12 mai 2005.

(13) Sohn, E., Fastest plant on Earth, Science News for Kids, <www.sciencenewsforkids.org/articles/20050615/Note3.asp>, 24 ago 2006.

(14) N.T.: “O filete é liberado rapidamente, adquirindo uma aceleração de até 24.000 m/s2 (800 vezes maior do que a necessária para colocar uma nave em órbita).” GARCIA, Marcelo, op. cit., ref. 1.

(15) Trebuchet.com – the atomic bomb of the Middle Ages, <www.trebuchet.com>, 1 dez 2006.

(16) All about catapults, www.catapults.info, 1 dez 2006.

(17) Novamente, o grifo é nosso. Ref. 2.

(18) Os mecanismos de catapulta da língua dos camaleões e das pernas dos cavalos são, da mesma forma, irredutivelmente complexos. Isto é, ambos os sistemas de “abertura” e “lançamento” devem estar completos desde o início para que a “catapulta” funcione – os supostos pequenos passos intermediários da evolução não teriam nenhuma vantagem por si mesmos, porque a seleção natural não os favoreceria.

Veja a ref. 8 e Sarfati, J., Horse legs: the special catapult mechanism, Creation 25(4):36, 2003; www.creation.com/horselegs.

N.T. Achei alguns vídeos no site na Nature, sobre a explosão da C. canadensis. Os vídeos estão em câmera lenta. Não consegui publicá-los, então, segue o link para download: http://www.nature.com/nature/journal/v435/n7039/suppinfo/435164a.html. Acesso em 15 mai 2009. Abaixo, um vídeo do You tube.

 

Mecanismo de Polinização da C. canadensis.

Nova técnica para obtenção de células-tronco pluripotentes surpreendem; ou, O provável fim da matança dos inocentes

Foto stock.xchng Em março, Barack Obama suspendeu as restrições de financiamento federal às pesquisas de células-tronco embrionárias (1). Como sempre acontece nessas decisões, agradou e desagradou a muitos. E alguns dos defensores dessas pesquisas ufanaram-se com a vitória da deusa ciência sobre os cretinos dogmas religiosos. Aqui no Brasil não foi muito diferente…

Há um ano atrás escrevi sobre isso. Até hoje, aquele post (2) é o mais visitado deste blog, com 861 visualizações. Portanto, é lógico que o assunto desperta o interesse de muitos. Naquela ocasião, me manifestei contra as pesquisas – o que ainda faço, sem medo algum de estar errado, ou de ser acusado de viver no século XVI. Pois é melhor ser cuidadoso que afobado.

Para quem não lembra, as células-tronco embrionárias são pluripotentes, ou seja, podem se especializar em virtualmente qualquer célula do corpo humano. Obtê-las seria incrível, pois teríamos um tratamento tendendo à perfeição: células do próprio paciente (sem risco de rejeição), se desenvolvendo para reconstituir tecidos e orgãos danificados. Brilhante. O problema é como obtê-las: é preciso matar um embrião humano. Biologicamente, é indiscutível: o embrião é um ser humano. Não tem lógica dizer o contrário. É só deduzir…

 

Todos os humanos têm 46 cromossomos.
Embriões que crescem em úteros humanos têm 46 cromossomos.
Logo, embriões que crescem em úteros humanos são humanos. (3)

Porém, é lógico que as pessoas não admitem isso porque, se admitirem, admitirão que estão matando pessoas ao procurarem obter as células-tronco embrionárias dessas pessoas. (Isso parece ter algo a ver com “cobiçar o que é do próximo”, algo assim…) Mas e quanto às pessoas que estão dependendo dessas pesquisas para voltarem a andar, falar, se locomover, etc – enfim, para serem curadas? Devem abandonar a esperança?

Graças a Deus, não. E já explico por quê.

“A vida de toda carne é o seu sangue”

Imagem stock.xchngIsso está em Levítico 17:14 (a versão é a NVI). Embora não esteja se referindo às celulas-tronco embrionárias, pegamos emprestada a citação justamente porque vamos falar sobre o sangue. Ou melhor, do que se pode obter com o sangue.

Em março deste ano, cientistas conseguiram reprogramar células do sangue para agir como células-tronco embrionárias (4). Ou seja: serem pluripotentes.

Para gerar células-tronco pluripotentes induzidas (apelidadas células iPS), coletou-se sangue de um doador masculino de 26 anos. Da amostra de sangue, os pesquisadores isolaram células CD34+, um tipo de célula-tronco que produz somente células sanguíneas, e cultivaram-nas com fatores de crescimento por seis dias, aumento-as em número.

"Durante a cultura, os cientistas infectaram as células CD34+ com um vírus que carregava fatores de reprogramação, genes expressos normalmente em células-tronco embrionárias, que podem reiniciar as células sanguíneas a um estado embrionário. Colônias de células exibindo características físicas semelhantes às das células-tronco embrionárias (CTE) apareceram cerca de duas semanas após o procedimento. Para determinar se as células eram semelhantes também funcionalmente às CTEs, os cientistas analisaram as linhagens de células CD34+ iPS, para ver se haviam adquirido “marcadores” de células-tronco, a combinação singular de proteínas que cobrem a superfície das células e as distingue de outros tipos celulares. De fato, as linhagens de iPS expressaram os mesmos marcadores que as CTE e, além disso, também compartilharam a capacidade de se diferenciar em uma variedade de tipos celulares especializados.” (5)

A importância disso é óbvia: com investimento nesse tipo de pesquisa, daqui a algum tempo talvez não seja mais necessário matar embriões para obter células-tronco pluripotentes. E nesse caso, que se façam mais e mais pesquisas, que se invista dinheiro e que se trate pessoas que só podem ser tratadas com células-tronco. Afinal, mais ninguém vai ter que morrer por isso.

A importância de dar tempo ao tempo

Recebi essa notícia com muita alegria, mas só a recebi agora. Veja que a publicação é de 20 de abril, 18 dias atrás. Procurei nos principais jornais online do Brasil, mas não achei nenhuma notícia sobre isso. Por quê?

Por que houve tamanho frenesi quando as pesquisas de células-tronco embrionárias (aquelas que matam pessoas) foram liberadas no Brasil; as notícias eram rapidíssimas; havia flashs a toda hora na TV; especialistas nas rádios; e essa pesquisa, tão maravilhosamente esperançosa, parece não ser do conhecimento de ninguém? Por quê?

Certamente, alguém está pensando, como sempre fazem, que eu não preciso do tratamento, por isso o critico. Mas a questão não é essa. Eu precisar ou não, não muda um fato: matar pessoas para o meu benefício é errado. Contudo, o tratamento talvez possa ser obtido dessas novas técnicas.

A obtenção de células-tronco pluripotentes do sangue, que é um dos tecidos mais fáceis de se obter, provê uma estratégia simples para a geração de células-tronco específicas do paciente, que são valiosas ferramentas de pesquisa e podem, um dia, ser usadas para tratar várias doenças". (8)

Uma vez que células-tronco estiverem disponíveis a partir do sangue do paciente, deverá haver bem pouco, senão nenhum, interesse em células-tronco embrionárias como fonte de reposição de células para tecidos doentes. Embriões ainda não produziram tratamentos até hoje, enquanto que fontes não-embrionárias originaram mais de 70 tratamentos efetivos (6). Se não há necessidade médica para a destruição sistemática de embriões humanos, porque há tantos pesquisadores que ainda promovem, insistentemente, essa prática?" (7)

image Se essa pesquisa se confirmar em tratamento, as coisas mudam completamente.  Fico me perguntando se, daqui a 60, 80, 100 anos, 200 anos, quando os universitários, mestres e doutores daquele tempo souberem que matamos embriões para fazer pesquisa, vão olhar para nós como assassinos de inocentes. Será que vão nos comparar a Herodes – matando crianças para manter a si mesmo? Ou como o Faraó contemporâneo de Moisés – matando crianças para manter sua nação?

Conclusão

O problema todo é sua cosmovisão, querido leitor. Se a vida humana não passa de um acidente natural (de muita sorte), porque ela deve ser considerada de valor? Por que preservá-la? Contudo, se ela foi criada com um propósito, por um Deus eterno que a ama, por que deveria ser assassinada?

Não sou moralista. Mas fatos são fatos. Há alternativas às células-tronco embrionárias. Por que não investir nelas? Por que houve tanta pressa em pressionar pesquisas que envolvem um problema ético tão complexo, se há outras possibilidades não-agressivas à Ética?

A resposta é ansiedade. A ansiedade faz os pesquisadores julgarem o problema ético não tão importante (ou uma frescura). Faz as vítimas das doenças acreditarem que, sem aquele tratamento, não haveria outra chance de serem curados. Faz as autoridades não enxergarem linhas de pesquisa alternativas. Faz a humanidade pensar só no presente. Faz o homem não pensar no próximo.

Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido. Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.” (1 Pedro 5:6-7, NVI)

Referências

(1) OBAMA SUSPENDE RESTRIÇÕES DE FINANCIAMENTO FEDERAL A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO. Abril.com. Disponível em: <http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/obama-suspende-restricoes-financiamento-federal-pesquisa-celulas-tronco-426391.shtml>. Acesso em 8 mai 2009.

(2) PEREIRA, Daniel Ruy. Células-tronco: por que não? Blog Considere a possibilidade. Postado em 7 abr 2008. Disponível aqui, evidentemente!

(3) Propositadamente, não considerei outros fatores como o raciocínio lógico, as artes, a linguagem, o comportamento, a filosofia e outros fatores que fazem de um ser com 46 cromossomos um humano. Contudo, não se conhece outra espécie que tenha 46 cromossomos. Essa é uma característica exclusiva do Homo sapiens sapiens.

(4) LOH, Yuin-Han et al. Generation of induced pluripotent stem cells from human blood. Blood. Pré-publicado online em 18 mar 2009. Disponível em: <bloodjournal.hematologylibrary.org>. Acesso em: 8 mai 2009.

(5) STUDY FINDS BLOOD CELLS CAN BE REPROGRAMMED TO ACT AS EMBRYONIC STEM CELLS. American Society of Hematoloqy. Publicado em 20 abr 2009. Disponível em: <http://www.hematology.org/media/04202009.cfm>. Acesso em: 08 mai 2009. Tradução nossa.

(6) THOMAS, B. Understanding the Stem Cell Debate. ICR News. Postado em <www.icr.org> em 10 jul 2008. Acesso em: 21 abr 2009.

(7) THOMAS, Brian. Stem cells from blood render embryonic sources obsolete. ICR News. Postado em 6 mai 2009. Disponível em: <http://www.icr.org/rticle/4613/>. Acesso em 8 mai 2009. Tradução nossa.

(8) Ver ref 5.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Como funcionam os métodos de datação

Artigo traduzido de: Creation 30(2):28-29, junho-agosto 2008. Título original: “How dating methods work”. Copyright Creation Ministries International Ltda, <www.creation.com>. Usado com permissão.

por Tas Walker

Imagem stock.xchngCerta  vez, em uma aula, usei uma proveta graduada para ilustrar aos meus alunos como funcionam os métodos de datação científica. Meu esquema mostrava uma torneira que pingava diretamente na proveta. Estava bem marcada, por isso meu público podia ver que a proveta tinha exatamente 300 ml de água. O diagrama também mostrava que a água pingava a uma taxa de 50 ml por hora. Perguntei:

– Há quanto tempo a água está pingando na proveta?

– Seis horas – responderam imediatamente alguns deles.

– Muito bom. Como vocês descobriram?

– Dividindo a quantidade de água na proveta (300 ml) pela taxa (50 ml/h).

– Excelente! – disse eu. Vocês veem como é fácil calcular cientificamente a idade de alguma coisa? Todos os métodos de datação que os cientistas usam funcionam exatamente do mesmo modo. Consistem em medir algum fator que está mudando com o passar do tempo.

Os alunos começaram a relaxar quando entenderam que a datação científica não é tão difícil. Então eu os surpreendi:

– O problema é que seis horas é a resposta errada.

Eles me olharam perplexos e desconfiados.

– Eu montei esse experimento e posso lhes dizer que a água está pingando háFoto Wikipedia.org apenas uma hora. Vocês podem me dizer o que aconteceu?

Depois de se recuperarem do choque, alguém perguntou:

– A torneira estava gotejando mais rápido antes?

– Pode ser – respondi.

– A proveta estava quase cheia quando você começou o experimento?

– Talvez. Mas vocês percebem o que estão fazendo? – perguntei – A fim de calcular uma idade vocês fizeram suposições sobre o passado. Vocês assumiram que a taxa sempre foi 50 ml/h e que a proveta estava vazia quando o experimento começou. Baseados nessas suposições vocês calcularam o tempo de 6 horas.

(Balançaram as cabeças afirmativamente.)

– Vocês ficaram perfeitamente satisfeitos com aquela resposta. Ninguém a desafiou.

(E eles concordaram.)

– Então, quando eu lhes contei a resposta certa, perceberam o que fizeram? Vocês rapidamente mudaram suas suposições sobre o passado a fim de que concordassem com a idade que eu disse a vocês.

Cada cientista deve primeiro fazer suposições sobre o passado antes que possa calcular uma idade. Se o resultado parece concordar com as suposições, ele o aceita alegremente. Mas se não concordar com outra informação, ele mudará suas suposições para que sua resposta seja coerente.

Não importa se a idade calculada é muito velha ou muito jovem. Sempre há muitas suposições que um cientista pode fazer para obter uma resposta consistente.

Subitamente, luzes se acenderam sobre a cabeça de meus ouvintes. Meu público viu, em poucas palavras, como funcionam os métodos de datação (1). A datação científica não é uma forma de medir, mas uma forma de pensar.

 

Como os métodos funcionam na prática

Uma camada de cinzas vulcânicas na África Oriental, chamada de tufo KBS, ficou famosa por causa dos fósseis humanos encontrados nas suas proximidades (1).

Usando o método potássio-argônio (K-Ar), Fitch e Miller foram os primeiros a medir a idade do tufo. Mas seu resultado, de 212-230 milhões de anos, não concordou com a idade dos fósseis (elefante, porco, símios e ferramentas), por isso rejeitaram a data. Disseram que a amostra fora contaminada com argônio em excesso (2).

Usando novas amostras de feldspato e pedra-pomes eles dataram “com segurança” o tufo em 2,61 milhões de anos – o que resolveu maravilhosamente bem o problema.

Mais tarde, essa data foi confirmada por outros dois métodos [paleomagnetismo e traços de fissão (fission-track)], e foi amplamente aceito.

Então Richard Leakey encontrou um crânio (chamado KNM-ER 1470) abaixo do tufo KBS, um crânio que pareceu muitíssimo moderno para ter 3 milhões de anos de idade.

Assim, Curtis e outros re-dataram o tufo KBS usando amostras selecionadas de pedras-pomes e feldspato, e obtiveram uma idade de 1,82 milhões de anos. Essa nova data estava de acordo com a aparência do novo crânio (3).

Testes de outros cientistas que usaram paleomagnetismo e fission-tracks confirmaram a idade menor.

Então, nos anos 80, apareceu uma nova data, em notável acordo com o tufo KBS, e esta se tornou a mais amplamente aceita.

Tudo isso ilustra que, contrariamente ao senso comum, os métodos de datação não são o meio principal de se determinar as idades. Os métodos de datação não são precedentes; são consequentes. Seus resultados são sempre “interpretados” para concordar com outros fatores, tais como a interpretação evolucionista da geologia e fósseis.

Referências e notas

(1) Para mais informações veja Lubenow, M.L., The pigs took it all, Creation 17(3):36-38, 1995; <creationontheweb.com/pigstook>.

(2) Fitch, F.J. e Miller, J.A., Radioisotopic age determiniations of Lake Rudolf artifact site, Nature 226(5242):226-228, 1970.

(3) Curtis, G.H., et al., Age of KBS Tuff in Koobi Fora Formation, East Rudolf, Kenya, Nature 258:395-398, 4 Dezembro 1975.

Referências

(1) Para mais informações, veja: Sarfati, J., Diamonds: a creationist´s Best friend, Creation 28(4):26-27, 2006 e Walker, T., The way it really is: little-known facts about radiometric dating, Creation 24(4):20-23, 2002.

Nota do tradutor: Mudei um pouco o estilo do artigo. Ele não parece tanto um conto, mas, em português, o resultado fica melhor assim.

“Presságio” e a certeza do Fim

A última vez que peguei um cinema, se me lembro bem, foi para ver Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal – ou seja, há um bom tempo. Motivado pela história, fui ao cinema ver este novo filme, Presságio, estrelado por Nicolas Pôster do filme "Presságio".Cage e dirigido por Alex Proyas. E que agradável surpresa! O filme é excelente, os efeitos especiais são perfeitos, o filme é cativante, a trama bem conduzida… e tem a ver com a questão das origens (e fins) e propósito da existência! Logo, mesmo que eu quisesse, não poderia deixar de lado um material tão bom assim. Se você ainda não viu, saiba que, por aí afora, na Internet, o estão comparando ao ótimo Sinais, com Mel Gibson (mas, em minha opinião, é melhor); saiba também que eu vou contar muita coisa do filme. Se Paulo Villaça, ótimo crítico de cinema do site Cinema em cena.com – que leio sempre e gosto muito –, não conseguiu analisar o filme sem revelar alguns pontos, quem dirá eu! Mas vou tentar esconder o máximo que puder (1).

O enredo é bem interessante. Em 1959, em uma escola prestes a ser inaugurada, os alunos fazem desenhos sobre como acham que será o futuro. Entre foguetes, robôs e coisas do tipo, uma das folhas é totalmente preenchida, frente e verso, com números. Todos os trabalhos são lacrados e inseridos em uma “cápsula do tempo”, um conteiner que será aberto 50 anos depois. Isto é, hoje.

Nicolas Cage interpreta John Koestler, professor de astrofísica do MIT e filho de um pastor protestante. Mas Koestler perdeu sua fé depois de perder a esposa, em um acidente de carro, e cria o filho sozinho. Filho que, aliás, estuda naquela escola…

No dia da abertura da cápsula o tempo, o envelope com aqueles números cai nas mãos do filho de Koestler, que o entrega ao pai. Primeiro, ele não dá a mínima. Depois, é atraído por uma sequência particular: 0911012996. Ele percebe que é uma data: 11 de setembro de 2001. Dia do atentado terrorista no World Trade Center, que somou 2996 vítimas. Exatamente o número escrito! Olhando para o tela do Google, Koestler exclama algo como: “Você só pode estar brincando!” Ele continua a verificar as sequências e percebe que elas são as datas de tragédias e números de mortos que ocorreriam nos próximos 50 anos. E, dos números, o último é o mais intrigante: fala a data e o número de mortos da última tragédia prestes a acontecer: “EE" – everyone else, “todo mundo”. E isso está além da intervenção humana.

Koestler tem sua fé no Acaso não só desafiada, como demolida. Como é de se esperar, ficou atônito quando descobriu que seu deus não existia, e que seu pai estava certo. E esse vai ser o centro do meu post. Porque o “ateísmo indica força de espírito, mas até certo grau somente.” (2) É preciso coragem para deixar de crer em Deus, mas teimosia para continuar descrendo. Os sinais de Sua existência são abundantes e variados.

A origem e o fim

A questão do fim está intimamente relacionada à das origens, porque as coisas só terminam porque têm um começo. Mas não começam porque têm um fim. Isso é mTudo tem um começo... Foto stock.xchng.uito importante.

No filme Koestler pergunta aos seus alunos no que eles creem: em um propósito por trás de tudo – em um Designer Inteligente –, ou que as coisas simplesmente acontecem – por acaso. Ele mesmo é do segundo grupo. Mas é incoerente em seu próprio discurso. Há muitas evidências a favor do Designer. Engana-se quem acha que os crentes creem só porque crer é bonito e agradável, e fornece uma esperança. Embora haja pessoas assim, cremos porque é óbvio. Não se pode negar o óbvio. Ninguém nega a existência de átomos ou de elétrons. Não é preciso vê-los para saber que existem.

Logo, se há um Designer, um Projetista, quer dizer que Ele nos projetou e criou, direta ou indiretamente. Se for só um projetista tudo bem. O problema é se Ele for um Ser moral, com o conceito modelar de justiça e retidão, e exigir isso de suas criaturas, de seus projetos executados. Se Ele for assim, precisamos corresponder ao seu padrão, e isso pode ser assustador, não? Mais assustador ainda é perceber que nosso conceito de moralidade e justiça precisam ter vindo de alguém que tenha produzido esses conceitos originais: o próprio Designer. Por isso evitamos tanto falar do fim do mundo, pois isso significa, em última instância, olhar para o Designer e ser cobrado por Ele. Mas não podemos fugir para sempre do debate.

Famigerado fim do mundo

“É possível que nenhum outro século tenha sido tão obcecado pelo apocalipse quanto este nosso”, diz o teólogo Luiz Felipe Pondé (3). E ele tem razão absoluta. Nunca a humanidade falou tanto em seu fim fora das igrejas. Aquecimento global, inverno nuclear, desestabilidade social, guerra mundial… Além, é claro, dos cataclismas: meteoros que podem colidir em nosso planeta, a morte do sol (daqui há bilhões de anos), a extinção da espécie humana. Nossa sociedade é uma sociedade que frequentemente pensa em termos de fim. O alto interesse da NASA em explorar Marte é justamente um investimento no longo prazo. As campanhas de preservação do meio ambiente também. Afinal, todos sabemos que a Terra não vai aguentar o homem aqui pra sempre.Todos sabemos que existe fim da linha... Só não queremos pensar nele. Foto stck.xchng

Ou seja, querido leitor, cientifi-camente, socialmente ou biblica-mente, o mundo vai acabar. A questão é quando.

Se você tem fé cega no uniformitarismo, que as forças naturais sempre foram e sempre serão constantes, não precisa se desesperar porque vai demorar uns bilhões de anos até isso acontecer. A menos que o catastrofismo (que fala de eventos imprevisíveis – e grife bem essa palavra – ocorrendo de vez em quando, como os tsunamis de 2004) esteja certo. Se bem que nosso amanhã é tão imprevisível que não sei se este é o meu último post. Todos podemos morrer hoje. Então, a data do fim do mundo não importa tanto assim, já que, para o indivíduo, cada dia pode ser o último. Isso te faz pensar um bocado… Se você parar para pensar.

Quando é o fim do mundo?

No filme, Koestler descobre a data do fim do mundo, mas nós nunca saberemos qual é o dia. A Bíblia é bem coerente quando diz que “quanto ao dia e à hora ninguém sabe” (Mateus 24:36). E, bem da verdade, Jesus nem julgou necessário que soubéssemos isso. Porque o que importa é estar preparado para o imprevisível. A pergunta “quando é o fim” tem a seguinte resposta. “Depende. O seu fim, ou o fim do mundo? Os dois são imprevisíveis!”

Mas o cerne do ensino de Jesus é que o fim do mundo é decidido no presente (4). Como aparece no finzinho do filme, a salvação só está disponível para os “eleitos”, para aqueles que “ouviram o Chamado”. E mesmo os eleitos precisam decidir se vão obedecer o chamado ou ficar parados, olhando. Veja o que Jesus disse sobre isso:

Quando o Filho do Homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.

Então dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai!Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram.’

Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’

O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.’” (Mateus 25:31-40)

Na sequência, o Rei Jesus faz o inverso com os que estão à sua esquerda, porque não fizeram essas coisas. É claro que essa ilustração não fala que você será salvo pelas suas boas obras (afinal, os que são recompensados sequer sabiam porque estavam sendo recompensados. Agiram sem pensar em benefício próprio), porque a base da salvação é a fé em Jesus. Essa parábola ensina que a atitude que temos hoje determina como será o fim do mundo para nós.

Conclusão

Presságios não são necessários para saber que o mundo e a civilização estão indo rumo ao seu fim. Basta olhar para ele e perceber isso. Além disso, a Bíblia se ocupa em nos preparar para o filme. No filme, há várias referências a ela, há vários conceitos que a ilustram, e até podem ajudar a compreendê-la. Embora o filme não seja bíblico, é bem subjetivo, e encaixa-se perfeitamente em algumas partes da Bíblia, mas o fim do mundo, como retratado no cinema, é assombrosamente similar, em formato, à Palavra de Deus (5).

Independente disso, a vida de cada um de nós é imprevisível. Hoje pode ser o último dia. Por isso, o fim do mundo é decidido no presente, e a única decisão que pode nos salvar da Desgraça Final, do Juízo Eterno daquele Designer que nos criou e perante o qual nos apresentaremos no fim do mundo ou no nosso fim, é nos submeter a Jesus Cristo. Crer nele e no que Ele fez por nós e a única forma de sermos salvos.

‘Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.

‘Felizes os que lavam as suas vestes, e assim têm o direito à árvore da vida e podem entrar na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira.

‘Eu, Jesus, enviei o meu anjo para dar a vocês este testemunho concernente às igrejas. Eu sou a Raiz e o Descendente de Davi, e a resplandecente Estrela da Manhã.’

O Espírito e a noiva dizem: ‘Vem!’ E todo aquele que ouvir diga: ‘Vem!’ Quem tiver sede, venha; e quem quiser, beba de graça da água da vida.” (Apocalipse 22:12-17)

Jesus vem! Imagem stock.xchng.

Referências

(1) Outras análises do filme podem ser encontradas nos seguintes links:

(2) PASCAL, Blaise. Pensamentos. São Paulo: Escala, [s.d.]. p. 104. (Grandes Obras do Pensamento Universal, v. 61.)

(3) Citado por BOSCOV, Isabela. Loucos pelo apocalipse. Veja.com. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/150409/p_102.shtml>. Acesso em: 23 abr 2009.

(4) Essa tese e desenvolvimento é do excelente CONYERS, A.J. O fim do mundo: o que Jesus realmente disse sobre sua segunda vinda. São Paulo: Mundo Cristão, 1997.

(5) PORTELA, Solano. Presságio: reflexões escatológicas e existenciais, a partir do filme. Blog O tempora, o mores! 12 abr 2009. Disponível em: <http://tempora-mores.blogspot.com/2009/04/pressagio-reflexoes-existenciais-e.html>. Acesso em: 23 abr 2009.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.